1. O africanismo é uma paixão contangiante, mas quando duas gerações daquela jaez se encontram é uma delícia escutar as suas memórias.
2. Uns iam lá como colonos; outros como meros negociantes. Os administrativos, os profissionais da saúde - médicos, enfermeiros, etc. - os agricultores, os aventureiros, os técnicos, os artífices, e outros!, todos têm histórias (histórias das suas vidas!) para contar.
3. Os mais velhos ainda se recordam dos tempos da 1ª República e um deles, na primeira infância, estivera na Roça Saudade, em S. Tomé, ao colo de António José de Almeida que, mais tarde, viria a ser um dos Chefes de Estado do novo regimen.
4. Muitos nasceram no continente africano mas vieram para Portugal, para junto dos seus parentes europeus; o percurso inverso também se verifica, motivado por uma juventude que procurava saídas para a falta de oportunidades no Velho Continente.
5. Da 1ª República, chovem histórias que até parecem ter lugar nos dias de hoje como, por exemplo, o aspecto tribal da Guiné/Bissau onde os conflitos eram constantes, maior parte deles alimentados pelos próprios governantes coloniais que ambicionavam uma promoção fácil.
6. Sempre que um levantamento tribal tinha lugar, o governador passsava a mensagem a Lisboa mas, por vezes, o ministro (de proveniência sectária) pouco sabia o que estava a fazer. No entanto, para levantamentos reais ou fictícios, era hábito despachar um vaso de guerra da proximidade e, no fim da operação, tribos leais, governadores sabidos e marinheiros voluntariosos recebiam medalhas pelo bem sucedido apaziguamento.
7. Certa ocasião, o vaso de guerra mais próximo estava em Cabo Verde a fazer aguada e a meter carvão, pois a sua autonomia estava limitada às máquinas auxiliares - paus de carga, levantamentos de âncoras, e pouco mais. Ordem do ministro: "Que se faça ao mar de imediato, ainda que com máquinas auxiliares".
Nau
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