1. Por obviar disputas sectárias no topo da instituição política, a figura do Rei assume-se como o garante da Democracia.
2. tendencialmente - por indiferença, desleixo ou falta de capacidade para tomar decisões - a maioria, por processos psíquicos não conscientes, delega os seus direitos naqueles que se aproximam do Poder, minoria essa meramente subserviente de uma outra que, confortavelmente instalada na vida, controla os bens de produção da comunidade.
3. Como bens de produção entende-se tudo aquilo que é útil, i.e., necessário para o sustento, existência e ordem na comunidade, dado que a produção (para além da parte material ou conjunto de processos) é tudo o que a natureza dá, bem como o que o ser humano realiza, pela arte ou espírito.
4. Para controlo dos bens de produção, a tal minoria carece de um Poder garantido por consenso na comunidade, quer personificado no chefe impositivo, quer expresso por ditames da razão sobre aquilo que se deve fazer ou omitir, i.e., a lei.
5. Em determinada altura, as normas obrigatórias que disciplinam a relação dos homens na comunidade pareceram dispensar a figura do Rei, porquanto estas, por natureza impessoais, bastavam aos possidentes que imediatamente as perfilharam, incentivados pela febre codificativa do consulado napoleónico que consagrara o Estado de Direito.
6. Logo, o Poder oligárquico possidente jamais será contido por leis da sua inspiração, mas por actos concertados dos cidadãos comuns que, em unidades cooperativas de consumo e/ou produção, vão aguçando o espírito crítico e empreendedor.
7. As oligarquias esclarecidas, segundo Stuart Mill, poderão dinamizar as comunidades, mas bom será que o Poder controlador dessas oligarquias seja moderado pela figura apartidária do Rei, pois Monarquia rima com Democracia.
Nau
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