1. A recente campanha publicitária maçónica tem dois objectivos: recrutar novos membros; branquear o seu tenebroso passado.
2. Sem dúvida que vivemos numa demoracia emburguesada onde são cumpridas todas as formalidades democráticas - gestão administrativa do Estado por sufrágio universal; liberdades de associação, reunião e expressão garantidas - mas a tutela é meramente oligárquica.
3. O Poder é exercido por delegados eleitos pelo povo, embora os candidatos sejam indigitados pelos órgãos partidários, encontrando-se o dito Poder subordinado aos interesses de uma minoria possidente e apátrida.
4. A fim de assegurar a sua manutenção na área do Poder, as lojas maçónicas tentam recrutar novos membros, aliciando-os com confortáveis lugares nas administrações de empresas e até nos quadros dos diferentes partidos.
5. Como todo o mundo tem presente, as lojas maçónicas surgiram no início do séulo XVIII como organizações filantrópicas e capa para dissidentes
políticos, remontando a sua origem em grémios da construção, vulgares na Idade Média, dos quais adoptaram emblemas e práticas fora do conhecimento público.
6. Em suma: as lojas maçónicas são meras associações de compadrice porquanto o amor aos seus smelhantes e pelas obras em favor da humanidade, bem como as lucubrações exaustivas não carecem de juras e práticas de cultura segregadora e, sobretudo, anti-democráticas.
7. Despundonoradamente, corifeus maçónicos revelam (o que é sabido há muito tempo) ser a República, imposta na primeira década do século passado, obra da maçonaria, esbatendo o Regicídio, a eliminação de opositores às suas lojas, os vandalismos praticados a esmo ao longo de vários anos, tais como o assassinato de oficiais do cruzador D. Carlos, como epopeias nacionais.
Nau
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