segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Nº. 72 - República & Aristocretinos

1. 'A república interessa aos pseudo-aristocratas', argumenta Daniel Nunes Mateus no "Monárquicos Portugueses Unidos".

2. Na escassez de méritos próprios, resta alardear quaisquer linhagens que apenas poderão impressionar os papalvos.

3. A nobreza impôs-se como uma classe castrense; acumulou funções administrativas de territórios durante largo tempo; foi cortesã para abocanhar sinecuras políticas; hoje é mero cadáver adiado.

4. Num tempo de mudanças vertiginosas, os graus académicos - sucedâneo encaprichado de cábulas e andanças - igualmente sucumbiu pela galopante inflação.

5. A meritocracia é um mito e nada vale a par de uma bolsa de moedas sonantes ou de uma destacada função política.

6. Sempre houve oportunistas e na Salazarquia estes rivalizavam com o seu mestre - monárquico para uns; católico para outros; republicano por conveniência; em suma: um traste para todos.

7. A República nasceu por equívocos; sobreviveu por equívocos e persiste por andar por aí muita gente equivocada.

Nau

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