1. 'A república interessa aos pseudo-aristocratas', argumenta Daniel Nunes Mateus no "Monárquicos Portugueses Unidos".
2. Na escassez de méritos próprios, resta alardear quaisquer linhagens que apenas poderão impressionar os papalvos.
3. A nobreza impôs-se como uma classe castrense; acumulou funções administrativas de territórios durante largo tempo; foi cortesã para abocanhar sinecuras políticas; hoje é mero cadáver adiado.
4. Num tempo de mudanças vertiginosas, os graus académicos - sucedâneo encaprichado de cábulas e andanças - igualmente sucumbiu pela galopante inflação.
5. A meritocracia é um mito e nada vale a par de uma bolsa de moedas sonantes ou de uma destacada função política.
6. Sempre houve oportunistas e na Salazarquia estes rivalizavam com o seu mestre - monárquico para uns; católico para outros; republicano por conveniência; em suma: um traste para todos.
7. A República nasceu por equívocos; sobreviveu por equívocos e persiste por andar por aí muita gente equivocada.
Nau
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