terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Nº. 73 - República, Aristocretinos & cia.

1. Começo por rectificar o título do apontamento de ontem - 'República & Aristocretinos' - para 'República, Aristocretinos & Cia.'.

2. Não foi correcto deixar de fora a parçaria do costume, isto é, os videirinhos, os especuladores, os franco-maçãos e os homens dos aparelhos partidários.

3. Claro que os nomes sonantes têm sempre larga audiência nos meios 'cor de rosa' do Velho Continente - alguém com porte aristocrático e nome eslavo é tido como príncepe russo até nas tertúlias intelectuais do Paris republicano.

4. No Novo Mundo persiste um certo encanto pelas árvores genealógicas, mesmo de duvidosa autenticidade; pelos extensos nomes latinos aos quais é dada grande atenção, talvez pela dificuldade em os pronunciar correctamente.

5. Ter largos cabedais na República Federal estadunidense é razão suficiente para ser tido como grande senhor, rivalizando com a nobreza europeia ao afirmar-se como o descendente da segunda ou terceira geração no mesmo património.

6. Curiosamente, um professor universitário que no Velho Continent se enquadra numa classe média alta, no dito Novo Mundo é frequentemente ultrapassado na consideração social por quadros de empresas para a formação dos quais deu largo contributo.

7. O escol do futuro será tecnocrático e nas suas fileiras não haverá lugar para aristocretinos (aristocratas lato sensu já não existem), por mais cor de rosa (ou vermelhos) que estes se apresentem

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário