1. Na bravata entre monárquicos e republicanos, forçoso é reconhecer que a razão está do lado destes últimos, por mero preconceito cultural.
2. Referendar a República após um século de equívocos - praxes maçónicas, tutelas castrenses, paternalismos inquisitoriais e rodriguinhos soezes - é um disparate.
3. A política é isso mesmo: ciência de governar os povos, i.e., conjunto de conhecimentos práticos adquiridos na gestão da sociedade humana, como as águas de um rio a correr de modo continuado, sem necessidade de voltar atrás.
4. O argumento de que entre os paízes mais desenvolvidos se encontram aqueles que têm instituições monárquicas é capcioso; o número destas em comparação com as outras é residual, embora a natureza da primeira seja menos oligárquica do que a segunda.
5. Considerar o poder económico, como o político, mais estável nas monarquias do que nas repúblicas, só por muito amor à camisola, valendo tanto como a insinuação de que a nobreza é inerente à Monarquia, esquecendo que até no Novo Mundo esta medra entre os ... impressionáveis.
6. Por outro lado, afirmar que a instituição monárquica desrespeita direitos democráticos é um absurdo porquanto, sendo tal matéria ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens na comunidade, o incumprimento destas significa mera contravenção.
7. Há muito boa gente que confunde igualdade perante a lei com equidade nas relações interpessoais. A figura do Rei é da mesma natureza dos magistrados, das autoridades legítimas, apenas sustentável dentro das funções em que está incumbido, i.e., obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
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