quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Nº. 59 - Europa II

1. No último apontamento aflorei o problema das tentativas hegemónicas na Europa, dando como exemplo a França que, mesmo antes das investidas napoleónicas, se exercitava nesse campo.

2. O cardeal Rechelieu, no século XVII, lutou contra o poder da nobreza e reprimiu o movimento protestante em França, enquanto incentivava uma política contrária a leste para dirimir o poderio da Austria e, por tabela, da Espanha, que se assumiam protectores dos Estados Pontifícios.

3. Aliás a Espanha, no auge dos seu poderio, tinha o suporte total de Roma através dos Papas cuja eleição manipulava, conferindo benesses às ordens religiosas como contrapartida à evangelização dos gentios no Novo Mundo e às actividades mercantil, agrícola e mineira que estes suportavam.

4. No auge do Sacro Império, a Austria dominava grande parte da península italiana e sonhava conseguir a hegemonia dos Estados Alemães à compita com a Prússia que, ao fim e ao cabo, levou a melhor, numa altura em que a França, para consolidar a paz com velhos adversários, oferecia o trono do México a um príncipe austríaco.

5. Os nacionalismos, entretanto, despertavam por tudo que era sítio, particularmente nos locais em que as perspectivas de bons negócios se tornavam evidentes para a burguesia possidentária - quer na Europa, quer no resto do mundo.

6. A Europa, apesar do fervilhar revolucionário, continuava a afirmar-se pela qualidade dos seus produtos; a rivalidade entre alemães e ingleses crescia, intrigando estes últimos para que o desforço franco-alemão se verificasse, almejando a eliminação de dois concorrentes.

7. A guerra tornou-se inevitável e quando no fim do conflito 1914-18 o Presidente estadunidense (Thomas Wilson) sugeriu uma federação europeia, todas as cabecinhas pensantes do Velho Mundo abanaram as orelhas.

Nau

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