sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Nº. 68 - O Princípio do Fim, II

1. Sobreviver à crise, verificar perspectivas de subsistência, aumentar a produção foram os temas aflorados no último apontamento.

2. As crises económicas (os famosos ciclos económicos) sempre existiram e existirão; embora imprevisíveis no tempo, os malefícios por estes causados poderão ser razoavelmente esbatidos.

3. Mesmo com uma escassez de provisões extrema, o que será possível sobreviver a uma crise incontrolável? A maralha, por ser a mais numerosa; os possidentes, pelos recursos materiais que poderão utilizar em seu benefício; a classe média pela oportunidade de ascenção ou queda.

4. Aumentar a produção. Tal parece fácil pela disponibilidade da mão de obra. Contudo, a matéria-prima (extracção/transporte) e a energia (cinética/potencial) não dispensam o engenho, i.e., a capacidade de prever, criar estruturas e dirigir.

5. Aparentemente, conforme atrás enunciado, tudo ficará na mesma através da sobrevivência dos possidentes, da classe média e dos desprotegidos do costume.

6. Posto que o tecido social tenha sido renovado em todas as classes, apenas existirão as sequelas da crise tal como aconteceu após os dois grandes conflitos europeus do século passado.

7. A articulação de esforços e vontades poderão dirimir muitos dos sofrimentos que ocorrem em todoas as convulsões sociais, e a prática cooperativa será uma das possíveis vias para esse efeito.

Nau

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