1. A gesta potuguesa tem características muito peculiares.
2. Situado na ponta mais ocidental da Europa, com um Estado hegemónico por vizinho, resta a Portugal o mar, pois a alternativa seria o envolvimento mais profundo e o consequente desgaste nas tricas peninsulares.
3. Logo, sendo a lavra marítima mais fecunda do que a dos campos (embora mais arriscada em número de vidas) a aventura impõe-se como sentido libertador, quer dos latifundiários, quer da penosa agricultura de subsistência.
4. Porém, a ida ao mar desconhecido exige o aparelhar de embarcações e este só é possível com as mais valias do comércio.
5. De meros entrepostos mercantis além-mar form criadas reservas territoroais para os diferentes países armadores, impondo padrões para melhor controlo de eventuais veleidades.
6. Divulgado o conhecimento cartográfico e a ciência de marear, a gente lusa perde na competição com empórios bem estruturados, conquanto mantenha vastos territórios sob administração directa, tolerada por interesses das grandes potências.
7. O escoamento da raia miúda e de ambiciosos senhores, para lá do retorno de proventos mercantis, permitiu um equilíbrio populacional no Portugal Europeu e a exportação de um Portugal Saudade que persiste nas cinco partes do mundo, denominadamente, em África.
Nau
NOTA: Apontamento editado no 'realistas.org' em 18/8/2011.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Nº. 79 - África Minha, II
1. Dentre aqueles de ascendência europeia que nasceram ou passaram por África e por esta ficaram rendidos, a figura do velho major é inesquecível.
2. Mestre da arte venatória por entretenimento, o reformado guerreiro, alto, bem-parecido, embora um pouco míope, mantinha uma postura de oficial superior no comando das operações, perdendo-se, por vezes, num discurso encantador de agrado do sexo oposto.
3. Pontificando nas reuniões sociais falando das suas conquistas amorosas junto dos cavalheiros, e das suas fantasiosas caçadas quando rodeado pelas suas indefectíveis admiradoras.
4. Namoriscar por namoriscar seria uma perda de tempo. O que o major mais apreciava era a luta. A mulher teria que ser como uma leoa que dominaria a seu bel-prazer.
5. Numa tarde, entre amigos, quando confidenciava as suas aventuras galantes, foi o major sequestrado por gentis damas, insistindo estas para que ele contasse a luta, corpo a corpo, que travara com um leão numa selva africana.
6. "Uma leoa, uma leoa!" corrigia o major e, pela enésima vez, contava a sua aventura, com algumas variantes e cenas de "suspense", por vezes cortadas pela necessidade súbita de tomar nota de algo muito importante, queimando tempo na busca da sua agenda pessoal, da sua caneta, dos seus óculos que, por sinal, tinham uma haste partida.
7. Ansiosas, as damas aguardavam que o major retomasse o fio à meada e mal este tirava os óculos, perguntavam algumas: "E a leoa? e as garras da leoa", enquanto 'do outro lado' alguém lembrava: "O major tinha a boca cheia de pêlos da fera, não tinha?". Nesta excitação toda, o major olhando para a haste partida rematou: "Então a leoa, exausta, fechou as pernas e partiu-me os óculos".
Nau
2. Mestre da arte venatória por entretenimento, o reformado guerreiro, alto, bem-parecido, embora um pouco míope, mantinha uma postura de oficial superior no comando das operações, perdendo-se, por vezes, num discurso encantador de agrado do sexo oposto.
3. Pontificando nas reuniões sociais falando das suas conquistas amorosas junto dos cavalheiros, e das suas fantasiosas caçadas quando rodeado pelas suas indefectíveis admiradoras.
4. Namoriscar por namoriscar seria uma perda de tempo. O que o major mais apreciava era a luta. A mulher teria que ser como uma leoa que dominaria a seu bel-prazer.
5. Numa tarde, entre amigos, quando confidenciava as suas aventuras galantes, foi o major sequestrado por gentis damas, insistindo estas para que ele contasse a luta, corpo a corpo, que travara com um leão numa selva africana.
6. "Uma leoa, uma leoa!" corrigia o major e, pela enésima vez, contava a sua aventura, com algumas variantes e cenas de "suspense", por vezes cortadas pela necessidade súbita de tomar nota de algo muito importante, queimando tempo na busca da sua agenda pessoal, da sua caneta, dos seus óculos que, por sinal, tinham uma haste partida.
7. Ansiosas, as damas aguardavam que o major retomasse o fio à meada e mal este tirava os óculos, perguntavam algumas: "E a leoa? e as garras da leoa", enquanto 'do outro lado' alguém lembrava: "O major tinha a boca cheia de pêlos da fera, não tinha?". Nesta excitação toda, o major olhando para a haste partida rematou: "Então a leoa, exausta, fechou as pernas e partiu-me os óculos".
Nau
Nº. 78 - África Minha, I
1. O africanismo é uma paixão contangiante, mas quando duas gerações daquela jaez se encontram é uma delícia escutar as suas memórias.
2. Uns iam lá como colonos; outros como meros negociantes. Os administrativos, os profissionais da saúde - médicos, enfermeiros, etc. - os agricultores, os aventureiros, os técnicos, os artífices, e outros!, todos têm histórias (histórias das suas vidas!) para contar.
3. Os mais velhos ainda se recordam dos tempos da 1ª República e um deles, na primeira infância, estivera na Roça Saudade, em S. Tomé, ao colo de António José de Almeida que, mais tarde, viria a ser um dos Chefes de Estado do novo regimen.
4. Muitos nasceram no continente africano mas vieram para Portugal, para junto dos seus parentes europeus; o percurso inverso também se verifica, motivado por uma juventude que procurava saídas para a falta de oportunidades no Velho Continente.
5. Da 1ª República, chovem histórias que até parecem ter lugar nos dias de hoje como, por exemplo, o aspecto tribal da Guiné/Bissau onde os conflitos eram constantes, maior parte deles alimentados pelos próprios governantes coloniais que ambicionavam uma promoção fácil.
6. Sempre que um levantamento tribal tinha lugar, o governador passsava a mensagem a Lisboa mas, por vezes, o ministro (de proveniência sectária) pouco sabia o que estava a fazer. No entanto, para levantamentos reais ou fictícios, era hábito despachar um vaso de guerra da proximidade e, no fim da operação, tribos leais, governadores sabidos e marinheiros voluntariosos recebiam medalhas pelo bem sucedido apaziguamento.
7. Certa ocasião, o vaso de guerra mais próximo estava em Cabo Verde a fazer aguada e a meter carvão, pois a sua autonomia estava limitada às máquinas auxiliares - paus de carga, levantamentos de âncoras, e pouco mais. Ordem do ministro: "Que se faça ao mar de imediato, ainda que com máquinas auxiliares".
Nau
2. Uns iam lá como colonos; outros como meros negociantes. Os administrativos, os profissionais da saúde - médicos, enfermeiros, etc. - os agricultores, os aventureiros, os técnicos, os artífices, e outros!, todos têm histórias (histórias das suas vidas!) para contar.
3. Os mais velhos ainda se recordam dos tempos da 1ª República e um deles, na primeira infância, estivera na Roça Saudade, em S. Tomé, ao colo de António José de Almeida que, mais tarde, viria a ser um dos Chefes de Estado do novo regimen.
4. Muitos nasceram no continente africano mas vieram para Portugal, para junto dos seus parentes europeus; o percurso inverso também se verifica, motivado por uma juventude que procurava saídas para a falta de oportunidades no Velho Continente.
5. Da 1ª República, chovem histórias que até parecem ter lugar nos dias de hoje como, por exemplo, o aspecto tribal da Guiné/Bissau onde os conflitos eram constantes, maior parte deles alimentados pelos próprios governantes coloniais que ambicionavam uma promoção fácil.
6. Sempre que um levantamento tribal tinha lugar, o governador passsava a mensagem a Lisboa mas, por vezes, o ministro (de proveniência sectária) pouco sabia o que estava a fazer. No entanto, para levantamentos reais ou fictícios, era hábito despachar um vaso de guerra da proximidade e, no fim da operação, tribos leais, governadores sabidos e marinheiros voluntariosos recebiam medalhas pelo bem sucedido apaziguamento.
7. Certa ocasião, o vaso de guerra mais próximo estava em Cabo Verde a fazer aguada e a meter carvão, pois a sua autonomia estava limitada às máquinas auxiliares - paus de carga, levantamentos de âncoras, e pouco mais. Ordem do ministro: "Que se faça ao mar de imediato, ainda que com máquinas auxiliares".
Nau
sábado, 28 de janeiro de 2012
Nº. 77 - Monarquia vs República
1. Na bravata entre monárquicos e republicanos, forçoso é reconhecer que a razão está do lado destes últimos, por mero preconceito cultural.
2. Referendar a República após um século de equívocos - praxes maçónicas, tutelas castrenses, paternalismos inquisitoriais e rodriguinhos soezes - é um disparate.
3. A política é isso mesmo: ciência de governar os povos, i.e., conjunto de conhecimentos práticos adquiridos na gestão da sociedade humana, como as águas de um rio a correr de modo continuado, sem necessidade de voltar atrás.
4. O argumento de que entre os paízes mais desenvolvidos se encontram aqueles que têm instituições monárquicas é capcioso; o número destas em comparação com as outras é residual, embora a natureza da primeira seja menos oligárquica do que a segunda.
5. Considerar o poder económico, como o político, mais estável nas monarquias do que nas repúblicas, só por muito amor à camisola, valendo tanto como a insinuação de que a nobreza é inerente à Monarquia, esquecendo que até no Novo Mundo esta medra entre os ... impressionáveis.
6. Por outro lado, afirmar que a instituição monárquica desrespeita direitos democráticos é um absurdo porquanto, sendo tal matéria ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens na comunidade, o incumprimento destas significa mera contravenção.
7. Há muito boa gente que confunde igualdade perante a lei com equidade nas relações interpessoais. A figura do Rei é da mesma natureza dos magistrados, das autoridades legítimas, apenas sustentável dentro das funções em que está incumbido, i.e., obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
2. Referendar a República após um século de equívocos - praxes maçónicas, tutelas castrenses, paternalismos inquisitoriais e rodriguinhos soezes - é um disparate.
3. A política é isso mesmo: ciência de governar os povos, i.e., conjunto de conhecimentos práticos adquiridos na gestão da sociedade humana, como as águas de um rio a correr de modo continuado, sem necessidade de voltar atrás.
4. O argumento de que entre os paízes mais desenvolvidos se encontram aqueles que têm instituições monárquicas é capcioso; o número destas em comparação com as outras é residual, embora a natureza da primeira seja menos oligárquica do que a segunda.
5. Considerar o poder económico, como o político, mais estável nas monarquias do que nas repúblicas, só por muito amor à camisola, valendo tanto como a insinuação de que a nobreza é inerente à Monarquia, esquecendo que até no Novo Mundo esta medra entre os ... impressionáveis.
6. Por outro lado, afirmar que a instituição monárquica desrespeita direitos democráticos é um absurdo porquanto, sendo tal matéria ciência das normas obrigatórias que disciplinam as relações dos homens na comunidade, o incumprimento destas significa mera contravenção.
7. Há muito boa gente que confunde igualdade perante a lei com equidade nas relações interpessoais. A figura do Rei é da mesma natureza dos magistrados, das autoridades legítimas, apenas sustentável dentro das funções em que está incumbido, i.e., obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Nº. 76 - A República interessa a muita genta!
1. Mais um texto de Daniel Nunes Mateus no 'Monárquicos Portugueses Unidos' que me deixa bem disposto por ter voltado ao assunto do dia.
2. Sem dúvida que o sistema republicano interessa a muita gente - tanto monárquica como republicana.
3. A indiferença da sociedade civil quanto à política não é fenómeno exclusivamente luso, mas cultivado por uma minoria possidente sem fronteiras -egoista e ancilosada.
4. Que o tráfico de influências, segundo Daniel Nunes Mateus, seja apenas proporcionado pela República através de "tachos" - não concordo.
5. O problema das comunidades modernas é simplesmente cultural. Todo o mundo quer o bem-estar imediato e pouco faz para que tal objectivo seja possível.
6. Importante é motivar a sociedade civil a vencer o estado apático que lhe antolhe o senso crítico e a acção concertada.
7. Soluções musculadas - castrenses, centralizadoras ou comunistóides - apenas prolongarão o statu quo. O cooperativismo seria uma boa escola para a formação de empreendedores e veros democratas, i.e., monárquicos criteriosos.
Nau
2. Sem dúvida que o sistema republicano interessa a muita gente - tanto monárquica como republicana.
3. A indiferença da sociedade civil quanto à política não é fenómeno exclusivamente luso, mas cultivado por uma minoria possidente sem fronteiras -egoista e ancilosada.
4. Que o tráfico de influências, segundo Daniel Nunes Mateus, seja apenas proporcionado pela República através de "tachos" - não concordo.
5. O problema das comunidades modernas é simplesmente cultural. Todo o mundo quer o bem-estar imediato e pouco faz para que tal objectivo seja possível.
6. Importante é motivar a sociedade civil a vencer o estado apático que lhe antolhe o senso crítico e a acção concertada.
7. Soluções musculadas - castrenses, centralizadoras ou comunistóides - apenas prolongarão o statu quo. O cooperativismo seria uma boa escola para a formação de empreendedores e veros democratas, i.e., monárquicos criteriosos.
Nau
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Nº. 75 - Democracia e Cooperativismo
1. Claro que há vários tipos de democracia - logo, as democracias directa e representativa.
2. Dado que ambas têm por princípio de que toda autoridade emana do povo - logo, a povos diferentes, democracias distintas.
3. O mesmo povo poderá ter evoluções democráticas sui generis - logo, a tempos diferentes, diferentes democracias.
4. A democracia directa ateniense também era diversa daquela proposta por Rousseau, esta baseada na auto-organização e auto-gestão, sem intermediários.
5. A Democracia Cristã dos princípios do século XX era diferene da Democracia Socialista que então oscilava entre a burocratização e a ditadura.
6. Logo, a democracia portuguesa dos inícios do século XIX (que vigorou em Portugal até à queda da Monarquia) era diferente da actual (esta carente de cidadania), bem como da democracia maçónica imposta em 5 de Outubro de 1910.
7. Monarquia rima com Democracia e a Monarquia Social que almejamos assenta na Ideia Cooperativa de empreendorismo privado e gestão democrática, adequada para o combate, quer ao capitalismo especulativo, quer ao socialismo centralizante.
Nau
2. Dado que ambas têm por princípio de que toda autoridade emana do povo - logo, a povos diferentes, democracias distintas.
3. O mesmo povo poderá ter evoluções democráticas sui generis - logo, a tempos diferentes, diferentes democracias.
4. A democracia directa ateniense também era diversa daquela proposta por Rousseau, esta baseada na auto-organização e auto-gestão, sem intermediários.
5. A Democracia Cristã dos princípios do século XX era diferene da Democracia Socialista que então oscilava entre a burocratização e a ditadura.
6. Logo, a democracia portuguesa dos inícios do século XIX (que vigorou em Portugal até à queda da Monarquia) era diferente da actual (esta carente de cidadania), bem como da democracia maçónica imposta em 5 de Outubro de 1910.
7. Monarquia rima com Democracia e a Monarquia Social que almejamos assenta na Ideia Cooperativa de empreendorismo privado e gestão democrática, adequada para o combate, quer ao capitalismo especulativo, quer ao socialismo centralizante.
Nau
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Nº. 74 - República e Maçonaria
1. A recente campanha publicitária maçónica tem dois objectivos: recrutar novos membros; branquear o seu tenebroso passado.
2. Sem dúvida que vivemos numa demoracia emburguesada onde são cumpridas todas as formalidades democráticas - gestão administrativa do Estado por sufrágio universal; liberdades de associação, reunião e expressão garantidas - mas a tutela é meramente oligárquica.
3. O Poder é exercido por delegados eleitos pelo povo, embora os candidatos sejam indigitados pelos órgãos partidários, encontrando-se o dito Poder subordinado aos interesses de uma minoria possidente e apátrida.
4. A fim de assegurar a sua manutenção na área do Poder, as lojas maçónicas tentam recrutar novos membros, aliciando-os com confortáveis lugares nas administrações de empresas e até nos quadros dos diferentes partidos.
5. Como todo o mundo tem presente, as lojas maçónicas surgiram no início do séulo XVIII como organizações filantrópicas e capa para dissidentes
políticos, remontando a sua origem em grémios da construção, vulgares na Idade Média, dos quais adoptaram emblemas e práticas fora do conhecimento público.
6. Em suma: as lojas maçónicas são meras associações de compadrice porquanto o amor aos seus smelhantes e pelas obras em favor da humanidade, bem como as lucubrações exaustivas não carecem de juras e práticas de cultura segregadora e, sobretudo, anti-democráticas.
7. Despundonoradamente, corifeus maçónicos revelam (o que é sabido há muito tempo) ser a República, imposta na primeira década do século passado, obra da maçonaria, esbatendo o Regicídio, a eliminação de opositores às suas lojas, os vandalismos praticados a esmo ao longo de vários anos, tais como o assassinato de oficiais do cruzador D. Carlos, como epopeias nacionais.
Nau
2. Sem dúvida que vivemos numa demoracia emburguesada onde são cumpridas todas as formalidades democráticas - gestão administrativa do Estado por sufrágio universal; liberdades de associação, reunião e expressão garantidas - mas a tutela é meramente oligárquica.
3. O Poder é exercido por delegados eleitos pelo povo, embora os candidatos sejam indigitados pelos órgãos partidários, encontrando-se o dito Poder subordinado aos interesses de uma minoria possidente e apátrida.
4. A fim de assegurar a sua manutenção na área do Poder, as lojas maçónicas tentam recrutar novos membros, aliciando-os com confortáveis lugares nas administrações de empresas e até nos quadros dos diferentes partidos.
5. Como todo o mundo tem presente, as lojas maçónicas surgiram no início do séulo XVIII como organizações filantrópicas e capa para dissidentes
políticos, remontando a sua origem em grémios da construção, vulgares na Idade Média, dos quais adoptaram emblemas e práticas fora do conhecimento público.
6. Em suma: as lojas maçónicas são meras associações de compadrice porquanto o amor aos seus smelhantes e pelas obras em favor da humanidade, bem como as lucubrações exaustivas não carecem de juras e práticas de cultura segregadora e, sobretudo, anti-democráticas.
7. Despundonoradamente, corifeus maçónicos revelam (o que é sabido há muito tempo) ser a República, imposta na primeira década do século passado, obra da maçonaria, esbatendo o Regicídio, a eliminação de opositores às suas lojas, os vandalismos praticados a esmo ao longo de vários anos, tais como o assassinato de oficiais do cruzador D. Carlos, como epopeias nacionais.
Nau
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Nº. 73 - República, Aristocretinos & cia.
1. Começo por rectificar o título do apontamento de ontem - 'República & Aristocretinos' - para 'República, Aristocretinos & Cia.'.
2. Não foi correcto deixar de fora a parçaria do costume, isto é, os videirinhos, os especuladores, os franco-maçãos e os homens dos aparelhos partidários.
3. Claro que os nomes sonantes têm sempre larga audiência nos meios 'cor de rosa' do Velho Continente - alguém com porte aristocrático e nome eslavo é tido como príncepe russo até nas tertúlias intelectuais do Paris republicano.
4. No Novo Mundo persiste um certo encanto pelas árvores genealógicas, mesmo de duvidosa autenticidade; pelos extensos nomes latinos aos quais é dada grande atenção, talvez pela dificuldade em os pronunciar correctamente.
5. Ter largos cabedais na República Federal estadunidense é razão suficiente para ser tido como grande senhor, rivalizando com a nobreza europeia ao afirmar-se como o descendente da segunda ou terceira geração no mesmo património.
6. Curiosamente, um professor universitário que no Velho Continent se enquadra numa classe média alta, no dito Novo Mundo é frequentemente ultrapassado na consideração social por quadros de empresas para a formação dos quais deu largo contributo.
7. O escol do futuro será tecnocrático e nas suas fileiras não haverá lugar para aristocretinos (aristocratas lato sensu já não existem), por mais cor de rosa (ou vermelhos) que estes se apresentem
Nau
2. Não foi correcto deixar de fora a parçaria do costume, isto é, os videirinhos, os especuladores, os franco-maçãos e os homens dos aparelhos partidários.
3. Claro que os nomes sonantes têm sempre larga audiência nos meios 'cor de rosa' do Velho Continente - alguém com porte aristocrático e nome eslavo é tido como príncepe russo até nas tertúlias intelectuais do Paris republicano.
4. No Novo Mundo persiste um certo encanto pelas árvores genealógicas, mesmo de duvidosa autenticidade; pelos extensos nomes latinos aos quais é dada grande atenção, talvez pela dificuldade em os pronunciar correctamente.
5. Ter largos cabedais na República Federal estadunidense é razão suficiente para ser tido como grande senhor, rivalizando com a nobreza europeia ao afirmar-se como o descendente da segunda ou terceira geração no mesmo património.
6. Curiosamente, um professor universitário que no Velho Continent se enquadra numa classe média alta, no dito Novo Mundo é frequentemente ultrapassado na consideração social por quadros de empresas para a formação dos quais deu largo contributo.
7. O escol do futuro será tecnocrático e nas suas fileiras não haverá lugar para aristocretinos (aristocratas lato sensu já não existem), por mais cor de rosa (ou vermelhos) que estes se apresentem
Nau
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Nº. 72 - República & Aristocretinos
1. 'A república interessa aos pseudo-aristocratas', argumenta Daniel Nunes Mateus no "Monárquicos Portugueses Unidos".
2. Na escassez de méritos próprios, resta alardear quaisquer linhagens que apenas poderão impressionar os papalvos.
3. A nobreza impôs-se como uma classe castrense; acumulou funções administrativas de territórios durante largo tempo; foi cortesã para abocanhar sinecuras políticas; hoje é mero cadáver adiado.
4. Num tempo de mudanças vertiginosas, os graus académicos - sucedâneo encaprichado de cábulas e andanças - igualmente sucumbiu pela galopante inflação.
5. A meritocracia é um mito e nada vale a par de uma bolsa de moedas sonantes ou de uma destacada função política.
6. Sempre houve oportunistas e na Salazarquia estes rivalizavam com o seu mestre - monárquico para uns; católico para outros; republicano por conveniência; em suma: um traste para todos.
7. A República nasceu por equívocos; sobreviveu por equívocos e persiste por andar por aí muita gente equivocada.
Nau
2. Na escassez de méritos próprios, resta alardear quaisquer linhagens que apenas poderão impressionar os papalvos.
3. A nobreza impôs-se como uma classe castrense; acumulou funções administrativas de territórios durante largo tempo; foi cortesã para abocanhar sinecuras políticas; hoje é mero cadáver adiado.
4. Num tempo de mudanças vertiginosas, os graus académicos - sucedâneo encaprichado de cábulas e andanças - igualmente sucumbiu pela galopante inflação.
5. A meritocracia é um mito e nada vale a par de uma bolsa de moedas sonantes ou de uma destacada função política.
6. Sempre houve oportunistas e na Salazarquia estes rivalizavam com o seu mestre - monárquico para uns; católico para outros; republicano por conveniência; em suma: um traste para todos.
7. A República nasceu por equívocos; sobreviveu por equívocos e persiste por andar por aí muita gente equivocada.
Nau
domingo, 22 de janeiro de 2012
Nº. 71 - Monarquia rima com Democracia, II
1. Por obviar disputas sectárias no topo da instituição política, a figura do Rei assume-se como o garante da Democracia.
2. tendencialmente - por indiferença, desleixo ou falta de capacidade para tomar decisões - a maioria, por processos psíquicos não conscientes, delega os seus direitos naqueles que se aproximam do Poder, minoria essa meramente subserviente de uma outra que, confortavelmente instalada na vida, controla os bens de produção da comunidade.
3. Como bens de produção entende-se tudo aquilo que é útil, i.e., necessário para o sustento, existência e ordem na comunidade, dado que a produção (para além da parte material ou conjunto de processos) é tudo o que a natureza dá, bem como o que o ser humano realiza, pela arte ou espírito.
4. Para controlo dos bens de produção, a tal minoria carece de um Poder garantido por consenso na comunidade, quer personificado no chefe impositivo, quer expresso por ditames da razão sobre aquilo que se deve fazer ou omitir, i.e., a lei.
5. Em determinada altura, as normas obrigatórias que disciplinam a relação dos homens na comunidade pareceram dispensar a figura do Rei, porquanto estas, por natureza impessoais, bastavam aos possidentes que imediatamente as perfilharam, incentivados pela febre codificativa do consulado napoleónico que consagrara o Estado de Direito.
6. Logo, o Poder oligárquico possidente jamais será contido por leis da sua inspiração, mas por actos concertados dos cidadãos comuns que, em unidades cooperativas de consumo e/ou produção, vão aguçando o espírito crítico e empreendedor.
7. As oligarquias esclarecidas, segundo Stuart Mill, poderão dinamizar as comunidades, mas bom será que o Poder controlador dessas oligarquias seja moderado pela figura apartidária do Rei, pois Monarquia rima com Democracia.
Nau
2. tendencialmente - por indiferença, desleixo ou falta de capacidade para tomar decisões - a maioria, por processos psíquicos não conscientes, delega os seus direitos naqueles que se aproximam do Poder, minoria essa meramente subserviente de uma outra que, confortavelmente instalada na vida, controla os bens de produção da comunidade.
3. Como bens de produção entende-se tudo aquilo que é útil, i.e., necessário para o sustento, existência e ordem na comunidade, dado que a produção (para além da parte material ou conjunto de processos) é tudo o que a natureza dá, bem como o que o ser humano realiza, pela arte ou espírito.
4. Para controlo dos bens de produção, a tal minoria carece de um Poder garantido por consenso na comunidade, quer personificado no chefe impositivo, quer expresso por ditames da razão sobre aquilo que se deve fazer ou omitir, i.e., a lei.
5. Em determinada altura, as normas obrigatórias que disciplinam a relação dos homens na comunidade pareceram dispensar a figura do Rei, porquanto estas, por natureza impessoais, bastavam aos possidentes que imediatamente as perfilharam, incentivados pela febre codificativa do consulado napoleónico que consagrara o Estado de Direito.
6. Logo, o Poder oligárquico possidente jamais será contido por leis da sua inspiração, mas por actos concertados dos cidadãos comuns que, em unidades cooperativas de consumo e/ou produção, vão aguçando o espírito crítico e empreendedor.
7. As oligarquias esclarecidas, segundo Stuart Mill, poderão dinamizar as comunidades, mas bom será que o Poder controlador dessas oligarquias seja moderado pela figura apartidária do Rei, pois Monarquia rima com Democracia.
Nau
sábado, 21 de janeiro de 2012
Nº. 70 - Monarquia rima com Democracia
O fundamento da Monarquia reside no facto da figura do Rei obviar disputas sectárias no opo da jearquia política da comunidade.
2. Ao transmitir ao presuntivo herdeiro o estatuto que, como chefe impositivo, disfrutava na comunidade, uma nova dinastia tinha lugar, essa aceite por consenso geral, pelas razões acima mencionadas.
3. É possível que o chefe impositivo negociasse com os mais influentes homens da sua geração o aval para o seu herdeiro, tal como se tem verificado na Coreia do Norte, trnando-se essa precaução, com o rodar dos tempos, apenas uma formalidade, pelo menos no Velho Continente.
4. Aliás, olhando para trás, verificamos que sempre assim foi, até na Tradicional Monarquia Portuguesa - um conselho de dignitários verificava a linhagem do herdeiro e as Cortes limitavam-se à aclamação deste.
5. Quanto mais tempo perdura uma dinastia, mais fácil se torna a transmissão do estatuto régio ao putativo herdeiro, o que se torna evidente na popularidade dos soberanos reinantes das actuais monarquias.
6. Sempre que na comunidade o equilíbrio de forças não seja possível, várias testas de ferro se perfilam no horizonte, resultando uma Monarquia Electiva (em que há entendimento entre os membros do escol oligárquico) ou uma República que pouco difere da outra opção, particularmnte no escol oligárquico.
7. A eleição dos chefes a prazo (Presidentes da República) apenas vicia o jogo democrático porquanto o eleito unicamente serve para apoiar ou contrariar a maioria apurada no parlamento, desde que tal favoreça os seus correlegionários. Logo, Monarquia rima com Democracia.
Nau
2. Ao transmitir ao presuntivo herdeiro o estatuto que, como chefe impositivo, disfrutava na comunidade, uma nova dinastia tinha lugar, essa aceite por consenso geral, pelas razões acima mencionadas.
3. É possível que o chefe impositivo negociasse com os mais influentes homens da sua geração o aval para o seu herdeiro, tal como se tem verificado na Coreia do Norte, trnando-se essa precaução, com o rodar dos tempos, apenas uma formalidade, pelo menos no Velho Continente.
4. Aliás, olhando para trás, verificamos que sempre assim foi, até na Tradicional Monarquia Portuguesa - um conselho de dignitários verificava a linhagem do herdeiro e as Cortes limitavam-se à aclamação deste.
5. Quanto mais tempo perdura uma dinastia, mais fácil se torna a transmissão do estatuto régio ao putativo herdeiro, o que se torna evidente na popularidade dos soberanos reinantes das actuais monarquias.
6. Sempre que na comunidade o equilíbrio de forças não seja possível, várias testas de ferro se perfilam no horizonte, resultando uma Monarquia Electiva (em que há entendimento entre os membros do escol oligárquico) ou uma República que pouco difere da outra opção, particularmnte no escol oligárquico.
7. A eleição dos chefes a prazo (Presidentes da República) apenas vicia o jogo democrático porquanto o eleito unicamente serve para apoiar ou contrariar a maioria apurada no parlamento, desde que tal favoreça os seus correlegionários. Logo, Monarquia rima com Democracia.
Nau
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Nº. 69 - O Princípio do Fim, III
1. Em verdade, verdade vos digo, andava todo o mundo a viver acima das suas possibilidades.
2. De facto, o socialismo é, tendencialmente, burocrático, sempre atido às soluções formalistas ou organizativas.
3. Posto que a burocracia se caracteriza pela racionalidade das decisões, pela impessoalidade no tratamento dos casos, é bom também salientar o lado mais opaco do sistema.
4. O Estado Social, normalmente, descamba na rotineirice, bem como na centralização da autoridade, agravadas em Portugal pelo compadrio e o incumprimento das obrigações assumidas.
5. Raros são os quadros do topo que cumprem horários, que são displinados; que motivam os colaboradores a exercerem as suas funções exemplarmente; que tenham sido indigitados por critérios meritórios.
6. Muitos indivíduos estão convencidos que um grau académico basta para quaisquer funções de dirigentes.
7. A centralização da autoridade atrás referida possibilita constantes mudanças de critérios e decisões, valendo a mãozita dos intermediários para solucionar os casos 'mais complicados'.
Nau
2. De facto, o socialismo é, tendencialmente, burocrático, sempre atido às soluções formalistas ou organizativas.
3. Posto que a burocracia se caracteriza pela racionalidade das decisões, pela impessoalidade no tratamento dos casos, é bom também salientar o lado mais opaco do sistema.
4. O Estado Social, normalmente, descamba na rotineirice, bem como na centralização da autoridade, agravadas em Portugal pelo compadrio e o incumprimento das obrigações assumidas.
5. Raros são os quadros do topo que cumprem horários, que são displinados; que motivam os colaboradores a exercerem as suas funções exemplarmente; que tenham sido indigitados por critérios meritórios.
6. Muitos indivíduos estão convencidos que um grau académico basta para quaisquer funções de dirigentes.
7. A centralização da autoridade atrás referida possibilita constantes mudanças de critérios e decisões, valendo a mãozita dos intermediários para solucionar os casos 'mais complicados'.
Nau
Nº. 68 - O Princípio do Fim, II
1. Sobreviver à crise, verificar perspectivas de subsistência, aumentar a produção foram os temas aflorados no último apontamento.
2. As crises económicas (os famosos ciclos económicos) sempre existiram e existirão; embora imprevisíveis no tempo, os malefícios por estes causados poderão ser razoavelmente esbatidos.
3. Mesmo com uma escassez de provisões extrema, o que será possível sobreviver a uma crise incontrolável? A maralha, por ser a mais numerosa; os possidentes, pelos recursos materiais que poderão utilizar em seu benefício; a classe média pela oportunidade de ascenção ou queda.
4. Aumentar a produção. Tal parece fácil pela disponibilidade da mão de obra. Contudo, a matéria-prima (extracção/transporte) e a energia (cinética/potencial) não dispensam o engenho, i.e., a capacidade de prever, criar estruturas e dirigir.
5. Aparentemente, conforme atrás enunciado, tudo ficará na mesma através da sobrevivência dos possidentes, da classe média e dos desprotegidos do costume.
6. Posto que o tecido social tenha sido renovado em todas as classes, apenas existirão as sequelas da crise tal como aconteceu após os dois grandes conflitos europeus do século passado.
7. A articulação de esforços e vontades poderão dirimir muitos dos sofrimentos que ocorrem em todoas as convulsões sociais, e a prática cooperativa será uma das possíveis vias para esse efeito.
Nau
2. As crises económicas (os famosos ciclos económicos) sempre existiram e existirão; embora imprevisíveis no tempo, os malefícios por estes causados poderão ser razoavelmente esbatidos.
3. Mesmo com uma escassez de provisões extrema, o que será possível sobreviver a uma crise incontrolável? A maralha, por ser a mais numerosa; os possidentes, pelos recursos materiais que poderão utilizar em seu benefício; a classe média pela oportunidade de ascenção ou queda.
4. Aumentar a produção. Tal parece fácil pela disponibilidade da mão de obra. Contudo, a matéria-prima (extracção/transporte) e a energia (cinética/potencial) não dispensam o engenho, i.e., a capacidade de prever, criar estruturas e dirigir.
5. Aparentemente, conforme atrás enunciado, tudo ficará na mesma através da sobrevivência dos possidentes, da classe média e dos desprotegidos do costume.
6. Posto que o tecido social tenha sido renovado em todas as classes, apenas existirão as sequelas da crise tal como aconteceu após os dois grandes conflitos europeus do século passado.
7. A articulação de esforços e vontades poderão dirimir muitos dos sofrimentos que ocorrem em todoas as convulsões sociais, e a prática cooperativa será uma das possíveis vias para esse efeito.
Nau
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Nº. 67 - O Princípio do Fim I
1. Os meus apelos ao diálogo, ao debate de ideias, ao confronto de opiniões têm como objectivo: estimar as probabilidades de sobreviver à crise social que se avoluma; verificar as perspectivas de subsistência face às reais necessidades a curto e longo prazo; estimular o aumento da capacidade de produção.
2. Sempre que as provisões escasseiam em géneros, valores ou inventiva, o açambarcamento por uns e o simples ânimo especulativo de outros, poderão dar lugar a sérios conflitos sociais, como aqueles verificados na Europa no Século XX, tendo estes sidos atenuados, imediatamente após a 2ª grande guerra, graças às tutelas norte-americana, a ocidente, e soviética, a leste.
3. A reconstrução europeia com mão de obra excedentária (logo, baixos salários) agilizou-se na conversão de uma máquina civil - orientada para o esforço da guerra - em múltiplas unidades de serviços e produção industrial adequadas às necessidades locais, progressivamente criando ramificações dentro e fora das suas fronteiras políticas.
4. Claro está que a agitação violenta e desordenada de massas do após guerra não atingiu proporções críticas lamentáveis devido à cultivada rivalidade de duas super-potências, norte-americana e soviética, afirmando-se a primeira como uma democracia, embora de cariz timocrático, e a segunda como uma forma democrática pleonástica, i.e., popular mas, segundo a teoria marxista-leninista, designada por ditadura do proletariado.
5. Na linha da teoria económica liberal, ao aumento do desemprego corresponde uma baixa de salários que, agilizando os custos de produção, abrirá novo ciclo económico expansionista. Tal receita parece ser mero jogo de dados e a probabilidade de um novo falhanço originar uma crise social de dimensões inimagináveis é muito grande, pondo em risco a própria democracia.
6. O Estado Social, na via socialista, consiste na burocratização do aparelho administrativo e parece resultar nas democracias do Norte europeu. Porém, no resto do mundo, tal como em Portugal, a burocracia peca pela falta de racionalidade nas constantes mudanças de decisões, bem como pelo compadrio e centralização desmesurada da autoridade.
7. Com o aumento da perspectiva de vida, baixa natalidade, exaustão do fundo de pensões e perdulária distribuição de subsídios não é o Estado Social que vacila, mas o fim da própria democracia, tal como a conhecemos na Europa Ocidental.
Nau
2. Sempre que as provisões escasseiam em géneros, valores ou inventiva, o açambarcamento por uns e o simples ânimo especulativo de outros, poderão dar lugar a sérios conflitos sociais, como aqueles verificados na Europa no Século XX, tendo estes sidos atenuados, imediatamente após a 2ª grande guerra, graças às tutelas norte-americana, a ocidente, e soviética, a leste.
3. A reconstrução europeia com mão de obra excedentária (logo, baixos salários) agilizou-se na conversão de uma máquina civil - orientada para o esforço da guerra - em múltiplas unidades de serviços e produção industrial adequadas às necessidades locais, progressivamente criando ramificações dentro e fora das suas fronteiras políticas.
4. Claro está que a agitação violenta e desordenada de massas do após guerra não atingiu proporções críticas lamentáveis devido à cultivada rivalidade de duas super-potências, norte-americana e soviética, afirmando-se a primeira como uma democracia, embora de cariz timocrático, e a segunda como uma forma democrática pleonástica, i.e., popular mas, segundo a teoria marxista-leninista, designada por ditadura do proletariado.
5. Na linha da teoria económica liberal, ao aumento do desemprego corresponde uma baixa de salários que, agilizando os custos de produção, abrirá novo ciclo económico expansionista. Tal receita parece ser mero jogo de dados e a probabilidade de um novo falhanço originar uma crise social de dimensões inimagináveis é muito grande, pondo em risco a própria democracia.
6. O Estado Social, na via socialista, consiste na burocratização do aparelho administrativo e parece resultar nas democracias do Norte europeu. Porém, no resto do mundo, tal como em Portugal, a burocracia peca pela falta de racionalidade nas constantes mudanças de decisões, bem como pelo compadrio e centralização desmesurada da autoridade.
7. Com o aumento da perspectiva de vida, baixa natalidade, exaustão do fundo de pensões e perdulária distribuição de subsídios não é o Estado Social que vacila, mas o fim da própria democracia, tal como a conhecemos na Europa Ocidental.
Nau
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Nº. 66 - Gestos
1. Através de gestos simples dos braços, das mãos ou da cabeça, exprimimos sentimentos ou reforçamos palavras com as quais pretendemos transmitir uma mensagem aos nossos interlocutores.
2. Sempre que não nos encontramos em sintonia com a audiência à qual nos dirigimos - por sentimentos, ideias, desejos contrários - arriscamo-nos a que a mensagem possa ser mal interpretada.
3. É bom ter presente a lição dos irmãos Graco, tribunos da plebe, que defendiam uma reforma agrária mediante a repartição das terras do Estado, em poder dos terra-tenentes, pelo povo romano mais carenciado.
4. As mensagens do Graco foram viciosamente deturpadas pelos possidentes de então, tendo um dos manos sido assassinado por mandantes desconhecidos e o outro linchado pela multidão em fúria.
5. O linchamento atrás referido teve lugar quando o tribuno da plebe levou a mão à cabeça em sinal de perigo de vida - da sua vida! - que foi convenientemente vozeada pelos contrários como pedido para ser coroado como soberano de Roma.
6. Sem dúvida que o facto de ser bem compreendido é importante - sobretudo quando o mensageiro tenha fracos predicados - pelo que o mutismo constante neste espaço é ensurdecedor.
7. Por artes mágicas, a Monarquia Social poderá ser implantada, a todo o momento, em terras lusas. Pessoalmente, estou convencido que a prática cooperativa - sem práticas exotéricas - será mais capacitante.
Nau
2. Sempre que não nos encontramos em sintonia com a audiência à qual nos dirigimos - por sentimentos, ideias, desejos contrários - arriscamo-nos a que a mensagem possa ser mal interpretada.
3. É bom ter presente a lição dos irmãos Graco, tribunos da plebe, que defendiam uma reforma agrária mediante a repartição das terras do Estado, em poder dos terra-tenentes, pelo povo romano mais carenciado.
4. As mensagens do Graco foram viciosamente deturpadas pelos possidentes de então, tendo um dos manos sido assassinado por mandantes desconhecidos e o outro linchado pela multidão em fúria.
5. O linchamento atrás referido teve lugar quando o tribuno da plebe levou a mão à cabeça em sinal de perigo de vida - da sua vida! - que foi convenientemente vozeada pelos contrários como pedido para ser coroado como soberano de Roma.
6. Sem dúvida que o facto de ser bem compreendido é importante - sobretudo quando o mensageiro tenha fracos predicados - pelo que o mutismo constante neste espaço é ensurdecedor.
7. Por artes mágicas, a Monarquia Social poderá ser implantada, a todo o momento, em terras lusas. Pessoalmente, estou convencido que a prática cooperativa - sem práticas exotéricas - será mais capacitante.
Nau
Nº 65 - Luta Popular
1. A solução proposta por Garcia Pereira é não pagar a dívida, atendendo à gula especulativa que se verifica nos mercados, e se a Europa toda (não apenas a Grécia, a Irlanda, a Espanha, mas toda a Europa) alinhasse nisso, seria um revés para os especuladores e o atenuar da crise.
2. A nova lei de videovigilância foi recentemente aprovada e, como sempre, deixa muitas pontas soltas, bem como dúvidas quanto aos reais objectivos desta (será apenas o negócio dos equipamentos e tecnologia?) e à real eficiência de tal sistema. Para quando uma discussão alargada à sociedade civil?
3. O conjunto de medidas governamentais para o sector dos transportes apenas agravam os custos para os utentes sem quaisquer benefícios para a comodidade destes, assim como para os trabalhadores das empresas em questão.
4. A CP vende a velha composiçao que rodava na linha férrea do Corgo a um museu estrangeiro. A medida não é má, caso o comprador seja obrigado a igualmente levar para fora do país alguns dos trastes políticos que por aí polulam.
5. O trabalho precário é um cancro dos nossos dias pelo que não podemos continuar a meter a cabeça na areia, como uma avestruz qualquer. Denunciar, denunciar, debater o problema é inevitável e urgente.
6. Sem dúvida que meia hora de trabalho não pago ajuda a saldar os desvarios da administração portuguesa. Pensando melhor, porque não impor uma semana das setenta horas, 50% das quais não remuneradas?
7. Comemorando o 2º aniversário da edição online do 'Luta Popular' os redactores do artigo de fundo apelam para um maior apoio partidário. E porque não?
Nau
2. A nova lei de videovigilância foi recentemente aprovada e, como sempre, deixa muitas pontas soltas, bem como dúvidas quanto aos reais objectivos desta (será apenas o negócio dos equipamentos e tecnologia?) e à real eficiência de tal sistema. Para quando uma discussão alargada à sociedade civil?
3. O conjunto de medidas governamentais para o sector dos transportes apenas agravam os custos para os utentes sem quaisquer benefícios para a comodidade destes, assim como para os trabalhadores das empresas em questão.
4. A CP vende a velha composiçao que rodava na linha férrea do Corgo a um museu estrangeiro. A medida não é má, caso o comprador seja obrigado a igualmente levar para fora do país alguns dos trastes políticos que por aí polulam.
5. O trabalho precário é um cancro dos nossos dias pelo que não podemos continuar a meter a cabeça na areia, como uma avestruz qualquer. Denunciar, denunciar, debater o problema é inevitável e urgente.
6. Sem dúvida que meia hora de trabalho não pago ajuda a saldar os desvarios da administração portuguesa. Pensando melhor, porque não impor uma semana das setenta horas, 50% das quais não remuneradas?
7. Comemorando o 2º aniversário da edição online do 'Luta Popular' os redactores do artigo de fundo apelam para um maior apoio partidário. E porque não?
Nau
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Nº. 64 - Monarquia Social
1. Um cavalheiro que presume conhecer bem a realidade portuguesa fazia desagradáveis comentários acerca desta para uma pequena audiência composta, maioritariamente, por emigrantes lusos.
2. Claro que o objectivo era demonstrar a inexorável caminhada para uma comunidade onde a supressão das diferentes classes sociais será possível e a propriedade colectiva dos meios de produção a realidade da sua realidade.
3. A estratégia da exposição verbal daquele cavalheiro consistia em salientar a existência de vários graus democráticos, isto é, serem possíveis várias democracias, embora a caminhada em linha recta para um futuro de manhãs radiosas fosse aquela da sua preferência - que tardava em desvendar.
4. Portugal já conhecera a democracia outorgada por D. Pedro IV, lavada em sangue pela revolução liberal e salpicada por vários confrontos com marechais irrequietos à mistura, i.e., cada cabeça a sua sentença, e á
ordem antiga sobrepunham-se interesses desarrazoados, bem como a fome de protagonismo dos narcisistas do costume.
5. Seguiu-se a democracia republicana, muito pior do que a anterior porquanto a facção que comandara as operações carbonárias, sistematicamente, procurava eliminar os seus rivais da mesma ideologia, com acerbamento de ódios e ataques gratuitos à Igreja, pretendendo inclusive (embora protestando a sua indefectível laicidade) impor ao credo religioso a nomeação dos bispos e outros clérigos menores.
6.A democracia do 25A, ultrapassados os exageros da caça às bruxas que, como sempre, é campo fértil para oportunistas e videirinhos, procurou dotar o país, em curto espaço de tempo, de uma constituição democrática, não conseguindo dirimir o espírito corporativo que, em vez da meritocracia e a iniciativa profícua, fomentou o compadrio, bem como o descontrolo das economias - pública e privada.
7. Porém, a realidade portuguesa (que felizmente poucos conhecem tão tem como o citado cavalheiro) poderá ser enriquecida através da prática cooperativa, numa firme caminhada para a Monarquia Social.
Nau
2. Claro que o objectivo era demonstrar a inexorável caminhada para uma comunidade onde a supressão das diferentes classes sociais será possível e a propriedade colectiva dos meios de produção a realidade da sua realidade.
3. A estratégia da exposição verbal daquele cavalheiro consistia em salientar a existência de vários graus democráticos, isto é, serem possíveis várias democracias, embora a caminhada em linha recta para um futuro de manhãs radiosas fosse aquela da sua preferência - que tardava em desvendar.
4. Portugal já conhecera a democracia outorgada por D. Pedro IV, lavada em sangue pela revolução liberal e salpicada por vários confrontos com marechais irrequietos à mistura, i.e., cada cabeça a sua sentença, e á
ordem antiga sobrepunham-se interesses desarrazoados, bem como a fome de protagonismo dos narcisistas do costume.
5. Seguiu-se a democracia republicana, muito pior do que a anterior porquanto a facção que comandara as operações carbonárias, sistematicamente, procurava eliminar os seus rivais da mesma ideologia, com acerbamento de ódios e ataques gratuitos à Igreja, pretendendo inclusive (embora protestando a sua indefectível laicidade) impor ao credo religioso a nomeação dos bispos e outros clérigos menores.
6.A democracia do 25A, ultrapassados os exageros da caça às bruxas que, como sempre, é campo fértil para oportunistas e videirinhos, procurou dotar o país, em curto espaço de tempo, de uma constituição democrática, não conseguindo dirimir o espírito corporativo que, em vez da meritocracia e a iniciativa profícua, fomentou o compadrio, bem como o descontrolo das economias - pública e privada.
7. Porém, a realidade portuguesa (que felizmente poucos conhecem tão tem como o citado cavalheiro) poderá ser enriquecida através da prática cooperativa, numa firme caminhada para a Monarquia Social.
Nau
sábado, 14 de janeiro de 2012
Nº. 63 - O que querem os monárquicos?
1. Para alguns monárquicos, basta colocar el-Rei no Trono e ficam todos os problemas resolvidos.
2. Outros há que presumem que os valores monárquicos são de longe superiores aos valores republicanos - embora sejam a mesmíssima coisa! - pelo que a restauração da Monarquia é a solução ideal para a pátria lusitana à beira mar plantada.
3. Na maioria dos casos as pessoas afirmam-se republicanas porque a República é o regimen que vigora em Portugal (resposta simples, não comprometedora, sinal que não pretende discutir o assunto) e a triologia Liberdade-Igualdade-Fraternidade é coisa do passado que dá geito invocar quando nada há mais para dizer.
4. De facto, o homem comum sabe que, se roubou (o montante roubado condiciona a classificação do acto que oscila entre roubo propriamente dito e desvio) poderá perder a liberdade, o que não acontecerá àqueles que tenham vastos cabedais.
5. A igualdade perante a lei depende, isto é, assenta num dos dois pratos da balança simbólica da justiça que pende sempre para o lado que tem maior valor económico - quanto mais baixo desce, mais sobe na hierarquia política.
6. A fraternidade não é uma palavra de fraco significado - atendendo a que os contendedores habituais frequentemente se apelidam de filhos da mesma senhora cujo pai é indeterminável - e não passa disso mesmo.
7. Primeiro aprende-se a arte de marear, depois é que se faz ao largo. O cooperativismo só é válido quando se pratica.
Nau
2. Outros há que presumem que os valores monárquicos são de longe superiores aos valores republicanos - embora sejam a mesmíssima coisa! - pelo que a restauração da Monarquia é a solução ideal para a pátria lusitana à beira mar plantada.
3. Na maioria dos casos as pessoas afirmam-se republicanas porque a República é o regimen que vigora em Portugal (resposta simples, não comprometedora, sinal que não pretende discutir o assunto) e a triologia Liberdade-Igualdade-Fraternidade é coisa do passado que dá geito invocar quando nada há mais para dizer.
4. De facto, o homem comum sabe que, se roubou (o montante roubado condiciona a classificação do acto que oscila entre roubo propriamente dito e desvio) poderá perder a liberdade, o que não acontecerá àqueles que tenham vastos cabedais.
5. A igualdade perante a lei depende, isto é, assenta num dos dois pratos da balança simbólica da justiça que pende sempre para o lado que tem maior valor económico - quanto mais baixo desce, mais sobe na hierarquia política.
6. A fraternidade não é uma palavra de fraco significado - atendendo a que os contendedores habituais frequentemente se apelidam de filhos da mesma senhora cujo pai é indeterminável - e não passa disso mesmo.
7. Primeiro aprende-se a arte de marear, depois é que se faz ao largo. O cooperativismo só é válido quando se pratica.
Nau
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Nº. 62 - Europa III
1. A Europa, após a guerra fratricida de 1914/18, faz ouvidos de mercador à sugestão do Presidente Wilson para o entendimento das nações europeias numa plataforma federalista.
2. Na Sociedada das Nações então estabelecida e percursora da ONU, Europa vê o tabuleiro para as jogadas politiqueiras habituais - a Alemanha perdera as colónias; a França tinha consciência da sua vitória pírrica; a Inglaterra ganhava fora mas perdia em casa com o afastamento da Irlanda.
3. A própria Itália hesitara em tirar desforço da Austria, mas a invocação do Tratado de Londres obrigou-a (1915) a mudar de ideias e, no fim do conflito, acordou mais empobrecida e com um movimento social radicalizado.
4. O socialismo que pugna pela defesa da propriedade colectiva dos meios de produção, bem como pela supressão das classes sociais e a distribuição mais igualitária das riquezas, tem leituras variadas na Europa.
5. A crise económica da Wall Street dos anos 20 do século passado serve apenas como ante-câmara para a preparação do segundo grande conflito europeu da Idade Contemporânea, acentuando o declínio deste continente arruinado pelas lutas intestinas.
6. Tentativamente (mas já muito tarde) a Europa ensaia vários esquemas - OECE e COMECON (1949), CECA (1959), etc. - para se libertar das tutelas estadunidense e soviética.
7. Hoje não há líderes carismáicos, dizem alguns com tristeza. Mas o que faz falta é avisar a malta.
Nau
2. Na Sociedada das Nações então estabelecida e percursora da ONU, Europa vê o tabuleiro para as jogadas politiqueiras habituais - a Alemanha perdera as colónias; a França tinha consciência da sua vitória pírrica; a Inglaterra ganhava fora mas perdia em casa com o afastamento da Irlanda.
3. A própria Itália hesitara em tirar desforço da Austria, mas a invocação do Tratado de Londres obrigou-a (1915) a mudar de ideias e, no fim do conflito, acordou mais empobrecida e com um movimento social radicalizado.
4. O socialismo que pugna pela defesa da propriedade colectiva dos meios de produção, bem como pela supressão das classes sociais e a distribuição mais igualitária das riquezas, tem leituras variadas na Europa.
5. A crise económica da Wall Street dos anos 20 do século passado serve apenas como ante-câmara para a preparação do segundo grande conflito europeu da Idade Contemporânea, acentuando o declínio deste continente arruinado pelas lutas intestinas.
6. Tentativamente (mas já muito tarde) a Europa ensaia vários esquemas - OECE e COMECON (1949), CECA (1959), etc. - para se libertar das tutelas estadunidense e soviética.
7. Hoje não há líderes carismáicos, dizem alguns com tristeza. Mas o que faz falta é avisar a malta.
Nau
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Nº. 61 - Mudar
1. Já nada me surpreende no movimento monárquico, pelo menos era essa a ideia que tinha até receber o despacho de Lisboa, isto é, há cerca de 24 horas.
2. Os videirinhos, os presuntuosos, os snobs, os ronhosos, etc., tudo isto abunda no seio dos monárquicos e, embora seja uma minoria desprezível, desmotivam largo número de pessoas a trabalhar, racionalmente, para o regresso do Rei.
3. Num apontamento assinado por Sérgio Vieira (http://cmporto.net) este, arregaçando as mangas da camisa (por sinal azul) questiona: o que mudar? "Os monárquicos têm que estabelecer uma política coerente e alinhada com o pensamento dos responsáveis".
4. "Se perguntarem [aos dirigentes monárquicos] o que eles pensam da monarquia e o que se necessita para a revitalizar a resposta será nenhuma...".
5. "Precisamos de nos movimentar no sentido de construir uma plataforma monárquica a partir do Norte [do Porto, homem, carago!] e encontre reflexos no país inteiro".
6. "Precisamos de limpar os podres e os cancros (...), afastar os fétidos que ao longo destes anos têm dominado [o nosso movimento].
7. Na gíria académica, quem fala assim não é gago. Vale a pena ler o texto na íntegra do Sérgio Vieira. Será o despertar da letargia monárquica?
Nau
2. Os videirinhos, os presuntuosos, os snobs, os ronhosos, etc., tudo isto abunda no seio dos monárquicos e, embora seja uma minoria desprezível, desmotivam largo número de pessoas a trabalhar, racionalmente, para o regresso do Rei.
3. Num apontamento assinado por Sérgio Vieira (http://cmporto.net) este, arregaçando as mangas da camisa (por sinal azul) questiona: o que mudar? "Os monárquicos têm que estabelecer uma política coerente e alinhada com o pensamento dos responsáveis".
4. "Se perguntarem [aos dirigentes monárquicos] o que eles pensam da monarquia e o que se necessita para a revitalizar a resposta será nenhuma...".
5. "Precisamos de nos movimentar no sentido de construir uma plataforma monárquica a partir do Norte [do Porto, homem, carago!] e encontre reflexos no país inteiro".
6. "Precisamos de limpar os podres e os cancros (...), afastar os fétidos que ao longo destes anos têm dominado [o nosso movimento].
7. Na gíria académica, quem fala assim não é gago. Vale a pena ler o texto na íntegra do Sérgio Vieira. Será o despertar da letargia monárquica?
Nau
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Nº. 60 - O Poder
1. Afinal o que é o poder: um impulso? uma necessidade? um desejo?
2. Num outro apontamento salientei que todo animal é motivado por necessidades primárias de sobrevivência e reprodução.
3. Por sobrevivência entende-se a capacidade ou antes a possibilidade de continuar no espaço e no tempo, alimentando o corpo e vencendo a adversidade: inimigos, acidentes, doenças, etc..
4. A reprodução é mero fenómeno biológico que permite perpetuar a espécie e é um impulso natural por corresponder a uma necessidade fisiológica.
5. Logo, o poder será o impulso para a satisfação de um desejo ou necessidade exercida sobre outro ser ou matéria inanimada.
6. Os impulsos serão mais ou menos intelectuais ou puramente emotivos e, atendendo a que os primeiros são reservados apenas ao ser humano, no ar fica a seguinte questão: porquê algumas pessoas se afirmarem monárquicas?
7. Dado que neste espaço ninguém se dispõe discutir ideias, a pergunta ficará sem resposta.
Nau
2. Num outro apontamento salientei que todo animal é motivado por necessidades primárias de sobrevivência e reprodução.
3. Por sobrevivência entende-se a capacidade ou antes a possibilidade de continuar no espaço e no tempo, alimentando o corpo e vencendo a adversidade: inimigos, acidentes, doenças, etc..
4. A reprodução é mero fenómeno biológico que permite perpetuar a espécie e é um impulso natural por corresponder a uma necessidade fisiológica.
5. Logo, o poder será o impulso para a satisfação de um desejo ou necessidade exercida sobre outro ser ou matéria inanimada.
6. Os impulsos serão mais ou menos intelectuais ou puramente emotivos e, atendendo a que os primeiros são reservados apenas ao ser humano, no ar fica a seguinte questão: porquê algumas pessoas se afirmarem monárquicas?
7. Dado que neste espaço ninguém se dispõe discutir ideias, a pergunta ficará sem resposta.
Nau
Nº. 59 - Europa II
1. No último apontamento aflorei o problema das tentativas hegemónicas na Europa, dando como exemplo a França que, mesmo antes das investidas napoleónicas, se exercitava nesse campo.
2. O cardeal Rechelieu, no século XVII, lutou contra o poder da nobreza e reprimiu o movimento protestante em França, enquanto incentivava uma política contrária a leste para dirimir o poderio da Austria e, por tabela, da Espanha, que se assumiam protectores dos Estados Pontifícios.
3. Aliás a Espanha, no auge dos seu poderio, tinha o suporte total de Roma através dos Papas cuja eleição manipulava, conferindo benesses às ordens religiosas como contrapartida à evangelização dos gentios no Novo Mundo e às actividades mercantil, agrícola e mineira que estes suportavam.
4. No auge do Sacro Império, a Austria dominava grande parte da península italiana e sonhava conseguir a hegemonia dos Estados Alemães à compita com a Prússia que, ao fim e ao cabo, levou a melhor, numa altura em que a França, para consolidar a paz com velhos adversários, oferecia o trono do México a um príncipe austríaco.
5. Os nacionalismos, entretanto, despertavam por tudo que era sítio, particularmente nos locais em que as perspectivas de bons negócios se tornavam evidentes para a burguesia possidentária - quer na Europa, quer no resto do mundo.
6. A Europa, apesar do fervilhar revolucionário, continuava a afirmar-se pela qualidade dos seus produtos; a rivalidade entre alemães e ingleses crescia, intrigando estes últimos para que o desforço franco-alemão se verificasse, almejando a eliminação de dois concorrentes.
7. A guerra tornou-se inevitável e quando no fim do conflito 1914-18 o Presidente estadunidense (Thomas Wilson) sugeriu uma federação europeia, todas as cabecinhas pensantes do Velho Mundo abanaram as orelhas.
Nau
2. O cardeal Rechelieu, no século XVII, lutou contra o poder da nobreza e reprimiu o movimento protestante em França, enquanto incentivava uma política contrária a leste para dirimir o poderio da Austria e, por tabela, da Espanha, que se assumiam protectores dos Estados Pontifícios.
3. Aliás a Espanha, no auge dos seu poderio, tinha o suporte total de Roma através dos Papas cuja eleição manipulava, conferindo benesses às ordens religiosas como contrapartida à evangelização dos gentios no Novo Mundo e às actividades mercantil, agrícola e mineira que estes suportavam.
4. No auge do Sacro Império, a Austria dominava grande parte da península italiana e sonhava conseguir a hegemonia dos Estados Alemães à compita com a Prússia que, ao fim e ao cabo, levou a melhor, numa altura em que a França, para consolidar a paz com velhos adversários, oferecia o trono do México a um príncipe austríaco.
5. Os nacionalismos, entretanto, despertavam por tudo que era sítio, particularmente nos locais em que as perspectivas de bons negócios se tornavam evidentes para a burguesia possidentária - quer na Europa, quer no resto do mundo.
6. A Europa, apesar do fervilhar revolucionário, continuava a afirmar-se pela qualidade dos seus produtos; a rivalidade entre alemães e ingleses crescia, intrigando estes últimos para que o desforço franco-alemão se verificasse, almejando a eliminação de dois concorrentes.
7. A guerra tornou-se inevitável e quando no fim do conflito 1914-18 o Presidente estadunidense (Thomas Wilson) sugeriu uma federação europeia, todas as cabecinhas pensantes do Velho Mundo abanaram as orelhas.
Nau
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Nº. 58 - Europa I
1. Um mero caso público poderá dar origem a inúmeras versões; um facto histórico é susceptível de leituras variadas, segundo os tempos e o modo da aproximação.
2. Despretensiosamente, ocorrem-me os exemplos da Grécia Antiga onde as cultivadas rivalidades entre as diferentes cidades-estados inibiram a formação de um país unificado, embora as comunidades tivessem a mesma raíz étnica, falassem a mesma língua e observassem tradições comuns.
3. A unificação política da Grécia só teve lugar por intervenções externas, inauguradas por Filipe da Macedónia que sabiamente jogou com as dissenções gregas; se impôs como soberano e absorveu a cultura dos territórios subjugados.
4. Alexandre, o Magno, filho do unificador, na senda da expansão paterna, enfrentou o império Persa, ocupou a Fenícia e o Egipto, chegando a penetrar no vale do Indo, com larga difusão da cultura e língua gregas.
5. Com a morte de Alexandre e após um periodo de tendência anárquica, retornam as dinastias estáveis, interrompidas pela aliança de um dos seus soberanos com Aníbal, no decurso da 2ª Guerra Púnica, o que provocou a anexação da Grécia como província romana.
6. Europa, uma das cinco partes do mundo, como grande península no seu todo densamente povoada, vai do extremo Atlântico aos Urales, rica em etnias, línguas e tradições díspares, impôs-se ao resto das nações pelo seu espírito mercantil e desenvolvimento tecnológico.
Nau
2. Despretensiosamente, ocorrem-me os exemplos da Grécia Antiga onde as cultivadas rivalidades entre as diferentes cidades-estados inibiram a formação de um país unificado, embora as comunidades tivessem a mesma raíz étnica, falassem a mesma língua e observassem tradições comuns.
3. A unificação política da Grécia só teve lugar por intervenções externas, inauguradas por Filipe da Macedónia que sabiamente jogou com as dissenções gregas; se impôs como soberano e absorveu a cultura dos territórios subjugados.
4. Alexandre, o Magno, filho do unificador, na senda da expansão paterna, enfrentou o império Persa, ocupou a Fenícia e o Egipto, chegando a penetrar no vale do Indo, com larga difusão da cultura e língua gregas.
5. Com a morte de Alexandre e após um periodo de tendência anárquica, retornam as dinastias estáveis, interrompidas pela aliança de um dos seus soberanos com Aníbal, no decurso da 2ª Guerra Púnica, o que provocou a anexação da Grécia como província romana.
6. Europa, uma das cinco partes do mundo, como grande península no seu todo densamente povoada, vai do extremo Atlântico aos Urales, rica em etnias, línguas e tradições díspares, impôs-se ao resto das nações pelo seu espírito mercantil e desenvolvimento tecnológico.
Nau
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Nº. 57 - Luta Popular
1. Em recentes comentários de Garcia Pereira no 'Em Foco', este político enumera o longo rol de "atrocidades" ocorridos durante o consulado de Cavaco Silva, bem como recorda as "amizades" daquele governante que se encontram sob a alçada da justiça. Um video a não perder.
2. A "oposição construtiva"do PS é longamente denunciada no LUTA POPULAR ONLINE, oposição que sob a batuta pouco segura de Seguro engole sapos e vomita "abstenções violntas" para inglês, digo incauto português ver. A pesada herança a que Seguro se habilitou não se encontra ainda totalmente avaliada.
3. A diminuição do número de médicos nos Centros de Saúde sem dúvida que é fotocópia do que ocorre em França, porquanto a inteligência dos nossos governantes jamais conseguiria chegar a conclusões tão semelhantes! Entretanto apreciem o painel da evolução da espécie humana, além do video que o LUTA POPULAR ONLINE disponibiliza.
4. Um "grupo de cidadãos" apela à Procuradoria-Geral da República para que esta investigue as palavras proferidas por Otelo Saraia de Carvalho acerca de um eventual levantamento militar. O título a notícia no LUTA
POPULAR ONLINE é o seguinte: 'Otelo - Um inquérito de opereta reaccionário".
5. A telenovela das lojas maçónicas - que até honras parlamentares teve - continua e o LUTA POPULAR ONLINE dedica-lhe 10 acutilantes parágrafos. Bom é frizar que a maçonaria sempre foi uma associação anti-democrática, funcionando actualmente como centro de promoção de negócios escuros.
6. O "Espelho Grego" é um longo comentário apresentado pelo LUTA POPULAR ONLINE acerca das dívidas soberanas (grega e lusa) que vale a pena ler e reler.
7. A fiscalização do Orçamento de Estado e as hesitações da esquerda parlamentar mereceram largo comentário de 'O Comité Central do PCTP/MRPP' na íntegra no LUTA POPULAR ONLINE. Se as funções dos delegados do povo é fiscalizar os actos da administração pública, o que é que estes têm andado a fazer durante os longos anos desta "democracia"?.
Nau
2. A "oposição construtiva"do PS é longamente denunciada no LUTA POPULAR ONLINE, oposição que sob a batuta pouco segura de Seguro engole sapos e vomita "abstenções violntas" para inglês, digo incauto português ver. A pesada herança a que Seguro se habilitou não se encontra ainda totalmente avaliada.
3. A diminuição do número de médicos nos Centros de Saúde sem dúvida que é fotocópia do que ocorre em França, porquanto a inteligência dos nossos governantes jamais conseguiria chegar a conclusões tão semelhantes! Entretanto apreciem o painel da evolução da espécie humana, além do video que o LUTA POPULAR ONLINE disponibiliza.
4. Um "grupo de cidadãos" apela à Procuradoria-Geral da República para que esta investigue as palavras proferidas por Otelo Saraia de Carvalho acerca de um eventual levantamento militar. O título a notícia no LUTA
POPULAR ONLINE é o seguinte: 'Otelo - Um inquérito de opereta reaccionário".
5. A telenovela das lojas maçónicas - que até honras parlamentares teve - continua e o LUTA POPULAR ONLINE dedica-lhe 10 acutilantes parágrafos. Bom é frizar que a maçonaria sempre foi uma associação anti-democrática, funcionando actualmente como centro de promoção de negócios escuros.
6. O "Espelho Grego" é um longo comentário apresentado pelo LUTA POPULAR ONLINE acerca das dívidas soberanas (grega e lusa) que vale a pena ler e reler.
7. A fiscalização do Orçamento de Estado e as hesitações da esquerda parlamentar mereceram largo comentário de 'O Comité Central do PCTP/MRPP' na íntegra no LUTA POPULAR ONLINE. Se as funções dos delegados do povo é fiscalizar os actos da administração pública, o que é que estes têm andado a fazer durante os longos anos desta "democracia"?.
Nau
domingo, 8 de janeiro de 2012
Nº. 56 - Objectivos
1. Quanto à identidade do CECIM, estamos conversados.
2. O esquema em que o grupo funciona (embora não seja relevante) também não suscita quaisquer objecções.
3. A estratégia implementada é simples: casos e factos andam na baila; a doutrina subliminalmente apresenta-se.
4. Debrucemo-nos sobre os objectivos - cooperativistas e monárquicos - que justificam este espaço.
5. Não procuramos constituir qualquer tipo de cooperativas com eventuais interlocutores do CECIM - compromisso irreversível.
6. As burocracias habituais e as dicas avançadas no sector cooperativo (unidades de consumo, centros de formação, actividades editoriais, de radiodifusão, etc.) já pertencem ao domínio público.
7. A Monarquia Social, além de obviar disputas partidárias no topo da comunidade, assenta no governo e na administração do povo, almejando uma liberdade, equidade e solidariedade reais que a via cooperativa adestra e justifica.
Nau
2. O esquema em que o grupo funciona (embora não seja relevante) também não suscita quaisquer objecções.
3. A estratégia implementada é simples: casos e factos andam na baila; a doutrina subliminalmente apresenta-se.
4. Debrucemo-nos sobre os objectivos - cooperativistas e monárquicos - que justificam este espaço.
5. Não procuramos constituir qualquer tipo de cooperativas com eventuais interlocutores do CECIM - compromisso irreversível.
6. As burocracias habituais e as dicas avançadas no sector cooperativo (unidades de consumo, centros de formação, actividades editoriais, de radiodifusão, etc.) já pertencem ao domínio público.
7. A Monarquia Social, além de obviar disputas partidárias no topo da comunidade, assenta no governo e na administração do povo, almejando uma liberdade, equidade e solidariedade reais que a via cooperativa adestra e justifica.
Nau
sábado, 7 de janeiro de 2012
Nº. 55 - Identificação
1. Frequentemente nos perguntam quem somos, o que fazemos, significado do acrónimo CECIM, razão de um só rosto e diferente assinatura.
2. Somos um grupo de cidadãos independentes, isto é, sem qualquer filiação partidária, idades e formações académicas diferenciadas.
3. Com actividades díspares, mantemos um estreito contacto grupal para troca de informações e experiências pessoais.
4. O acrónimo CECIM (Centro de Estudos Cooperativos de Inspiração Monárquica) pretende condensar o objectivo e espírito do grupo em questão.
5. Por razões estratégicas, uma só identidade é tornada pública a fim de mitigar o ímpeto daqueles que gostam de violar os correios electrónicos.
6. Na partilha de tarefas, o elemento que disponibiliza a caixa de correio igualmente providencia, com a coloboração de mãos amigas, a edição dos apontamentos que são redigidos por este vosso disponibilizado interlocutor.
7. Os temas apresentados são objecto de múltiplas discussões internas e vinculam apenas o CECIM.
Nau
2. Somos um grupo de cidadãos independentes, isto é, sem qualquer filiação partidária, idades e formações académicas diferenciadas.
3. Com actividades díspares, mantemos um estreito contacto grupal para troca de informações e experiências pessoais.
4. O acrónimo CECIM (Centro de Estudos Cooperativos de Inspiração Monárquica) pretende condensar o objectivo e espírito do grupo em questão.
5. Por razões estratégicas, uma só identidade é tornada pública a fim de mitigar o ímpeto daqueles que gostam de violar os correios electrónicos.
6. Na partilha de tarefas, o elemento que disponibiliza a caixa de correio igualmente providencia, com a coloboração de mãos amigas, a edição dos apontamentos que são redigidos por este vosso disponibilizado interlocutor.
7. Os temas apresentados são objecto de múltiplas discussões internas e vinculam apenas o CECIM.
Nau
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Rectificação do último parárafo do apontamento Nº. 54 desta data
7. A actividade com objectivos claros sobreleva atitudes afectivas resultantes de estados emocionais, bem como as actividades corriqueiras impostas por prátias desconchavadas, superáveis por uma disciplina cooperativa de diálogo e consenso.
NOTA DO SECRETARIADO: Aos visitantes deste espaço e ao Nau, os nossos pedidos de desculpa pelo lapso verificado.
AA
NOTA DO SECRETARIADO: Aos visitantes deste espaço e ao Nau, os nossos pedidos de desculpa pelo lapso verificado.
AA
Nº. 54 - Democracia II'
1. O pensamento europeu, segundo Max Weber, foi consolidado por sistemas monoteístas - impantes nas Idade Média e Idade Moderna - de que Hegel e Marx são o reflexo na Idade Contemporânea.
2. A multiplicidade de valores dos nossos dias, tendo por fundamento a experiência adquirida - o direito conceptual, as ciências psicosocológicas, as soluções democráticas, etc. - é um mero tentame para superar a acção disruptiva entretanto havida.
3. Enquanto o espírito científico busca encontrar a fórmula M universal..., o espírito materialista elege a economia (igualmente multidimensional) como tema sagrado por excelência.
4. Mas os valores - tudo o que é útil à comunidade - são por si autónomos e os conflitos gerados por estes dão azo a novos profetas (tecnocratas?)que, por mais intelectualismo e racionalismo que destilem, jamais trarão de volta o antigo encanto politeístico.
5. De boas intenções está o inferno cheio pelo que a revolução democrática facilmente descamba numa tirania deplorável se não tiver o respaldo de uma cultura de deveres e direitos; uma prática de diálogos e consensos.
6. Para Max Weber, o capitalismo não é apenas o resultado da acumulação de capital e/ou a exploração desenfreada do homem pelo homem, bem como a lenitiva racionalização do direito - apenas uma falta de compreensão da realidade social.
7. A actividade com objectivos claros sobreleva atitudes afectivas resultantes de estados emocionais, assim como as actividades corriqueiras impostas por uma disciplina cooperativa de diálogo e consenso.
Nau
2. A multiplicidade de valores dos nossos dias, tendo por fundamento a experiência adquirida - o direito conceptual, as ciências psicosocológicas, as soluções democráticas, etc. - é um mero tentame para superar a acção disruptiva entretanto havida.
3. Enquanto o espírito científico busca encontrar a fórmula M universal..., o espírito materialista elege a economia (igualmente multidimensional) como tema sagrado por excelência.
4. Mas os valores - tudo o que é útil à comunidade - são por si autónomos e os conflitos gerados por estes dão azo a novos profetas (tecnocratas?)que, por mais intelectualismo e racionalismo que destilem, jamais trarão de volta o antigo encanto politeístico.
5. De boas intenções está o inferno cheio pelo que a revolução democrática facilmente descamba numa tirania deplorável se não tiver o respaldo de uma cultura de deveres e direitos; uma prática de diálogos e consensos.
6. Para Max Weber, o capitalismo não é apenas o resultado da acumulação de capital e/ou a exploração desenfreada do homem pelo homem, bem como a lenitiva racionalização do direito - apenas uma falta de compreensão da realidade social.
7. A actividade com objectivos claros sobreleva atitudes afectivas resultantes de estados emocionais, assim como as actividades corriqueiras impostas por uma disciplina cooperativa de diálogo e consenso.
Nau
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Nº. 53 - Democracia
1. Segundo Norberto Bobbio, o direito - à semelhança de outras ciências - tem uma linguagem própria, dando azo a múltiplas interpretações.
2. Por outro lado, as funções repressivas do direito serão progressivamente substituidas por normas técnicas, de caracter persuasivo.
3. Bom é ter presente que as antigas normas de prevenção eram de natureza intimidatória, longe das ciências psicosociológicas dos nossos dias.
4. A fuga aos impostos (crise do Estado Fiscal) tolerada pelo liberalismo, impõe uma transformação radical de comportamentos, necessariamente mais solidários e articulados.
5. Sem dúvida que a democracia não é um regimen político cristalizável, mas sim um incentivo a uma longa caminhada solidária, tendo por horizonte o bem-estar da comunidade.
6. Ironicamente Norberto Bobbio sublinha, com muita acuidade, que o século XX teve Estados Socialistas sem democracia, bem como comunidades democráticas sem socialismo.
7. De facto, a democracia só é possível quando o poder é transparente no seu exercício (regimen parlamentar sem culturas corruptíveis), coadjuvado por unidades autónomas partilhadas por cidadãos criteriosos.
Nau
NOTA: apontamento editado no 'realistas.org', em 1/X/2011.
2. Por outro lado, as funções repressivas do direito serão progressivamente substituidas por normas técnicas, de caracter persuasivo.
3. Bom é ter presente que as antigas normas de prevenção eram de natureza intimidatória, longe das ciências psicosociológicas dos nossos dias.
4. A fuga aos impostos (crise do Estado Fiscal) tolerada pelo liberalismo, impõe uma transformação radical de comportamentos, necessariamente mais solidários e articulados.
5. Sem dúvida que a democracia não é um regimen político cristalizável, mas sim um incentivo a uma longa caminhada solidária, tendo por horizonte o bem-estar da comunidade.
6. Ironicamente Norberto Bobbio sublinha, com muita acuidade, que o século XX teve Estados Socialistas sem democracia, bem como comunidades democráticas sem socialismo.
7. De facto, a democracia só é possível quando o poder é transparente no seu exercício (regimen parlamentar sem culturas corruptíveis), coadjuvado por unidades autónomas partilhadas por cidadãos criteriosos.
Nau
NOTA: apontamento editado no 'realistas.org', em 1/X/2011.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Nº. 52 - Portal da Cidadonia
1. O apontamento de ontem limitou-se a resumir os fundamentos já expostos neste espaço.
2. No entanto, volto a salientar que Democracia pressupõe a existência de uma sólida cultura de deveres e direitos.
3. Logo, a Democracia é o espelho da pluralidade social que garante as liberdades de associação, reunião e expressão de modo judicioso.
4. Porém, como a justiça em Portugal é lenta, dispendiosa e desarrazoada, a suposta pluralidade social é apenas artifício político.
5. Tal cultura de deveres e direitos é malbaratada no Portugal de hoje, sendo fácil concluir que ainda nos encontramos num processo democrático incipiente.
6. Reabro aqui o 'Portal da Cidadonia' para aqueles que desejem apresentar os seus problemas e críticas sociais, de modo cordato e responsável.
7. Embora seja previsível idêntico êxito ao verificado no 'realistas.org' - na assunção de que a prata da casa continua fora do jogo - volto à vaca fria.
Nau
2. No entanto, volto a salientar que Democracia pressupõe a existência de uma sólida cultura de deveres e direitos.
3. Logo, a Democracia é o espelho da pluralidade social que garante as liberdades de associação, reunião e expressão de modo judicioso.
4. Porém, como a justiça em Portugal é lenta, dispendiosa e desarrazoada, a suposta pluralidade social é apenas artifício político.
5. Tal cultura de deveres e direitos é malbaratada no Portugal de hoje, sendo fácil concluir que ainda nos encontramos num processo democrático incipiente.
6. Reabro aqui o 'Portal da Cidadonia' para aqueles que desejem apresentar os seus problemas e críticas sociais, de modo cordato e responsável.
7. Embora seja previsível idêntico êxito ao verificado no 'realistas.org' - na assunção de que a prata da casa continua fora do jogo - volto à vaca fria.
Nau
Nº. 51 - Portal da Cidadonia
1. O tema Democracia é inesgotável e algumas dissertações acerca desta aqui, no CECIM, ainda se encontram na forja, por falta de tempo.
2. Sem dúvida que Democracia pressupõe a existência de uma sólida cultura de deveres e direitos, pelo que a falta desta indicia carência democrática.
3. Toda a autoridade emana do povo consubstanciada na figura do rei, materializando-se na participação popular tendo por objectivo a administração estatal, por via directa ou delegatária.
4. A democracia directa realiza-se, estruturalmente, através de assembleias múltiplas (corporações, grémios, sindicatos, etc.); a democracia representativa é posta em prática por via do sufrágio universal, espelhndo este a pluralidade comunitária num só fórum.
5. Sempre que a produção e a distribuição de bens e serviços para satisfazer as necessidades humanas é realizada aleatoriamente (mercados desregulados), tudo depende da iniciativa empresarial.
6. Quando a economia é socializada através da intervenção do Estado - mercados burocratizados - substituindo-se este, progressivamente, à gestão privada, o sistema político tende, pleonasticamente, para uma democracia popular.
7. Logo, sem uma sólida cultura de direitos e deveres, o sistema democrático encaminha-se para uma oligarquia de possidentes, com largo apoio da classe média serventuária, ou oligarquia de índole tecnocrática, denominada por ditadura do proletariado.
Nau
2. Sem dúvida que Democracia pressupõe a existência de uma sólida cultura de deveres e direitos, pelo que a falta desta indicia carência democrática.
3. Toda a autoridade emana do povo consubstanciada na figura do rei, materializando-se na participação popular tendo por objectivo a administração estatal, por via directa ou delegatária.
4. A democracia directa realiza-se, estruturalmente, através de assembleias múltiplas (corporações, grémios, sindicatos, etc.); a democracia representativa é posta em prática por via do sufrágio universal, espelhndo este a pluralidade comunitária num só fórum.
5. Sempre que a produção e a distribuição de bens e serviços para satisfazer as necessidades humanas é realizada aleatoriamente (mercados desregulados), tudo depende da iniciativa empresarial.
6. Quando a economia é socializada através da intervenção do Estado - mercados burocratizados - substituindo-se este, progressivamente, à gestão privada, o sistema político tende, pleonasticamente, para uma democracia popular.
7. Logo, sem uma sólida cultura de direitos e deveres, o sistema democrático encaminha-se para uma oligarquia de possidentes, com largo apoio da classe média serventuária, ou oligarquia de índole tecnocrática, denominada por ditadura do proletariado.
Nau
domingo, 1 de janeiro de 2012
Nº. 50 - Cooperativismo
1. Ano Novo, vida nova! Mas a expectativa perdeu encantos virginais porquanto os monárquicos continuam pasmados em rodriguinhos e pouco empenhados em vida nova.
2. Emendar a mão seria possível através da construção de um projecto verdadeiramente cooperativo, de propriedade partilhada e gestão democrática, o qual, uma vez assumida a decisão, deverá ser levado a cabo.
3. Vedetismos são desnecessários pois a integração numa equipa, determinada e responsável, é a única via para dirimir resistências, envolvendo todos os elementos concertados.
4. Importante é discutir o projecto até à exaustão, auscultando opiniões a nível interno e externo, a fim de inventariar obstáculos e detectar problemas.
5. A definição dos objectivos a atingir a curto e médio prazo, bem como a avaliação dos mesmos, regularmente, na perspectiva de correcções e refinamento de objectivos, é exercício a não descurar.
6. Os planos não deverão ser, forçosamente, ambiciosos, bastando que estes sejam economicamente viáveis e de sustentabilidade social iniludível.
7. Todo o mundo envolvido no projecto deverá estar devidamente esclarecido acerca do projecto, objectivos claros e responsabilidades definidas.
Nau
2. Emendar a mão seria possível através da construção de um projecto verdadeiramente cooperativo, de propriedade partilhada e gestão democrática, o qual, uma vez assumida a decisão, deverá ser levado a cabo.
3. Vedetismos são desnecessários pois a integração numa equipa, determinada e responsável, é a única via para dirimir resistências, envolvendo todos os elementos concertados.
4. Importante é discutir o projecto até à exaustão, auscultando opiniões a nível interno e externo, a fim de inventariar obstáculos e detectar problemas.
5. A definição dos objectivos a atingir a curto e médio prazo, bem como a avaliação dos mesmos, regularmente, na perspectiva de correcções e refinamento de objectivos, é exercício a não descurar.
6. Os planos não deverão ser, forçosamente, ambiciosos, bastando que estes sejam economicamente viáveis e de sustentabilidade social iniludível.
7. Todo o mundo envolvido no projecto deverá estar devidamente esclarecido acerca do projecto, objectivos claros e responsabilidades definidas.
Nau
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