1. Em 28 de setembro último, sublinhámos que a primeira república portuguesa tinha sido proclamada em Loures, no dia 4 de outubro de 1910, o que foi rectificado para o dia seguinte pela maçonaria, a fim de conciliar esta com a data da fundação do Reino de Portugal.
2. Largo número de portugueses, como é hábito, celebraram no Facebook o 5 de outubro de 1143, recordando os mais idosos que até na salazarquia de má morte não era possível divulgar tal facto , alegando-se que apenas a posterior anuência papal assegurara a independência do Reino.
3. Tendo sido nós convidados a comentar algumas das intervenções publicadas no Facebook, com surpresa verificámos que as mesmas tinham sido pura e simplesmente apagadas, facto que nos foi confirmado por alguns redactores dos textos relativos à data do 5 de outubro naquele espaço.
4. Pelo visto, o cretinismo da salazarquia de má morte permanece até no Facebook, o que apenas confirma o cordão umbilical das rescintíveis trigémias, isto é, da república maçónica de 1910, da república fascista dos anos 30 e da actual república nacional-socialista, campeã da progressiva estatização.
5. Como óbvio, a pedra de toque do regime vigente é o sectarismo, alegando a corrente liberal privilegiar a iniciativa privada, enquanto a socialista opta pelo centralismo burocrático, ora tolerante com as facções contrárias, ora impondo o unitarismo piramidal de ascensão selectiva e/ou comprometedora.
6. A Monarquia Constitucional do século XIX era igualmente sectária e, embora o número de republicanos eleitos no parlamentarismo fosse minoritário, estes optaram pelo forçado exílio do Rei e a eleição presidencial, consolidando o poder da burguesia republicana dominante.
7. Só o anarco-comunalismo monárquico poderá, após a destruição do reduto da burguesia republicana dominante, isto é, o estado deplorável em que nos encontramos, acabar com capitalismos e ditaduras espúrias.
Nau
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