1. O real anarco-comunalismo considera que a administração pública digital, em franco progresso, dentro em breve erradicará o moribundo centralismo burocrático.
2. Por outro lado, preconizada pela doutrina cooperativista assenta como uma luva nas futuras comunas, em que as ciências exactas, bem como as artes de carácter estético, serão o recurso dos cientistas e dos bem pensantes.
3. O ser humano, único como espécie falante, diferencia-se pela capacidade criativa e de investigação que, em futuras comunidades não-jerarquizadas, será respeitado pelo seu talento contributivo entre os seus pares, embora tido como mortal entre os mais.
4. Nesta conformidade, observando os fenómenos subjectivos emanados pelo próprio eu, tendo-me assumido como anarquista, ateu e monárquico, sou acusado de incoerência por alguns, além de outras coisas mais que, por incompetência ou elegância, não verbalizam.
5. Todavia sou anarquista por defender a doutrina político-social destruidora do estado lamentável a que nos tem conduzido a burguesia republicana dominante que, nesse seu reduto, defende o sistema económico caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção da riqueza que a todos os seres do planeta Terra pertence.
6. Ateu assumido porquanto, todas as divindades propaladas, desde a noite dos tempos, pelos industriosos sacerdotes, estes apenas garantem o bem-estar do além túmulo sem contribuírem para a tranquilidade do espírito, nem assegurarem as necessidades da espécie humana.
7. Monarquia significa uma só autoridade, i.e., daqueles que residem no espaço geográfico optativo, tendo por referência a figura consensual do Rei, hereditário e vitalício, visto que a cooperação sobreleva a competição e dignifica as comunas, ideia sublime de Reino.
Nau
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