terça-feira, 27 de outubro de 2020

Nº. 2663 - Doutrina Cooperativista 27/x/2020

 1. Tanto para os liberais, adeptos de menor intervenção estatal; como para os socialistas, campeões do centralismo burocrático, a competição é suposta abrir novos horizontes à comunidade.

2. Todavia a escalada competitiva dos obstinados capitalistas apenas oferece maior poder sobre os mais, numa dinâmica de posso, quero e mando, contrária à expectativa da maioria que almeja nada fazer.

3. Incorporar a procissão em que o andor se levanta para os céus, os olhos da multidão erguem-se no mesmo sentido ficando ofuscados pela luz do sol que, sendo assaz brilhante, pouco mais deixa descortinar, mantendo-se a caminhada até ao fim dos dias.

4. Os mais habilidosos avançam com projectos fantásticos que o capital soberano alimenta e explora em benefício próprio, pelo que nos grandes passos da locomoção mecânica se opta pelo motor de combustão interna em vez da bateria eléctrica  por esta, alegadamente, tornar os veículos mais pesados e de curto raio de acção.

5. Claro que o petróleo bruto, limitado à iluminação caseira, não era tão lucrativo como aquele usado nos veículos ligeiros e pesados, bem como nas grandes unidades industriais, até porque as avantajadas centrais electricas produzem energia mas esta não é susceptível de ser armazenada.

6. A transmissão de energia eléctrica sem cabos, produzida por potentes centrais, captável por meras antenas, poderá ser utilizada para alimentar equipamentos industriais, domésticos e até veículos automóveis.

7. Sem dúvida que a adequada utilização dos recursos electricos (que até o bicho-homem produz no seu movimentado dia-a-dia) aligeirará o admirável novo mundo de amanhã - administração pública e produção industrial ambas electrónicas - de cariz anarco-comunalista monárquico e fundamento cooperativista.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário