segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Nº. 1809 - Portal comunalista


1. Vamos falar claro. Tradição e religião não são a mesma coisa, ficando no ar o jocoso dilema da minha aldeia - quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

2. A transmissão de práticas, de costumes, de maneiras de proceder, etc., transmitidas oralmente de geração em geração é a memória local que se manifesta por hábitos ou lembranças.

3. Por outro lado, a religião, sendo o culto prestado à divindade, assenta num conjunto de preceitos e práticas que subsistem pela crença das gentes, por norma cultivada por sacerdotes.

4. Enquanto a tradição tem uma característica regional - tradição minhota, tradição alentejana, tradição madeirense, etc. - a religião tende a um paradigma mais abrangente, graças ao poder sacerdotal.

5. Candidamente mistura-se tradição com religião, chegando-se ao ponto de não serem admitidas práticas de cultos religiosos diferentes daqueles oficialmente estabelecidos, num planeta na via da globalização.

6. Logo, já é possível falar-se numa tradição republicana assente na prática da eleição do soberano a prazo, não esquecendo que esta nada tem que ver com democracia partidária, estabelecida em Portugal nos tempos da Monarquia.

7. Aqui defendemos o consenso das gentes, assente na ideia sublime do cooperativismo, não permitindo este delegar o poder de decisão pessoal a outrem; consensualmente aceitando a figura do rei por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

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