segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Nº. 1802 - Portal Comunalista


1. A figura do rei é a nossa referência - não me canso de repetir - mas desvairados monárquicos capricham pela eleição de soberanos.

2. Sendo pouco expressiva em número tal eleição na instituição monárquica, esta justifica-se apenas quando os eleitores são uma minoria proveniente da mesma classe dominante, exemplo: a Cúria Romana.

3. O direito consuetudinário português consagrou o bom senso como via tradicional e, até nas grandes crises da sua história (D. João I, D. João II, D. Afonso VI, etc.), optou pela aclamação do soberano.

4. Pode-se discordar do excessivo fideísmo do Príncipe Herdeiro, D. Duarte Pio, mas pretender a exclusão do mesmo por este ser descendente de uma figura tradicional (D. Miguel I) será excluir todos os descendentes da Casa de Bragança.

5. Até os golpistas republicanos optaram por uma assembleia restrita para a eleição  do primeiro soberano a prazo, enveredando os seus sequazes ora pela ditadura, ora pela manipulação dos resultados eleitorais.

6. O esquema em voga tende para a engenharia sufragista em que os resultados propalados assentam em maiorias relativas, apesar das campanhas festivaleiras organizadas por apaniguados e membros dos diversos clubes.

7. O poder de decisão não é delegável; a comunidade é o nosso lar; a célula cooperativa é a associação onde procuramos satisfazer as nossas necessidades económicas, sociais e culturais; o soberano - hereditário e vitalício - é a nossa referência por obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário