terça-feira, 18 de outubro de 2016

Nº. 1796 - Doutrina Cooperativista


1. Dizer que o povo é soberano e pretender que este delegue o poder de decisão à minoria burguesa é bundo castiço.

2. Porém, os anti-monárquicos não se cansam de repetir tal aleivosia e, admitindo a pluralidade de opiniões, candidamente sugerem que estas sejam manifestadas através de organizações sectárias.

3. Claro que os partidos políticos são orientados por minorias tradicionalmente burguesas, uma vez que estas se arrogam o direito de conduzir o povo na via do seu agrado, isto é, o liberalismo, o socialismo e o irmão deste último, o alegado comunismo.

4. Abro aqui um parêntesis para salientar que os anti-monárquicos, embora se revejam no potencial das urnas eleitorais imposeram a República ao Reino de Portugal em 1910, tendo obtido no anterior sufrágio democrático uns míseros 5%.

5. Logo, fácil é concluir que o assalto às cadeiras do poder justifica todas tropelias, bastando cobrir com o véu diáfano da mentira a operação viciada, repetindo esta continuadamente, até se tornar uma verdade oficial.

6. Tanto a partidocracia liberal como a socialista enfermam do mesmo mal - a presunção da auto promovida média burguesia estar vocacionada para as cadeiras do poder; algo semelhante acontecendo aos sequazes do comunismo que imitam a cúria do Vaticano em que os vermelhos cardeais pontificam.

7. O cooperativismo, como escola cívica e comunitária, através da multiplicação das células cooperativas será a Grande Muralha para conter as incursões dos bárbaros, isto é, dos capitalistas e plutocratas, abrindo o caminho para o regresso do rei.

Nau

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