terça-feira, 25 de outubro de 2016
Nº. 1803 - Doutrina Cooperativista
1. Insinuar que a partidarização das unidades cooperativas é algo inevitável não tem pés nem cabeça.
2. Avançar com os exemplos dos tempos da salazarquia em que muitas das associações culturais - normalmente os cineclubes - serviam de capa para actividades políticas é estar desfasado no presente.
3. Claro que as "associações culturais" dos tempos da anterior ditadura republicana era a via possível para o agregamento de largo conjunto social de insatisfeitos, apolíticos ou desorientados, ao qual se procurava incutir uma mensagem partidária.
4. Sem dúvida que a partidarite, isto é, o excesso partidário dos nossos dias é fomentado pela classe burguesa dominante e razão da sua existência, aliando o espírito clubista à míngua de apoiantes uma vez que os apaniguados são por norma versáteis.
5. Logo, a República persiste devido à falência das propostas liberais, socialistas e sociais-fascistas, evidenciando a exaustão da classe burguesa dominante que, para subsistir, avança com infamantes atoardas contra a peregrina ideia cooperativa.
6. Repetir, repetir que dentro das unidades cooperativas não são admitidas discriminações sociais, políticas ou religiosas é incontroverso uma vez que entendemos capacidades diferentes, mas nunca a exploração do trabalho alheio por minorias vicisosas, isto é, a burguesia capitalista dominante.
7. A multiplicação das células cooperativas saudáveis robustecerá a solidariedade comunitária aplanando o caminho para o regresso do rei.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário