sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Nº. 1792 - Luta Popular


1. Lutar, para quê?. A  maioria da população continua empanturrada com os espectáculos futebolísticos, bem como as telenovelas em que os amores e os vilões pontificam.

2. Os mais comedidos nada querem saber da política, consumindo o ópio mencionado no parágrafo anterior  com bastante moderação, mas alheios a qualquer tipo de actividade partidária, raramente participando nos actos eleitorais.

3. Apaniguados, idealistas ou meramente oportunistas pavoneiam-se nos corredores da política, sentenciosos quanto aos rumos que deverão ser seguidos, com o dedo sempre apontado aos exemplos que vingam no estrangeiro.

4. Por outro lado, certa juventude mais ilustrada e/ou simplesmente disponível, alinha em tudo que resulte em movimentações populares, com gritos de guerra e muita algazarra como se de um evento festivaleiro se tratasse.

5. A actividade política que se verifica em Portugal tem muitas parecensas com as diferentes seitas religiosas que, além de serem fraudulentas e nefastas ao género humano, nada contribuem para a satisfação dos seus seguidores.

6. Logo, resta-nos a boa vontade daqueles que, na multiplicação das células cooperativas, procuram satisfazer as suas necessidades económicas,sociais e culturais, fugindo ao controlo de políticos corruptos e plutocratas manipuladores.

7. A prática cooperativista, assente no diálogo e no consenso, é uma verdadeira escola democrática, aplanando o caminho para o regresso do rei.

Nau

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