sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Nº. 1030 - Fim de Semana 37


1. Comparar as pessoas a uma espécie de computador biológico é esquecer que estes funcionam segundo um plano estabelecido e uma ordem lógica, ao contrário do cérebro do homem.

2. Esperar que a simples mudança do regimem vigente por uma instituição secular (em que a figura do rei obvia as disputas partidárias no topo da comunidade) põe fim à corrupção impante e à série de políticos imaturos na governação não é, propriamente, ingenuidade mas distracção imperdoável.

3. Sublinho o conceito autonómico do País Basco, independentemente dos estatutos subscritos por este, perante a organização política, social e económica de raiz cooperativista. Enquanto a Europa continua a oscilar entre o federalismo e a união num crescendo centralismo burocrático, o País Basco consolida uma dinâmica cooperativa sui generis.

4. Desde os tempos imemoriais a submissão é tida como protecção assegurada pelo que a vontade do chefe e dos seus apaniguados encontra-se fortalecida, sendo a República e o Estado de Direito dos nossos dias a fórmula sublimada pelos plutocratas e seus favoritos ou sectários.

5. As personagens de "O Silêncio das Pedras", assim como as situações em que se envolvem, nada têm a ver com a vida real, porquanto gente, circunstâncias e comportamentos motivaram e serviram de base à obra de Abílio Pires e, segundo este lembra, o Nada nada produz.

6. O que se pretende é uma revolução autêntica e esta consiste numa transformação profunda, isto é, na mudança total das bases e das estruturas da sociedade; no esbatimento da mentalidade burguesa que, como classe social dominante no modo de produção capitalista, assume-se como aristocrata do regímen republicano, tal como os patrícios da Roma Antiga no esbulho do poder entre si.

7. Estou convencido que, no campo partidocrático deste rectângulo à beira do Atlântico plantado na catolaica Península Ibérica, apenas o PCTP/MRPP se apresenta como o movimento revolucionário mais autêntico (bom exemplo para o CMC) abjurando a tentação de se colar ao atual revisionismo chinês.

Nau

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