segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Nº. 1026 - Doutrina Cooperativa


1. Impressionante é o bairrismo dos habitantes do País Basco, alcandorados entre a cordilheira Cantábrica e os Pirenéus.

2. O apego ao torrão natal pouco tem a ver com a aspiração de um povo em constituir-se como um estado autonómico - a população do País Basco é, de facto, autónoma.

3. Deliberadamente evitei o adjectivo nacionalista por este encontrar-se bastante conotado com interesses geopolíticos de aprazimento externo, contrário ao autêntico regionalismo nativista.

4. Sublinhei o conceito autonómico do País Basco, independentemente dos estatutos subscritos por este, perante a organização política, social e económica de raiz cooperativista.

5. Enquanto a Europa continua a oscilar entre o federalismo e a união num crescente centralismo burocrático, o País Basco consolida uma dinâmica cooperativa sui generis.

6. Claro que a globalização de que tanto se fala (escamoteando o espírito plutocrático) tem desígnios que até ao mais sofisticado equipamento informático escapa, mas estou convencido que, ao fim e ao cabo, a cooperação prevalecerá à apropriação doentia.

7. Logo, a reforma das mentalidades burguesas e/ou sociais-fascistas é possível através da via cooperativista monárquico-comunalista.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário