quinta-feira, 11 de setembro de 2014
Nº. 1029 - Luta Popular
1. Num recente apontamento sublinhei o meu repúdio por todas as crenças religiosas, as sociais-fascistas inclusive.
2. Logo choveram consternados protestos de correligionários meus que confundem tradição - algo que se renova continuadamente tal como a água de um rio no seu leito original - com credos religiosos que poucos já observam ou praticam.
3. Outros ironizaram a minha pouca fé no marxismo-leninismo, doutrina que pretende ser a interpretação económica da história, segundo a qual as relações de produção que correspondem em cada momento a um grau de evolução das forças produtivas reais entram em contradição com as relações de produção existentes, abrindo uma época de revolução.
4. Porém, o que se pretende é uma revolução autêntica e esta consiste numa transformação profunda, isto é, na mudança total das bases e das estruturas da sociedade; no esbatimento da mentalidade burguesa que, como classe social dominante no modo de produção capitalista, assume-se como aristocrata do regímen republicano, tal como os patrícios da Roma Antiga no esbulho do poder entre si.
5. Já no Kommunistische Zeitschrift , 1847, Karl Marx escrevia: "Não somos dos que querem aniquilar a liberdade individual e fazer do mundo uma grande caserna ou uma grande oficina. Há na verdade comunistas que proclamam tais ideias à vontade, que negam e querem suprimir a liberdade pessoal que, na sua opinião, atravessa o caminho da harmonia. Mas nós não temos vontade de comprar a igualdade à custa da liberdade".
6. O maoísmo aqui preconizado assenta única e exclusivamente na persuasão: "Os métodos de mobilização das massas não devem ser burocráticos, do mesmo modo que, em qualquer outra acção revolucionária, não se pode tolerar o emprego de métodos de direcção burocráticos no domínio da edificação económica. Devemos deitar ao caixote de lixo a burocracia". "De la Contradiction", Mao Tse-Tung, Oeuvres Choisies, vol.I, p.386.
7. Estou convencido que, no campo partidocrático deste rectângulo à beira do Atlântico plantado na catolaica Península Ibérica, apenas o PCTP/MRPP se apresenta como o movimento revolucionário mais autêntico (bom exemplo para o CMC) abjurando a tentação de se colar ao actual revisionismo chinês.
Nau
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