terça-feira, 30 de setembro de 2014

Nº. 1048 - RAC


1. Densidade populacional fraca; sorvedouro de gentes nas epopeias de além-mar; entrecruzamento de pessoas do mesmo sangue ligadas por laços de parentesco, tudo leva a crer não existir em Portugal famílias que não tenham na sua procedência heróis, poltrões, santos, criminosos e prostitutas.

2. Claro que os fartos cabedais adquiridas nas Áfricas, Índias, Brasis ou no cu do mundo tudo purificam e a necessidade e/ou conveniência mascaram o mais assexuado varão como patriarca respeitado e de numerosa descendência.

3. Verdade se diga que até os santos nos altares calam obras e pensamentos que os reduziriam à dimensão mais ínfima se fossem revelados, mas a ética da civilização europeia obriga a que (pelo menos os actos) sejam classificados entre bons e maus, sendo os primeiros tidos como padrões essenciais.

4. Este dualismo também opõe monárquicos a republicanos baseados em valores que, sendo comuns, apenas ganham diferentes matizes de acordo com as opções dos contendores, servindo unicamente o interesse de forças ocultas que, no calor da disputa, impõem as suas vontades.

5. A maioria dos monárquicos presume ascendências ilustres (que os parágrafos anteriores claramente refutam) julgando por indução ou segundo probabilidades tidas como certas, que apenas uma minoria qualificada e de ilustre procedência deverá padronizar e superintender os interesses da comunidade.

6. Os republicanos não divergem muito deste pensamento - apenas alijando a tralha da imaculada ascendência ou salientando esta quando exclusivamente devida a radicalismos fracturantes - supondo que a natural selecção dos melhores por mor de sufrágios anódinos possibilitará governos mais sãos e justos.

7. Ambos (monárquicos e republicanos) estão enganados pois a cooperação - eficazmente opondo-se à apropriação excessiva - acabará com a nefasta influência burguesa que, como classe dominante, suscita estas disputas clubísticas. Logo, a figura do rei, obviando disputas partidárias no topo da comunidade não é do agrado da burguesia porquanto tira o poder desta manipular o soberano.

Nau

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Nº. 1047 - Doutrina Cooperativa


1. Ainda ontem sublinhamos que o cooperativismo é uma doutrina político-económica que assenta na cooperação e no livre arbítrio.

2. Como é óbvio, cooperar significa a associação de várias pessoas para a consecução de determinados objectivos de interesse comum.

3. Logo, a cooperativa consiste na união de produtores/consumidores tendo por fim libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários e/ou dos capitalistas.

4. Porém, as unidades cooperativas aqui defendidas afirmam-se pela total independência em relação aos esquemas tecnocráticos, tanto de cariz liberal, como d feição socialista.

5. Abjurando as tendências centralizadoras oligárquicas e/ou burocráticas, a doutrina CMC tem por fundamento o livre arbítrio, isto é, o poder de praticar ou não um certo acto, sem outra razão além do próprio querer.

6. Por conseguinte, a solidariedade e o consenso são o leitmotiv do cooperativismo monárquico-comunalista CMC) que se apresenta como a terceira via aos liberalismos plutocráticos, bem como aos socialismos burocráticos.

/. Considerando as opções partidárias importantes para uma sã democracia, o CMC não dispensa a figura do Rei por esta obviar disputas sectárias no topo da comunidade.

Nau

domingo, 28 de setembro de 2014

Nº. 1046 - Portal Comunalista


1. Vamos lá ver se nos entendemos. Comuna pressupõe de uso e domínio de muitos e de todos.

2. As ruas da nossa aldeia, vila, cidade, etc. são de uso comum e domínio partilhado por todos que nelas têm  a sua residência.

3. Logo, os residentes do espaço comum têm o direito de converter em utilidade o uso ou produto da coisa comum e, consequentemente, a responsabilidade de o manter fruível e disponibilizado aos mais.

4. Usufruto não significa o direito de apropriação, conspurcação e/ou destruição do que é comum mas tão somente na conveniência de o partilhar, assim como partilhamos o sol, a chuva, o vento e o ar que respiramos.

5. Qual a diferença entre comunalismo e comunismo?: o primeiro é uma doutrina política-económica que assenta na cooperação e no livre arbítrio; a segunda preconiza a abolição da propriedade privada, bem como o controlo dos bens de produção e consumo através de um centralismo burocrático.

6. Em suma: o comunalismo fundamenta-se na cooperação, no consenso e na solidariedade; o comunismo, na apropriação colectiva e no centralismo burocrático.

7. O cooperativismo monárquico-comunalista é, de facto, a terceira via por obviar os efeitos perniciosos dos liberalismo e socialismos tecnocráticos e, pelas suas próprias mãos, motivar uma subsistência confortável, tendo por garantia a figura do rei por esta obstar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

sábado, 27 de setembro de 2014

Nº. 1045 - Psyche


1. Rodeios na aproximação de um pai angustiado que não consegue formular o seu pedido de esclarecimento dá para o regresso a um tema já ventilado neste espaço.

2. As crianças, aos 2 ou 3 anos de idade, sentem prazer na estimulação dos seus órgãos sexuais e curiosidade pelas diferenças na configuração externa que verifica nas outras crianças.

3. Durante a puberdade - nas raparigas a partir dos 9 aos 16 e nos rapazes dos 13 aos 14 anos - a natural timidez e a busca continuada de refúgio ocioso é importante, sobretudo para a maturação sexual masculina.

4. A primeira experiência de carácter erótico, para muitos jovens, é homossexual, sobretudo em colégios internos, campos de férias, centros desportivos, etc., mas tal representa uma fase passageira e de instabilidade afectiva.

5. A atracção sentida por indivíduos do seu próprio sexo e as pressões sociais que obriga o jovem a sair com membros do sexo oposto deverá ser observada e discutida abertamente com os pais e, eventualmente, com o médico assistente.

6. Há vários graus de homossexualidade: permanente, bissexual e inopinada, podendo o primeiro ter ocorrido ainda na fase do nascituro, embora não necessariamente notório antes da adolescência; o segundo por afoiteza; o último raro e casual.

7. O cérebro é a sede das funções psíquicas, mas a regulação da temperatura corporal, da fome, da sede e do comportamento dos órgãos reprodutores é regulada pelo hipotálamo através da libertação das hormonas do stresse e... do sexo.

Nau

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Nº. 1044 - Fim de Semana 39


1. O poder de agir ou não agir conforme a sua vontade, responsabilizando-se por tal acção, será comprometido pela imprevisão do comportamento das células cerebrais.

2. Sem dúvida que este espaço tem algo que incomoda muita gente: obriga a pensar; sugere trabalho em equipa; exige a reforma da impante mentalidade burguesa; insiste na cooperação e abjura a apropriação doentia.

3. A terceira via firma-se no espírito cooperativo, apoiado na associação de produtores/consumidores com o fim de libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários ou dos capitalistas, opondo a cooperação à apropriação insaciável.

4. Preocupações ecológicas poderão estar na base da reutilização de "velhos" equipamentos, sobretudo para moderar o consumismo e refrear as grandes cooperações que pretendem eliminar pequenos e médios industriais com políticas de baixos preços, embora inferior qualidade e/ou duração.

5. Urge questionar os esquemas da mentalidade burguesa - tanto os de cariz liberal, como os de feição socialista - porquanto viciosos e burocratizantes.

6. O maralhal, isto é, aqueles que vivem labutando pela subsistência, sem a preocupação de acumular cabedais e competir com padrões de vida acima do confortável, é a antítese da burguesia.

7. Repetir, repetir: Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo e a figura consensual do Rei serve para obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Nº. 1043 - Luta Popular


1. Sim, luta popular, mas feita pelo povo que não para o povo.

2. Claro que a burguesia, como classe dominante, a grosso modo e continuadamente avança com um caudilho que possa agradar ao povo.

3. A coisa nem sempre é fácil porquanto a burguesia consiste de três escalões: o plutocrático, dos largos cabedais; o médio, economicamente sustentável, profissões liberais e/ou quadros dirigentes; o baixo, economicamente dependente.

4. O povo propriamente dito, como o conjunto dos habitantes de um lugarejo, cidade região ou país representa, para a burguesia, apenas números estatísticos, manipuláveis, sobretudo, nos sufrágios universais.

5. Bom é sublinhar que o espírito burguês se manifesta como pertença a qualquer dos referidos escalões, tendo como traço comum o Estado de Direito providenciado pela república.

6. O maralhal, isto é, aqueles que vivem labutando pela subsistência, sem a preocupação de acumular cabedais e competir com padrões de vida acima do confortável, é a antítese da burguesia.

7. Logo, a luta popular é realizável pelo maralhal e pelas suas próprias mãos na via cooperativa, abjurando a apropriação doentia.

Nau

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Nº. 1042 - Prelo Real


1. Continuo sem perceber o significado de monárquico para algumas figuras herméticas que se procuram evidenciar no espaço internáutico.

2. Para os mais simples, o esplendor mítico de antanho, instilado nos bancos do ensino básico, perdura embora de natureza mais clubística do que doutrinária.

3. Os tradicionalistas, marialvistas e quejandos ficam agarrados a hábitos transmitidos de gerações em gerações por via do "nome de família" ou de títulos nobiliárquicos já prescritos.

4. Também há aqueles que, desagradados do presente e céptidos quanto aos corifeus politiqueiros do seu tempo, almejam por uma suposta estabilidade dos tempos idos.

5. Claro que a maioria não se dá ao trabalho de questionar a opção assumida e, por fastio, vai debicando naqueles que estão próximos.

6. São esquemas da mentalidade burguesa dominante que urge questionar - tanto os de cariz liberal, como os de feição socialista - porquanto viciosos e burocratizantes.

7. Apenas as nossas mãos nos poderão libertar desta embrulhada, firmemente opondo a cooperação à apropriação doentia.

Nau

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nº. 1041 - RAC


1. Este espaço, dedicado às actividades cooperativas, mantém-se disponível a todas as unidades daquele tipo que pretendam, graciosamente e sem assumir qualquer compromisso político, evidenciar as suas existências.

2. Claro que este convite é extensivo aos cooperativistas brasileiros, bem como a todas as unidades lusas espalhadas pelos cinco continentes para uma eventual aproximação das mesmas, não só no aspecto cultural como também na função mercantil.

3. Aos jovens com dificuldades em ingressar no mundo do trabalho sugerimos uma formação profissional na ESCOLA LASER, do Major Serôdio Pardal, instalações na Praça Bernardo Santareno, 3B, 1900-098 Lisboa, telf. 218 491 215 - 218 405 801, tendo presente que os ditos cursos se encontram acreditados na comunidade lusa, bem como no Canadá e Eua.

4. Qualquer que seja o grau académico do eventual estudante, a formação técnica nas novas tecnologias será um bom investimento para os tempos de lazer, bem como para a manutenção dos equipamentos do sector das energias renováveis (painéis solares, energia eólica) e rádio amador.

5. Por outro lado, os conhecimentos técnicos adquiridos poderão ser disponibilizados através de cooperativas de serviços estabelecidas para esse efeito contemplando um crescente número de clientes que não pactua com a estratégia de produção industrial de equipamentos de curta duração.

6. Preocupações ecológicas poderão estar na base da reutilização de "velhos" equipamentos sobretudo para moderar o consumismo e refrear as grandes corporações que pretendem eliminar pequenos e médios industriais com políticas de baixos preços, embora inferior qualidade.

7. Ninguém se iluda. O consumismo assenta nas vendas a crédito e no pantagruélico apetite dos usurários.

Nau

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Nº. 1040 - Doiutrina Cooperativa


1. O cooperativismo não é uma alternativa face à corrente liberal ou socialista, mas a terceira via.

2. Bastas vezes tem aqui sido chamada a atenção para o facto do liberalismo - advogando a liberdade política, civil, económica, religiosa e outras coisas mais - apenas servir de capa ao domínio da burguesia dos fartos haveres, alcandorada no Estado de Direito e no regímen republicano.

3. Por outro lado, o socialismo - sistema político-económico que preconiza, respectivamente, a direcção e domínio do Estado republicano nos bens de produção e consumo, e uma nova distribuição das riquezas com a abolição das classes sociais - tendencialmente se apoia numa minoria política cripto-burguesa dirigente.

4. Tanto a doutrina liberal como a socialista caminham inexoravelmente para uma direcção política tecnocrática, em que a população é reduzida a números e os funcionários públicos - mormente das secretarias de Estado, onde os assuntos são tratados por escriturários e dependem da assinatura de diversos altos funcionários - pontificam.

5. Quer os plutocratas (que influenciam o governo através do controlo dos bens de produção e consumo), quer os tecnocratas (que preponderam na organização política e social do Estado) apenas procuram justificar a sua indisponibilidade, mantendo mão férrea nas cadeiras do poder.

6. A terceira via firma-se no espírito cooperativo, apoiado na associação de produtores/consumidores com o fim de libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários ou dos capitalistas, opondo a cooperação à apropriação insaciável.

7. Logo a comuna será a subdivisão territorial que se governa autonomicamente por via da multiplicação das cooperativas e sob a Coroa Real, subsistindo esta por consenso, sobretudo por obviar disputas sectárias no topo da comunidade.

Nau

domingo, 21 de setembro de 2014

Nº. 1039 - Portal Comunalista


1. Obviamente que comunalista será aquele que pratica a doutrina comunal, razão da existência da comuna.

2. Definir comuna como subdivisão territorial que se governa autonomicamente é uma hipótese, mas aqui e agora sugerido é apenas um espaço para debates informais.

3. O portal seria o acesso ao referido espaço e vários temas têm sido propostos, bem como sugestões avançadas, mas o eventual visitante não se aventura; os compagnons de route preferem o correio electrónico..

4. Se os assuntos propostos tivessem uma componente ligada ao futebol (milhões investidos, escândalos abafados, insultos a esmo) participantes não faltariam, sendo as opções políticas do anfitrião negligenciadas.

5. Porém o laicismo aqui propalado, a razão doutrinária - que não se compadece de rodriguinhos e capelinhas de aprendizes de feiticeiros - afastam nefelibatas e cripto-republicanos arreigados.

6. Sem dúvida que este espaço tem algo que incomoda muita gente: obriga a pensar; sugere trabalho em equipa; exige a reforma da impante mentalidade burguesa; insiste na cooperação e abjura a apropriação doentia.

7. Aqui estou, aqui m'acho; quem quiser usar da palavra qu'avance.

Nau

sábado, 20 de setembro de 2014

Nº, 1038 - Psyche


1. O pensamento é gerado pela actividade física do cérebro.

2. Porém, os impulsos eléctricos que estimulam a comunicação entre as células cerebrais são provocados por alterações químicas.

3. Logo, as leis da física e da química - relações existentes entre as magnitudes que intervêm naquelas duas ciências - regem as nossas acções e pensamentos.

4. Qualquer lesão cerebral - alteração ou perturbação nas funções ou textura dos órgãos de um indivíduo provocará mudanças no comportamento do lesado.

5. O poder de agir ou não agir conforme a sua vontade, responsabilizando-se por tal acção, será comprometido pela imprevisão do comportamento das células cerebrais.

6. A previsão da actividade cerebral de qualquer indivíduo é problemática, mas um desafio para sondagens experimentais, na apreciação do que sinto e imagino efectuada por terceiros.

7. Será o livre-arbítrio acto único e consciente?

Nau

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Nº. 1037 - Fim de Semana 38


1. A previsão da actividade cerebral de qualquer indivíduo é problemática, mas um desafio para sondagens experimentais, na apreciação de que sinto e imagino efectuada por terceiros: será o livre-arbítrio acto único e consciente?.

2. A cooperação - ao invés da apropriação doentia - garante relações políticas de não-domínio, baseadas na solidariedade e na consciência da existência própria.

3. A doutrina cooperativa é intrinsecamente humanista, atribuindo ao homem a importância basilar para a consecução das suas aspirações e interesses.

4. Segundo a declaração de intenções "CASES é um espaço de diálogo onde cooperam diversos actores que se esforçam por tornar a economia social um sector coeso e de reconhecido valor em Portugal, contribuindo para um mundo mais justo e solidário.

5. Embora a maioria dos pensadores internáuticos afirmem que a instituição monárquica será uma boa carta política para o país, francamente não vislumbro quaisquer hipóteses de soluções plausíveis.

6. Procuro corrigir a actualidade tendo por base uma interpretação romanceada daquilo que não foi (ou eventualmente terá sido) é andar ao sabor das ondas, sem Rei e sem Norte.

7. O que importa é analisar os problemas que temos de enfrentar ou conter; concertar as estratégias mais convenientes; persuadir os apáticos, bem como os renitentes, apenas com argumentação.

Nau

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Nº. 1036 - Luta Popular


1. O passado não é ciência exacta (conhecimento racional decorrente) mas interpretação dos tempos idos através do testemunho de terceiros.

2. Frequentemente, o facto narrado não é verosímil - memória insegura, embelezamento circunstancial, mensagem comprometida - e a interpretação ultimada é a adequação ao presente.

3. Logo, procurar corrigir a actualidade tendo por base uma interpretação romanceada daquilo que não foi (ou eventualmente terá sido) é andar ao sabor das vagas, sem rei e sem norte.

4. O que importa é analisar os problemas que temos de enfrentar ou conter; concertar a estratégia mais conveniente; persuadir os apáticos, bem como os renitentes, apenas com argumentação.

5. Tendo a prática mercantil dado azo ao crescimento da classe burguesa que, aliada ao poder do rei, pôs fim ao sistema económico-social que vigorou na Idade Média, a possidente burguesia ensaiou o passo seguinte, isto é, a conquista do poder económico-político.

6. Embora aliada a uma média e baixa burguesia, a classe plutocrática minoritária consolidou o seu domínio sobre os mais através do Estado de Direito que, sub-repticiamente, impõe a República.

7. Claro está que à maralha, sem a protecção real ou meios económicos para enfrentar os onerosos esquemas do Estado de Direito, resta pugnar através da cooperação contra a apropriação doentia, abrindo o caminho para o regresso do rei.

Nau

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Nº. 1035 -Prelo Real


1. Sem dúvida que no espaço internáutico existem pensadores monárquicos que muito admiro mas cujas teses não subscrevo.

2. Também há aqueles combativos - hábeis nos comentários mordazes e prontos a apontar o dedo para os eventuais erros dos que lhes são próximos - mas de difícil interpretação da posição doutrinária assumida.

3. Embora a maioria dos ditos pensadores afirmem que a instituição monárquica será uma boa carta política para o país, francamente não vislumbro quaisquer hipóteses de soluções plausíveis.

4 Os mais criativos inovam siglas partidárias recuperadas de degradadas experiências que terão pouca viabilidade de entrada no fórum político e/ou de influenciar a mudança do regímen vigente.

5. Recusando Chefes de Estado a prazo de génese partidária, empenham-se na designação da figura do Rei por colégio eleitoral, contestando aclamações do passado, quiçá do próprio D. Afonso Henriques.

6. Claro que não cabe ao Rei pôr fim ao domínio da classe burguesa (e dos seus corifeus plutocráticos) porquanto somos nós que, democraticamente, deveremos levar a cabo tal tarefa.

7. Por isso, repetimos: Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, impondo-se o combate aos inveterados narcisistas, arrivistas, sociais-fascistas e outros que tais.

Nau

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Nº. 1034 - RAC


1. CASES é uma cooperativa de interesse público destinado a promover, dinamizar, fortalecer e qualificar o sector da Economia Social.

2. Assim, a Cooperativa António Sérgio para a Economia Social (CASES) assenta numa parceria entre o Estado e organizações representativas do sector cooperativo.

3. Segundo a declaração de intenções "CASES é um espaço de diálogo onde cooperam diversos actores que se esforçam por tornar a economia social um sector coeso e de reconhecido valor em Portugal, contribuindo para um mundo mais justo e solidário".

4. Nesta conformidade, CASES sucedeu e alargou o âmbito de actividade do antigo Instituto António Sérgio do Sector Cooperativo (INSCOOP) passando a abranger toda a Economia Social, reunindo mais de 55 000 instituições.

5. No sítio da CASES são disponibilizadas várias dicas acerca do universo cooperativo pel que vivamente se sugere a leitura de importantes artigos tais como:
          - Dicas para promover a sua organização sem custos;
          - A poupança e a auto-sustentabilidade;
          - A Economia Social tem espaço para crescer;
          - Infografia: Conta Satélite da Economia Social.

6. Associações: Coopjovem - programa de apoio ao empreendedorismo cooperativo; Biblioteca Digital - obras de António Sérgio, um dos maiores pensadores portugueses; ZOOM - Já conhece o PortalZoom, mais próximo da Economia Social?; Geração Coop - projecto que nasceu para sensibilizar os jovens para o cooperativismo.

7. A CASES tem a sua sede na Rua Viriato, nº 7, 1050-233 Lisboa, telf. 21 387 80 46, fax 21 385 88 23, e-mail cases@cases.PT, website www.cases.PT.

Nau

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Nº. 1033 - Doutrina Cooperativa


1. O cooperativismo preconiza a associação  de pessoas ou grupos motivados pelos mesmos interesses com o objectivo de alcançar vantagens comuns.

2. A doutrina cooperativista é intrinsecamente humanista, atribuindo ao homem a importância basilar para a consecução das suas aspirações e interesses.

3. Toda a relação económica consiste fundamentalmente numa relação social pelo que no acto cooperativo o homem, de facto, controla não só os seus interesses económicos, bem como acautela os aspectos culturais da comunidade.

4. Limitando tanto o papel do intermediário como o aperto do lucro inerente, o cooperativismo estimula o espírito da mutualidade contrário à prática calculista meramente usurária.

5. Na produção (e não só) é estimulado o preço justo com base na adequação da matéria-prima e do racional processo de fabrico.

6. A decadência capitalista, obviamente provocada pelo apetite pantagruélico da classe burguesa, compreende o vírus corrosivo do consumismo que apenas a dinâmica cooperativa poderá, eficazmente, combater.

7. Porém, o cooperativismo sem a participação activa dos cooperadores é mera unidade burocrática.

Nau

domingo, 14 de setembro de 2014

Nº. 1032 - Portal Comunalista


1. Comunidade sã é aquela que não exclui elementos seus através da discriminação social, racial, política ou religiosa.

2. O estado de ânimo - individual e colectivo - que leva à observação dos costumes ou das normas da conduta na comunidade reforça a concepção de pertença, mais do que a moral estritamente política.

3. Logo, a cooperação - ao invés da apropriação doentia - garante relações políticas de não-domínio, baseadas na solidariedade e na consciência da existência própria.

4. O amor à pátria é o estratagema cultivado pelo espírito republicano como sucedâneo ao compromisso que liga o súbdito ao soberano - amor reverente mútuo.

5. A Revolução Francesa de 1789 consistiu na consolidação do domínio da classe burguesa pelo que o amor à pátria (ideal) escamoteia o Estado de Direito (legislação do dominador).

6. O consenso construído pela discussão e o espaço que o presente portal ensaia são os passos preliminares para a contestação da supremacia do Estado de Direito.

7. Toda a razão política que não se baseia na tradição escora-se na contingência legislativa.

Nau

sábado, 13 de setembro de 2014

Nº. 1031 - Psyche


1. O comportamento criminal está provavelmente relacionado com a estrutura do cérebro e/ou lesões cerebrais.

2. A sede da actividade mental do organismo humano tem o centro do seu comando no encéfalo.

3. No interior do invólucro rígido formado pelos ossos cranianos, o encéfalo flutua - alimentado e protegido dos choques - no líquido cefalorraquidiano.

4. Dividido em dois hemisférios, o cérebro compreende, em cada um destes, os lobos frontais, temporais, parietais e occipitais, separados entre si por sulcos profundos.

5. Os lobos frontais controlam as emoções, bem como os processos mentais, sendo estes os responsáveis pelas tendências sociopatas, objectas do tratamento neurocirúrgico inventado por Egas Moniz - a lobotomia.

6. Graças ao referido tratamento neurocirúrgico os pacientes problemáticos passaram a ser controlados, embora afectados no raciocínio complexo - planeamento de acções e função mental.

7 Abandonada como tratamento cirúrgico em benefício da indústria farmacêutica, a lobotomia continua a ser imposta aos governantes portugueses, com largo sucesso.

Nau

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Nº. 1030 - Fim de Semana 37


1. Comparar as pessoas a uma espécie de computador biológico é esquecer que estes funcionam segundo um plano estabelecido e uma ordem lógica, ao contrário do cérebro do homem.

2. Esperar que a simples mudança do regimem vigente por uma instituição secular (em que a figura do rei obvia as disputas partidárias no topo da comunidade) põe fim à corrupção impante e à série de políticos imaturos na governação não é, propriamente, ingenuidade mas distracção imperdoável.

3. Sublinho o conceito autonómico do País Basco, independentemente dos estatutos subscritos por este, perante a organização política, social e económica de raiz cooperativista. Enquanto a Europa continua a oscilar entre o federalismo e a união num crescendo centralismo burocrático, o País Basco consolida uma dinâmica cooperativa sui generis.

4. Desde os tempos imemoriais a submissão é tida como protecção assegurada pelo que a vontade do chefe e dos seus apaniguados encontra-se fortalecida, sendo a República e o Estado de Direito dos nossos dias a fórmula sublimada pelos plutocratas e seus favoritos ou sectários.

5. As personagens de "O Silêncio das Pedras", assim como as situações em que se envolvem, nada têm a ver com a vida real, porquanto gente, circunstâncias e comportamentos motivaram e serviram de base à obra de Abílio Pires e, segundo este lembra, o Nada nada produz.

6. O que se pretende é uma revolução autêntica e esta consiste numa transformação profunda, isto é, na mudança total das bases e das estruturas da sociedade; no esbatimento da mentalidade burguesa que, como classe social dominante no modo de produção capitalista, assume-se como aristocrata do regímen republicano, tal como os patrícios da Roma Antiga no esbulho do poder entre si.

7. Estou convencido que, no campo partidocrático deste rectângulo à beira do Atlântico plantado na catolaica Península Ibérica, apenas o PCTP/MRPP se apresenta como o movimento revolucionário mais autêntico (bom exemplo para o CMC) abjurando a tentação de se colar ao atual revisionismo chinês.

Nau

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Nº. 1029 - Luta Popular


1.  Num recente apontamento sublinhei o meu repúdio por todas as crenças religiosas, as sociais-fascistas inclusive.

2. Logo choveram consternados protestos de correligionários meus que confundem tradição - algo que se renova continuadamente tal como a água de um rio no seu leito original - com credos religiosos que poucos já observam ou praticam.

3. Outros ironizaram a minha pouca fé no marxismo-leninismo, doutrina que pretende ser a interpretação económica da história, segundo a qual as relações de produção que correspondem em cada momento a um grau de evolução das forças produtivas reais entram em contradição com as relações de produção existentes, abrindo uma época de revolução.

4. Porém, o que se pretende é uma revolução autêntica e esta consiste numa transformação profunda, isto é, na mudança total das bases e das estruturas da sociedade; no esbatimento da mentalidade burguesa que, como classe social dominante no modo de produção capitalista, assume-se como aristocrata do regímen republicano, tal como os patrícios da Roma Antiga no esbulho do poder entre si.

5. Já no Kommunistische Zeitschrift , 1847, Karl Marx escrevia: "Não somos dos que querem aniquilar a liberdade individual e fazer do mundo uma grande caserna ou uma grande oficina. Há na verdade comunistas que proclamam tais ideias à vontade, que negam e querem suprimir a liberdade pessoal que, na sua opinião, atravessa o caminho da harmonia. Mas nós não temos vontade de comprar a igualdade à custa da liberdade".

6. O maoísmo aqui preconizado assenta única e exclusivamente na persuasão: "Os métodos de mobilização das massas não devem ser burocráticos, do mesmo modo que, em qualquer outra acção revolucionária, não se pode tolerar o emprego de métodos de direcção burocráticos no domínio da edificação económica. Devemos deitar ao caixote de lixo a burocracia". "De la Contradiction", Mao Tse-Tung, Oeuvres Choisies, vol.I, p.386.

7. Estou convencido que, no campo partidocrático deste rectângulo à beira do Atlântico plantado na catolaica Península Ibérica, apenas o PCTP/MRPP se apresenta como o movimento revolucionário mais autêntico (bom exemplo para o CMC) abjurando a tentação de se colar ao actual revisionismo chinês.

Nau

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Nº. 1028 ~Prelo Real: Abílio Pires


1. Abílio Pires é o autor do romance "O Silêncio das Pedras", dado à estampa em Janeiro de 1995.

2. Como arremedo autobiográfico, é a historia de um rapazito de província, quase enjeitado, mas (modéstia à parte) de olhar penetrante e espírito fulgurante acicatado pela curiosidade.

3. O protagonista confronta-se com uma vida pobre e uma escolaridade própria do velho regímen, onde a palmatória, bem como o empinanço, são a palavra de ordem.

4. Dedicado às gentes que, segundo o autor, com amor e esforço continuado, têm mantido a chama flamejante e viva das suas tradições, incluindo o cultivo da terra.

5. "A ti Soldado, que combateste em terras distantes de África e pagaste com a vida ou derramaste o teu sangue e o teu suor por uma causa que diziam ser tua; que os teus olhos verteram lágrimas de sofrimento e saudade e hoje és vítima da ingratidão e do esquecimento." - Palavras do autor.

6. As personagens de "O Silêncio das Pedras", assim como as situações em que se envolvem, nada têm a ver com a vida real.

7. Gente, circunstâncias e comportamentos motivaram e serviram de base ao argumento de "O Silêncio das Pedras" e, segundo lembra o autor, o Nada nada produz.

Nau\

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Nº. 1027 - RAC


1. A submissão como anuência voluntária à vontade de outrem apenas denota a passividade da maioria ou antes a falta de vontade desta.

2. Todo o mundo sonha com o acesso ao poder - ter possibilidade de dominar, tanto pela robustez como pelo valimento - através do trabalho árduo, esquemas sofisticados ou acasos imprevistos.

3. "Ah, se eu fosse um homem rico!", este é o sonho daqueles que poucas hipóteses têm de abarcar largos cabedais, mas aguardam as benesses de um deus desconhecido.

4. Desde os tempos imemoriais a submissão é tida como protecção assegurada pelo que a vontade do chefe e dos seus pares encontra-se fortalecida, sendo a República e o Estado de Direito dos nossos dias a fórmula sublimada pelos plutocratas e seus apaniguados.

5. Cooperar - actuando ao mesmo tempo e para o mesmo fim - exige a observação de certas regras e compromissos, numa coordenação diligente e é, sobretudo, um acto solidário.

6. Motivar o empreendedorismo cooperativo é visto por aqueles que do mesmo pouca experiência têm como algo penoso e, sobretudo, pouco eficaz.

7. A maioria almeja pelo poder, pela possibilidade de dominar, ser rico, sempre na esperança fundamentada em supostas promessas da chegada de Godot.

Nau

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Nº. 1026 - Doutrina Cooperativa


1. Impressionante é o bairrismo dos habitantes do País Basco, alcandorados entre a cordilheira Cantábrica e os Pirenéus.

2. O apego ao torrão natal pouco tem a ver com a aspiração de um povo em constituir-se como um estado autonómico - a população do País Basco é, de facto, autónoma.

3. Deliberadamente evitei o adjectivo nacionalista por este encontrar-se bastante conotado com interesses geopolíticos de aprazimento externo, contrário ao autêntico regionalismo nativista.

4. Sublinhei o conceito autonómico do País Basco, independentemente dos estatutos subscritos por este, perante a organização política, social e económica de raiz cooperativista.

5. Enquanto a Europa continua a oscilar entre o federalismo e a união num crescente centralismo burocrático, o País Basco consolida uma dinâmica cooperativa sui generis.

6. Claro que a globalização de que tanto se fala (escamoteando o espírito plutocrático) tem desígnios que até ao mais sofisticado equipamento informático escapa, mas estou convencido que, ao fim e ao cabo, a cooperação prevalecerá à apropriação doentia.

7. Logo, a reforma das mentalidades burguesas e/ou sociais-fascistas é possível através da via cooperativista monárquico-comunalista.

Nau

domingo, 7 de setembro de 2014

Nº. 1024 - Psyche


1. A especialização resulta da prática acentuada numa determinada actividade que não da precária formação profissional.

2. Excelentes cabos de guerra que durante a recruta obrigatória assumiram comportamentos medíocres, revelaram-se estrategas meritórios em difíceis acções de combate.

3. Trabalhadores japoneses, com formação universitária orientada para áreas específicas, evidenciam qualidades excepcionais noutros sectores através de uma devotada actividade.

4. Os mil e trezentos gramas de massa encefálica contidos no crâneo do ser humano dão azo a agir em conformidade com as necessidades existenciais.

5. Porém, lesões nos lobos frontais do córtex cerebral de indivíduos permitem que ests exerçam parte das suas actividades diárias, mas com acentuado descontrolo.

6. Logo, as aparentes perdas de memória são, frequentemente, preenchidas com memórias verosímeis, em paralelo com aparentes actos esquizofrénicos ou distúrbios bipolares.

7. Comparar as pessoas a uma espécie de computador biológico é esquecer que estes funcionam segundo um plano estabelecido e uma ordem lógica, ao contrário do cérebro do homem.

Nau

sábado, 6 de setembro de 2014

Nº. 1025 - Portal Comunalista


1. O diálogo pressupõe a troca ou discussão de ideias, de conceitos, de opiniões entre duas ou mais pessoas.

2. A fim de que haja uma comunicação harmoniosa e melhor entendimento, espera-se que os intervenientes de qualquer debate observem uma certa delicadeza no relacionamento entre si, tanto em assembleias restrictas, como nos espaços internáuticos

3. Claro que a falta de diálogo ou pouca prática nesse tipo de comunicação descamba em solilóquios em que a conversa consigo próprio dá azo à utilização de linguagem menos cuidada e a lamentáveis insultos que, em privado, se resumiriam à expressão de filhos da mãe.

4. Supostos monárquicos (raros têm sido aqueles que, logicamente, esclareceram a sua opção) recentemente envolveram-se em discussões de lana-caprina acerca do presuntivo herdeiro da Coroa Portuguesa, contestando a aclamação realizada pelos abencerragens quando da morte do último soberano reinante (sem descendência), efectuada na linha tradicional de "Rei morto, Rei posto" ou "Morreu o Rei, Viva o Rei".

5. Pretender que na assembleia do fechado regímen partidocrático vigente - em que a eleição do Chefe de Estado faz parte do jogo sectário - se prenuncie acerca da substituição de um soberano a prazo por outro vitalício e hereditário é de uma ingenuidade excessiva.

6. Esperar que a simples mudança do regímen vigente por uma instituição secular (em que a figura do rei obvia as disputas partidárias no topo da comunidade) põe fim à corrupção impante e à série de políticos imaturos não é, propriamente, ingenuidade mas distração imperdoável.

7. Logo, urgente é abjurar a atitude ingénua e distraída dos mais, tomando consciência que a Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo e que a solução CMC (cooperativismo monárquico-comunalista) é uma boa acha para a reforma das mentalidades burguesas - tanto as liberais, como as socialistas ou sociais-fascistas.

Nau

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Nº. Fim de Semana 36


1. Apercebemo-nos daquilo que aguardamos, mas não do imprevisto, pelo que imaginamos pormenores quando pretendemos narrar um facto, mentindo na reprodução verbal sem deliberadamente mentir.

2. Denunciar publicamente comportamentos anti-sociais, documentados com fotografias e/ou testemunhos indesmentíveis é prática relevante para responsabilização dos prevaricadores e uma boa malha para a reforma das mentalidades conformistas.

3. Cooperar significa solidariedade; disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um (equidade), almejando comunas mais harmoniosas e, numa liberdade responsável, actuando por livre arbítrio.

4. Ser monárquico ou republicano sem conjecturar acerca dos respectivos fundamentos e apontar para que lado se orientam os seus passos é mero sectarismo e/ou insensibilidade social.

5. O "Cabo da Boa Esperança", obra de Sebastião da Gama, merece ser lido com regularidade - à semelhança de muitos outros poetas - por corresponder ao pulsar de uma sociedade que vive porque a vida dura.

6. Sou cooperativista monárquico-comunalista porquanto as comunas - nova forma de organização política, social e económica - são, no conceito maoísta, a multiplicação das cooperativas nas decadentes sociedade capitalistas - tanto as de cariz liberal, como as de inspiração socialista e/ou social-fascista.

7. Monarquia (monos+arkhein) significa governo de um só, isto é, governo do Povo, servindo a figura do Rei para obviar disputas partidárias no topo da comunidade, como símbolo da instituição e não factótum do regímen.

Nau

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Nº. 1022 - Luta Popular


1. Talvez seja agora oportuno esclarecer algumas questões que me têm sido frequentemente apresentadas.

2. A existência (ou não existência) de Deus é mera questão de fé, i. e., crença religiosa e a tal respondo com a máxima de Bertrand Russell; todas religiões são fraude e maléficas para o ser humano.

3. Nunca fui marxista-leninista e tenho fortes razões para duvidar que Karl Marx alguma vez o tenha sido, embora, por ambiguidade tenha servido de pedra angular para uma nova religião.

4. Assumo, com toda a clareza, que sou logicamente maoísta porquanto o meu inspirador sempre defendeu o aliciamento por via da educação (repito: educação que não instrução) e combateu a tendência burocrática do centralismo político.

5. Sou criteriosamente monárquico como tantas vezes tenho afirmado visto que Monarquia (monos+arkhein) significa governo de um só, i. e., governo do Povo, servindo a figura do Rei para obviar disputas partidárias no topo da comunidade, como símbolo da instituição e não factótum do regímen.

6. Como alternativa às soluções liberais (de inspiração plutocrática) e às propostas socialistas (de cariz tecnocrático) sou medularmente cooperativista, defendendo a cooperação (concorrência de forças e meios para o bem-estar comum) contra a apropriação doentia.

7. Log, sou cooperativista monárquico-comunalista porquanto as comunas - nova forma de organização política, social e económica - são no conceito maoísta, a multiplicação das cooperativas nas decadentes sociedades capitalistas - tanto as de cariz liberal, como as de inspiração socialista e/ou social-fascista.

Nau




quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Nº. 1021 - Prelo Real: Sebastião da Gama


1. O "Cabo da Boa Esperança" vai ganhando pó na prateleira dos livros e o poeta é vagamente celebrado.

2. Cansaço:
    Não quero amar nem ser amado...
    Quero ficar estúpido e cansado
     a este canto, e só.
     ..........................................................................

3. Epígrafe:
    Que me importa, meus versos, que vos tomem
    (e eu vos tome também) por chaves falsas,
    se vós me abris as portas verdadeiras?

4. Santo de António:
    António! dorme... Já se acabou a tosse.
    Não mais ocultarás os teus soluços,
    quando passarem os rapazes
    com os lábios vermelhos e saudáveis.

    Dorme... Carlota vela à tua cabeceira.
    ("Ia tão seco o meu querido Menino!...
    Mas toda gente agora fala dele;
    que foi um grande Poeta ou lá o que é").

    Ouve, António: sempre é verdade a Lua Nova?
    e os Anjinhos? E a tua
    Nossa Senhora linda?

    - Diz-me que sim, mesmo se for mentira...
    Eu acredito, eu acredito, António!,
    e é por isso que vou vivendo ainda.

5. Minha alma abriu-se...
    Que linda janela
    que é a minha alma!
    Não!, linda não é ela;
    Lindas são as vistas
    que se avistam dela.

    ................................................

    Que ouvidos tão finos!
    Que linda janela!
    Quem me compra a alma?
    Quanto dá por ela?

6. Nasci p'ra ser ignorante.
    Mas os parentes teimaram
    (e dali não arrancaram)
    em fazer de mim estudante.

    ........

    enquanto as aulas correrem
    não sentirei calafrios,
    que flores, aves e rios
    ignorante é que me querem.

7. Ideal burguês:

    Nada mais bonito
    do que ser casado.
    Ter seu lar com flores,
    seu lençol bordado.
    Sua mulherzinha
    que vele, cuidadosa
    pela nossa vida
    (Ai!, tantos carinhos
    nem com uma rosa!...)

    ..................................................

Nau

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Nº. 1020 - RAC


1. O conjunto de princípios que servem de base a um sistema político raramente é do conhecimento integral dos seu apoiantes.

2. A arregimentação dos partidários é mormente feita por razões sentimentais, numa via clubista caracterizada pelo sacrifício das conveniências pessoais e no apoio incondicional ao partido e seus representantes.

3. Frequentemente os sectários e/ou meros simpatizantes são apanhados pela engrenagem da máquina partidária, vibrando com os sucessos e desaires desta, ou singrando como indefectíveis apaniguados e/ou carreiristas.

4. O liberal é sensivelmente favorável à liberdade civil e política, relevando as suas preocupações sociais através de credos religiosos e sistemático empreendedorismo, certo de que a maioria é carente, necessitando de ser conduzida e amparada por almas experientes.

5. Adeptos do socialismo - nas variantes utópico, reformista ou colectivista - preconizam a supressão das classes sociais e de uma distribuição mais igualitária das riquezas, através da propriedade colectiva dos meios de produção ... lá para as calendas gregas.

6. Ser monárquico ou republicano sem conjecturar acerca dos seus fundamentos e apontar para que lado se orientam os seus passos é mero sectarismo e/ou insensibilidade social.

7. Nós aqui somos monárquicos porquanto Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo; somos cooperativistas pois abjuramos a apropriação doentia e sublimamos a prática cooperativa; queremos o regresso do Rei por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Nº. 1019 - Doutrina Cooperativa


1. Amigos chegados frequentemente chamam a minha atenção para o facto do espírito cooperativo andar, por norma, arredado da prática comum.

2. Cooperar, actuando ao mesmo tempo e para o mesmo fim, apenas se verifica quando benefícios imediatos são esperados, desconfiando os mais egocentristas da bondade de tal prática.

3. Frequentemente é deixado para os outros tarefas menos agradáveis, embora algumas sejam o fruto de desleixo pessoal, isto é, negligência nas obrigações consigo próprio.

4. Abandonam-se os restos de comida e respectivos instrumentos havidos para o consumo da mesma em espaços comuns, deixados aos cuidados de desconhecidos, meramente por desfaçatez.

5. O lixo - tudo o que não serve para qualquer fim útil e/ou foi deteriorado pelo uso - é deixado ao abandono em lugares públicos não previstos para tal fim.

6. Atropelam-se os direitos dos outros apenas para serem obtidas supostas vantagens, numa competividade desenfreada e sem atender que comum significa de uso ou pertença de todos ou de muitos.

7. De facto, cooperar significa solidariedade; disposição de reconhecer igualmente o direito de cada um (equidade), almejando comunas mais harmoniosas e, numa liberdade responsável, actuando por livre arbítrio.

Nau