quinta-feira, 31 de julho de 2014
Nº. 987 - Luta Popular
1. Da selecção que me foi recentemente disponibilizada de excertos catrapiscados na Internet saliento o seguinte: "Se a Monarquia acaba com a corrupção, que venha a Monarquia".
2. Tanta candura só é possível vir de alguém que seja muito distraído, porquanto a corrupção resulta de actos desonestos ou ilegais praticados à sombra do poder, beneficiando apenas aqueles apostados em obter secretas vantagens em proveito próprio.
3. Logo, a corrupção não é parte exclusiva de qualquer regimen político ou administrativo, mas do carácter das pessoas envolvidas, distinguindo, moral ou intelectualmente, uma pessoa de outras, devido ao génio, feitio ou sentido oportunístico, isto é, capacidade do aproveitamento de circunstâncias momentâneas favoráveis aos seus interesses particulares.
4. Claro que nos regimenes políticos e sociais em que o poder é exercido por uma minoria que controla os bens de produção, a corrupção grassa, impunemente, à sombra do Estado de Direito que lhes faculta os adequados instrumentos para a protecção dos infractores.
5. Assim, tanto os regimenes musculados e monopartidários, como aqueles mais expostos à comunicação social e de tendência pluripartidária, não estão isentos dos esquemas e actos corruptíveis, patentes nos escândalos públicos, bem como nas purgas cultivadas nos Estados totalitários para eliminação dos opositores dentro do aparelho político.
6. Cultivar a autogestão na comuna, assim como a realização de consensos nos actos deliberativos sem recurso ao voto anódino e irresponsável será um grande passo em frente para tornar a convivência entre os homens mais sã e justa.
7. A terceira via aqui defendida - nem liberal, nem socialista - é a proposta realista da CMC - cooperativismo monárquico-comunalista.
Nau
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Nº. 986 - Prelo Real
1. Segundo parece, ninguém sabe como lidar com os seus idosos.
2. Aumentada a dependência devido à fraqueza das capacidades mentais, os casos assinalados como graves multiplicam-se rapidamente sem as adequadas respostas.
3. O continuado recurso às unidades hospitalares esgotaram a eficiência destes, não tendo as respectivas administrações meios para a renovação de equipamentos e motivações dos respectivos quadros.
4. Por outro lado, as unidades de acolhimento recomendadas escasseiam devido às exigências burocráticas, campeando o funcionamento ilegal, aberto a todo o tipo de corrupções.
5. Improvisadas soluções assentam em espaços particulares e mão de obra não qualificada, mais para colmatar o desemprego numa família estranha do que para despertar vocações.
6. Certo é que os acidentes ocorrem sob um diáfono manto de irresponsabilidades, tanto nas ditas casas particulares, como até nas unidades hospitalares onde os erros são encapotados por omissões deliberadas.
7. Baixa natalidade, altos índices de longevidade (graças à farmacoterapia) abrem o caminho a soluções mais radicais: a eutanásia.
Nau
terça-feira, 29 de julho de 2014
Nº. 985 - RAC
1. Acredito que, a nível individual, a prática cooperativa não tenha sido satisfatória para algumas pessoas.
2. Projectos inadequados, parceiros erráticos, gestores formalistas ou percursos divergentes poderão resultar experiências frustâneas mas, por vezes, ser juiz e parte não é coisa boa.
3. O que importa - quando distâncias ou desígnios singulares a tal obrigam - é cultivar o espírito de cooperação, de todo averso às magníficas torres de marfim.
4. Não é o espírito sectário, a crença religiosa ou o clubismo ferrenho que motivará consensos e articulará soluções harmoniosas - a terceira via é a cooperação realista.
5. Logo, somos nós, os cooperativistas, que poderemos atenuar a dependência a usurários através de recursos próprios.
6. Somos nós, os cooperativistas, que iremos sustar a avassaladora onda consumista, através de uma gestão equilibrada, tanto em casa própria, como na comuna.
7. Somos nós, os cooperativistas, que ergueremos a Coroa Real, insígnia da soberania partilhada com o nosso Rei, refutando o barrete que nos querem manter enfiado até aos olhos.
Nau
1.
Nº 984 - Doutrina Cooperativa
1. Definir monárquico como partidário da Monarquia não explica o significado; não diz em que consiste a doutrina; não dá a conhecer os objectivos da mesma.
2. Para muita gente que se diz monárquica a instituição do seu agrado é apenas uma questão sentimental, atribuindo à dita valores sublimes que, esprimidos, pouco resultam.
3. Bastas vezes temos aqui chamado a atenção para o facto de Monarquia (monos=um só+arkheim=governo) significar governo do Povo, servindo a figura do Rei como garante da Democracia, por obviar disputas sectárias no topo da Comunidade.
4. O conjunto de princípios esboçado no parágrafo anterior tem por corolário a Economia Social da qual fazem parte as cooperativas, as associações mutualistas, as misericórdias, etc., integradas nos subsectores comunitários e autogestionários.
5. Logo, o grande objectivo desta terceira via - que galhardamente confronta tanto as propostas liberais, como as socialistas - é fomentar o espírito associativo para consolidação das estruturas comunalistas.
6. A cooperativa tem por fundamento libertar os seus associados dos encargos respeitantes a lucros de intermediários ou de capitalistas, execitando os residentes da comuna na satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais.
7. O CMC - cooperativismo monárquico-comunalista - é a razão da maneira de ser monárquica.
Nau
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Nº. 983 - Portal Comunalista
1. O conjunto das pessoas que vivem na mesma casa tem vindo a ser reduzido à expressão mais simples: marido, mulher e filho.
2. Longe vão os tempos qe aos laços matrimoniais se acrescentava, além de uma extensa prole, os ascendentes de ambos os ramos.
3. O espaço habitacional, por razões económicas, acompanhou esta tendência ao ponto das grandes famílias dispensarem o casarão pelos elevados custos de manutência e menor conforto.
4. A anterior geração lá ia resistindo no espaço por esta criado mas, com o peso dos anos e a necessidade de maiores cuidados, a dependência familiar foi crescendo.
5. Claro que o reduzir a patacos a casa dos progenitores, após estes terem dado entrada numa casa de acolhimento, é uma hipótese deveras tentadora...
6. As casas de acolhimento, eufemisticamente apelidadas de "lar para idosos", têm sido alvo das cobiças de investidores sem escrúpulos, bem como pela sanha dos burocratas que legislam a grande distância da realidade lusa.
7. Ora é acerca da deparavação, isto é, corrupção pública, que nos iremos debruçar em próximos apontamentos.
Nau
sábado, 26 de julho de 2014
Nº. 982 - Psyche
1. O homem poderá sobreviver largos anos sem o córtex cerebral, embora este desempenhe funções complexas na memória, na percepção e, sobretudo, na consciência.
2. Com a extracção do fígado o homem apenas poderá sobreviver cerca de cinco minutos. Logo, a falta de consciência e maus fígados são o apanágio de certos monárquicos mas, felizmente, sob o ponto de vista clínico, não é fatal.
3. Reconhecer este tipo incorrigível de correligionários é importante a fim de não cair na esparrela das discussões de lana-caprina que a nada conduzem porquanto, tais cavalheiros, apenas procuram ganhar notoriedade, sendo autênticas enciclopédias de ignorância.
4. Dizem-se monárquicos sem conhecimento de causa e, acusando a República de todos os males do mundo, são incapazes de alvitrar uma solução plausível para dirimir a viciosa tutela dos usurários.
5. Por incrivel que pareça são os ditos monárquicos que propõem a eleição do chefe de Estado, talvez tomando por modelo o Vaticano em que o colégio eleitoral é formado por uma minoria de notáveis, quiçá homens tão imprescindíveis como estes novos capangas.
6. Paradoxalmente, a Internet aproxima as pessoas mas não facilita o diálogo pelo que existem extensos monólogos vazios de conteúdo; núcleos de pessoas a esbracejar sob uma divisa comum mas sem um projecto social compreensível.
7. Embora as desigualdades sociais tenham continuado a agravar-se, hoje (algins) vivem melhor do que há quarenta anos atrás.
Nau
sexta-feira, 25 de julho de 2014
Nº. 981 - Fim de Semana 30
1. "As leis da hereditariedade determinam as características havidas com a selecção sexual, sendo a instrução o complemento da educação".
2. "O conceito de comuna é uma nova forma de organização política, social e económica da população que nada tem a ver com seitas reliiosas ou utopias socialistas."
3. "Das figuras envolvidas nestas lides cripto-republicanas uma certeza nos fica: pouco perceberem da doutrina cooperativa e não só".
4. "Como é natural, espraiam-se os monárquicos por várias correntespolíticas (umas mais liberais, outras mais socialistas) não endo fácil concertar uma unidade de acção e até nós - que pugnamos por uma terceira via, isto é, pela economia social - sentimos o peso da inércia daqueles que nada querem fazer".
5. "O livro é posto de lado e rapidamente substituido pelo computador que permite o acesso a outras matérias mais divertidas - jogos, imagens, músicas, etc. - tudo condensado em palavras rebuscadas e inseridas a esmo nos trabalhos académicos".
6. "O cooperativismo, face à competitividade entre as pessoas e a fragilidade da maioria perante as forças timocráticas, opõe a cooperação e o apoio mútuo.
7. Afinal, o que pretendem certos monárquicos? Reinar nas suas capelinhas?
Nau
Nº. 980 - Luta Popular
1. Quem não trabuca não manduca (nem sempre é assim) mas quem não luta pelos seus interesses de certo que ficará a ver navios e perderá a oportunidade à vista.
2. Ninguém defende melhor aquilo que lhe é útil do que aquele que tem interesses materiais envolvidos no assunto, pelo que delegar decisões a desconhecidos é fugir a responsabilidades, suportando os encapotados custos.
3. A luta popular pressupõe o concerto de muitos, dirimindo os cantos de sereia que impulsionam o consumismo através de esquemas usurários, tanto para a expansão do mesmo, como para o disparar da produção.
4. Quanto mais cooperativista, mais realista e comunalista por dispensar a direcção viciosa de outros indivíduos - o consenso harmonisa as decisões e a comuna é o reduto contra oligarcas.
5. Por norma, buscam o poder para impor as suas teses os grupos de pessoas unidas em ideias e actividades para a consecução de certos fins políticos na comunidade, porém a administração da comuna pertence aos residentes e está para lá dos credos doutrinários.
6. Estabelecer a diferença entre a tese doutrinária e a prática administrativa é fundamental, porquanto a primeira consiste na dualidade do pensamento que se absorve na sístese, e a segunda centra-se nas actividades de subsistência.
7. Logo, o cooperativismo, face à competitividade entre as pessoas e a fragilidade da maioria perante as forças timocráticas, opõe a cooperação e o apoio mútuo.
Nau
quinta-feira, 24 de julho de 2014
Nº. 979 - Prelo Real
1. Em terras lusas, a circulação da imprensa escrita, a actividade editorial e a leitura propriamente dita continua longe da média europeia.
2. As razões dos baixos índices verificados são atribuidos à baixa escolarização do passado; aos métodos pedagógicos que apostam mais na memorização do que na compreensão; aos meios de comunicação de massa.
3. Quarenta anos após o fim da salazarquia, as análises sociais continuam a ser manipuladas, enfatizando avanços em relação aos valores antigos ou lamentando os insignificantes resultados do presente.
4. Aposta-se em formações técnicas ligeiras e em títulos académicos de valor reduzidíssimo, dado que a aprendizagem vai na linha de não puxar muito pelo bestunto a fim de evitar inimagináveis traumas.
5. O livro é posto de lado e rapidamente substituido pelo computador que permite o acesso a outras matérias mais divertidas - jogos, imagens, músicas - tudo condensado em palavras cuidadas, inseridas a esmo nos trabalhos aadémicos.
6. Transformar o Prelo Real em espaço para a crítca literária é pouco aliciante, por falta de tempo e distanciamento do projecto inicial.
7. No entanto, se os jovens autores pretenderem publicitar as suas obras através de resumos (que não excedam os sete parágrafos habituais) terão, do nosso lado, todo o apoio possível,
Nau
quarta-feira, 23 de julho de 2014
Nº. 978 - RAC
1. Não questionamos a boa-fé daqueles que, num impulso justificável pelo marasmo que se verifica nas actividades monárquicas, exigem dos quadros directivos um trabalho mais profícuo.
2. Quando determinados a passar das palavras aos actos, resta aos contestários avançar com iniciativas realistas, em sede própria, exigindo explicações aos visados, cara a cara, sem a preocupação de ganhar algum protagonismo através de chicanas públicas.
3. Como é natural, espraiam-se os monárquicos por várias correntes políticas (umas mais liberais, outras mais socialistas) não sendo fácil concertar uma unidade de acção e ate nós - que pugnamos por terceira via, isto é, pela economia social - sentimos o peso da inércia daqueles que nada querem fazer.
4. Bom seria que da crítica mordaz se passasse a uma análise das propostas existentes elucidando as características de cada uma, bem como o distanciamento que procuramos manter com aqueles que nos são adversos.
5. Porém a figura do Rei - por obviar disputas sectárias no topo da comunidade - deverá ser respeitada como o símbolo de todos nós, isto é, do Povo, à semelhança dos emblemas, divisas e marcas que nos representam.
6. Ao invés da doutrina republicana em que o poder político é usufruido pela minoria que - através de colégios eleitorais ou a prática de votos universalmente espúrios - evoca o Estado de Direito para defesa dos seus interesses particulares, a doutrina monárquica assenta na ideia peregrina de que o governo deverá ser exercido por um só (monos+arkhein) isto é, pelo Povo.
7. Contestar o recurso assumido pelos nossos avós quando da morte, sem descendência, do último soberano reinante é um absurdo. Urgente será avançar para uma economia genuinamente social.
Nau
terça-feira, 22 de julho de 2014
Nº. Doutrina Cooperativa (22/7/14)
1. Largo número de 'monárquicos' evidenciam uma fé clubística que nada se coaduna com a doutrina que diletantemente alardeiam.
2. Outros correligionários empenham-se em cruzadas religiosas para expulsar deste mundo todos aqueles que não comungam da sua fé, exibindo exaustivamente objectos litúrgicos do seu agrado.
3. Há também quem sugira uma convergência dos vários pretendentes à Coroa Real em assembleia restricta na qual seria eleito aquele que maiores hipóteses tivesse de largo consenso.
4. Claro que numa disputada assembleia do Futebol Clube Maria da Fonte o presidente eleito pouca hipótese teria de assumir a mesma dignidade no Futebol Clube do Porto, mesmo que Pinto da Costa resignasse das suas funções.
5. Por outro lado, seria pouco provável que as várias formações partidárias portuguesas abdicassem da escolha do seu candidato próprio, largando de mão um trunfo que lhes é muito caro.
6. Tempos atrás, um regular visitante do 'monárquicos.com índice', de nome Sequeira, propôs a eleição do Rei de Portugal, mas parece que esse procedimento não mereceu o apoio de qualquer dsesperado pretendente à Coroa, nem tão pouco de outros republicanos.
7. Das figuras envolvidas nestas lides cripto-republicanas uma certeza nos fica: pouco percebem da doutrina cooperativa e não só...
Nau
Nº. 976 - Portall Comunalista (21/7/14)
1. Aqui o portal seria o espaço adequado para o debate dos assuntos comunalistas, tanto da doutrina como dos problemas comezinhos.
2. A maioria, porém, destas matérias tem um preconceito muito individualista, confundindo-os com actos religiosos os quais, pela força das circunstâncias, não são discutíveis.
3. Logo, em círculos restritos, expomos problemas, debatemos questões e vamos consolidando a ideia de que Monarquia (monos: uma só; arkhein: força, mando) significa governo de um só, isto é, do Povo.
4. Daí resulta o conceito de comuna que é uma nova forma de organização política, social e económica da população que nada tem a ver com seitas religiosas ou utopias socialistas.
5. Num recente apontamento avançámos com a ideia peregrina dque os administradores da comuna seriam, por periodos limitados, designados por sorteio, tal como outrora os mancebos eram incorporados para o serviço militar.
6. Prontamente foram levantadas objecções quanto ao sorteamento das funções administrativas na comuna por estas poderem ser incompatíveis com as actividades profissionais do sorteado, porém tais hipóteses seriam excepções contempladas por adequada legislação.
7. Certo é que as eleições autárquicas colocam na mão dos dirigentes partidários a gestão da comuna quando esta, inalienavelmente, pertence aos autóctones.
Nau
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Nº. 975 - Psyche (20/7/14)
1. O homem descende de um antepassado comum, sendo os caracteres hereditários determinados por factores diferenciadores.
2. A luta pela subsistência, a selecção natural e o meio ambiente dão azo a variações, algumas tão subtis que a espécie se mantém uniforme na heterogenidade de etnias.
3. Muitos dos caracteres adquiridos foram realizados através da selecção sexual, distinguindo-se em raças diversas de processos de comunicação e, sobretudo, de culturas diferentes.
4. Claro que o desenvolvimento intelectual do homo faber foi devido aos instintos sociais deste - aprazimento proporcionada por uma recíproca companhia - adquiridos através da prática de ajuda mútua, isto é, a cooperação.
5. Os vínculos familiares foram muito importantes no processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e até moral (na acepção de normas de conduta) do ser humano.
6. Bom é salientar que as faculdades morais são fundamento da consciência, recordando com nitidez as impressões adquiridas, estimulando as faculdades intelectuais.
7. Em suma: as leis da hereditariedade determinam as características havidas com a selecção sexual, sendo a instrução o complemento da educação.
Nau
Nº. 974 - Fim de Semana 29 (19/7/14)
1. De facto "como qualquer outro animal, o homem primitivo reagia aos impulsos sexuais como mera necessidade fisiológicam sem intuitos procreadores"; "o homem civilizado introduziu refinamentos no jogo da sedução carnal, sem dirimir os apetites da posse".
2. "A comuna é formada por um certo número de pessoas que residem num determinado espaço, administrando-o em consonância com as comunas afins", sendo "o corpo administrativo da comuna formado por residentes sorteados" para esse efeito.
3. Claro que "a razão do tecido comunal advém da necessidade dos residentes de tais células comunais articularem os seus interesses por largos consensos entre si, ganhando prática de gestão criteriosa".
4. "Existirão sempre pessoas reservadas, elitistas ou pouco sociáveis que procurarão viver centradas no seu umbigo (ou um palmo abaixo deste), mas a consolidação do espírito comunalista respeitará a diferença, precavendo-se contra encapotados interesses particulares".
5. "A esperança nunca morre; basta ser realista em toda a acepção da palavra", logo, vamos pôr a funcionar o Prelo Real; avançar com as actividades de radiodifusão; pugnar por uma televisão ao serviço do povo".
6. "Somos maoístas convuctos porquanto acreditamos na reeducação das pessoas através da prática cooperativa; abjuramos a tendência - tanto liberal, como socialista - viciosamente burocrática; condenamos todo o tipo de oligarquias, sem excepções".
7. Em suma: somos cooperativistas monárquicos-comunalistas.
Nau
Nº. 973 - Luta Popular (18/7/14)
1. Durante o silêncio que nos foi imposto, não cruzámos os braços.
2. Os acessos aos centros de infromação através da estrutura por nós construida não permitiu o diálogo interno, mas não abateu vontades.
3. Aqueles que, por todos os meios, procuram estabelecer pontes; asseveram o seu apoio; avançaram com sugestões e, sobretudo, demonstraram interesse pelo combate aqui definido - um muito obrigado.
4. Somos maoístas convictos porquanto acreditamos na reeducação das pessoas através da prática cooperativa; abjuramos a tendência - tanto liberal, como socialista - viciosamente burocrática; condenamos todos os tipos de oligarquias, sem excepções.
5. Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, pelo que não aceitamos a alienação de direitos e das inerentes responsabilidades através de campanhas eleitoralistas.
6. Nem no tempo da salazarquia a corrupção foi tão grande com onesta despudorada III República em que os grandes apresentam apetites pantagruélicos, e os oportunistas tudo controlam e nada produzem de útil.
7. O país está a saque.
Nau
Nº. 972 - Prelo Real (17/7/14)
1. A esperança nunca morre. Basta ser realista em toda a acepção da palavra.
2. Formada a associação possível, pouco a pouco nos apercebemos das diferenças e qualidades de cada um que a prática e o diálogo robustece.
3. Não competimos, cooperamos, pois a associação das capacidades e esforços tem por objecto a satisfação das necessidades próprias que não o benefício de alguns através do trabalho alheio.
4. Vamos pôr a funcionar a nossa unidade editorial - o Prelo Real - que compilará as obras essenciais para o nosso combate e dará relevo aos autores que, acidental ou conscienciosamente, robustecem o espírito comunalista.
5. Vamos avançar com actividades de radiodifusão, eventualmente abarcando brasileiros,africanos, asiáticos, oceânicos, a própria diáspora na consolidação do espírito luso que é da estirpe de caldeação e universalista.
6. Vamos pugnar por uma televisão ao serviço do povo, que espelhe a comunidade e não os interesse de minorias que fomentam o consumismo e controlam os oligarcas de serviço.
7. Uma longa caminhada começa pelos primeiros passos - somos cooperativistas monárquico-comunalistas.
Nau
Nº. 971 - RAC (16/7/14)
1. Volto a repetir: o cooperativismo como associação de grupos de pessoas para a defesa de interesses comuns não é panaceia universal.
2. Haverá sempre pessoas reservadas, elitistas ou pouco sociáveis que procuram viver centradas no seu umbigo (ou um palmo abaixo deste) mas a consolidação do espírito comunalista respeitará a diferença, precavendo-se contra encapotados interesses particulares.
3. Sempre existirão grupos de pessoas devotadas quer ao espírito liberal, quer às doutrinas socialistas, mas o cooperativismo monárquico-comunalista é a real terceira via, não para motivar o confronto, apenas para marcar a diferença.
4. Uma das características peculiares do comunalismo é respeitar as funções assumidas por cada um nas respectivas actividades cooperativas, pelo que o soberano - a primeira figura da jerarquia política, de preferência hereditária e vitalícia - não é excepção, à semelhança dos magistrados ou agentes de autoridade.
5. Na prática cooperativa, a transmissão de bens materiais será limitada aos bens fungíveis, os outros terão que ser progressiva e preferencialmente adquiridos pelos familiares mais próximos.
6. As heranças culturais correspondentes aos fundamentos da comunidade são assumidas, tal como a dignidade de herdeiro da Coroa Real, pelos herdeiros directos e por amplo consenso.
7. A reforma das mentalidades não ocorre por decretos-leis ou imposições partidárias: vai-se realizando através de pequenas associações que, sem qualquer espírito clubistico, abarcam todos o credos e doutrinas políticas, cultivando a satisfação das necessidades próprias.
Nau
Nº. 970 - Doutrina Cooperativa (15/7/14)
1. No apontamento anterior procurei delinear o que entendo por comuna, protoplasma das múltiplas células que formam a estrutura comunalista.
2. A razão do tecido comunal advém da necessidade dos residentes de tais células articularem os seus interesses por largos consensos entre si ganhando conhecimentos e prática de gestão criteriosa.
3. Sem dúvida que os partidos políticos são essenciais numa verdadeira democracia como alfobre de projectos e rumos colectivos, mas sem qualquer espírito clubista onde medram espúrios interesses particulares.
4. As decisões assumidas por cada um dos actores nas respectivas comunas tornam os ditos responsáveis pelas mesmas e consolidam o espírito solidário, porquanto delegar - sob a capa de incumbir alguém de algo que nos diz respeito - é abdicar de prerrogativas inalienáveis.
5. Lgo, a cooperativa é uma escola para toda a vida: uma porta aberta aberta para aqueles que pretendam articular interesses próprios com práticas colectivas; um salto para outras unidades similares onde cada um se sinta mais confortável nas suas actividades.
6. Bom é ter presente que o ingresso em qualquer cooperativa não é um esquema impositivo, mas um fundamento que suscita a cooperação e o consenso, mero critério oposto ao cultivado espírito de apropriação e confronto.
7. A figura do Rei obvia as disputas sectárias no topo da comunidade, razão suficiente para sermos cooperativistas monárquico-comunalistas.
Nau
Nº. 969 - Portal Comunalista (14/7/14)
1. A comuna é formada por um certo número de pessoas que residem num determinado espaço, admnistrando-o em consonância com as comunas afins.
2. O corpo admnistrativo da comuna é constituido por residentes sorteados, isto é, obrigados a prestar serviço à comunidade, tal como no passado se verificava no ingresso nas forças militares.
3. Embora o esquema do sortimento possa dar azo à incorporação de pessoas pouco qualificadas estas teriam que se adequar às funções mínimas exigíveis, concertando com os mais qualificados as sauas decisões.
4. Atenuando o vicioso processo partidocrático na administração da comuna, o grupo de pessoas unidas em ideias e actividades para a consecução de certos fins políticos ficaria limitado à Casa da Democracia.
5. Logo, os partidos políticos teriam que obedecer a critérios próprios e exclusivos, com assento garantido na assembleia política onde apresentariam as suas propostas legislativas.
6. Reconheço que este meu devaneio doutrinário tem muitos pés de barro, apenas evidenciando a minha preocupação em dirimir o carreirismo dentro dos partidos políticos.
7. Quem terá coragem para avançar com sugestões mais realistas?
Nau
domingo, 20 de julho de 2014
Nº. 968 - Psyche (13/7/14)
1. omo qualquer outro animal, o homem primitivo reagia aos impulsos sexuais como mera necessidade fisiológica, sem intuitos procriadores.
2. No progresso das artes, das ciências e dos costumes, o homem civilizado introduziu refinamentos no jogo da sedução carnal, sem dirimir os apetites da posse.
3. Segmentos importantes das modernas sociedades presumem ser mais tolerantes nas relações sexuais, considerando, porém, obsceno tudo o que não se apresente sob o manto diáfono do romantismo.
4. Nas classes de mais baixa extracção, as experiências sexuaus com o sexo oposto realizam-se por volta dos 16 anos, mas nas classes de maiores recursos económicos estas têm lugar (menor promisquidade?) sensivelmente mais tarde.
5. As frustrações sexuais, por vezes, são compensadas através da obcessão pelo poder - domínio sobre outrém - quer pela acumulação de cabedais, quer pela via política, mascarada pela mudança frequente de parceiros ou por figuras de conveniência, como Eva Braun.
6. Presumir que figuras de reputação imaculada não reagem, fisiológicamente, a estímulos eróticos não tem qualquer fundamento e a prova está no elevado número de cenas arrojadas na indústria cinematográfica, na literatura de qualidade e até na produção dramática em que a música e a poesia se reunem.
7. A sexualidade, a volúpia, a sexualidade, isto é, a exaltação dos sentidos, também é uma característica do ser humano.
Nau
Nº. 97 - Fim de Semana 28 (11/7/14)
1. O conhecinento é o substracto do poder legado pelas avoengas gerações.
2. Acidentalmente estropiado, tal como no Portal Comunalista nº. 962, baralha o significado sem negar que "o impulso consumidor aumenta a procura e venda de mercadorias, fazendo disparar o sector produtico".
3. "Sempre as classes dominantes por acumulação de cabedais usaram o estratagema da partilha do poder entre si pela via republicana, consistindo esta na eleição do soberano a prazo através de colégios eleitorais e/ou de uma massa populacional amorfa, convenientemente manipulável.
4. "A prática de qualquer actividade - profissional ou de lazer - requer a devida preparação e cometimento pelo que os primeiros passos (bastas vezes aqui enunciados) são muito importantes" para a consolidação do espirito cooperativo.
5. "Claro está que Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo, pelo que urge cultivar a prática cooperativa em contraponto ao esquema da apropriação doentia, ão esquecendo que a ideia quanto mais monárquica, mais simpática".
6. "A reforma das mentalidades só é viável através do envolvimento de todos que fazem parte da mesma comunidade" tendo presente que "a luta popular significa: cooperação em vez de apropriação doentia; poder comunal por oposição à partidocracia; regresso do Rei".
7. "Sem dúvida que a tónica na raizcomunalista, aliada ao fundamento cooperativo, e depositando o poder de decisão nas mãos do Povo, é doutrina perigosa para os demagogos republicanos e, quanto mais republicano maior o engano".
Nau
Nº. 966 - Luta Popular (12/7/14)
1. Aqui a luta quese propõe não é da feição de tudo ao molho e fé em deuses.
2. Claro que a pluralidade no divino deriva do facto das equipas em normal confronto apostarem em diferentes santorrãos.
3. Seguir o chefe incondicionalmente abdicando de critérios próprios é o culto que se impõenas Repúblicas ditas democráticas.
4. Outro tipo de República de cariz timocrático ou feição meramente patricial medra à sombra do Esado de Direito.
5. Os homens são todos iguais (capacidades e qualidades) logo o equilíbrio ideal reside na cooperação entre si.
6. A reforma das mentalidades só é viável através do envolvimento de todos que fazem parte da mesma comunidade.
7. Luta popular significa: cooperação em vez de apropriação doentia; poder comunal por oposição à partidocracia; regresso do Rei.
Nau
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Nº.965 - Prelo Real
1. Até os acessos aos nossos correios electrónicos têm que, por razões de segurança, ser previamente verificados.
2. Devemos estar a fazer grande incómodo a alguém que, pelo seu empenho persecutório, não gosta das ideias aqui expostas.
3. No que respeita à doutrina cooperativa não haverá grande objecção pois tanto moderados como radicais a têm mascarado a seu contento.
4. A figura do Rei também não lhes causa grandes engulhos, continuando os encapotados conspiradores a propalar como loas à República que esta não é quinta de ninguém, almejando para si tachos idênticos aos proporcionados pelas Repúblicas cubanas, norte-coreanas, iranianas e outras que tais.
5. Sem dúvida que a tónica na raiz comunalista, aliada ao fundamento cooperativo, e depositando o poder de decisão nas mãos do povo, é doutrina perigosa para os demagogos republicanos e, quanto mais republicano maior o engano.
6. Claro está que Monarquia significa governo de um só, isto é, governo do Povo, pelo que urge cultivar a prática cooperativa no contraponto ao esquema da apropriação doentia, não esquecendo que a ideia quanto mais monárquica, mais simpática.
7. Os ataques viciosos com que nos distinguem poderão, pela força das circunstâncias, tornar menos regular a nossa actuação neste espaço, mas não nos demovemos tão facilmente pois somos cooperativistas monárquico-comunalistas.
Nau
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Nº. 964 - RAC
1. Tal como há famílias com uma gestão equilibrada dos seus activos provenientes do trabalho e/ou de rendimentos próprios, outras acumulam dívidas pouco razoáveis.
2. Algumas cooperativas apresentam resultados (actividades, gestão) pouco felizes, apostando em projectos sem a devida ponderação e/ou os adequados estudos, além de uma gerência descuidada e, por vezes, ruinosa.
3. Fundadores de cooperativas, sem rei e sem norte, tornam estas em clubes privados e, como tal, reduzem as actividades, bem como a admissão de novos elementos, a conversa fiada.
4. Também existem figurões que, da cooperativa, fazem casa própria, não admitindo qualquer actividade dentro desta sem o beneplácito da sua imprescindível pessoa.
5. Claro que tais unidades são formalmente cooperativas mas não funcionam como tal, desvirtuando o espírito que justifica a existência destas associações.
6. A prática de qualquer actividade - profissional ou de lazer - requer a devida preparação e cometimento pelo que os primeiros passos (bastas vezes aqui enunciados) são muito importantes.
7. Sem dúvida que a cooperativa é uma escola para relações cordatas, gestão democrática, alfobre de projectos, etc., mas ninguém beneficia da sua existência sem lá estar de corpo e alma.
Nau
terça-feira, 8 de julho de 2014
Nº. 963 - Doutrina Cooperativa
1. Na defesa da sua dama regimental os dogmáticos republicanos estribam-se na superioridade numérica de Repúblicas que, por si só, justifica a sua preferência.
2. Tal superioridade foi devida, no Novo Mundo, à consolidação de interesses particulares funalizados por lojas maçónicas, com o objectivo de substituir o colonialismo europeu de mero apoderamento, pelo colonialismo de um Estado sobre outros Estados, tornando estes, tecnica e economicamente, dependentes.
3. A talho de foice, bom é sublinhar que o neo-colonialismo por Estados predominantes, em África nos meados do século passado, cingiu-se às fronteiras desenhadas pelos antigos colonizadores, agravando as tensões criadas por diferenças culturais e/ou religiosas que, numa óptica globalizadora, dão azo a migrações traumatizantes.
4. Sempre as classes dominantes por acumulação de cabedais usaram o estratagema da partilha do poder entre si pela via republicana, consistindo esta na eleição do soberano a prazo através de colégios eleitorais e/ou de uma massa populacional alargada, convenientemente manipulável.
5. Na Antiga Grécia eram os demagogos que, estimulando as paixões populares, harmonizavam os interesses próprios com as decisões da oligarquia, sendo tais funções demagógicas actualmente exercidas pelas diferentes facções que, por habituação cultivada, em vez do caracter meramente partidocrático assumem a designação de democracia.
6. Convém ter presente que Monarquia significa governo de um só, isto é, do Povo, pelo que o que importa é este ir tomando nas suas mãos o poder de decisão através das unidades cooperativas que s~~ao a única força capaz de atenuar os ímpetos oligárquicos, tanto dos liberais, como dos socialistas.
7. Logo, a figura do Rei - soberano por ocupar o primeiro lugar na instituição política - servirá para obviar as disputas partidárias no topo da comunidade pela via consensual.
Nau
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Nº. 962 - Portal Comunalista
1. Sem dúvida que um elevado impulso consumidor aumenta a procura e venda de mdisparar o sector produtivo.
2. A procura de conforto é natural desde que não extravase para uma concorrência desenfreada entre os membros da comunidade, especialmente naquelas em rápida transformação.
3. Claro que o sentimento que nos leva a imitar, igualar ou suplantar o estilo de vida de outra pessoa é instigado por usurários que simultâneamente apoiam tanto a produção como o consumo.
4. Pouco provável será a concorrência desordenada criar qualquer tipo de amizado dentro do espaço comum, dando lugar a invejas e tensões generalizadas, de agressividade gratuita e/ou criminosa.
5. Nas próximas gerações haverá telemóveis, computadores, televisões, automóveis, etc., para quase toda a gente, continuando a igualdade ser um mito e as realizações pessoais uma frustração perigosa.
6. Bom será tocar a rebate - o cooperativismo poderá ser uma boa acha - denunciando factos e actos públicos através da Internet, se possível com o recurso de imagens: mau estacionamento de veículos: conspurcação dos espaços públicos; atitudes violentas e outras coisas mais.
7. Vale a pena tentar, aqui ou em qualquer outro blog.
Nau
Nº. 961 - Psyche
1. O conhecimento que se tem a respeito de qualquer coisa adquire um carácter intrínseco quando ocorrido com o próprio.
2. Logo, o conhecimento transmitido pelos sentidos será a prática da vida com o adequado exercício e segundo a observação crítica, isto é, a experiência.
3. O conhecimento é uma forma do poder definido como domínio ou faculdade de efectivar algo de certo modo aprazível quanto aos efeitos desejados, embora estes nem sempre sejam fáceis de alcançar.
4. Reverenciado pelo xistoísmo através do culto aos antepassados e, por extensão, às forças da natureza, o conhecimento é redivivo na introspecção do momentum.
5. Bom é sublinhar que, por vezes, o passado é mera projecção do presente, aliás, adequação ao presente mas, em qualquer dos casos, hipótese padronizável por mera conveniência.
6. O conhecimento não carece de justificativo, apenas de cautela e ponderação dado que razões circunstanciais poderão originar variáveis múltiplas.
7. Porém a morte é não-conhecimento.
Nau
Nº. 960 - Fim de Semana 27
1. A exaltação pelo que é próprio da nação a que se pertence é recurso canhestro, denotando inaptidão da comunidade em fazer face aos problemas hodiernos comuns.
2. Presos a um passado mítico, vacilam irresolutamente, sem rei e sem norte, oferecendo o flanco a oportunistas que apenas procuram disfrutar do trabalho alheio.
3. Envolvidos em mexericos ou maquinando coisas encapotadas para ludibriar alguém em benefício próprio, energias são gastas criando interesses venais, mais devotados à apropriação do que à cooperação.
4. Projectos válidos escasseiam e/ou morrem perante a passividade/mesquinhez da maioria, pelo que é salutar dispender - por pouco tempo que seja - alguma atenção ao desafio da Fruta Feia.
5. Um bom equilíbrio emocional orientado para uma satisfação moderada talvez proporcione mais felicidade do que os atropelos despoletados por invejas ou vaidades pessoais.
6. Falar da Liberdade acorrentando-se a preconceitos político-religiosos sem a ponderação devida é viver porque a vida dura, tal como os pobres de espírito ou as espécies irracionais.
7. O futuro somos nós e os outros, construido com o sangue, o suor e as lágrimas que nos assistem.
Nau
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Nº. 959 - Luta Popular
1. A luta popular é mera contenda, isto é, esforço deliberado para alcançar alguma coisa.
2. De facto, a acção de contender, objectar ou contrapor-se a uma opressão resulta de aspectos vários - necessidades essenciais, urgência perante situações difíceis, angústia ou crises existenciais.
3. A luta popular - energia efêmera para vencer a tirania de forças vexatórias que, abusando do poder assumido face à passividade e/ou negligência da maioria, cultiva o servilismo - é contra-poder, mas de fraca duração.
4. Impera a timocracia por todo o planeta - na própria China o controlo desta força pelos órgãos do partido não é convincente - porquanto o poder dos vastos cabedais supera e divide o poder político.
5. Aliás, numerosos são os apaniguados que beneficiam das vitualhas timocráticas e são estes que, diligentemente, vão mantendo a implementação dos esquemas através dos quais o consumismo se robustece.
6. Felicidade não é sinónimo de progreeso ou coisa fácil, mas antes de equilíbrio emocional e satisfação moderada, porquanto o excesso corrompe e não sacia, provocando um avassalador mimetismo do agrado das oligarquias.
7. Logo, dizemos não à apropriação indevida, contrapondo a cooperação; procuramos no concerto e consenso a via para a solução dos problemas comuns; não somos por clubismos irracionais, nem por sectarismos espúruis; a figura do nosso Rei obvia disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
Nº. 958 - Prelo Real
1. O texto final, destinado à publicação, aliás, ao público em geral, é convenientemente amortalhado para ganhar bom aspecto, porém não passa de letra-morta.
2. Letra-morta sobretudo quando o objectivo são as amplas discussões e estas não se cumprem por desinteresse, fatiga ouo vulgar encolher de ombros seguido da expressão: não vale a pena...
3. Não vale a pena publicar o que quer que seja pois não há tempo para leituras - poucos já leem! - e no espaço internáutico onde se movem milhões de pessoas o que importa é dizer coisas, divulgando a fotografia do autor para este entrar na posteridade.
4. Arrancar uma convicção torna-se desnecessário pois estas são tão profundas que se arriscam a uma interpretação quanto à forma - o modo como a coisa se apresenta - e pouco ou nada quanto ao conteúdo.
5. De facto, tanto a sociedade capitalista como a sociedade socialista têm um traço comum - o sistema de comunicação - ambas passando uma vaga ideia de progresso e sublinhando, até à exaustão, o conceito de liberdade.
6. O movimento progressivo da civilização e das instituições político-sociais é um mito porquanto o homem continua a mover-se por instintos egocêntricos em que a subsistência e os apetites carnais ditam os comportamentos.
7. A liberdade é mera faculdade de o homem agir de um ou outro modo (ou até de não agir) por seu livre arbítrio. Porém, a atitude correcta é a conquista da felicidade que uma honesta comunicação (ou cooperação?) proporciona.
Nau
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