segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Nº. 767 - Doutrina Cooperativa


1. As palavras são caras, isto é, cairam no goto de muita gente pelo longo uso e frequente procura, excedendo o seu valor real, por vezes de origens bem modestas.

2. Por outro lado, corruptelas - deliberadas e/ou meros deslizes por falta de concisão - servem apenas como adjectivos incoerentes a doutrinas políticas, tal como acontece na designação pleonástica de democracias populares, na boca dos demagogos de esquerda.

3. Os franceses, preocupados em lembrar a todo o mundo que foram eles que inauguraram a Idade Contemporânea com a República de 1793 (escamoteando o precedente da República estaduniense) falam das liberdades republicanas em vez de democráticas.

4. Frequentemente é a expressão "on est en république!" como protesto contra a liberdade de acção e/ou imposições policiais, embora alguns queiram fazer crer que tal corresponde a uma crítica irónica em que cada um procede como lhe apetece sem assumir qualquer responsabilidade.

5. Doutrinadores republicanos não se cansam de - apoiando-se no dicionário de António de Morais Silva, 1813 - sublinhar República ao que "pertence, e respeita ao público de cada Estado", bem como ao Estado "governado por todo o povo ou por certas pessoas".

6. "Certas pessoas" do dito sentencioso de António de Morais Silva, tanto passa por alusão aos Patrícios da Antiga República Romana, bem como se aplica aos figurões do tipo Hugo Chaves e quejandos, na linha do abuso do termo fascismo (unidade) para não dizer nazismo, isto é, nacional-socialismo.

7. Nós, como cooperativistas monárquico-comunalistas limitamo-nos a sublinhar a cooperação como impulso natural e concorrência de auxílio, de forças, de meios para a satisfação de interesses comuns.

Nau

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