sábado, 14 de dezembro de 2013

Nº. 758 - Psyche


1. Dos muitos e importantes temas ventilados na recente mensagem do Herdeiro da Coroa Portuguesa, Dom Duarte Pio, no 1º de Dezembro, salientamos aquele que também nos é muito grato: a Lusofonia.

2. A homogeneidade linguística do português no continente europeu, com escassa diferenciação dilectal, honra bem as suas raizes lusitanas que, pela progressão inovadora, se tem espalhado pelos cinco contienentes, com normais divergências quanto à pronúncia, à grafia e ao vocabulário.

3. Tendo presente que a língua é um sistema de comunicação - logo, um produto social e expressão da consciência de uma colectividade - que vive em perpétua evolução, justificam-se plenamente as divergências atrás apontadas.

4. Quer as variações diatópicas ocorridas no espaço geográfico, quer as variações diastráticas devidas pelo fenómeno meramente cultural, em nada deslustram a importância que lhe é reconhecida pelo número dos que a falam e, sobretudo, pela sua riqueza literária.

5. A abertura das vogais pretónicas no Brasil, bem como outras diferenças de natureza fonética, morfo-sintática e lexical - fala "cantada" ao Norte e "descansada" ao Sul do país - são características inconfundíveis da língua brasileira, mas compreensível para qualquer falante de raiz lusa.

6. Idêntico fenómeno se verifica em África, na Ásia e na Oceânia, pelo que a língua cabo-verdiana, guineense, sãotomense, angolana, moçambicana, goesa, macaísta, timorense, etc., demonstram a riqueza da unidade na pluralidade da língua lusa.

7. Muitas das referidas jovens nações, compreendendo diferenciadas línguas regionais, estão conscientes que o recurso ao traço comum luso lhes permitirá uma unidade nacional mais equilibrada.

Nau

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