segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Nº. 760 - Doutrina Cooperativa: Itroito
1. Poucos são aqueles que se mostram interessados pela política, voltando-se para esta a maioria apenas quando se sente materialmente afectada.
2. Sem dúvida que uma oligarquia poderá ser mais eficiente do que um governo democrático que, por excesso de diplomas, vai manietando as forças produtivas, asfixiando a própria liberdade.
3. O acesso às cadeiras do poder é facilitado aos demagogos - pelo sufrágio popular - e estes fatalmente caiem nas teias da corrupção mostrando-se pouco eficientes e fracos no preciso momento em que é preciso tomar decisões importantes para debelar crises ou enfrentar problemas graves para a comunidade.
4 Corresponder aos desejos do eleitorado num momento crítico é, praticamente, impossível pelo que o governante toma as decisões a seu bel-prazer (crise financeira e dívida soberana em 2008) à revelia dos interesses dos mais.
5. Um governo verdadeiramente democrático tende para a anarquia visto que a frequente consulta aos grupos díspares que formam o eleitorado é difícil por morosa e raramente conclusiva.
6. Os parlamentos apurados num sufrágio universal poderão dar origem à formação de governos fortes mas estes cedo perdem o apoio popular ao tomar as medidas que penalizam a maioria.
7. Por si só, o comunalismo será impotente para ultrapassar os défices democráticos e/ou encontrar as soluções ideais para os tempos de crise, mas isso será matéria para um próximo apontamento.
Nau
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