domingo, 15 de dezembro de 2013

Nº. 759 - Portal Comunalista


1. Dado que este portal não tem servido como seminário de ideias - quer para a clarificação, quer para a refutação das mesmas - aproveito o ensejo para expor o que entendo como fundamento do cooperativismo monárquico-comunalista.

2. Em traços largos, segundo a esquematização psicológica de Jung, os homens dividem-se em dois grandes grupos - os introvertidos e os extrovertidos - caracterizando-se o primeiro pelo interesse fixado na vida interior, enquanto que o segundo se volta para a realidade externa.

3. Para o introvertido, os seus pensamentos, sentimentos e congeminações acerca de um facto são a realidade porquanto esta se harmoniza com o esquema emocional próprio, enquanto que para o extrovertido os factos observados exigem a adaptação da vida interior.

4. Numa visão antropomórfica, a magia é correntemente aceite e a morte, mesmo numa idade avançada, é tida como algo determinado por entes superiores e/ou desejada por forças maléficas o que, levado ao extremo, permitiu que pensadores eclesiásticos aventassem hipóteses abstrusas.

5. Assim, a vontade dos homens assumirem o governo de si próprios revelaria manifesto espírito de revolta contra a vontade de Deus, bem como contra a supremacia da Igreja, tendo esta a incumbência divina de exercer tal governo (pelo menos o espiritual, nos dias de hoje) em nome do Criador.

6. Porém, tantos os extrovertidos como os introvertidos (estes ainda com algumas das tradicionais reservas); tanto os crentes como os não crentes continuam agarrados aos esquemas da Revolução Francesa quando o que importa é preparar o futuro através da implementação das células cooperativas.

7. Quer as oligarquias liberais, quer as oligarquias socialistas só poderão ser contidas pelo movimento cooperativista monárquico-comunalista que se assume como a real terceira via.

Nau

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