quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Nº. 749 - Luta Popular
1. A luta popular está cheia de arremedos. Para uns é uma luta de classes; para outros a conquista de manhãs radiosas; a fome de poder mitiga-se nas auto-convencidas élites de cariz teocrático ou meramente oligarquista.
2. Logo, as classes sociais, formadas por grupos de pessoas com atributos semelhantes, seriam constituidas por aqueles que trabalham para agenciar a vida e pelos que se encontram livres de qualquer ocupação produtiva, estes suportados por apropriações imoderadas.
3. Os utopistas, concebendo projectos pouco credíveis, presumem que a riqueza - prosperidade económica que satisfaz as necessidades do homem - é maná inesgotável proveniente dos céus para ser distribuido a esmo, sem qualquer conta ou medida, demagogicamente alimentando carências, bem como apetites pouco frugais.
4. Outros cantam mais alto e recuperam - tanto à direita, como à esquerda - o espírito eclisiástico que presume ser a vontade popular uma revolta contra a vontade de Deus que fez numerosa a maralha subordinável para ser orientada por minorias auto proclamadas esclarecidas.
5. No nosso entendimento, há homens com mais aptidões do que outros, mas no concerto entre todos é que é possível criar uma sociedade mais sã e harmoniosa, tendo por base as unidades cooperativas que são autênticas escolas de gestão e democracia.
6. Obviamente que não propomos a criação de uma cooperativa na esquina de cada rua, porquanto tais unidades nascem pela determinação dos seus associados e com o fim de satisfazer as necessidades económicas, sociais, bem como as culturais destes, evitando o flagelo dos intermediários e usurários.
7. Enquanto tarda o despertar para a cooperação, resta o voto do protesto no PCTP/MRPP, nomeadamente em Garcia Pereira - crede Robero experto.
Nau
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