terça-feira, 31 de dezembro de 2013
Nº. 775 - RAC
1. O trabalho é mera aplicação das forças e faculdades do homem à produção de qualquer coisa.
2. Elementarmente poderíamos dividir a prática no exercício de uma profissão ou um mister como interessante ou fastidiosa, mas esta depende do estado de espírito de cada um.
3. Prender a atenção de um aluno - por mais esforçado que este seja e/ou a matéria dada corresponda ao interesse do discípulo - só é possível por curto espaço de tempo, mesmo utilizando as melhores técnicas pedagógicas.
4. Mas voltamos ao prato forte do trabalho e às condições que o tornam atractivo ou tediente, mor parte das vezes inevitável por razões materiais, isto é, a satisfação das necessidades próprias.
5. A empresa onde o trabalhador exerce a sua actividade está organizada como numa moderna república em que as decisões da administração poderão ser contestadas desde que a execução destas se verifique conforme está estabelecido.
6. Proceder à mudança da concepção organizativa do trabalho através da formação permanente, à rotação das tarefas ou à diminuição do tempo de trabalho diário, bem como aos dias de labor, é mera utopia pois o objectivo da administração é apenas a maximização do lucro.
7. Claro que nas actividades cooperativas o objectivo é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos associados.
Nau
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
Nº. 774 - Doutrina Cooperativa
1. O capitalismo dos nossos dias é manipulado por organizações muito poderosas.
2. Aparentemente a livre concorrência existe, como será de bom tom num mercado aberto, mas este encontra-se totalmente subjugado por interesses, quer de monopólios, quer de oligopólios.
3 Claro que é através da publicidade que o consumo dos mais se orienta, tomando parte nesta todos os meios de comunicação social - imprensa, rádio e televisão.
4. Sem dúvida que a publicidade é imprescindível para sustentar apetites e manter "agarrados" largo número de clientes, tal como mera substância dopante.
5. Por outro lado, a sobrevivência dos meios de comunicação social depende das receitas obtidas através da publicidade, isto é, largo número de postos de trabalho existem graças a uma viciosa cadeia infernal.
6. No mesmo barco se encontram as grandes campanhas eleitorais - dispendiosas por natureza - suportadas pelas grandes empresas que assim cultivam dependências, tanto nas versões liberais, como nas socialistas.
7. A terceira via - cooperativismo monárquico-comunalista - nada tem a ver com liberalismos bolorentos e/ou socialismos, estes nas versões nazistas, sociais-nazistas e quejandas.
Nau
domingo, 29 de dezembro de 2013
Nº. 773 - Portal Comunalista
1. Nas lides faceboofianas prevalecem as vaidades: uns para dar nas vistas; outros para subscreverem o nome, como de parede de caverna se tratasse.
2. Há quem - nada tendo para dizer - encha espaços com santos e santinhos, além de fotografias do cão, do gato, do piriquito, do automóvel, e até dos filhos!.
3. Renova-se o apelo: contribuam para a justiça popular incluindo aqui e/ou em espaços próprios fotografias dos prevaricadores no acto da transgressão.
4. Chamar a atenção das autoridads de nada vale sem provas; o recurso aos tribunais apenas serve para quem tem muito dinheiro e tempo para ficar na expectativa por largos anos.
5. Uma fotografia do momento ímpar vale por mil palavras, e os que conhecem o prevaricador bem podem comentar: eu bem sabia que este gajo não era boa rês!.
6. Para os desprevenidos será um bom aviso - safa, ora se isto tivesse sido comigo?. Com que cara iria aparecer aos meus... e à minha sogra!.
7. Contribuam para melhorar o comportamento das pessoas que conspurcam os espaços públicos: com o abandono de dejectos dos cães; com parqueamentos indevidos; com actos vandalísticos e outras coisas que tais.
Nau
sábado, 28 de dezembro de 2013
Nº. 772 - Psyche
1. Quando o meu amigo belga condescende presumindo que a cooperação poderá ser a via alternativa aos liberalismos e socialismos sectários.
2. Quando o meu amigo belga confessa restar-lhe poucas alegrias proporcionadas pelos seus pares, devido às dificuldades económicas e políticas do momento.
3. Quando o meu amigo belga, ironicamente considera que, talvez, o seu clube favorito seja o último reduto dos prazeres em sociedade, demonstrando resquícios de puro facciosismo.
4. Quando o meu amigo belga, agnóstico como eu, pouca fé deposita na religião dominante no seu berço natal e reconhece existirem outras confissões com direito a existir.
5. Quando o meu amigo belga, empertiga-se contra a corrupção que grassa na sociedade e contra os políticos que, desportivamente, se confrontam sem preocupações quanto aos mais.
6. Quando o meu amigo belga, aceita que as quesílias regionais apenas desgastam e pouco mais acrescentam ao bem-estar comum.
7. Resta-lhe a Coroa Real dos belgas como referência, por esta obviar disputas partidárias no topo da instituição política.
Nau
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Nº. 771 - Fim de Semana 52
1. De facto, o objecto do comunalismo é a conquista da felicidade, sendo o cooperativismo monárquico-comunalista a via para esse efeito.
2. Claro que a cooperação foi o primeiro passo e a apropriação o seguinte na concertação entre os homens, porém este segundo passo, quando numa versão perniciosa, descamba em propriedade privada.
3. No jogo de palavras, res publica passa a sinónimo de democracia enquanto os nacionalismos exarcebados viram a fascismos, convenientemente evitando o termo nazismo (nacional-socialismo) para recato dos socialistas.
4. As celebrações natalícias a 25 de Dezembro ou a 7 de Janeiro apenas evocam o nascimento de Jesus, porquanto a data do nascimento do profeta que os sequazes afirmavam ungido por Deus (Cristo) foi convenientemente esquecida.
5. Contudo, o que importa é o simbolismo e a fé daqueles que no renascimento do menino recriam o presépio, tal como nos versos do poeta José Travaços Santos tão singelamente anuncia.
6. Sem dúvida que a luta popular só ganha consistência e significado no retorno às suas raizes, isto é, à prática da cooperação, abjurando o consumismo pernicioso que tudo e todos avassala.
7. Aqui optamos pela terceira via: somos cooperativistas monárquico-comunalistas.
Nau
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Nº. 770 - Luta Popular
1. A luta popular de tudo ao malho e fé em Deus é mera traulitada inconsequente.
2. Mãos postas e flagelações em compasso alternativo poderá fortalecer a fé, mas embrutece a mente.
3. Deixa arder porque não sou bombeiro será amor excessivo ao bem próprio, sem consideração pelos interesses alheios, puro cretinismo, idiotia ou mera surdez congénita.
4. Apartar-se dos mais, dobrado sobre o umbigo, é doentio por observar mais a própria vida interior padronizada do que a realidade externa.
5. Lutar é esforçar-se por qualquer coisa - pela justiça social, pelo despertar colectivo, pelo bem-estar comum - sem cruzar os braços e/ou cultivar frustrações mórbidas.
6. Popular não é apenas sinónimo de multidão desvairada, mas consciência que é do povo - que é próprio do povo - logo, de todos nós, e só por nós, povo, responsavelmente assumida.
7. A luta popular, apenas voltando às raizes iniciais da cooperação, será eficaz na contenção dos liberalismos e socialismos sectários, bem como do impante devorismo consumista.
Nau
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Nº. 769 - PR: José Travaços Santos
Presépio
Cada ano
ficou mais sumido
o sapatinho na chaminé
e já não é
o Menino
que chega na estrela da manhã.
Sobrepôs-se aos dias da infância
a crueza dos dias que haviam de vir
e deliu-se a inocência na distância.
Mas regressaram nos olhos dos meus netos
as imagens do passado.
Renasceu o Menino.
E voltou a magia
ao Presépio renovado.
do livro: "No princípio era o verbo"
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
Nº. 768 - RAC: Natal
1. Talvez devido ao facto da estação invernosa proporcionar menos tarefas agrícolas, as festas populares, nos tempos idos, ocorriam normalmente durante aquela estação.
2. Claro que o aniversário do sol invicto - Dies Natalis Solis Invicti - tinha lugar no solstício de inverno, momento em que o astro sol atinge a maior declinação em latitude, na relação com a linha do equador.
3. Embora o dito solstício normalmente se verifique por volta do dia 22 de Dezembro, no calendário imperial romano as celebrações populares eram realizadas a 25 daquele mês pelo que, mais ou menos no Século IV, tal data foi estabelecida como o dia do nascimento de Jesus.
4. Desde os tempos imemoriais, tanto o solstício de inverno, como o de verão (21 de Junho) eram escolhidos para as grandes manifestações populares, como atestam vários monumentos pagãos, entre eles o Stonehenge, no Reino Unido.
5. As celebrações natalícias estendem-se por vários dias, nos cinco continentes do planeta azul, tanto para cristão, como para não-cristãos, com a particularidade dos países ortodoxos e eslavos comemorarem o nascimento de Jesus a 7 de Janeiro.
6. Neste tipo de festejos, a troca de presentes é uma prática ancestral, bem como a realização de grandes banquetes e de cultos religiosos, seguidos de doações simbólicas aos menos favorecidos, isto é, aos párias da sociedade dos nossos dias.
7. Posto que o Natal seja tido como a festa da família, esta definha na razão inversa da prática consumista.
Nau
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
Nº. 767 - Doutrina Cooperativa
1. As palavras são caras, isto é, cairam no goto de muita gente pelo longo uso e frequente procura, excedendo o seu valor real, por vezes de origens bem modestas.
2. Por outro lado, corruptelas - deliberadas e/ou meros deslizes por falta de concisão - servem apenas como adjectivos incoerentes a doutrinas políticas, tal como acontece na designação pleonástica de democracias populares, na boca dos demagogos de esquerda.
3. Os franceses, preocupados em lembrar a todo o mundo que foram eles que inauguraram a Idade Contemporânea com a República de 1793 (escamoteando o precedente da República estaduniense) falam das liberdades republicanas em vez de democráticas.
4. Frequentemente é a expressão "on est en république!" como protesto contra a liberdade de acção e/ou imposições policiais, embora alguns queiram fazer crer que tal corresponde a uma crítica irónica em que cada um procede como lhe apetece sem assumir qualquer responsabilidade.
5. Doutrinadores republicanos não se cansam de - apoiando-se no dicionário de António de Morais Silva, 1813 - sublinhar República ao que "pertence, e respeita ao público de cada Estado", bem como ao Estado "governado por todo o povo ou por certas pessoas".
6. "Certas pessoas" do dito sentencioso de António de Morais Silva, tanto passa por alusão aos Patrícios da Antiga República Romana, bem como se aplica aos figurões do tipo Hugo Chaves e quejandos, na linha do abuso do termo fascismo (unidade) para não dizer nazismo, isto é, nacional-socialismo.
7. Nós, como cooperativistas monárquico-comunalistas limitamo-nos a sublinhar a cooperação como impulso natural e concorrência de auxílio, de forças, de meios para a satisfação de interesses comuns.
Nau
domingo, 22 de dezembro de 2013
Nº. 766 - Portal Comunalista
1. Claro que não é necessário repetir, mas repito: a cooperação foi o primeiro gesto na aproximação entre os homens.
2. Todo o mundo tem presente que o acto de apropriar, de acomodar de modo conveniente, é natural, não excluindo a partilha da coisa apropriada.
3. Porém, a apropriação imoderada, isto é, a fruição exclusiva da posse só teve lugar quando alguém se apercebeu da vantagem que, por tal acto, assumia sobre os mais.
4. A reforma das mentalidades - mudança em qualidade superior - não é possível ser realizada contra os homens (conservadores e/ou resilientes), mas pelos homens, esclarecidos e/ou aliciados.
5. Mesmo quando motivados pelas melhores intenções, as reformas levadas a cabo (impostas!) pelas minorias vão-se degradando, de modo inverso aos benefícios adquiridos pela classe dirigente.
6. Várias vezes tem aqui sido sublinhado que a faculdade de agir (ou não agir) por seu livre arbítrio, de uma ou outra maneira, é a possível expressão de liberdade, esta inalienável por qualquer homem.
7. Lembramos o pensamento de Marx: "Não somos dos que querem aniquilar a liberdade individual e fazer do mundo uma grande caserna ou grande oficina. Há na verdade comunistas que proclamam tais ideias à vontade, que negam e querem suprimir a liberdade pessoal que, na sua opinião, atravessa o caminho da harmonia. Mas nós não temos vontade de comprar a igualdade à custa da liberdade" /Kommunistische Zeitschrift, 1847).
Nau
sábado, 21 de dezembro de 2013
Nº. 765 - Psyche
1. O objectivo do comunalismo é a conquista a felicidade, mas esta só é possível através da luta popular.
2. Claro que a luta popular não se resume à imposição de unidades cooperativas por tudo que é sítio, mas apenas à disseminação do espírito cooperativo, isto é, a prática da cooperação.
3. Nos tempos imemoriais, a cooperação teve um papel fundamental na aproximação dos homens que desta tiravam melhor proveito na defesa pessoal e trabalhos comuns.
4. A apropriação foi adquirida com o hábito no manuseamento de ferramentas simples (o varapau, a clava, a ponta córnea, etc.) porém tida como objecto comum, de uso de todos os membros da tribo.
5. No entanto, a apropriação imoderada teve lugar quando alguém se apercebeu da possibilidade de trocar a ferramente por si inovada por tarefas pouco gratificantes dando azo ao artesão e respectivo freguês.
6. Da apropriação imoderada à posse incontestável, digo, propriedade privada, foi apenas questão do poder (força muscular ou persuasiva) ser do próprio, reconhecido ou garantido por terceiros.
7. Logo, o Estado de Direito apenas garante a estabilidade às minorias dirigentes, prevalecendo na sociedade dos nossos dias e na doutrina comunista como mero tabu religioso.
Nau
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Nº. 764 - Fim de Semana 51
1. A cooperação está para um cooperativista, assim como a lusofonia está para a expressão da consciência de diferentes povos, isto é, uma via para a coesão social.
2. Por outro lado, o comunalismo - apoiado na cooperação e no soberano hereditário e vitalício, este por obviar as disputas partidárias no topo da comunidade - afirma-se como a terceira via perante os oligarquismos, tanto os liberais, como os socialistas.
3. Embora a maioria se mostre tradicionalmente desinteressada da política, dessa maioria é que provem a força laboral que, pelo ramerrão e dependência, sustenta a comunidade, bem como a minoria eclesiástica e/ou laicamente dirigista.
4. De facto, o liberalismo apela à liberdade do homem em todas as situações históricas; o socialismo propõe a propriedade colectiva dos meios de produção e a supressão das classes sociais, ambos apostando no consumismo para a conquista da felicidade.
5. Bom seria que, tal como aconteceu na personalidade do escritor Albino Forjaz de Sampaio, se consagrasse num só a fase I de esquerda - favorável às inovações e mudanças revolucionárias - e a fase II de direita - contrária a grandes comoções políticas.
6. Porém, o bem-estar e a satisfação própria não é atingível através de angélicas promessas - mesmo quando estas tendem à construção de futuros radiosos - ou a atitudes meramente de confrontos radicalizados.
7. Logo, reiteramos: a luta popular significa a real prática cooperativa.
Nau
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Nº. 763 - Luta Popular
1. Dois anos de actividade neste espaço e a esporádica intervenção de alguém com preocupações aristocráticas foi tudo o que conseguimos alcançar nesta luta diária.
2. Muitos são os visitantes e das cinco partes do mundo - EUA, Rússia, Alemanha, Brasil, Sérvia, China e outros - tudo gente anónima e nada opinativa, encapotando-se entre os mais os "hackeristas" perversos, contagiadores de viroses.
3. Não estar de acordo com a doutrina exposta neste espaço é direito que assiste a qualquer um, mas impor o silêncio por razões políticas e/ou religiosas é ócio vil.
4. Franca e prestimosa tem sido a informação disponibilizada pelo PCTP/MRPP, particularmente o relativo ao Movimento Operário e Sindical que a todo o mundo recomendamos o acompanhamento através do www.lutapopularonline.org.
5. Seguir o noticiário das várias televisões generalistas neste rectângulo europeu não é pera doce pelo que optamos pela BBC, Deutsche Welle, France 24 e Al Jazeera que são, como seria de esperar, muito parcos quanto à informação acerca de Portugal.
6. Estar a par do que se passa no mundo é bom para ter ideia do rumo que as coisas estão a levar e, embora não seja tempo para ideologias, certo é que a instabilidade aumenta e os radicalismos se exacerbam.
7. A luta popular não é um mero conjunto de palavras ou atitudes radicais, mas uma prática cooperativia.
Nau
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Nº. 762 - Prelo Real: Palavras Cínicas
1. Albino Forjaz de Sampaio (19/1/84 - 13/3/49) foi o autor do livro mais vendido em Portugal no século passado - Palavras Cínicas - que, à morte do escritor/jornalista, contava com 46 edições.
2. Mordaz e provocador, tanto como jornalista asiim como autor da referida obra, Albino _Forjaz de Sampaio iniciou a sua carreira literária aos 16 anos, apadrinhado por Fialho de Almeida e Brito Camacho.
3. Claro que o livro "Palavras Cínicas" fez escândalo no seio de uma sociedade pachorrenta e confessional pelos ataques à moral vigente e, sobretudo, pelas picardias anti-clericais, tão em voga nos antros subversivos de então.
4. Pelas provas dadas, "Palavras Cínicas" foi o livro que ninguém leu, escandalizando uns pela ousadia dos temas e palavras empregadas, rindo outros à socapa, esgotando o autor esta veia literária com as obras "Crónicas Imorais", "Prosa Vil", "Cantárias e Violetas", "Filósofo e Moralista".
5. A partir da segunda década do Séc. XX, Albino Forjaz de Sampaio, embora com a mesma segurança na escrita e bom humor, dedicou-se à história da literatura e à investigação do teatro português dos Séc. XVII, XVIII, bem como do início do Séc. XIX, tendo merecido, por tais trabalhos, o título de Sócio Honorário da Academia das Ciências de Lisboa.
6. Convertido ao nacionalismo pela mão de António Ferro, o irrequieto autor das "Palavras Cínicas" publica a sua obra monumental "História Ilustrada da Literatura Portuguesa", por volta dos anos 30, consagrando-se como homem de esquerda na fase I e de direita na fase II.
7. As citações das obras provocatórias deste autor são várias, fazendo parte do anedotário português a impertinência do viajante de combio que, procurando manter o parceiro acordado, martelava a frase: "o sono é a ante-câmara da morte", Vitor Hugo, a que o outro respondeu: "vá prá puta que o pariu", Albino Forjaz de Sampaio.
Nau
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
Nº. 761 - RAC: CAF
1. De facto, numa crise política, o cooperativismo apenas é tido em conta como norma para entendimentos.
2. Mas afinal o que é uma crise política?. A crise será, em todos os casos, uma situação anormal e grave que, numa conjuntura política, resulta em sérios embaraços que os governos têm dificuldade em superar.
3. Logo, numa crise política - mor parte destas motivadas por ineficiências governamentais e/ou défices democráticos - resta ao comunalismo fomentar o diálogo que não o confronto entre as partes envolvidas.
4. Vem a talho de foice a definição de cooperativa como 'associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para atender as suas necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais, por meio de empreendimento de propriedade comum e gestão democrática', sem discriminação social, racial, política ou religiosa.
5. Conforme sublinhado em anteriores apontamentos, o comunalista é a réplica das células familiares que pululam no lugar, na aldeia, no bairro e se multiplicam nas freguesias e nos municípios, cultivando sempre a proximidade entre vereadores e residentes; exercitando a gestão económica e a prática democrática; cuidando da sustentabilidade através da produção de bens essenciais pela força e génio laboral.
6. O liberalismo apela à liberdade do homem em todas as situações históricas e à não intervenção estatal na economia, isto é, a livre concorrência; o socialismo propõe a propriedade colectiva dos meios de produção, da supressão das classes sociais e de uma distribuição mais igualitária das riquezas; o comunalismo tem por fundamento a cooperação que não a imoderada apropriação, justificando-se como a terceira via na linha de uma Economia Social, sob o pendão do soberano hereditário e vitalício por este obviar as disputas partidárias no topo da Comuna.
7. CAF - Cooperativa de Arte Floral disponibiliza cursos profissionais em todo o país para aqueles que pretendam iniciar uma actividade empresarial naquele sector: www.cafartefloral.com.
Nau
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Nº. 760 - Doutrina Cooperativa: Itroito
1. Poucos são aqueles que se mostram interessados pela política, voltando-se para esta a maioria apenas quando se sente materialmente afectada.
2. Sem dúvida que uma oligarquia poderá ser mais eficiente do que um governo democrático que, por excesso de diplomas, vai manietando as forças produtivas, asfixiando a própria liberdade.
3. O acesso às cadeiras do poder é facilitado aos demagogos - pelo sufrágio popular - e estes fatalmente caiem nas teias da corrupção mostrando-se pouco eficientes e fracos no preciso momento em que é preciso tomar decisões importantes para debelar crises ou enfrentar problemas graves para a comunidade.
4 Corresponder aos desejos do eleitorado num momento crítico é, praticamente, impossível pelo que o governante toma as decisões a seu bel-prazer (crise financeira e dívida soberana em 2008) à revelia dos interesses dos mais.
5. Um governo verdadeiramente democrático tende para a anarquia visto que a frequente consulta aos grupos díspares que formam o eleitorado é difícil por morosa e raramente conclusiva.
6. Os parlamentos apurados num sufrágio universal poderão dar origem à formação de governos fortes mas estes cedo perdem o apoio popular ao tomar as medidas que penalizam a maioria.
7. Por si só, o comunalismo será impotente para ultrapassar os défices democráticos e/ou encontrar as soluções ideais para os tempos de crise, mas isso será matéria para um próximo apontamento.
Nau
domingo, 15 de dezembro de 2013
Nº. 759 - Portal Comunalista
1. Dado que este portal não tem servido como seminário de ideias - quer para a clarificação, quer para a refutação das mesmas - aproveito o ensejo para expor o que entendo como fundamento do cooperativismo monárquico-comunalista.
2. Em traços largos, segundo a esquematização psicológica de Jung, os homens dividem-se em dois grandes grupos - os introvertidos e os extrovertidos - caracterizando-se o primeiro pelo interesse fixado na vida interior, enquanto que o segundo se volta para a realidade externa.
3. Para o introvertido, os seus pensamentos, sentimentos e congeminações acerca de um facto são a realidade porquanto esta se harmoniza com o esquema emocional próprio, enquanto que para o extrovertido os factos observados exigem a adaptação da vida interior.
4. Numa visão antropomórfica, a magia é correntemente aceite e a morte, mesmo numa idade avançada, é tida como algo determinado por entes superiores e/ou desejada por forças maléficas o que, levado ao extremo, permitiu que pensadores eclesiásticos aventassem hipóteses abstrusas.
5. Assim, a vontade dos homens assumirem o governo de si próprios revelaria manifesto espírito de revolta contra a vontade de Deus, bem como contra a supremacia da Igreja, tendo esta a incumbência divina de exercer tal governo (pelo menos o espiritual, nos dias de hoje) em nome do Criador.
6. Porém, tantos os extrovertidos como os introvertidos (estes ainda com algumas das tradicionais reservas); tanto os crentes como os não crentes continuam agarrados aos esquemas da Revolução Francesa quando o que importa é preparar o futuro através da implementação das células cooperativas.
7. Quer as oligarquias liberais, quer as oligarquias socialistas só poderão ser contidas pelo movimento cooperativista monárquico-comunalista que se assume como a real terceira via.
Nau
sábado, 14 de dezembro de 2013
Nº. 758 - Psyche
1. Dos muitos e importantes temas ventilados na recente mensagem do Herdeiro da Coroa Portuguesa, Dom Duarte Pio, no 1º de Dezembro, salientamos aquele que também nos é muito grato: a Lusofonia.
2. A homogeneidade linguística do português no continente europeu, com escassa diferenciação dilectal, honra bem as suas raizes lusitanas que, pela progressão inovadora, se tem espalhado pelos cinco contienentes, com normais divergências quanto à pronúncia, à grafia e ao vocabulário.
3. Tendo presente que a língua é um sistema de comunicação - logo, um produto social e expressão da consciência de uma colectividade - que vive em perpétua evolução, justificam-se plenamente as divergências atrás apontadas.
4. Quer as variações diatópicas ocorridas no espaço geográfico, quer as variações diastráticas devidas pelo fenómeno meramente cultural, em nada deslustram a importância que lhe é reconhecida pelo número dos que a falam e, sobretudo, pela sua riqueza literária.
5. A abertura das vogais pretónicas no Brasil, bem como outras diferenças de natureza fonética, morfo-sintática e lexical - fala "cantada" ao Norte e "descansada" ao Sul do país - são características inconfundíveis da língua brasileira, mas compreensível para qualquer falante de raiz lusa.
6. Idêntico fenómeno se verifica em África, na Ásia e na Oceânia, pelo que a língua cabo-verdiana, guineense, sãotomense, angolana, moçambicana, goesa, macaísta, timorense, etc., demonstram a riqueza da unidade na pluralidade da língua lusa.
7. Muitas das referidas jovens nações, compreendendo diferenciadas línguas regionais, estão conscientes que o recurso ao traço comum luso lhes permitirá uma unidade nacional mais equilibrada.
Nau
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Nº. 757 - Fim de Semana 50
1. A cooperação é a alternativa à imoderada apropriação das minorias, bem como ao subsídio-dependentista conducente ao pensionismo Estatal do esgotado modelo europeu.
2. O município - onde se cultiva a proximidade entre vereadores e residentes - logicamente provem do conjunto de freguesias e estas são formadas pelas várias comunas familiares que coexistem numa determinada extensão territorial.
3. Sendo uma escola de gestão económica e de culto democrático, a cooperativa modera o pernicioso consumismo, tornando os cooperantes imunes aos cantos de sereias das demagógicas minorias dirigentes.
4. As Régies Cooperativas, da mesma linha da "Taipas Turitermas", do Concelho de Guimarães, são hipóteses associativas para complexos empreendimentos, sempre que o espírito cooperativista local não seja ainda suficientemente arrojado para os levar a cabo.
5. Analistas de políticas económicas e das actividades administrativas públicas não faltam, como se poderá verificar no "Estado de Sentido", porém tardam as adequadas receitas.
6. Não oferece qualquer dúvida que o regimen republicano é o recurso das minorias dirigentes. Logo, o cooperativismo monárquico-comunalista (cooperação; soberano hereditário/vitalício; genuinas autarquias) é a solução possível.
7. Logo, a luta popular continua.
Nau
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Nº. 756 - Luta Popular
1. Sempre que uma classe politicamente predominante impõe os seus privilégios;
2. Sempre que consórcios (regionais e/ou internacionais) controlam os bens de produção obtendo benefícios próprios;
3. Sempre que grupos de indivíduos (por mais numerosos que estes sejam) imponham conceitos filosóficos e/ou religiosos;
4. Sempre que opressões económicas e sociais, geradoras de misérias de todo o tipo, sejam realizadas por minorias sobre os mais;
5. Sempre que o moderno colonialismo de controlo de um Estado por via económica e/ou tecnológica sobre outro Estado se verifique;
6. Sempre que em nome do Estado de Direito se cometam ofensas à dignidade humana:
7. A luta popular é incontroversa e o cooperativismo monarquico-comunalista a resposta adequada.
Nau
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Nº. 755 - Prelo Real: Estado de Sentido
1. Muita da intervenção dos monárquicos no espaço internautico resume-se à prática do mal-dizer.
2. Claro que não esquecemos aqueles que, através da profusão de imagens de santos, procuram aliciar para o seu lado incautos visitantes.
3. O recurso à História - à grandeza do passado! - é algo recreativo mas causa, porquanto vivemos tempos difíceis, sérias preocupações à maioria das pessoas, até mesmo aos bem instalados na vida, pela incerteza do futuro.
4. Criticar por criticar desopila o fígado aos mais jocosos - tanto ao que escreve a facécia, como ao que por ela passa os olhos - mas deixa um amargo na boca ou de saber a pouco.
5. Voltar simplesmente à Monarquia Constitucional é tornar à vaca fria; requentar o Governo do Rei e Administração do Povo, cheira-me a esturro certo, porquanto, ensaiado em França com soberanos a prazo, significa o mais do mesmo.
6. Urgente é reformar as mentalidades: moderar o consumismo; abjurar as minorias esclarecidas (tanto as de esquerda, como as de direita); deitar mãos à obra e trabalhar, trabalhar com afinco, não ficando à espera que algo caia dos céus.
7. Algumas das análises feitas no "Estado de Sentido" - ocorre-me a recente de John Wolf - são boas para reflexão. Falta o passo seguinte.
Nau
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Nº. 754 - RAC
1. Exemplos da real actividade cooperativa têm sido aqui ventilados, embora alguns correspondam a empresas de sucesso, enquanto outras sobrevivem pela carolie dos que por lá ficam.
2. Outro tanto acontece com associações populares que medram por este país fora ligadas ao desporto, à música, às tradições locais mas que perdem o viço com o rodar dos anos ou pelo afastamento dos seus entusiastas.
3. De facto as quota-partes dos cooperantes não podem ser transferidas a terceiros - tal como acontece noutro tipode associações - pelo que a vitalidade pioneirista só é possível ser mantida através da regular admissão de novos membros.
4. Cooperativas agrícolas, de consumo, artesanato, cultura, ensino, solidariedade social, etc. têm sido aqui apresentadas, servindo algumas como fontes de inspiração a muitos autarcas, o que se presume pelo elevado número de visitas ao apontamento acerca de "Belofícios".
5. Fundamentalmente, o objecto social da cooperativa é a prestação de serviços enquanto que numa empresa comercial o alvo desta é o lucro que algumas vezes se optimiza através da exploração da mão de obra de terceiros.
6. Na cooperativa o retorno do capital investido será proporcional ao valor das operações realizadas pelo cooperante, enquanto numa vulgar empresa comercial os dividendos são distribuidos proporcionalmente ao alor das acções.
7. A "Taipas Turitermas" é uma Régie Cooperativa, com sede no Concelho de Guimarães e serviços na área do turismo e do lazer: Unidade de Fisioterapia, Termas, SPA & Bem-Estar, Unidade Cultural, Parque de Camoismo e Centro Polidesportivo. Largo das Termas, 4805-079 Caldas das Taioas.
Nau
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
Nº. 753 - Doutrina Cooperativa
1. O último apontamento foi dedicado à comuna familiar; hoje sublimamos o domínio de alguns numa unidade destinada a satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais destes.
2. Tal unidade - que conjuga a acção simultânea de várias pessoas que tendem para os mesmos objectivos - é, significativamente, denominada por cooperativa por nela se verificar a concorrência de auxílio, de forças e de meios.
3. Nesta comuna (por excelência, célula do comunalismo) são cultivados os princípios da solidariedade (responsabilidade e dependência mútua); da equidade (reconhecimento do direito justo de cada um); da liberdade (faculdade de cada um agir por livre arbítrio).
4. Escola sublime de gestão económica e de culto democrático, a prática cooperativa permite eficazmente colmatar os malefícios do consumismo, bem como dos apetites das minorias dirigentes que capricham em lisongear os sentimentos da maralha para melhor a submeter.
5. A cooperativa obvia igualmente os impulsos de apropriação excessiva, assim como o recurso a usurários que gentilmente facultam os seus cabedais numa dinâmica de viciamento dopante que tudo avassala e subordina.
6. Logo, o comunalismo, a partir da raiz familiar, cultiva a proximidade entre vereadores e residentes; exercita a gestão económica e a prática democrática; fomenta a riqueza através da produção de bens essenciais pela força e génio laboral.
7. O aumento em número de comunalistas criteriosos logicamente aplanarão o caminho para o regresso do Rei.
Nau
domingo, 8 de dezembro de 2013
Nº. 752 - Portal Comunalista
1. A minha casa é o espaço territorial onde resido com a minha família.
2. Logo, o meu domicílio é partilhado com os vários membros que formam a minha comuna familiar.
3. Chamo-lhe comuna familiar porquanto a todos pertence embora nela sejam respeitados os espaços individuais.
4. É na comuna familiar onde permanecemos sempre que as actividades de cada um - profissionais, sociais ou de lazer - nos permitem disfrutar do conforto que partilhamos.
5. Bom é ter presente que o espaço que ocupo com a minha família - a comuna familiar - está integrado num território com réplicas semelhantes.
6. Assim, a minha comuna familiar coexiste numa extensão territorial com outras comunas idênticas que subsistem sob a jurisdição de um corpo de vereadores.
7. O comunalismo tem por base a comuna familiar, isto é, as várias comunas familiares que formam as freguesias e o conjunto destas o município onde se cultiva a proximidade entre vereadores e residentes.
Nau
sábado, 7 de dezembro de 2013
Nº. 751 - Psyche
1. O homem nasce, cresce e morre, como todos os outros seres vivos.
2. Durante o ciclo de vida do ser humano, verifica-se um conjunto de transformações que vão da infância à fase senil.
3. A vida consiste de várias etapas - todas elas muito importantes para o bem-estar do indivíduo - subsistindo o homem intuitivamente, tendo por alternativa o permanecer ou o exaurir.
4. Tanto na infância (construção) como na fase adulta (reprodução) o homemtende para o infinito, procurando a morte apenas por doença ou frustração extrema.
5. Para agenciar pela vida fora não é necessário cultivar um amor excessivo ao bem próprio, pelo que a cooperação foi a alternativa às disputas em tempos imemoriais.
6. Hoje assistimos à continuada apropriação imoderada, bem como ao subsídio-dependentista, ambos delapidando a prosperidade económica existente, esta mantida pela força laboral subalternizada.
7. O esgotado modelo europeu persiste nas disputas de lana-caprina na linha do consumismo imposto por minorias execráveis.
Nau
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Nº. 750 - Fim de Semana 49
1. Sem dúvida que a actividade sexual com diferentes parceiros ao longo da vida é sintoma de incapacidade em estabelecer relações emocionais íntimas, pelo que os galanteadores inveterados deverão moderar as suas narrativas ostentatórias.
2. Por outro lado, as repetitivas definições poderão ser enfastiantes para os incautos passageiros por estas bandas que, por norma, pouco comentam mas que, por certo, ficam a matutar no assunto por largo tempo, cumprindo-se um dos objectivos do CECIM.
3. No 1º de Dezembro impunha-se a transcrição da mensagem do herdeiro da Coroa Portuguesa, S.A.R. Dom Duarte Pio que, embora profusamente divulgada nos espaços ditos monárquicos, é bom que seja lida e relida, mesmo fora daquela data.
4. Claro que a prática cooperativa dispensa o latim (embora este seja um bom exercício intelectual) incentivando e adestrando os cooperantes para o combate ao impulso consumista, bem como ao encanto das sereias usurárias.
5. Voltamos à vaca fria: nesta quadra que se pretende festiva ofereça um livro, um livro dentro do seu orçamento mas, sobretudo significativo (que obrigue a pensar); talvez a resenha do Prelo Real possa ser uma boa sugestão.
6. A luta popular será um sonho (certamente que é um sonho!) mas o que tarda é o despertar dos mais, não para uma revolução liberal (?) ou socialista porquanto o que se almeja é pelo aumento em número dos comunalistas creteriosos.
7. Aproveitemos o fim desta semana para fazer uma introspecção mais cuidada.
Nau
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Nº. 749 - Luta Popular
1. A luta popular está cheia de arremedos. Para uns é uma luta de classes; para outros a conquista de manhãs radiosas; a fome de poder mitiga-se nas auto-convencidas élites de cariz teocrático ou meramente oligarquista.
2. Logo, as classes sociais, formadas por grupos de pessoas com atributos semelhantes, seriam constituidas por aqueles que trabalham para agenciar a vida e pelos que se encontram livres de qualquer ocupação produtiva, estes suportados por apropriações imoderadas.
3. Os utopistas, concebendo projectos pouco credíveis, presumem que a riqueza - prosperidade económica que satisfaz as necessidades do homem - é maná inesgotável proveniente dos céus para ser distribuido a esmo, sem qualquer conta ou medida, demagogicamente alimentando carências, bem como apetites pouco frugais.
4. Outros cantam mais alto e recuperam - tanto à direita, como à esquerda - o espírito eclisiástico que presume ser a vontade popular uma revolta contra a vontade de Deus que fez numerosa a maralha subordinável para ser orientada por minorias auto proclamadas esclarecidas.
5. No nosso entendimento, há homens com mais aptidões do que outros, mas no concerto entre todos é que é possível criar uma sociedade mais sã e harmoniosa, tendo por base as unidades cooperativas que são autênticas escolas de gestão e democracia.
6. Obviamente que não propomos a criação de uma cooperativa na esquina de cada rua, porquanto tais unidades nascem pela determinação dos seus associados e com o fim de satisfazer as necessidades económicas, sociais, bem como as culturais destes, evitando o flagelo dos intermediários e usurários.
7. Enquanto tarda o despertar para a cooperação, resta o voto do protesto no PCTP/MRPP, nomeadamente em Garcia Pereira - crede Robero experto.
Nau
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Nº. 748 - Prelo Real
1. Há pessoas a quem nos apetece dar um presente; outras a quem não sabemos o que ofertar.
2. Também há o caso de certos presentes que desejavamos antes nunca ter recebido e presentes que demos por mera obrigação.
3. Claro que há presentes que correspondem a oferta amistosa; outros são dádivas envenenadas.
4. Muitas pessoas, ao aproximar das "festas", dão presentes significativos; outras são compradas por presentes irrecusáveis.
5. Nos tempos difíceis em que nos encontramos, presentear é um luxo reservado a poucos e mágoa para aqueles que nada podem dar.
6. Uma coisa é certa: quem dá um presente (porque tem meios para isso e por que lhe apetece dar) na maior parte das vezes tem tanto prazer como terá o que o recebe.
7. Se lhe apetecer dar um presente - e se tiver meios para isso - ofereça um livro, mas um livro significativo... que sorte o CECIM ainda não estar nos escaparates editoriais!.
Nau
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Nº. 747 - RAC: Café Garagem
1. O empreendimento associativo que tem por objecto proporcionar vantagens - económicas, sociais e culturais - aos seus membros, no âmbito de uma gestão democrática, é uma das possíveis definições de unidade cooperativa.
2. Embora tenham sido expressas a série de vantagens almejadas, bom é salientar que estas não buscam ganhar qualquer tipo de superioridade sobre outrém, apenas melhor proveito e utilidade de recursos partilhados.
3. Por outro lado, a preocupação democrática não tem por fundamento o voto irresponsável, mas sim a determinação dos cooperantes em atingirem certos objectios, por consenso e para benefício comum, possível numa gestão concertada.
4. Todo o mundo tem presente a viva e ardorosa preocupação democrática que, na palavra, existe em muitos sectores políticos, chegando esta a atingir expressões pleonásticas, mascarando apenas opões oligárquicas e/ou meramente tirânicas.
5. Avançamos com singelas definições a fim de que o apressado visitante deste espaço fique inteirado da nossa linha de pensamento, fundamentada na cooperação de pequenos grupos de pessoas e nas grandes comunidades de expressão lusíada.
6. Neste rectângulo à beira-mar plantado no extremo mais ocidental da Europa toda, ansiamos pelo o aumento em número dos comunalistas criteriosos que logicamente clamarão pelo regresso do Rei - por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
7. Hoje recomendamos uma visita ao Teatro Taborda, na Costa do Castelo, e por que não ao Café Garagem para disfrutar de uma magnífica vista sobre Lisboa? - www.teatrodagaragem.com
Nau
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Nº. 745 - Doutrina Cooperativa
1. Um frade arrábido, na sua peregrinação habitual pela serra, deparou-se, certo dia, com o jovem rei D. Sebastião e respectivo séquito em vilegiatura por aquelas bandas.
2. D. Sebastião impressionado pela figura modesta do anoso frade chegou à fala com este questionando-o pela razão do santo homem se encontrar munido com uma vara aguilhada "ferindo a terra de Deus".
3. Como todo mundo tem presente, era prática naquele tempo os peregrinos fazerem as suas caminhadas arrimados a um varapau, não só para se apoiarem, bem como para se defenderem dos "amigos do alheio".
4. Entendendo as palavras do rei como um remoque, o bom velho apressou-se a justificar a agressiva vara aguilhada como instrumento eficaz para afastar canídeos rabiosos, além de um bom apoio para as suas caminhadas.
5. Todo o ser humano é opinativo, sobretudo acerca da atitude dos outros, e, não fugindo à regra, o esperançoso rei D. Sebastião logo aconselhou o bom frade a usar algumas exprssões latinas para afugentar os cães, em vez do ferrado varapau.
6. Agradeceu o frade efusivamente as sábias palavras do rei que, de certo, as utilizaria num eventual ataque de canídeos, porém continuaria a levar o seu varapau por cautela, no caso do cão rabioso não estar familiarizado com tais expressões latinas.
7. Também a prática cooperativa dispensa o latim, isto é, a elaborada doutrina cooperativista para as suas actividades, sublimando, por norma, o fundamento da cooperação.
Nau
domingo, 1 de dezembro de 2013
Nº. 745 - RAC: 1º Dezembro 2013
Mensagem aos Portugueses de S.A.R O Duque de Bragança
por ocasião do dia da Restauração da Independência.
por ocasião do dia da Restauração da Independência.
Portugueses, Monárquicos…, Republicanos…,
São apenas adjectivos. Portugueses é o que somos e como, agora mais do que nunca, nos devemos sentir! Na véspera do 1º dia de Dezembro de 1640, algumas dezenas de portugueses corajosos, reuniram-se para combinar os últimos detalhes da revolução que iria devolver a liberdade a Portugal ou, caso falhassem, os levaria ao degredo ou à decapitação.
No momento presente, Portugal encontra-se sob dependência de credores e burocratas estrangeiros, devido à irresponsabilidade de governantes que endividaram o País, gastando o que tínhamos em investimentos que não produziram riqueza mas que permitiram ganhos a um número reduzido de privilegiados e que lançaram muitos para o desemprego e pobreza. Muitos sofrem agora as angustiantes consequências de algumas políticas irresponsáveis ou desonestas que conduziram esta 3ª República a uma situação de quase falência financeira. Já a 1ª República tinha terminado na mesma situação…
A minha Família e eu acompanhamos com muita preocupação as situações dramáticas de tantas famílias, mas, como tenho dito em muitas ocasiões, há mais de 100 anos que a Família Real foi afastada dos cargos que desempenhava em Portugal. E contudo, fazemos o possível para dar o nosso contributo para minorar esta dramática situação.
Dirijo-me aos mais idosos, os mais indefesos, cujo esforço de uma vida se vê ameaçado pela injusta quebra de rendimentos; aos desempregados, cujo salário era o único sustento de suas famílias; aos novos pobres cujo número aumenta arrastando famílias inteiras; e aos jovens em cuja educação o nosso País investiu e que hoje outras nações aproveitam, por força da emigração. Que magnífico exemplo que os portugueses têm dado no campo da resistência à adversidade e na preocupação com os que precisam de apoio!
Que seria de centenas de milhares de pessoas que são ajudadas pelas organizações civis e religiosas, se dependessem só do Estado? Nesse sentido recomendo que leiam com atenção a notável Carta Apostólica “Evangelium Gaudium”, do Papa Francisco I. Católicos ou não católicos, temos todos muito a aprender com ela.
Infelizmente o País não tem grande margem de manobra se o bom senso prevalecer… Dos responsáveis, em qualquer quadrante político, se espera que façam também um esforço para dialogarem de boa fé, superarem divergências, chegando a consensos com base numa ética do interesse nacional e do desinteresse pessoal e partidário, que tão arredada tem estado do funcionamento da nossa vida colectiva.
Acompanho em todo o País, extraordinários exemplos de criatividade e eficácia no campo científico, no campo empresarial e nos trabalhadores por conta de outrem. A minha Mulher faz tenção de criar um Prémio Príncipe da Beira que promova a criatividade científica. No estrangeiro somos particularmente apreciados, como tenho observado na Europa, nas Américas, e em países asiáticos onde as minhas deslocações me têm conduzido para promover os interesses nacionais.
A adopção de crianças é em Portugal um processo excessivamente difícil e demorado, mas seria uma excelente solução para evitar algumas situações dramáticas.
Já há um consenso nacional de que a nossa muito baixa natalidade compromete gravemente a sustentabilidade económica. Sem renovação das gerações, o Estado não conseguirá pagar as reformas de quem descontou para a Segurança Social: mas são poucos os que ousam falar de uma das causas deste problema, a nossa lei do “aborto a pedido” que tem provocado um genocídio encorajado pelo Estado e pago com os nossos impostos.
Enquanto no ano de 2012 nasceram menos de 90 mil crianças, nos últimos 5 anos foram mortas legalmente mais de 100 mil. Já é mais do que tempo de revermos esta lei aprovada por um referendo “não vinculativo”, após ter sido rejeitada por um referendo anterior.
Tive este ano a oportunidade de revisitar Angola e verificar o notável desenvolvimento económico e social que tem acontecido após o fim da trágica guerra civil. Fiquei muito bem impressionado com o estado de espírito que encontrei entre alguns governantes e, muito particularmente, entre as autoridades tradicionais, quando fui amavelmente convidado pelo Governador da província do Cuando Cubango. Espero poder vir a colaborar ainda mais activamente com esse magnífico País!
Tive também a felicidade de poder regressar a Timor-Leste e de trocar impressões com alguns dos seus governantes, em particular com o Senhor Presidente da República, General Taur Matan Ruak, cuja sabedoria política e humanismo muito me impressionaram. O mesmo posso dizer de outros governantes, em particular do Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. José Luís Guterres.
Tenho encontrado em todos os países nossos irmãos da CPLP uma grande vontade em aprofundar os laços que nos unem, caminhando mesmo para a criação de uma união lusófona. Creio que temos de aproveitar este momento histórico para avançar nesse sentido. A criação de uma União Lusófona não iria pôr em causa a nossa pertença à União Europeia, como se pode ver com o exemplo dado pelo Reino Unido e a Commonwealth e até, noutra medida, com o exemplo francês.
A União Europeia é sobretudo uma união de interesses económicos, que têm de ser regulados por compromissos políticos, difíceis de sustentar sem uma nova solidariedade europeia. Na presente encruzilhada em que a Europa se encontra, em que tem de dar mais atenção às pessoas do que aos bancos, chegou a hora de nós, cidadãos, dizermos à Europa que esta não se pode fechar sobre si mesma, mas tem de olhar e estabelecer acordos com os Estados de todos os continentes que prosseguem os ideais europeus de humanismo e liberdade.
Para esses ideais pan-europeus muito contribuiu meu tio, e deputado ao Parlamento europeu, o Arquiduque Otão de Habsburgo. E num ano em que haverá eleições europeias, creio que temos todos nós, cidadãos portugueses, a obrigação de dar à Europa um exemplo de dignidade nacional. Ainda há muito para fazer no sentido de tornar mais eficaz o nosso relacionamento com os nossos vizinhos espanhóis. Na agricultura e indústria o relacionamento tem sido de agressiva concorrência, por vezes desleal, quando seria preferível e possível uma sã cooperação. Mas há que começar por criar um melhor conhecimento mútuo. Isso já acontece em algumas localidades fronteiriças, que desenvolveram excelentes iniciativas, exactamente por existir esse conhecimento mútuo.
A CPLP é ainda, e sobretudo, uma união de afectos, mas deveria evoluir no sentido político e económico, como tem defendido o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, o Presidente da República de Cabo Verde, vários dirigente brasileiros e numerosos pensadores políticos em vários países lusófonos.
Na base dos problemas portugueses está em grande parte o nosso sistema educativo. Como disse um Primeiro-Ministro de Singapura “se acham que a educação custa caro ao País, façam as contas aos custos da ignorância”. E contudo, o problema principal não é falta de dinheiro, mas os programas. Quando o método de ensino se baseia em memorizar fórmulas e conceitos em vez de ensinar o raciocínio e desenvolver as capacidades intelectuais dos alunos, não nos podemos admirar com o dramático declínio do nível cultural da sociedade e com as opções incoerentes que tomam as novas gerações de políticos.
Um exemplo é a supressão do feriado do 1º de Dezembro, instituído pelo primeiro Governo republicano assim como o corte de apoios dados à Sociedade Histórica da Independência de Portugal, que promove as celebrações desta data. Apelo por esse motivo a que apoiemos a subscrição nacional para a recolha de fundos que permitam a sobrevivência desta centenária e utilíssima instituição.
Sei que estamos a terminar um ano difícil. Foi um ano em que as famílias empobreceram, em que as empresas atravessaram dificuldades e em que o Estado cortou nas pensões e vencimentos dos funcionários públicos mas não diminuiu significativamente os outros custos da própria máquina estatal. Aliás sempre me surpreendeu negativamente que os concursos públicos não sejam desenhados de forma a favorecer os produtos nacionais, como sucede em toda a Europa …
Mas quero e creio que o ano que se avizinha seja um ano de esperança, um ano de renovada afirmação dos valores que a Família Real procura seguir. Valores de solidariedade. Valores de honestidade. Valores de integridade e nobreza de carácter. Valores de liberdade contra os opressores das nossas vidas e dos nossos bens. Valores que foram erguidos bem alto em 1640 e que hoje gritam por uma nova Aclamação.
Viva Portugal!
O Chefe da Casa Real Portuguesa, Dom Duarte, Duque de Bragança
30 de Novembro de 2013
Nº. 744 - Portal Comunalista
1. Como é sabido, a comuna é uma extensão territorial onde é exercida a jurisdição de um corpo de vereadores.
2. Tal experiência administrativa autónoma vem dos antigos Romanos e ganha força nos tempos medievais quando determinada população se emancipava da tutela feudal.
3. Embora o município defina uma circunscrição territorial e respectivos habitantes - de longa tradição entre as gentes portuguesas - aqui pugnamos por um comunalismo de células vitais para a defesa de grupos de pessoas.
4. Tais células conhecidas como associações de cooperantes tem por objectivo libertar estes dos encargos relativos a lucros dos intermediários, satisfazendo as necessidades económicas, sociais e culturais dos mesmos.
5. Assim, o comunalismo ultrapassa a essência do padrão municipal - que cultiva a proximidade entre vereador e residente - e excelsa o voto responsável através da prática democrática exigida pela gestão cooperativa.
6. O boletim de voto que manifesta a opinião indiferenciada - tanto da massa ignara como do indivíduo criterioso - apenas serve aos demagogos porquanto é, por natureza, irresponsável.
7. Logo, o monarcomunalismo evidencia-se como fundamentalmente democrático, defendendo o vínculo responsável do votante, bem como a figura do Rei por este obviar disputas sectárias no topo da Comunidade.
Nau
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