quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Nº. 734 - Luta Popular


1. A luta de classes como motor da História e o comunismo como última etapa social, passando, forçosamente, pela ditadura do proletariado, são proposições complexas.

2. O grupo de pessoas com atributos semelhantes - mesmo quando este é fundamentado no mérito, capacidade ou importância pessoal - não tem rigorosamente o espírito de classe, mas de interesses díspares.

3. Logo, os conceitos lineares poderão ser meios práticos para organizar combates ideológicos e agilitar o concerto de minorias imbuídas por aspirações messiânicas, estas apenas suportadas pela fé dos mais que suplanta a razão.

4. Camponeses(na acepção de rural agrilhoado ao amanho de terras) e proletários (que vendem a sua própria força laboral) são tropos no jogo político que não instrumentos para a reforma da sociedade, pois esta só é possível através do aumento exponencial da massa dos comunalistas assaz criteriosos.

5. Arremedos de reformas sociais tuteladas apenas originam novas classes de dirigentes, multiplicadas pela auscultação piramidal que, da base ao topo, curiosamente expressam a vontade dos respectivos bonzios, reduzindo os mais à aleatória condição de subvencionistas/pensionistas do Estado.

6. Por outro lado, a riqueza como bens naturais e/ou provenientes do engenho do homem requer trabalho, isto é, concerto e, sobretudo, cooperação, que ultrapassa teorias liberais e/ou socialistas, pois o que importa é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais do ser humano.

7. O acto de cooperar - concorrência de auxílio, de forças, de meios - será o escudo providencial para superar as arremetidas tanto do capitalismo liberal, como do capitalismo buroratizante dito socialista.

Nau

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