segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Nº. 717 - Doutrina Cooperativa


1. A associação de pessoas com os mesmos interesses, tendo por alvo a obtenção de vantagens comuns, parece ser característica universal do cooperativismo e não oferecer qualquer dúvida a leigos, por mais distraídos que estes se encontrem.

2. De facto, todo o mundo sabe e usufruiu da cooperação de outrem, visto esta ser uma experiência vinda dos tempos imemoriais, mas aproveitar a dita para uma actividade concertada e regular é que está longe do propósito dos mais.

3. Grupos de jovens, entusiasmados pela prática do desporto ( talvez por esta oferecer um esforço mais físico do que intelectual) procuram associar-se para a formação de clubes onde possam disfrutar das actividades do seu agrado, embora não escasseiem por aí centros desportivos de todo tipo.

4. Logo, não é pela falta de equipamentos ou espaços de lazeira que motiva os jovens a concertarem entre si a constituição de unidades onde praticam o que mais lhes agrada, sem descurar das minudências habituais: a burocracia, a tesouraria, a consultoria e outras coisas que tais.

5. Sendo assim, não se compreende a leviandade de alguns que, considerando-se sobejamente informados, opinam acerca do cooperativismo - uns alegando falta de diálogo, sem nunca ter lá posto os pés; outros falta de interesse, sem nunca ter ensaiado a prática cooperativa.

6. Claro que o cooperativismo é uma filosofia de vida, bastando estar atento ao que se passa ao redor para o entender; é um modelo de sócio-económico capaz de resolver muitas das dificulades de famílias inteiras nos nossos dias; é uma fonte de bem-estar pela satisfação social que disponibiliza.

7. Basta privilegiar a cooperação.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário