quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Nº. 733 - Prelo ReL
1. Hoje era suposto estar aqui a compulsar livros e a dissertar acerca dos respectivos autores mas, quebrando a disciplina cá do sítio, venho apelar ao bom-senso daqueles que, presumindo-se monárquicos, inocentemente vão lançando as sementes da discórdia em seara que não sabem cultivar, nem entendem.
2. De facto, no passado cabia ao Rei tomar as decisões de fundo, isto é, governar, deixando as minudências para aqueles que tratavam dos pormenores, com propriedade chamados ministros - que serviam de intermediários para executar a decisão régia, as coisas mínimas.
3. Aventuro-me a dizer que o Rei actuava como um juiz que, caprichando em aplicar as regras estabelecidas, deixava aos meirinhos a execução das mesmas, sendo estas duas figuras que os republicanos preconceituosamente defendem: juiz de carreira (política); ministros (meirinhos) de recurso partidário.
4. Ainda hoje uma corrente republicana defende o presidencialismo na mesma base, macaqueando a instituição régia: o Presidente da República governa e os ministros, suportados por uma maioria parlamentar, lá vão tratando dos negócios do Estado e, sempre que um deles caia em desgraça (os ministros, entenda-se) é prontamente descartado.
5. Claro que o recurso presidencialista emperra pelo Soberano (aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política) ser de génese partidária, cultivando os adversários o tiro ao alvo, ora acertando no Presidente da República, ora atingindo os ministros relapsos, num mero desporto clubístico.
6. Logo, a figura do Rei é essencial para o cultivo democrático por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade, arredando estas para forum próprio, isto é, a Casa da Democracia e, sempre que as trapalhadas políticas se multiplicam, incumbe ao Rei convocar as Cortes as quais, para lá dos corifeus partidários, compreende os representantes Autárquicos, os das Ordens Profissionais, dos Docentes e das instituições que melhor espelhem os valores da comunidade.
7. Os cooperativistas-comunalistas são logicamente monárquicos por defenderem as suas unidades cooperativas como o alfobre da democracia - célula onde se pratica o consenso e se concertam projectos comuns - libertando os associados dos encargos respeitantes a lucros capitalistas, bem como dos vícios do consumismo.
Nau
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