sábado, 30 de novembro de 2013

Nº. 743 - Psyche


1. O sexo não é uma função meramente desportiva, mas uma necessidade fisiológica importante para o bem-estar pessoal.

2. Sendo imprescendível a todo o ser vivo, o sexo não se encontra alheio à lei da oferta e da procura, pelo que os conflitos de posse, de desequilíbrio emocional, de mercado, etc., estão bem visíveis na actividade inerente.

3. De facto, os animais brutos são guiados pelo institnto e o homem - caprichando em intelectualizar - tudo complica numa carreira experimental de sucesso e/ou erro, submetido ao padrão dos mais.

4. Felizmente, a memória armazenada no cérebro humano é muito selectiva, pelo que branqueia as experiências de sucesso negativo, deixando prevalecer o instinto puro, por adequação ao ambiente em que se pretende enquadrar.

5. Logo, a orientação sexual da pessoa parece resultar de influências biológicas, além das ambientais sugeridas, que não de escolha deliberada ou preferência assumida, resultando, por vezes, sérias perturbações de identidade de género.

6. Bom é ter presente que o género (menino e menina) é estabelecido na primeira infância e a evolução manifestando mais interesse por bonecas ou práticas desportivas violentas (ou vice versa) não são problemas de identidade desde que o menino (a menina) se identifique com o seu sexo.

7. A actividade sexual com diferentes parceiros ao longo da vida apenas denuncia incapacidade em estabelecer relações emocionais íntimas, dando azo a conflitos no lar e à secular prática lenocinista.

Nau

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Nº. 742 - Fim de Semana


1. Continuamos na campanha para a aproximação dos falantes de raiz lusa na perspectiva da consolidação de uma comunidade que permitirá a formação de um mercado autónomo aos ímpetos hegemónicos, tanto estadunidense, como extremo-oriente.

2. A apropriação individual excessiva e a periclitante cooperação (que tarda em ganhar alento) provavelmente persistirão na inevitável reforma da sociedade consumista (que todo o mundo almeja num futuro radioso), invertendo-se oportunamente os termos ora verificados.

3. Sem dúvida que cultivar a responsabilidade é uma prática cooperativa, justificando-se a apatia dos mais que apenas são aliciados a meter o voto nas urnas, numa dinâmica puramente clubista e alimentada por demagogos em nome do Estado de Direito.

4. Na resenha das boas práticas cooperativas incluimos a Lousamel, cooperativa dos apicultores da Serra da Lousã e Concelhos limítrofes, alertando a diáspora portuguesa para o facto dos produtos em causa terem boas perspectivas comerciais nos mercados externos, sendo curial a divulgação dos mesmos.

5. Vamos lá ser realistas em toda a acepção da palavra. As obras literárias de qualidade impõem-se, quer pela mensagem inerente, quer pelo acerto na cultura dos falantes de raiz lusa, pelo que, singelamente, aqui daremos notícia daqueles que chegarem, por esta via, ao nosso onhecimento.

6. A luta popular continua mas, para lá das palavras de ordem, precisamos do despertar da gente trabalhadora - que não é apenas aquela que vende a sua força laboral - a fim de construir uma comunidade mais justa e sã, sem a persecução doentia do lucro, tal como é sugerido pela doutrina cooperativista monarquico-comunalista.

7. O voto no PCTP/MRPP é a expressão do protesto, contra o clubismo irracional verificado na Assembleia da República.

Nau

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Nº. 741 - Luta Popular


1. De 1 a 7 de Dezembro os trabalhadores da Carris fazem greve, duas horas no iníio e no fim da jornada diária, bem como no trabalho suplementar.

2. No Centro de Saúde de Monte Abraão (Sintra) obras mal cheirosas (tintas e diluentes, claro!) complementadas por barulho ensurdecedor, muita poeira e enormes correntes de ar prejudica o bem-estar, tanto dos utentes como o dos trabalhadores do Centro, tudo em nome do corte nas despesas.

3. Cerca de 20 a 25 mil portugueses que trabalham na Córsega ficaram sem o consulado local, por razões economicistas, estando agora dependentes dos serviços disponibilizados em Marselha aos quais os emigrantes terão acesso apó deslocação de barco que leva cerca de 10 horas!.

4. Dos 7.239 milões de euros de juros da dívida previstos no O.G.E. para 2014 propõem no parlamento os sociais-facistas que se pague com o agravamento do imposto de 2,5% sobre o valor das exportações liquidando-se apenas 5.579 milhões de euros e renegociando-se o pagamento do restante... já não é só o BE que à esquerda faz disparates.

5. O Orçamento de Estado para 2014 foi aprovado na 3ª feira, 26 de Novembro, no continuado genocídio fiscal patente no novo roubo acumulado do trabalho e dos salários de cerca 30% para os trabalhadores do sector privado e mais de 40% para os do sector público, e não se fica por aí.

6. Entretanto o aumento de cinco horas semanis no horário de trabalho dos funcionários públicos vai avante, com o beneplácito do Tribunal Constitucional, apesar das contestações havidas, o que demonstra que as greves apenas servem para atenuar as tensões desta democracia de ... .

7. "Lê, discute e divulga" www.lutapopularonline.org/lutapopular2@pctpmrpp.org.

Nau

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Nº. 740 - Prelo Real


1. Daqui lançamos um desafio aos jovens escritores - poetas, romancistas, novelistas, ensaistas, etc. - que venham até nos revelar as suas obras.

2. Com um número de visitantes superior a 13000 em cerca de dois anos de actividade, podemos ser o porta-voz daqueles que sentem dificuldade em ter acesso à ribalta editorial.

3. Sejam obras já no escaparate ou aguardando o momentum para vir à luz do dia, sugerimos que façam aqui a apresentação das mesmas.

4. Basta indicar o título, o nome do autor, a editora (caso esta já exista) e, sobretudo, o tema - este em traços largos - para aguçar o apetite dos eventuais consumidores.

5. No caso de manuscritos a aguardar melhores dias, sempre é possível que confidenciados amigos alinhavem umas linhasitas dando a conhecer uma opinião pessoal acerca dos mesmos.

6. Não desistimos da actividad editorial e já demos conhecimento aqui de obras publicadas por unidades cooperativas que solicitaram a nossa colaboração para as referenciar neste espaço.

7. Alea jacta est!.

Nau

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Nº. 739 - RAC: Lousamel


1. A cooperativa Lousamel foi fundada, em 28 de Março de 1988, por um grupo de apicultores da Serra da Lousã.

2. Definida a Zona de Abragência do Mel da Serra da Lousã (1990), bem como as características específicas do produto em causa, a mesma foi reconhecida através do despacho Nº. 27/94 de 4 de Fevereiro, com o apoio das Autarquias da Região, dos Serviços Florestais e da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.

3. A Lousamel tem sede na Zona Industrial das Matinhas, graças ao apoio dado pela Câmara Municipal da Lousã, encontrando-se esta cooperativa equipada com a mais moderna tecnologia de extracção, embalagem e processamento do mel.

4. Numa constante ampliação de espaços e actividades, a Lousamel reservou uma área privilegiada nas instalações onde se poderá assistir ao processo de produção do mel e tomar conhecimento da gama de produtos existente.

5. Numa imparável dinâmica de crescimento, a cooperativa dos apicultores da Zona Demarcada do Mel da Serra da Lousã conta, em fresca data, com 310 cooperantes envolvidos na produção, comercialização e formação de pessoal técnico.

6. Em 7 e 8 do próximo mês de Dezembro terá lugar nas instalações da referida cooperativa um'Curso de Iniciação em A+icultura', pelo que os eventuais interessados deverão proceder à sua inscrição através do telefone 351 239 995 249 ou pelo email: lousamel@lousamel.pt.

7. A "Cooperatica Agrícola de Apicultores da Lousã e Conselhos Limítrofes, CRL" tem sede em: Zona Industrial dos Matinhos, 3200-100 Lousã.

Nau

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Nº. 738 - Doutrina Cooperativa


1. Ora vamos lá ver se nos entendemos: a faca, instrumento cortante, é uma boa ferramente à mesa das refeições, mas uma arma mortal nas mãos de um agressor.

2. Em termos comezinhos, uma vulgar faca corta o pão e/ou o bife, porém o progenitor responsável não permitirá que a sua criancinha a tome nas inexperientes mãos como mero objecto para divertimento infantil.

3. Claro está que idêntica precaução tomará qualquer pessoa responsável ao cuidar de alguém com problema mentais ou sob o efeito de drogas, escamoteando tudo o que possa pôr em perigo ou ser utilizado para fins menos convenientes.

4. Ser responsável significa ter consciência dos actos que pratica, cumprindo com as obrigações assumidas e sofrendo as consequências daí resultantes, quer estas sejam gravosas ou meramente desagradáveis, demonstrando firmeza moral e capacidade inteligente.

5. Cultivar a responsabilidade é uma prática cooperativa porquanto as decisões assumidas são devidamente esclarecidas, procurando responder com objectividade às necessidades económicas, sociais e culturais dos associados.

6. De facto, as decisões nas cooperativas são tomadas, democraticamente, por voto expresso, obrigando os signatários a assumir os eventuais erros praticados, embora a solidariedade a todos obrigue a sofrer os desaires havidos em qualquer operação realizada.

7. Logo, o voto responsável é aquele que imputa deveres e obrigações ao votante, distinguindo o comunalista criterioso da massa anónima e acrítica.

Nau

domingo, 24 de novembro de 2013

Nº. 737 - Portal do Comunalista


1. Sem dúvida que o homem é um animal gregário, não só pela tendência grupal mas também pela disposição de seguir o parecer da maralha.

2. Já na idade a recolecta tal seguidismo era benéfico para a segurnça da prole, esta melhorada pela sedentarização imposta pelo arroteamento da terra e pela pastorícia.

3. Durante a fixação grupal evidenciaram-se, nas partilhas das tarefas, os dotes dos mais fortes, aptos para os trabalhos duros e protecção dos mais; dos curandeiros/feiticeiros, guardas da experiência adquirida; dos artífices na concepção de ferramentas útis e adequadas à caça, à pesca, etc..

4. A partilha verificada no início foi-se limitando ao grupo de indivíduos de uma só família e, até neste, a apropriação foi crescendo (à semelhança do que aconteia na tribo) tomando cada um como seu o que mais lhe convinha.

5. Os patriarcas das várias famílias concertavam os negócios da comunidade e progressivamente foram aceitando o mais apto entre si como juiz das suas desinteligências, dando origem à figura do chefe vitalício e hereditário.

6. Embora a apropriação individual fosse uma tendência que permitia a subalternização dos menos favorecidos, o ímpeto cooperativo mantinha-se jacente no seio da comunidade, apesar do estratagema designado por Estado de Direito.

7. O portal aqui escancarado pretende suscitar o diálogo e concerto entre todos na base APC - amizade, proximidade, capacidade - que sublima a cooperação versus à apropriação.

Nau

sábado, 23 de novembro de 2013

Nº. 736 - Psyche


1. A língua, como resultado de uma complexa actividade psíquica condicionada pelo convívio social, é a expressão dessa colectividade e como ela concebe o ambiente onde se desenvolve.

2. No planeta azul interagem entre 6000 a 7000 línguas diferentes, radicadas em cerca de 200 países e, dentro destes, convivendo distintamente, embora evoluindo em consonância com o organismo social que o criou.

3. Aos falares locais, regionais e intercontinentais tidos como variações diatrópicas, acrescem as diferenças das línguas faladas, escritas, literárias e técnicas num dimorfismo correspondente a sistemas e sub-sistemas adequados às necessidades dos falantes.

4. Muita da interferência verificada nas línguas vivas são o resultado da introdução de elementos alienígenos, com adaptações fonológicas, morfológias e, por vezes, até de sintaxe.

5. Bom é sublinhar que as línguas evoluem e esse processo diacrónico (que poderá ser meramente geográfico) enriquece o veículo utilizado para a comunicação e esta, sim é que importa, sobretudo no campo tecnológico, pelo rigor e precisão dos termos utilizados.

6. Logo, a aproximação dos falantes de raiz lusa é importante para a consolidação de uma comunidade que, pela dimensão territorial e dispersão geográfica, permitirá a formação de um mercado autónomo, menos permeável aos esquemas de mercados oligopólicos.

7. Claro está que, para dirimir o efeito pernicioso do consumismo impante, a cooperação em convenientes células associativas - cooperativistas/comunalistas - é indispensável.

Nau

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Nº. 735 - Fim de Semana 47


1. Que os fideístas, os xenófobos, os clubistas/sectários e os sufragistas devotos se cuidem, pois o acordar comunalista tarda, mas é inevitável.

2. De facto, a figura do Presidente da República é anti-democrática, R.I.P.; a missão dos cooperativistas monárquico-comunalistas é sustarem as investidas do capitalismo liberal, bem como do centralismo burocrático socialista, para maior coesão social, atenuando, sobretudo, a febre consumista.

3. A doutrina cooperativa é vasta e dela se poderão encontrar meios para se avançar com uma eficaz e consistente Economia Social em parceria com as outras comunidades de expressão lusíada que, no seu rítmo de crescimento, demonstram características sui generis e enriquecedoras.

4. Na qualidade de comunalistas não podemos deixar de reprovar a conglomeração de Juntas de Freguesia que fragilizam a proximidade entre residentes e vereadores, dando relevo a figuras ímpares, como a de Maria Lurdes Pinheiro, Presidente da ex-Junta de Freguesia de Stº. Estêvão, do Bairro de Alfama, Lisboa, membro do PCP e eleita, por mérito próprio, nas listas da CDU.

5. Deixando os livros repousar nova semana, chamamos, de novo, a atenção dos mais distraídos para a figura do Rei que é essencial para o cultivo da democracia por obviar as disputas partidárias no topo da comunidade, relegando o debate político para forum próprio.

6. Como é evidente, só o aumento em número dos comunalistas criteriosos poderá dar azo à consolidação do espírito cooperativo e, logicamente, ao regresso do Rei.

7. A luta continua.

Nau

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Nº. 734 - Luta Popular


1. A luta de classes como motor da História e o comunismo como última etapa social, passando, forçosamente, pela ditadura do proletariado, são proposições complexas.

2. O grupo de pessoas com atributos semelhantes - mesmo quando este é fundamentado no mérito, capacidade ou importância pessoal - não tem rigorosamente o espírito de classe, mas de interesses díspares.

3. Logo, os conceitos lineares poderão ser meios práticos para organizar combates ideológicos e agilitar o concerto de minorias imbuídas por aspirações messiânicas, estas apenas suportadas pela fé dos mais que suplanta a razão.

4. Camponeses(na acepção de rural agrilhoado ao amanho de terras) e proletários (que vendem a sua própria força laboral) são tropos no jogo político que não instrumentos para a reforma da sociedade, pois esta só é possível através do aumento exponencial da massa dos comunalistas assaz criteriosos.

5. Arremedos de reformas sociais tuteladas apenas originam novas classes de dirigentes, multiplicadas pela auscultação piramidal que, da base ao topo, curiosamente expressam a vontade dos respectivos bonzios, reduzindo os mais à aleatória condição de subvencionistas/pensionistas do Estado.

6. Por outro lado, a riqueza como bens naturais e/ou provenientes do engenho do homem requer trabalho, isto é, concerto e, sobretudo, cooperação, que ultrapassa teorias liberais e/ou socialistas, pois o que importa é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais do ser humano.

7. O acto de cooperar - concorrência de auxílio, de forças, de meios - será o escudo providencial para superar as arremetidas tanto do capitalismo liberal, como do capitalismo buroratizante dito socialista.

Nau

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Nº. 733 - Prelo ReL


1. Hoje era suposto estar aqui a compulsar livros e a dissertar acerca dos respectivos autores mas, quebrando a disciplina cá do sítio, venho apelar ao bom-senso daqueles que, presumindo-se monárquicos, inocentemente vão lançando as sementes da discórdia em seara que não sabem cultivar, nem entendem.

2. De facto, no passado cabia ao Rei tomar as decisões de fundo, isto é, governar, deixando as minudências para aqueles que tratavam dos pormenores, com propriedade chamados ministros - que serviam de intermediários para executar a decisão régia, as coisas mínimas.

3. Aventuro-me a dizer que o Rei actuava como um juiz que, caprichando em aplicar as regras estabelecidas, deixava aos meirinhos a execução das mesmas, sendo estas duas figuras que os republicanos preconceituosamente defendem: juiz de carreira (política); ministros (meirinhos) de recurso partidário.

4. Ainda hoje uma corrente republicana defende o presidencialismo na mesma base, macaqueando a instituição régia: o Presidente da República governa e os ministros, suportados por uma maioria parlamentar, lá vão tratando dos negócios do Estado e, sempre que um deles caia em desgraça (os ministros, entenda-se) é prontamente descartado.

5. Claro que o recurso presidencialista emperra pelo Soberano (aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política) ser de génese partidária, cultivando os adversários o tiro ao alvo, ora acertando no Presidente da República, ora atingindo os ministros relapsos, num mero desporto clubístico.

6. Logo, a figura do Rei é essencial para o cultivo democrático por obviar disputas partidárias no topo da Comunidade, arredando estas para forum próprio, isto é, a Casa da Democracia e, sempre que as trapalhadas políticas se multiplicam, incumbe ao Rei convocar as Cortes as quais, para lá dos corifeus partidários, compreende os representantes Autárquicos, os das Ordens Profissionais, dos Docentes e das instituições que melhor espelhem os valores da comunidade.

7. Os cooperativistas-comunalistas são logicamente monárquicos por defenderem as suas unidades cooperativas como o alfobre da democracia - célula onde se pratica o consenso e se concertam projectos comuns - libertando os associados dos encargos respeitantes a lucros capitalistas, bem como dos vícios do consumismo.

Nau

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Nº. 732 - A Presidente Maria de Lurdes Pinheiro


1. A Presidente da ex-Junta de Freguesia de Stº. Estêvão, Maria de Lurdes Pinheiro, foi uma das melhores autarcas que o Bairro de Alfama, em Lisboa, alguma vez teve.

2. Imbatível no seu próprio território, os partidos do arco governamental engendraram um vicioso esquema para a eliminação dos seus opositores, através da conglomeração de várias Juntas de Freguesia.

3. Alegadamente, a política redutora iria proporcionar menores custos na gestão das autarquias, deixando nas mãos das coordenadoras de serviço a superação das inevitáveis dificuldades então criadas.

4. Claro está que as ditas coordenadoras serão nomeadas pelos partidos mais votados pelo que, em vez da redução do número de funcionários, haverá sempre lugar para mais apanaguados.

5. Por outro lado, a proximidade entre vereadores e residentes nas conglomeradas Juntas de Freguesia fica comprometida com o aumento brutal da burocracia, beneficiando apenas os oportunistas profissionais.

6. A pecha centralizadora alimenta-se de papelada e relatórios que, segundo as conveniências, circulam por vários canais com saídas de um hermetismo que só nos altares se clarifica.

7. Maria de Lurdes Pinheiro, membro do PCP e eleita nas listas da CDU, será sempre recordada como a Presidente de grande mérito da ex-Junta de Freguesia de Stº. Estêvão.

Nau

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Nº. 731 - Doutrina Cooperativa


1. "Uma cooperativa é uma associação autónoma de pessoas que se unem, voluntariamente, para satisfazer aspirações e necessidades económicas, sociais e culturais comuns, através de uma empresa de propriedade comum e gerida democraticamente".

2. "As associaões mutualistas (mutualidades) são instituições particulares de solidariedade social com um número ilimitao de associados, capital indeterminado e duração indefinida que, essencialmente através da quotização dos seus associados, praticam, no interesse destes e das suas famílias, fins de auxílio recíproco. Constituem fins fundamentais das associações mutualistas a concessão de benefícios de segurança social e de saúde destinados a reparar as consequências da verificação de factos contingentes relativos à vida dos associados e dos seus familiares e a prevenir, na medida de possível, a verificação desses factos".

3. "As irmandades da Misericórdia ou Santas Casas da Misericórdia são associações constituidas na ordem jurídica canónica com o objectivo de satisfazer as carências sociais e praticar actos de culto católico de harmonia com o seu espírito tradicional, informados pelos princípios de doutrina e moral cristãs".

4. "A fundação é uma pessoa colectiva sem fim lucrativo, dotado de um património suficiente e irrevogavelmente afecto à prossecução de um fim de interesse social, sendo considerados fins de interesse social aqueles que se traduzem no benefício de uma ou mais categorias de pessoas distintas do fundador, seus parentes e afins, ou de pessoas ou entidades a ele ligadas por razões de amizade ou de negócios".

5. "Uma associação é uma pessoa colectia composta por pessoas singulares e/ou colectivas, sem finalidades lucrativas, agrupadas em torno de objectivos e necessidades comuns".

6. "As IPSS são instituições sem finalidade lucrativa, por iniciativa de particulares, com o propósito de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos e desde quenão sejam administradas pelo Estado ou por um corpo autárquico, para prosseguir, entre outros, os seguintes objectivos, mediante a concessão de bns e a prestação de serviços: de apoio a crianças e jovens, à família, à integração social  e comunitária, protecção dos cidadãos na velhice e na invalidez, promoção e protecção da saúde, educação e formação profissional e resolução dos problemas habitacionais".

7. "A CASES é uma cooperativa de interesse público que tem por objecto promover o fortalecimento e coesão do sector da Economia Social, aprofundando a cooperação entre o Estado e as organizações que o integram tendo em vista estimular o seu potencial ao serviço da promoção do desenvolvimento socio-econónico do país".

Nau

domingo, 17 de novembro de 2013

Nº. 730 - Portal Comunalista


1. No local de trabalho as opções políticas individuais esbatem-se porquanto o que importa é a actividade do trabalhador.

2. Também na unidade cooperativa as cores partidárias são irrelevantes pois o objectivo é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culurais comuns.

3. No comunalismo, tanto o fundamento da actividade laboral, como os objectivos cooperativos são boas práticas para dirimir os ímpetos clubísticos e acalentar as actividades comuns.

4. Airosamente, ambos os exemplos - laboral e comunalista - poderão ser obsevados na Comunidade Lusa, porquanto, a criação de um mercado envolvendo diferentes povos de proximidade linguística, dará azo a uma prática e tecnologia florescentes.

5. Logo, o importante é consolidar neste rectângulo à beira-mar plantado o espírito cooperativo monarquico-comunalista, pois a expansão deste a outros povos, com os adequados ajustamentos locais, será uma boa prática como alternativa à impante sociedade consumista.

6. Nunca é demais sublinhar qu o autêntico espírito comunalista tem por fundamento a concertação e o consenso que não o voto acreteriosopropalado pelos corifeus republicanoides como a essência da democracia.

7. Supostos monárquicos continuam a propor a eleição do Soberano - tal como se verifica na República - e a apostar numa economia de mercado, relegando para segundo plano a Economia Social inerente à actividade cooperativa.

Nau

sábado, 16 de novembro de 2013

Nº. 722 - Psyche


1. Que praticamente todo mundo está zangado com a privilegiada classe política que temos - não há qualquer dúvida.

2. Que na dita zanga está englobado o Presidente da República pelas atitudes partidárias normalmente assumidas, além dos ex-Presidentes da República pelas mesmíssimas razões - não há qualquer dúvida.

3. Que certos "monárquicos", desafectos ao Herdeiro da Coroa portuguesa, propõem incoerentemente o recurso republicano da eleição do Soberano, mantendo o statu quo, sem projectos reais de reforma da comunidade - não há qualquer dúvida.

4. Que outros (que também se dizem monárquicos) defendem um regresso ao passado através do Governo do Rei (ministros caídos em desgraça descartados por proposta do Parlamento) e Administração do Povo (na linha centralizadora actual) - não há qualquer dúvida.

5. Que alguns nefelibatas defendam a "salvação" de Portugal através de um só credo religioso (com a habitual profusão de santos e santinhos) baseados na pureza da raça que sempre consistiu de múltiplas e desvairadas gentes - não há qualquer dúvida.

6. Que a maioria continue a sublimar o voto irresponsável - equiparando o votante criterioso ao alienado votante- na defesa de um Estado de Direito que apenas protege a minoria possidente e respectivos serventuários - não há qualquer dúvida.

7. Que o movimento cooperativista monárquico-comunalista tarda em arrancar por ter por base o voto responsável - a solidariedade, a equidade e a liberdade de agir por livre arbítrio - que obriga a consensos e dá muito trabalho - não há qualquer dúvida.

Nau

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Nº. 728 - Fim de Semana 46


1. O tema "Comunidade Lusa", considerado, no último domingo, mais oportuno pelos monárquico-comunalistas cá do sítio, foi antecipado, dando origem à alteração da sequência numérica. Porém, a audiência então verificada foi de parecer contrário.

2. No entanto, aqui não se abandona a luta e continuamos a inistir em que o sufrágio universal do agrado de Thomas Jefferson (um homem, um voto), tido como expressão democrática, é um logro porquanto, sendo irresponsável, apenas suscita a demagogia dirigente, através da intervenção acreteriosa do maralhal.

3. Ao afirmar que a cooperativa é a célula matriz do comunalismo, temos presente que é nos pequenos passos das unidades cooperativas - onde o concerto e o consenso é certificado pelo voto creterioso - que se robustecem os conceitos de equidade, solidariedade e liberdade os quais, transportados como prática virtuosa para o grande espaço comum, tornam a vida neste mais saudável e harmoniosa.

4. Sem dúvida que toda actividade - física e/ou intelectual - é cansativa pelo que será conveniente aliar o útil ao agradável construindo a nossa cooperativa, onde se esbatem realmente os clubismos e se aprende a respeitar o que é comum, sem as frustrações destrutivas ou a imputação de erros aos outros esquecendo os próprios.

5. Falar de Vasco Pulido Valente é missão incontornável, porquanto é um homem público que nos apraz observar - tanto nas atitutes preclaras, como naquelas menso felizes - mas um homem bem português, sem candidaturas a Prémio Nobel por apadrinhamento social-fascista e/ou endeusamento de ditadorzecos da mesma jaez.

6. A luta que se impõe é pela racionalização num processo que consiste no desprezo dos radicais - tanto da direita, como a esquerda - sem alterar o rumo que se impõe (equidade - solidariedade - liberdade) e sem acalentar o subsídio-dependentismo em que a produção da riqueza é obrigação dos outros e o usofruto da mesma a todos nós pertence.

7. O voto que nos apraz seria aquele que permitisse que fossem todos felizes, trabalhando para a consolidação do movimento cooperativista monárquico-comunalista com redobrado afinco.

Nau

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Nº. 727 - Luta Popular


1. Em verdade, em verdade vos digo que a luta do povo é pela subsistência; por aquilo que é preciso para sustentar a vida que, em termos vulgares, se resume na manutenção da barriga satisfeita.

2. Claro que não será apenas o estômago saciado, porquanto existem outras necessidades (também básicas) para assegurar um corpo são e a auto-estima equilibrada, embora muitos mascarem essas funções vitais com "pérolas" de cultura.

3. Garantir o sustento próprio e dos seus é coisa complicada dado que exige um esforço físico (e não só), bem como, nos dias de hoje, uma adequada preparação, pelo menos àqueles que não se contentam com percursos de vida meramente vegetativos.

4. Não estamos aqui para enganar alguém com falsas promessas ou idílicos espaços de convívio onde continuam a desfilar interesses particulares e vaidades próprias, pois o funcionamento regular de uma cooperativa dá muito trabalho, embora o esforço dispendido seja sobejamente compensado.

5. Greves no Metro, na CP, na REFER, nos CTT, na função pública; cortes cegos no Orçamento de Estado e estrangulamentos financeiros viciosos tal como aquele perpretado por António Costa na Assembleia Distrital de Lisboa, pelo facto do dito autarca não concordar com o disposto na Constituição vigente, etc., são temas disponíveis em lutapopular@pctpmrpp.org.

6. A extensão dos referidos cortes orçamentais ao financiamento da Justiça é grave e preocupante, bem visível na greve que se verifica na Polícia Justiciária que será quase paralizante nos trabalhos de investigação em curso, e tudo isto claramente denunciado por Garcia Pereira nos sempre difíceis acessos deste aos noticiários da RTP e das outras estações televisivas generalistas.

7. No discurso oficial, o país retoma a sua soberania nacional dentro em breve, isto é, lá para as calendas gregas.

Nau

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Nº. 726 - Prelo Real: Vasco Pulido Valente


1. Doutorado em História pela Universidade de Oxford, Vasco Pulido Valente é um dos escritores contemporâneos da nossa preferência.

2. Verruminoso por natureza e lógico por operoso cultivo das leis do raciocínio, Vasco Pulido Valente argumenta de modo persuasivo, ora defendedo, ora desarticulando ideias que lhe são caras, mesmo quando tenha de prescindir da veracidade material dos seus conceitos.

3. Felizmente para os seus detractores, Vasco Pulido Valente não tem qualidades oratórias - porquanto arrazaria tudo e todos que o confrontassem em debates públicos - embora seja um conversador que agrada aos mais controversos ouvintes.

4. Sublinhamos o aspecto polémico deste ensaísta, escritor e comentador político que nos surpreende - mesmo quando não podemos estar de acordo - pelo dom convincente das suas argumentações que o torna um homem de esquerda para a direita e de direita para a esquerda.

5. A um espírito superior como o de Vasco Pulido Valente, a passagem pelo Governo, como Secretário de Estado da Cultura, e o ingresso na Assembleia da República como deputado não foram experiências agradáveis, tendo-se demitido a curto prazo em ambas as situações devido ao seu ânimo intransigente.

6. Das obras literárias de Vasco Pulido Valente, sempre polémicas, talvez seja bom começar pelo "Marcello Caetano: As desventuras da razão", editora Gótica; "Portugal: Ensaios de História e Política", edição Aletheia; "Um Heroi português: Henrique Paiva Couceiro", também da editora Aletheia.

7. A não esquecer - "O Poder e o Povo: a revolução de 1910" - tese universitária defendida por este autor.

Nau

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Nº. 725 - RAC


1. Há dias em que tudo dá para o torto. Não estamos com muita paciência e o trabalho pouco rende.

2. Os contactos daqueles que estão próximos de nós tornam-se desagradáveis e conflituosos; nada parece dar certo; tarde nos apercebemos de desaires facilmente evitáveis.

3. Pior ainda é o facto dos sarilhos virem encarrilados ao nosso encontro e, por muito compreensível que sejamos, não há pachorra para tanto mau humor incontido.

4. Aparentemente os mais desfavorecidos pouco ligam a contrariedades similares pois já estão habituados a estas, explorando o lado positivo das coisas, mais que não seja como subsídio-dependentes.

5. Toda actividade é cansativa, mas sem a mesma os dias seriam como a pasmaceira no paraíso - meramente chatos e compridos.

6. Sendo assim, por que não elaborar singelos projectos com anigos de interesses comuns; ler um bom livro; deslindar casos intrincados...

7. Numa deslocação de emergêngia em Lisboa, poderá sempre recorrer ao serviço de uma cooperativa de taxis através de chamada de voz, sms ou pela Internet: www.cooptaxis.pt.

Nau

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Nº. 724 - Doutrina Cooperativa


1. As cooperativas são organizações democraticamente gerida pelos seus associados.

2. Os cooperativistas, por norma, defendem valores que privilegiam as pessoas que não o lucro.

3. Motiva, a prática cooperativa, a procura de soluções reais para problemas de índole económica, social e ambiental.

4. A união de esforços é estimulada pela dinâmica cooperativa tendo por objectivo a satisfação de interesses comuns.

5. Na unidade cooperativa, através da prática mutualista, são obviadas as viciosas dependências usurárias.

6. Geradoras de riqueza e emprego, a cooperativa não é subalterna, quer da classe política, quer da classe burguesa.

7. A cooperativa é a célula matriz do comunalismo.

Nau

domingo, 10 de novembro de 2013

Nº. 723 - Portal Comunalista


1. Tal como no tempo da salazarquia, o povo não tem voz - grita! - como qualquer animal acossado.

2. No tempo do "botas" a falta de voz era atribuida à eficiência "pidesca", isto é, à polícia do ditador, bem como à inexistência de partidos políticos que veiculassem os protestos populares.

3. Claro que, com a República III - sem contar com as versões efémeras de Pimenta de Castro e Sidónio Pais - tudo mudou pois os partidos ora são agências de emprego, ora de negócios.

4. O povo continua sem voz e, como o importante é alternância na governação, o desinteresse dos mais é manifesto nas baixas participações eleitorais, estas manipuladas por percentagens tapa-olhos.

5. Há muitos anos atrás, quando a taxa de desemprego na Suiça era insignificante, o recurso de dois ou três trabalhadores ao fundo de desemprego num determinado ano resultou o aumento de 100% da referida taxa.

6. O voto, como expressão popular de qualquer maioria, só é eficaz quando responsável, isto é, quando corresponde estritamente aos interesses do votante.

7. Tal só é possível nas unidades cooperativas que, de facto, são autênticas escolas para a formação de comunalistas escrupulosos.

Nau

sábado, 9 de novembro de 2013

Nº. 729 - Psyche


1. Na ponta mais ocidental do continente europeu onde o projecto do rectângulo português deu os primeiros passos acalentou-se, nos tempos imemoriais, a língua autóctone lusa.

2. Claro que a referida língua seria um sistema de sons articulados que servia de meio de comunicação dos gentios, como expressão da consciência colectiva dos mesmos, evoluindo em harmonia com o progresso social que a criou.

3. Após a romanização da Península Ibérica (150 a.C) também a língua falada na Lusitânea sucumbiu à generalizada via de comunicação latina, guardando algumas expressões ancestrais que, na perpétua evolução, deu origem ao português dos nossos dias.

4. Provavelmente, o caldeamento das línguas indo-europeias, celtas, latinas e de outras variadas origens se formou o linguajar luso que deu origem ao português falado no tal rectângulo, à beira-mar plantado, no ponto mais ocidental do continente europeu.

5. Também da mesma raiz lusa floresce uma língua - cheia de expressões próprias e acentos característicos - que nos é autenticamente familiar, conhecida como a língua brasileira; por mais espartilhos ortográficos que imponham, esta continua na sua dinâmica e feliz carreira.

6. Dos cinco continentes do planeta azulnovas expressões ocorrem para o enriquecimento da matriz lusa que é importante cultivar, diligenciando a permuta de textos, registos cinematográficos e, tão cedo quanto possível, a ligação televisiva a nível planetário.

7. Bom é salientar que a comunidade portuguesa é formada pela diáspora proveniente do rectângulo europeu; a Comunidade Lusa engloba brasileiros, cabo-verdianos, guineenses, sãotomenses, angolanos, moçambicanos, goeses, macaenses, timorenses e portugueses.

Nau

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Nº. 721 - Fim de Semana 45


1. O transtorno dismórfico corporal é, sem dúvida, uma perturbação psicológica e fautora de baixa auto-estima, trazido à colação para despoletar eventuais crises, precavendo situações graves de desequilíbrio social.

2. Volta não volta, vem à baila a descentralização administrativa, propondo nós o robustecimento do poder comunal - tanto nas freguesias, como nas sedes municipais - agilizada pela prática cooperativa que, não sendo a panaceia universal, contribui para a responsabilização social, isto é, a solidariedade.

3. Embora com pouco êxito - porquanto aqueles que tudo sabem não precisam de se debruçar acerca das minudências doutrinárias - continuamos a chamar a atenção para a Economia Social, por esta ter para nós aspectos importantes comunais, isto é, a solidariedade, a equidade e a liberdade, em suma, a harmonia e o bem-estar da comuna.

4. Na real actividade cooperativa, avançamos com os fundamentos desta e os bons exemplos que são dados por aqueles que cultivam a responsabilidade e não a alienação ou o subsídio-dependentismo, procurando identificar pessoas idosas em solidão, abandono, isolamento e doença, tal como faz a "MCV - Movimento Comunidades de Vizinhança".

5. Os autores, como José Alberto Ribeiro, que se dedicam à investigação e desmistificação das atoardas republicanoides lançadas sobre a figura da Rainha D. Amélia merecem toda a nossa atenção e carinho pelo trabalho realizado, pois que, com a aproximação das festas do fim do ano, bom é fazer a reserva do livro "Rainha D. Amélia", edição Livros Lidos, como oferta especial.

6. Sem perspectivas de crescimento do produto interno bruto e uma dívida galopante, urge rectificar os erros do passado cientes de que os interesses dos usurários e/ou o estatuto dos burocrats europeus jamais poderão ser postos em causa, restanto a negociação para o prolongamento do prazo de resolução por uns 50 anitos e a contenção dos respectivos juros.

7. Tempos ainda mais difíceis se aproximam, mas o cooperativismo monárquico-comunalista e a paciente construção da comunidade lusa, baseada na diferença cultural e na concertada independência política, será a resposta adequada.

Nau

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Nº. 720 - Luta Popular


1. Com determinação e não deixando fugir qualquer oportunidade, o PCTP/MRPP continua na sua campanha de sensabilização dos mais.

2. A função das greves não depende do maior ou menor número de aderentes, pois o importante é chamar a atenção da maioria para problemas que os partidos do arco governamental não sabem resolver.

3. Mesmo espoliados dos direitos adquiridos em longos anos de trabalho, a maioria vai condescendendo perante as tropelias de executivos que almejam pela ribalta proporcionada pelas cadeiras do poder.

4. Passo a passo, os nossos aprendizes de feiticeiros vão trepando por cima de tudo que é gente, escudando-se na tirania do voto universal que, no todo, não ultrapassa os 40% e destes apenas representam pouco mais de metade.

5. Uma dívida a ultrapassar os 126% do produto interno bruto, sem uma perspectiva de crescimento a médio prazo, é flagelo para a maioria da população e refrigério para usurários.

6. Impõe-se, pelo menos, uma renegociação de prazos - talvez uns cinquenta anitos - mas, tal como os subsídio-dependentes, precisamos do beneplácito dos maiorais da Comunidade Europeia para avançar nesse sentido.

7. Sem dúvida que o apoio ao PCTP/MRPP resulta do nosso desespero e do voto de protesto que vai crescendo - quosque tandem abutere Catilina patientia nostra!.

Nau

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Nº. 719 - Prelo Real


1. José Alberto Ribeiro, director da Casa-Museu Dr. Anatácio Gonçalves, é também um homem das letras e apaixonado pela figura da Rainha D. Amélia.

2. Talvez peloêxito editorial que está a atingir a recente obra de José Alberto Ribeiro, os dados biográficos acerca deste escritor encontram-se em "reformulação" o que é mais uma dificuldade para a rapaziada do CECIM.

3. Segundo o testemunho deste escritor, os diários da Rainha D. Amélia estão ameaçados pela destruição total, por vontade da defunta, porém José Alberto Ribeiro  Teve atempado acesso aos mesmos, o que justifica a importância desta obra.

4. Já não temos qualquer dúvida que as atoardas lançadas contra a Rainha D. Amélia foram a estratégia dos corifeus republicanos, com o recurso às tenebrosas e anti-democráticas organizações secretas (maçonaria) ainda bem visíveis em textos de muitos apaniguados.

5. No entanto, palavras da defunta: "Foi necessário eu sofrer tanto, mulheres do povo. Vós, mulheres, viúvas como eu, que eram jovens quando eu era também jovem, ofereceram flores e lágrimas...".

6. A Rainha D. Amélia morreu a 25 de Outubro de 1951, na sua cama gravada com as armas de França e de Portugal. Tinha 86 anos. "Levem-me para Portugal; adormeço em França mas é em Portugal que quero dormir para sempre".

7. "Rainha D. Amélia", obra de José Alberto Ribeiro. edição Livros Lidos, a não perder.

Nau

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Nº. 718 - RAC


1. A Economia Social tem por objecto a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais das pessoas, sem a persecução doentia do lucro.

2. Também conhecida como o terceiro sector - sendo o primeiro o privado com fins lucrativos e o segundo o público por corresponder ao interesse dos mais - a Economia Social bifurca-se em duas grandes famílias: as de mercado e as de não-mercado.

3. As organizações de mercado da Economia Social são as cooperativas e as mutualidades; as de não-mercado são as associações, misericórdias, IPSS, fundações, bem como todo o conjunto de unidades deste sector que têm princípios gerais comuns.

4. Das organizações de não-mercado, como é óbvio, fazem parte as associações de classe (sindicatos), além das associações culturais, científicas, recreativas, permanecendo no cinzento algumas seitas religiosas cuja actividade não lucrativa deixa muito a desejar.

5. Bom é ter presente que a Economia Social tem por fundamento a satisfação das necessidades essenciais, por oposição ao consumismo que é a característica do primeiro sector, isto é, o sector privado capitalista, com fins meramente lucrativos.

6. Quanto às cooperativas e aos mutualismos estamos conversados porquanto estas organizações têm sido aqui sobejamente ventiladas, salientando-se a característica fundamental - a solidariedade - responsabilidade mútua entre as pessoas.

7. O "MCV - Movimento Comunidades de Vizinhança" é uma aposta na humanização de cada rua onde voluntários/as procuram identificar pessoas idosas em solidão, abandono, isolamento e doença: www.mcvizinhança.org.

Nau

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Nº. 717 - Doutrina Cooperativa


1. A associação de pessoas com os mesmos interesses, tendo por alvo a obtenção de vantagens comuns, parece ser característica universal do cooperativismo e não oferecer qualquer dúvida a leigos, por mais distraídos que estes se encontrem.

2. De facto, todo o mundo sabe e usufruiu da cooperação de outrem, visto esta ser uma experiência vinda dos tempos imemoriais, mas aproveitar a dita para uma actividade concertada e regular é que está longe do propósito dos mais.

3. Grupos de jovens, entusiasmados pela prática do desporto ( talvez por esta oferecer um esforço mais físico do que intelectual) procuram associar-se para a formação de clubes onde possam disfrutar das actividades do seu agrado, embora não escasseiem por aí centros desportivos de todo tipo.

4. Logo, não é pela falta de equipamentos ou espaços de lazeira que motiva os jovens a concertarem entre si a constituição de unidades onde praticam o que mais lhes agrada, sem descurar das minudências habituais: a burocracia, a tesouraria, a consultoria e outras coisas que tais.

5. Sendo assim, não se compreende a leviandade de alguns que, considerando-se sobejamente informados, opinam acerca do cooperativismo - uns alegando falta de diálogo, sem nunca ter lá posto os pés; outros falta de interesse, sem nunca ter ensaiado a prática cooperativa.

6. Claro que o cooperativismo é uma filosofia de vida, bastando estar atento ao que se passa ao redor para o entender; é um modelo de sócio-económico capaz de resolver muitas das dificulades de famílias inteiras nos nossos dias; é uma fonte de bem-estar pela satisfação social que disponibiliza.

7. Basta privilegiar a cooperação.

Nau

domingo, 3 de novembro de 2013

Nº. 716 - Portal Comunalista


1. Uma verdadeira descentralização, através da consolidação do poder comunal nas juntas de freguesia e nas sedes municipais, só é possível com o robustecimento da prática cooperativa.

2. Enquanto que o sindicalismo vincula mais e mais o espírito de classe, o cooperativismo tem por objecto a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturai, independentemente dos credos religiosos e opções políticas de cada um.

3. Prontamente os partidos do arco governamental se concertaram para a redução do número de freguesias, diminuindo os laços de vizinhança dos residentes com os vereadores; opondo o balcão dos burocratas aos reais problemas dos habitantes nas freguesias.

4. Com a redução dos postos de trabalho - deslocações de empresas; fecho de unidades fabris; abandono de projectos outrora válidos, etc. - e a precarização dos existentes, a mão de obra não qualificada estiola, com o recurso a expedientes, alguns deles até ilícitos.

5. Tomando o exemplo da justiça (que é cega) o executivo lá vai fazendo cortes à direita e à esquerda (acautelando os interessespróprios, bem como de apaniguados) seguindo as passadas dos títeres seus parceiros na Comunidade Europeia, mas sem a garra destes.

6. Segundo uma lenda nórdica, um homenzinho quiz ser tão rico como o magnate lá da terra, impondo os deuses que o pobre homem desafiasse o homem rico para jogos de azar em que o desafiante saíria sempre vencedor e assim foi, acabando ambos paupérrimos.

7. Não resta qualquer dúvida que a actuação dos executivos fizeram pacto com os deuses, precavendo-se apenas a si e aos seus.

Nau

sábado, 2 de novembro de 2013

Nº. 715 - Psyche


1. O tratamento hormonal do pénis (alegadamente de pequenas dimensões) apenas poderá ser eficaz antes e/ou durante a puberdade, por decisão médica.

2. Assim os pais, cientes de casos similares no historial da família, deverão procurar aconselhamento qualificador, o mais discretamente possível, a fim de não causar qualquer trauma infantil

3. Obcessões, por defeitos inexistentes, verificadas nos jovens, de ambos os sexos, são potenciadores de uma baixa auto-estima e carecem da atenção, bem como o carinho atempado dos progenitores.

4. Por outro lado, o transtorno dismórfico corporal é, de facto, uma perturbação meramente psicológica, mas poderá ter origem num corpúsculo contido no citoplasma das células que transporta a chave genética.

5. Nos adolescentes mais velhos e/ou nos adultos os sistemas mecânicos são alternativas à cirurgia, podendo o dispositivo de erecção por vácuo provocar um grau de satisfação superior a 60% nos homens, com um aumento médio de dois centímetros.

6. Hoje em dia, o comportamento sexual poderá ser convenientemente observado por sexólogos, pois estes são especialistas nesta área, permitindo diagnósticos orientados, tanto para médicos, como para psicólogos.

7. Aparentemente a faloplastia de aumento é uma solução eficaz e com raras complicações pós-operatórias mas, repetimos, bom-senso e aconselhamento especializado será sempre o primeiro passo.

Nau

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Nº. 714 - Fim de Semana 44


1. Sem dúvida que um micropenis, isto é, um pénis de pequenas dimensões, poderá ser um problema no estabelecimento e manutenção de um relacionamento sexual, quer pela insatisfação, quer pela baixa auto-estima provocada, mas tal é mera perturbação corporal dismórfica.

2. Repetir, repetir que a cooperativa é uma associação, independente de qualquer credo religioso e/ou corrente política, que procura meramente satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados, atenuando a competitividade entre as pessoas através da cooperação e do apoio mútuo, nunca é demais.

3. A decadência da civilização europeia é devida à falta de vontade para a consolidação de um projecto comum, este baseado no respeito pelas diferenças genuinamente regionais, esbatendo o espírito de classe burguesoide que tem por fundamento a apropriação pantagruélica e a manutenção de serventuários que à dita classe permite o acesso ao poder por via do Estado de Direito.

4. Bom é ter presente que o cooperativismo não é plataforma para esquemas totalitários, servindo apenas como ferramente, aliás, escudo para obstaculizar as investidas dos liberalismos timocráticos (Estado de Direito) e os socialismos tecnocráticos, ambos pretendendo a transformação das pessoas em meros pensionistas - quer de usurários, quer de Repartições Públicas.

5. Logo, importante é cultivar o espírito lusófono que une portugueses, brasileiros, cabo-verdianos, guineenses, sãotomenses, angolanos, moçambicanos, macaenses e timorenses numa língua tecnológica comum permitindo esta fazer face aos dois blocos hegemónicos - o estadunidense e o chinês, este nas versões wen-li, wu e min - através da promoção da leitura de textos (livros, manuais técnicos, programas computtorizados e/ou televisivos) de expressão lusa.

6. A luta popular, isto é, a luta de todos nós será pela dignificação da pessoa humana, independentemente de credos religiosose opções políticas que, apenas na sua diversidade, enriquecem o pensamento do bicho-homem, permitindo o florescimento de comunidades mais justas e harmoniosas.

7. Os desafios que enfrentamos são enormes e, neste rectângulo europeu, cumpre-nos alargar o nosso abraço à diáspora portuguesa através da apartidária Coroa Real, empunhando a bandeira azul e branca - azul por representar o planeta em que nos encontramos, fronteira do presente; branca por ser a súmula da cor de todas as correntes e opões políticas.

Nau