quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Nº. 467 - Prelo Real (I)
1. Acabei de ler um apontamento de Abel Guedes Ferreira (18/2/13), no "Movimento de Unidade Monarquica" em que, segundo parece, este alinha na teoria de que "só poderá existir um novo Rei quando as Cortes o aclamarem".
2. Sem dúvida que serão as Cortes que entronizarão o Rei de Portugal, mas estas só poderão ser convocadas pelo soberano e, uma vez que o Chefe de Estado a prazo, de génese partidária, não o fará, resta aos monárquicos solicitarem à Assembleia da República um referendum acerca da instituição política a adoptar - Monarquia ou República?.
3. Inocentemente, alguns supostos monárquicos embarcam numa aventura nitidamente republicana, consistindo esta em fazer crer que a candidatura de vários cidadãos submetidos a sufrágio popular resultará uma escolha mais democrática, promovendo um mafioso italiano, um rabioso fadista e um caprichoso louletano, de entre outros apaniguados situacionistas.
4. Duma assentada, são colocados no mesmo saco dois conceitos que, embora não sejam antagónicos, se verificam com realismo apenas na doutrina monárquica porquanto, a figura do rei, obviando disputas no topo da jerarquia política, advém do consenso da comunidade; a administração desta, da vontade popular.
5. Segundo Abel Guedes Ferreira, "o facto de, passados mais de 100 anos de República, os monárquicos continuam a discutir o 'sexo dos anjos' sem terem conseguido, até hoje, do ponto de vista político, uma intervenção e atitude pública que influencie a governação" deve-se, no nosso entender, ao conceito republicanoide da figura do Chefe de Estado a prazo servir, como uma luva, os interesses partidários instalados e não só...
6. Acusar o Príncipe Herdeiro, Dom Duarte Pio, por não agir (ou meramente agir) segundo os gostos de cada um é um absurdo; dizer que a monarquia acabará com a corrupção e políticos de 1/2 tigela, uma mentira tão grande como a promessa republicana de bacalhau a pataco; esperar que sejam os outros a resolver os nossos problemas é de uma candura imbecilizante.
7. Os cooperativistas defendem o conceito social que, face à competividade entre as pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo que possibilitará a emergência de cidadãos mais criteriosos e, consensualmente, o regresso do Rei.
Nau
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