quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Nº. 461 - Luta Popular
1. Na semana anterior insinuei que entre um monárquico iluminista do passado e um republicano tradicional hodierno, preferiria a versão actualizada.
2. O monárquico iluminista apresenta uma misticidade muito peculiar, conjunto de crenças de raiz sobrenatural, preconizadas no século XVIII, alimentadas pela confiança do homem comum, na sua capacidade racional, resolver os problemas da felicidade além túmulo.
3. Por outro lado, o republicano corrente, menos místico do que a versão iluminada, limita-se a repetir a ladainha da "Liberdade", Igualdade, Fraternidade" e a evocar (quando lhe convém) o Estado de Direito, sem curar da adequabilidade deste.
4. O monárquico iluminista porém, convicto da sua missão transcendental, preconiza cruzadas para a propagação da sua fé e do sistema político da sua feição, condenando tudo e todos que não comunguem das suas ideias.
5. Traço comum do monárquico iluminista e do republicano marxista é a fé religiosa (que não admite contestações) e, embora proclamem confiança na capacidade racional do homem, repito, nada fazem para lá dos cânones dogmaticamente estabelecidos.
6. Os cooperativistas de inspiração monárquica, face à competitividade entre as pessoas, opõem a cooperação e o apoio mútuo; face a chefes a prazo de génese partidária, pugnam pelo regresso do Rei, pois este reina, não governa - exercício que a todos se impõe.
7. Somos nós, meros animais comunitários, que nos congratulamos pela existência de políticos esclarecidos que, à semelhança de Garcia Pereira, não vendem banha de cobra, mas procuram formar um movimento de cidadãos mais creteriosos.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário