quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Nº. 447 - Luta Popular
1. "Num primeiro momento, como, segundo o Tratado de Lisboa, os estados membros da União Europeia não se podem financiar directamente no BCE, 'beneficiando' de taxas de juro a 0,5 ou 1% praticadas pelo banco central europeu, esse 'privilégio só pode ser accionado pela banca privada que, no primeiro caso se situam entre os 5 e os 6%, isto é, obtendo margens de 500 e 600%!".
2. " Como o capital não conta porque se uma entidade central contrai um 'empréstimo' pelo montante de 100 e, num determinado prazo, sem riscos, o paga na íntegra, o que de facto é 'negócio' são os juros e não o capital, já que 100-100=0! temos, assim, que se a entidade paga sobre 100, qualquer coisa como 0.5 ou 1% de juros e depois obtem 5 ou 6% em juros cobrados, a 'margem' de negócio é efectivamente de 500 a 600%!".
3. "Não satisfeita com esta mordomia, a banca privada que, quando os lucros abundavam, em vez de os utilizar para se recapitalizar, os distribuiu generosamente entre os seus accionistas, vem, junto dos poderes que representam os seus interesses dizer: que esses governos têm de 'salvar' o sistema bancário do colapso financeiro, criando a ideia de que quem tem de pagar as dívidas contraídas tem de ser o povo que as não contraiu, nem delas retirou qualquer benefício, e não a própria banca, cujas políticas de gestão - privada - mormente as actividades especulatórias, apostam em fundos de alto risco (entre os quais se inclui a 'ganância' que suscitaram as dívidas 'soberanas' de países como a Grécia e não só), etc., escamoteando que foi a própria banca a responsável pela situação actual. Ou seja, a teoria de que 'estivemos a viver acima das nossas possibilidades' é totalmente invertida, passando o prevaricador a 'vítima'."
4. Depois, respaldando-se atrás do 'incumprimento' dos estados em pagar os 'empréstimos' que subvencionaram (recorde-se que obtendo o capital a emprestar a 0.5 e 1% no BCE, para vender aos estados a 5 e 6%) vêm exigir que estes estados, entre os quais Portugal, 'caucionem' , fazendo, na prática, o povo 'atravessar-se' em novos 'empréstimos' que suscitam a recapitalização desses bancos e, defendem assegurem que essa banca possa voltar a 'emprestar' dinheiro aos estados (novamente a ganhar margens de lucro de 500 e 600%!) e a 'reanimar' a economia quer através do financiamento de empresas, quer do financiamento ao consumo e a particulares."
5. " Novos 'empréstimos' que suscitam mais dívida e o perpetuar da dependência do nosso país ao exterior, visto que, tendo destruido o seu tecido produtivo somos hoje forçados a importar mais de 80% daquilo que necessitamo para alimentar o povo e gerar economia, ao mesmo tempo que constituem um excelente negócio para a banca que, quando mais 'emprestar' ao estado - que lança toda a sorte de medidas terroristas e fascistas para a banca que, quanto mais 'emprestar' ao estado - que lança toda a sorte de medidas terroristas e fascistas para que seja o povo a pagar essa 'dívida' - mais lucros embolsa aos seus accionustas."
6. "Ou seja, é por isso que Fernando Ulrich se pode arrogar vir provocatoriamente afirmar que 'antecipa' o pagamento dos empréstimos caucionados pelo estado. É que, os lucros que obteve, pagos pelo povo português, que, em nada beneficiou desses 'empréstimos', têm sido o negócio que tem garantido a acumulação capitalista que o sector de especulação imobiliária, pelo menos temporariamente, deixou de proporcionar . Por isso, o mesmo Ulrich tem a arrogante presunção de, ao mesmo tempo que passa a ideia de que tais pagamentos se devem à excelência de gestão do banco a que preside, dizer que o povo português pode aguentar mais destes dislates e exploração."
7. Vê como vale a pena dar uma espreitadela ao 'Luta Popular Online' do PCTP/MRPP. Para quê tantos mêdos e precpnceitos!
Nau
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