sábado, 16 de fevereiro de 2013
Nº. 456 - Psyche
1. Todas as coisas têm um lado positivo e outro negativo - aqui não se defende a teoria que admite dois princípios igualmente potentes e necessários na constituição do mundo - mas apenas importa o que for mais conveniente.
2. Se o universo é infinito ou meramente finito hoje não será problema grave, mas, segundo S. Tomás de Aquino, apenas Deus é infinito pelo que Giordano Bruno foi queimado vivo em Roma, no século XVII, por ter opinião contrária.
3. A relatividade poderá explicar o comportamento da matéria submetida à gravidade, mas a percepção que temos das coisas é demasiado comezinha para interferir com o dia a dia subsistencial e/ou mera existência do comum dos mortais.
4. Por outro lado, o desejo e o risco condicionam os reflexos dos seres viventes, pelo que, para o jovem radical empenhado na aquisição da motorizada, o número de circo que poderá resultar acidente grave é apenas desafio irreprimível.
5. O homem transcendental é necessariamente cordato ao pensamento pelo que terá de agir de modo racional a fim de que o seu existir seja a adequação do conhecimento ao objecto assumido - a lógica de identidade é o princípio ontológico.
6. Ser é mostrar-se ou ser apercebido?. Voltamos à consciência irreflectida ou pré-reflexiva, longe do cadáver adiado que Frnando Pessoa, a golpes de génio, identifica, embora o imperativo lógico se conjugue com razões comuns.
7. Logo, a praxis afasta-se da adequação; o objecto não será assistir, mas cooperar.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário