sábado, 2 de fevereiro de 2013
Nº. 442 - Psyche
1. Na semana passada, ao trazer acidentalmente à colação o tema da hereditariedade, narizes fungaram, sobrancelhas franziram e algumas reticências sublinharam velado aprazimento ou contrariedade.
2. Segundo Mendel (séc. XIX) os caracteres hereditários são determinados por genes que se encontram aos pares no novo organismo que será puro se os ditos genes forem idênticos ou simplesmente alelos, isto é, diferenciados na alternativa.
3. Claro que a 'pureza' dos pares poderá significar refinamento ou mera 'degradação', embora os alelos não estejam isentos desta última característica, bem como estimulem a primeira aleatoriamente. Logo, a hereditariedade não será sinónimo de excelência.
4. Há ainda quem entenda hereditariedade como a preservação de uma casta que, preconceituosamente, tem características físicas e morais que a distingue do comum e, por vezes, escasseando os bens materiais, se agarra a pergaminhos caídos em desuso.
5. Vamos ser coerentes. Nobreza, como grupo social a que as leis consuetudinárias ou escritas reconheciam certas prerrogativas transmissíveis por herança, há muito tempo já que se extinguiu; a fidalguia herdada ou doada pelo soberano hoje apenas vale como medalha, distinção honorífica ou prémio em exposições e concursos.
6. Nobreza ou fidalguia como reduto do que há de melhor na comunidade só existe em cabecinhas ocas; vaidades daqueles que pouco ou nada valem; peso morto ou cadáveres adiados que envergonham os monárquicos convictos.
7. Somos cooperativistas porquanto tal motiva a participação e trabalho de grupo; estimula o conjunto dos deveres e direitos do cidadão, tendo por lema: nós somos livres; o nosso Rei é livre; as nossas mãos nos manterão livres.
Nau
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