quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Nº. 468 - Luta Popular


1. Confesso não ser um facebookiano convicto.

2. O Facebook poderá ser leve, jocoso, apelativo, superficial e, sobretudo, confrangedor.

3. Algumas entradas são, de facto, oportunas mas, em vez de suscitar o comentário chão, aberto, o normal será o 'gosto' tout court ou o 'porreiro' da malta.

4. Os nossos amigos brasileiros abriram um espaço na Internet com o título "Luta Popular" usado pelo PCTP/MRPP.

5. Tal opção nada tem de condenável porquanto aqui, semanalmente, também se usa o apelativo título "Luta Popular".

6. A fome de imortalidade é tão grande que já não basta escrever o nome próprio nos graffitis, nas árvores, nos bancos de jardins, isto é, em tudo que é sítio.

7. Talvez seja oportuno o PCTP/MRPP também abrir a sua página no Facebook; e porque não sob a sigla "Luta Popular"?.

Nau

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Nº. 467 - Prelo Real (I)


1. Acabei de ler um apontamento de Abel Guedes Ferreira (18/2/13), no "Movimento de Unidade Monarquica" em que, segundo parece, este alinha na teoria de que "só poderá existir um novo Rei quando as Cortes o aclamarem".

2. Sem dúvida que serão as Cortes que entronizarão o Rei de Portugal, mas estas só poderão ser convocadas pelo soberano e, uma vez que o Chefe de Estado a prazo, de génese partidária, não o fará, resta aos monárquicos solicitarem à Assembleia da República um referendum acerca da instituição política a adoptar - Monarquia ou República?.

3. Inocentemente, alguns supostos monárquicos embarcam numa aventura nitidamente republicana, consistindo esta em fazer crer que a candidatura de vários cidadãos submetidos a sufrágio popular resultará uma escolha mais democrática, promovendo um mafioso italiano, um rabioso fadista e um caprichoso louletano, de entre outros apaniguados situacionistas.

4. Duma assentada, são colocados no mesmo saco dois conceitos que, embora não sejam antagónicos, se verificam com realismo apenas na doutrina monárquica porquanto, a figura do rei, obviando disputas no topo da jerarquia política, advém do consenso da comunidade; a administração desta, da vontade popular.

5. Segundo Abel Guedes Ferreira, "o facto de, passados mais de 100 anos de República, os monárquicos continuam a discutir o 'sexo dos anjos' sem terem conseguido, até hoje, do ponto de vista político, uma intervenção e atitude pública que influencie a governação" deve-se, no nosso entender, ao conceito republicanoide da figura do Chefe de Estado a prazo servir, como uma luva, os interesses partidários instalados e não só...

6. Acusar o Príncipe Herdeiro, Dom Duarte Pio, por não agir (ou meramente agir) segundo os gostos de cada um é um absurdo; dizer que a monarquia acabará com a corrupção e políticos de 1/2 tigela, uma mentira tão grande como a promessa republicana de bacalhau a pataco; esperar que sejam os outros a resolver os nossos problemas é de uma candura imbecilizante.

7. Os cooperativistas defendem o conceito social que, face à competividade entre as pessoas, opõe a cooperação e o apoio mútuo que possibilitará a emergência de cidadãos mais criteriosos e, consensualmente, o regresso do Rei.

Nau

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Nº. 466 - RAC: Espaço das Aguncheiras


1. A cooperatica cultural "Espaço das Aguncheiras" tem sede na Azóia, Cabo Espichel, onde, predominantemente, apresenta e desenvolve as suas actividades.

2. Contando já com vários anos de intervenção cultural na Azóia (Sezimbra), o ano de 2006 foi um marco das actividades da cooperativa com a apresentação do espectáculo "Sonho de Uma Noite de Verão", de William Shakespeare.

3. A propriedade da actriz São João Lapa onde as referidas actividades têm lugar é constituida por parcelas de morfologia diversificada, incluindo pinhal, pomar e áreas incaracterísticas, sendo uma antiga exploração agrícola de 2.200ha.

4. O "Espaço das Aguncheiras tem como objectivo: a produção de bens culturais que explorem a relação entre arte e ambiente; acolher criadores performers e técnicos  em ciclos de trabalho temático e formação de públicos etários mais significativos da região.

5. Aberto ao público apenas nos dias em que estão programadas actividades culturais, torna-se necessário a consulta prévia da respectiva agenda que tem tido larga audiência, com mais de 800.000 espectadores (ano de 2009).

6. Para se deslocar ao "Espaço das Aguncheiras" a partir de Lisboa, na rede da TST (Praça de Espanha ou Alcântara), tem à sua disposição a carreira 207 até Sesimbra (via AE), saindo em Santana onde, na mesma paragem, apanhará o autocarro TST 201 até ao Cabo Espichel", saindo perto do "Retiro dos Amigos" e seguindo a sinalética existente.

7. Se optar pela condução automóvel, a partir de Lisboa, atravessando a ponte para a margem Sul, segue pela A2 até à saída nº 2 para a N378, em direcção a Sesimbra, passando por Santana na rota do Cabo Espichel, sempre pela estrada principal (ignorando cruzamentos) até encontrar à direita a placa que indica "Casais de Azóia" e, prosseguindo, terá à direita um parque infantil logo, virando à esquerda encontrará uma estrada de terra batida até ao portão branco do "Espaço das Aguncheiras".

Nau

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Nº. 464 - Portal da Cidadonia


1. "Segundo a opinião de muitos, o homem que não lê é uma espécie de tristíssimo paria, sem patria, incapaz de preencher logar no mechanismo de divisão do trabalho social, sem faculdade de formular juizo".

2. "O recruta português chega, em regra, ao regimento num estado mental e moral muito próximo da vida vegetativa. É um homem? Anthropologicamente é. Tem vida e figura humana. É um cidadão? absolutamente não é. Não sabe ler: é portanto, uma creatura desarmada para a concorrência vital".

3. "Do seu país, das tradições do seu país, das alegrias e dores soffridas em commum numa continuidade historica de sete seculos, do porquê da sua categoria de português, nada sabe. Para elle, a patria é a aldeia , o presbytério, o cura; é uma unidade geographica de meia dúzia de metros quadrados, povoada  por meia dúzia de pessoas absolutamente indifferentes a ideias, aspirações, sonhos, coleras, agonias e jubilos nacionaes".

4. "Em que se distingue esse homem da terra, do trigo, do milho, da cepa, do escalracho, da gramma, da couve? Em fallar? Que importa, se nada diz". Assim comentava e transcrevia alguns textos da imprensa da época, na ortografia original, Adolpho Coelho, na obra "Cultura e Analfabetismo".

5. Não resisto à tentação de transcrever a conclusão final do referido autor da dita obra: "A julgar pelo que se dá na Allemanha, conclue-se que não só é insufficiente o conhecimento da leitura e da escrita, mas até uma instrução escolar bastante desenvolvida, ainda que generalizada de modo completo a um povo, para arrancar, uma parte muito considerável d'elle a condições de grande atraso moral e intellectual".

6. Vale a pena ainda transcrever a parte de introdução que António Sérgio fez à edição de 1910 da obra "Cultura e Analfabetismo": "Nem Herculano, procurando fazer compreender há mais de setenta anos que ler e escrever não são instrução definitiva, mas um dos meios de a alcançar, nem o snr Adolpho Coelho com os seus Estudos, parece terem abalado a superstição do Alfabeto entre as pessoas alfabetas da nossa terra".

7. Mais palavras, para quê? Bom é reflectir um pouco acerca deste assunto.

Nau

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nº. 465 - Doutrina Cooperativa


1. A base legal do cooperativismo é o respectivo Código, aprovado pelo Decreto-lei nº. 51/96, de 7 de Setembro.

2. O capital social é variável, sendo o concurso de sócios em número mínimo necessário a compor a respectiva administração.

3. A soma de quotas dos sócios não poderá ser inferior ao capital mínimo previsto por lei mas terceiros, estranhos à cooperativa, ainda que por herança, não poderão assumir as quotas dos sócios participantes.

4. A assembleia geral funcionará e deliberará com base no número de sócios presentes e não em função do capital social representado.

5. Cada sócio só terá um voto nas deliberações, independentemente do valor da sua participação.

6. Os resultados serão distribuidos proporcionalmente ao valor das operações efectuadas, podendo ser atribuido juro fixo ao capital realizado.

7. Em caso de dissolução da cooperativa o fundo de reserva não poderá ser distribuido pelos sócios.

Nau

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Nº. 463 - Psyche: e o sexo? (I)


1. A evolução do indivíduo, do nascituro à morte natural, permite o conhecimento do aparelho psíquico designado por Id.

2. Todo o material no Id, abrangendo o que o indivíduo traz consigo ao nascer - tanto as pulsões de auto-destruição como as pulsões de destruição - é modo de expressão psíquica.

3. O mundo exterior real condiciona a evolução do ser, favorecida por orgãos aptos a detectar os estímulos bem como a proteger estes contra os eventuais excessos.

4. Numa fase da evolução libidinal, o prazer será localizado nos lábios e cavidade bucal, por via da alimentação, passando à fase anal-sádica (entre os 2 e os 4 anos) ligada à função de defecção.

5. Segue-se a fálica que corresponde ao declínio do complexo de Édipo, que dará lugar ao complexo de castração do orgão masculino em relação ao sexo oposto.

6. O desenvolvimento psicosexual é regido pela organização das pulsões parciais sob influência das zonas genitais. Logo, sempre que o ser se deixe fixar numa dessas fases pré-genitais estas determinarão o futuro evoluir.

7. A fixação libidinal tem papel predominante nos diversos distúrbios psíquicos, ditos recalcamentos.

Nau

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Nº. 462 - Fim de Semana 8


1. A economia é a ciência que estuda a forma como a comunidade utiliza os seus escassos recursos para a produção e distribuição de bens e serviços a fim de satisfazer as necessidades humanas.

2. Sendo um conjunto de conhecimentos acerca de fenómenos susceptíveis de demonstração, todos eles dependem de acontecimentos futuros e incertos pelo que, na globalização, os negócios já não se realizam apenas com as pessoas estabelecidas ao virar da esquina, mas nível planetário.

3. Após a II Grande Guerra, a maioria das populações têm vivido uma era de prosperidade nunca antes vista, com recursos para gastar acima das necessidades básicas de alimentação, vesturário e alojamento.

4. Tal foi possível com o desenvolvimento do "Estado Providência", apoiando os rendimentos das pessoas mais carenciadas e permitindo que estas deixassem de depender das suas famílias, amigos ou esporádicos actos caritativos, pelo que os pobres dos países ricos passaram a ter uma vida mais suportável

5. Porém, o aumento dos impostos e da despesa pública para que o "Estado Providência" pudesse manter cuidados de saúde, pensões de reforma e subsídios a esmo, tem provocado uma reacção da classe média, dado que é esta, sem dúvida, a mais tributada.

6. Assim, por um lado, assiste-se ao clamor daqueles que pedem a redução de impostos e da dimensão do Estado; por outro, devido a um ciclo económico recessivo, o desemprego aumenta, negócios vão à falência, o número de pobres sobe em flecha, ficando todo o mundo preocupado com as consequências financeiras negativas num mundo, cada vez mais, intranquilo.

7. O que se passou na semana finda é apenas a repetição da anterior e o retrato (para pior) do que vem a seguir.

Nau

Nº. 457 - Portal da Cidadonia


1. Barafustar não basta; bom é argumentar no devido tempo.

2. Não se intimide por estar só ou em minoria, mas seja prudente.

3. Se vir algo que lhe desagrada denuncie o caso publicamente.

4. Reclamações poderão ser feitas por escrito, tanto nos serviços públicos, como nos estabelecimentos comerciais.

5. Nunca reaja 'a quente´. Pondere a situação; escreva quando tal for possível, relatando os factos na Internet.

6. É urgente perder o mêdo e ganhar coragem. Errar é humano; ser intolerante é uma burrice.

7. Aqui estamos abertos para acolher todo o tipo de desabafos.

Nau

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Nº. 461 - Luta Popular


1. Na semana anterior insinuei que entre um monárquico iluminista do passado e um republicano tradicional hodierno, preferiria a versão actualizada.

2. O monárquico iluminista apresenta uma misticidade muito peculiar, conjunto de crenças de raiz sobrenatural, preconizadas no século XVIII, alimentadas pela confiança do homem comum, na sua capacidade racional, resolver os problemas da felicidade além túmulo.

3. Por outro lado, o republicano corrente, menos místico do que a versão iluminada, limita-se a repetir a ladainha da "Liberdade", Igualdade, Fraternidade" e a evocar (quando lhe convém) o Estado de Direito, sem curar da adequabilidade deste.

4. O monárquico iluminista porém, convicto da sua missão transcendental, preconiza cruzadas para a propagação da sua fé e do sistema político da sua feição, condenando tudo e todos que não comunguem das suas ideias.

5. Traço comum do monárquico iluminista e do republicano marxista é a fé religiosa (que não admite contestações) e, embora proclamem confiança na capacidade racional do homem, repito, nada fazem para lá dos cânones dogmaticamente estabelecidos.

6. Os cooperativistas de inspiração monárquica, face à competitividade entre as pessoas, opõem a cooperação e o apoio mútuo; face a chefes a prazo de génese partidária, pugnam pelo regresso do Rei, pois este reina, não governa - exercício que a todos se impõe.

7. Somos nós, meros animais comunitários, que nos congratulamos pela existência de políticos esclarecidos que, à semelhança de Garcia Pereira, não vendem banha de cobra, mas procuram formar um movimento de cidadãos mais creteriosos.

Nau

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Nº. 460 - Prelo Real


1. Em meados de Novembro último, tive a oportunidade de chamar a atenção para dois apontamentos de Filipe Manuel Dias Neto, publicados no "Movimento de Unidade Monárquica", nos dias 7 e 9 do referido mês.

2. Já no mês anterior desse ano (apontamento nº 314) fizera alguns comentários a textos de Filipe Manuel Dias Neto, sublinhando uma diferença qualitativa (para melhor) do que anteriormente publicara.

3. Naquela altura, não concordei totalmente com a atitude manifestada pelo autor (indignar-se com os erros dos outros não basta) tendo sugerido que este se debruçasse acerca do comunalismo pela via cooperativista.

4. Porém, devo confessar que o primeiro contacto com textos de Filipe Manuel Dias Neto foi confrangedor pela leviandade dos argumentos por este aduzidos na defesa da instituição monárquica.

5. Hoje, dou de caras com novo apontamento de Filipe Manuel Dias Neto, no "Movimento de Unidade Monárquica", acerca do BPN (12/2/13), com longos comentários à prática bancária em Portugal. Enfim, vale a pena ler o texto na íntegra.

6. Consultado o senado cá do sítio, o decano de serviço aventou a hipótese deste Neto ser o neto do Neto, conotado, nos inícios do século passado, com o "Centro Católico Português", próximo dos monárquicos, mas bombo de festa do "botas" que todos pretendia controlar...

7. È provável. Mas como o outro Neto estava empenhado na regeneração da comunidade portuguesa, espero que este, na linha do seu predecessor, possa aderir ao movimento cooperativista que pugna pelo regresso do Rei.

Nau

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Nº. 459 - RAC: Caves de Valpaços


1. A "Adega Cooperativa de Valpaços - Caves Valpaços, CRL" foi fundada em 14/7/56 por um grupo de viticultores que tinham dificuldade de comercializar o seu vinho.

2. Inicialmente limitada ao concelho de Valpaços e às freguesias de Jou, no concelho de Murça, e de Vale de Telhas, no concelho de Mirandela, foi estendendo-se, ao longo dos anos, a todo o concelho de Mirandela.

3. Com cerca de 2000 associados, a Adega Cooperativa de Valpaços tem uma produção média anual de 7.500.000 quilos de uvas que são transformadas nos preciosos e afamados vinhos de Valpaços, com larga aceitação nos mercados externos.

4. Tendo uma rede de agentes a nível nacional e internacional, os vinhos produzidos pela Adega Cooperativa de Valpaços podem ser adquiridos em quase toda Europa, bem como no Brasil e Angola.

5. Os vinhos da região de Valpaços têm algumas semelhanças aos vinhos alentejanos devido ao clima quente que possuem as duas regiões na altura da maturação da uva, com uma significativa concentração de açúcares e elevado teor alcoólico.

6.O vinho da casta Trincadeira ou  Tinta amarela, apresenta-se límpido, com odor abaunilhado à mistura com madeira; sabor aveludado e evoluido, sendo os Tintos muito encorpados e os Brancos, com uma acidez correcta, leves, exalando um aroma florar.

7. À diáspora portuguesa, recomenda-se adivulgação da marca "Caves de Valpaços" na sua área, incluindo a mesma nas ofertas aos seus amigos de acolhimento.

Nau

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Nº. 458 - Doutrina Cooperativa


1. As cooperativas apresentam-se em três grandes modelos ou tipos abaixo mencionados.

2. Cooperativas de primeiro grau, compostas por pessoas individuais ou colectivas.

3. Cooperativas de segundo grau, meras federações associativas.

4. Cooperativas de terceiro grau, compostas por federações, normalmente denominadas por confederações.

5. Existe legislação complementar para cada um dos referidos modelos ou tipos, designadamente para o capital que, na maioria dos casos, é de 5.000 Euros.

6. Nas cooperativas de ensino, o mínimo será de 2.500 Euros para o básico e de 4.500 para o grau superior.

7. O capital das cooperativas de crédito é fixado por Portaria do Ministério das Finanças, Decreto-Lei 24/91 de 10/01.

Nau

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Nº. 456 - Psyche


1. Todas as coisas têm um lado positivo e outro negativo - aqui não se defende a teoria que admite dois princípios igualmente potentes e necessários na constituição do mundo - mas apenas importa o que for mais conveniente.

2. Se o universo é infinito ou meramente finito hoje não será problema grave, mas, segundo S. Tomás de Aquino, apenas Deus é infinito pelo que Giordano Bruno foi queimado vivo em Roma, no século XVII, por ter opinião contrária.

3. A relatividade poderá explicar o comportamento da matéria submetida à gravidade, mas a percepção que temos das coisas é demasiado comezinha para interferir com o dia a dia subsistencial e/ou mera existência do comum dos mortais.

4. Por outro lado, o desejo e o risco condicionam os reflexos dos seres viventes, pelo que, para o jovem radical empenhado na aquisição da motorizada, o número de circo que poderá resultar acidente grave é apenas desafio irreprimível.

5. O homem transcendental é necessariamente cordato ao pensamento pelo que terá de agir de modo racional a fim de que o seu existir seja a adequação do conhecimento ao objecto assumido - a lógica de identidade é o princípio ontológico.

6. Ser é mostrar-se ou ser apercebido?. Voltamos à consciência irreflectida ou pré-reflexiva, longe do cadáver adiado que Frnando Pessoa, a golpes de génio, identifica, embora o imperativo lógico se conjugue com razões comuns.

7. Logo, a praxis afasta-se da adequação; o objecto não será assistir, mas cooperar.

Nau

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Nº. 455 - Fim da Semana 7


1. Em Oslo, um homem munido de colete anti-bala e sobraçando um volume que dava a entender ser um engenho altamente explosivo, denunciava o propósito de fazer ir pelos ares o parlamento norueguês.

2. Logo que a notícia foi conhecida em Portugal, de imediato se organizou um abaixo-assinado procurando dissuadir o homem-bomba de, em princípio, desistir de tal objectivo, perpetrando o mesmo em S. Bento, na capital lisboeta.

3. A justiça portuguesa continua de olhos vendados, actuando apenas quando toma conhecimento da mudança da cor política, procurando atingir os prevaricadores filiados nos partidos que passaram a ser oposição ao governo em funções.

4. O consórcio português interessado no projecto ferroviário para o transporte de passageiros em alta velocidade anda de cabeça perdida. Por vezes a comparticipação financeira da União Europeia está em risco de se perder por descuido do governo português.

5. Outras vezes, a dita comparticipação europeia é uma miragem, porquanto o projecto em causa aguarda melhores dias visto o cofre da União não ter verbas disponíveis, embora os espanhois, com o panache habitual, ameacem avançar sozinhos.

6. Na falta de matéria para novos confrontos políticos, o governo nomeia clientela indefectível mas, talvez por capricho, os partidos minoritários na assembleia exigem a demissão da mesma, sem aguardar a prova do exercício que estes parecem já não ter estaleca para vigiar.

7. As coisas lá pelo Vaticano não estão a correr bem; o actual Papa já não tem pachorra para mais politiquices e, obviamente, demite-se.

Nau

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Nº. 454 - Luta Popular


1. Quem é Garcia Pereira?. Num país de "capelinhas" em que a maioria apenas se preocupa com a sua subsistência (pão) ou dos seus, aliada ao prato forte do futebol (circo) fácil é compreender tal interrogação.

2. Com raras excepções, os políticos são levados ao estrelato pelas máquinas partidárias, todas elas ligadas a interesses privados - que actuam como grupos de pressão económica - e/ou unidades de compadrio maçónico, formadas por videirinhos nada democráticos.

3. Assim é fácil encontrar liberais que defendem governos cada vez mais musculados; socialistas avessos a qualquer hipótese comunista; sociais-facistas em que os bônzios são precisamente os membros do comité central do referido credo político-religioso.

4.Fazemos aqui um parêntesis para lembrar que "comité" significa uma reunião de membros escolhidos numa assembleia partidária, pelo que a "democraticidade" de tal órgão será idêntica à de qualquer súcia maçónica e/ou clube de futebol.

5. António Pestana Garcia Pereira (Lisboa 14/XI/52) é um advogado, professor universitário (ISEG, ISPA, Universidade Católica Portuguesa) e político desde o berço, como sói dizer-se, tendo-se evidenciado no movimento de contestação estudantil à Salazarquia e, no decurso da III República, encabeçado diversas candidaturas para eleições legislativas, autárquicas, bem como à presidência da República.

6. Tanto do lado paterno como do materno, Garcia Pereira tem uma vasta lista de próceres republicanos, bem como o entrelaçamento de ilustres raízes alentejanas e madeirenses, que se evidenciarem em actividades na administração pública, governo e imprensa.

7. Justifica-se, assim, o aforismo: mais vale um republicano dos nossos dias ( que o é por falta de alternativa credível) do que um monárquico iluminista. Somos cooperativistas e defendemos o comunalismo - nós somos livres; nosso Rei é livre; as nossas mãos [de novo] nos libertarão [de preconceitos e de interesses particulares].

Nau






quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Nº. 453 - Prelo Real


1. Augusto da Costa (1919 - 1976) foi um romancista de certo relevo em meados do século passado.

2. Muitos dos seus romances - "Uma Aventura em Lisboa", "Lélé, Lili e Lulo", "Galo Doido", "Merediano de Lisboa", etc. - são uma crítica velada à sociedade do seu tempo.

3. A decadência (moral e patrimonial) das famílias tradicionais daquela época são, por vezes, retratadas com muito acerto, lembrando figuras do presente.

4. Num tom jocoso, Armando ferreira (1893 - 1968), faz descrições da sociedade lisboeta da sua época - "O Baile dos Bastinhos", "O Casamento de Fifi Antunes", "Lisboa Sem Camisa", etc. - obras importantes para a compreensão da República antes do 25A.

5. As "revoluções" da 1ª República; os afrancesados videirinhos; os novos-ricos (ou volframistas) que compravam velhos palácios e casas solarengas para o branqueamento de linhagem,tudo os referidos autores consagram.

6. Segundo parece, não há edições recentes das mencionadas obras pelo que as licitações nas páginas dos alfarrabistas da Internet é uma hipótese para a aquisição das mesmas.

7.  entretanto, continuamos abertos a sugestões dos eventuais visitantes deste espaço.

Nau

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Nº. 452 - RAC - Naturocoop


1. A "Naturocoop - Cooperativa de Consumo, CRL"" foi constituida no dia 17 de Julho de 1998, com sede na Rua da Santa Catarina, 603-2º Dtº., Porto.

2. Tem por objecto satisfazer as necessidades dos seus associados em bens de natureza biológica, nomeadamente produtos alimentícios de cultivo orgânico, sem aditivo ou resíduos agro-tóxicos.

3. Com três espaços comerciais no Porto, a "Naturocoop" vende mais de 1500 produtos biológicos: alimentares, cosméticos e produtos para a limpeza do lar.

4. A "Naturocoop", como a sua própria designação indica, pertence ao ramo do consumo mas, dentro do espírito cooperativista promove, regularmente, acções de educação, de formação e sensabilização.

5. A "Naturocoop" fornece, semanal ou quinzenalmente, cabazes de legumes frescos a preços moderados, basta entrar em contacto através do www.naturocoop.org.

6. Para aguçar o apetite de potenciais associados, salientamos que, por decisão da Assembleia Geral da "Naturoccop", após o fecho de contas do ano transacto, foi distribuido um retorno de 1% sobre o valor total das compras no referido ano, em géneros de sua produção.

7. Torne-se cooperante! Visite a "Naturocoop".

Nau

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Nº. 441 - Doutrina Cooperativa


1. Como é sabido, as pessoas jurídicas encontram-se divididas em dois grandes grupos - singulares e colectivas.

2. As pessoas colectivas dividem-se em públicas (Estado, Regiões Autónomas, Institutos e Organismos Públicos) e privadas, estas com fim lucrativo ou não lucrativo.

3. De entre as pessoas colectivas, salientamos as sociedades anónimas; por quotas; comandita; nome colectivo; e as unipessoais.

4. As empresas sem fim lucrativo apresentam-se como fundações, associações e cooperativas.

5. Estas últimas, isto é, as cooperativas, no aspecto jurídico, têm uma feição híbrida pois, embora com capital próprio (posto que variável), à semelhança das associações, não têm fim lucrativo.

6. As cooperativas apresentam-se como empresas de consumo; comercialização; agrícola; crédito; habitação e construção; produção operária; artesanato; pescas; cultura; serviços; ensino; solidariedade social.

7. Com tal menu, porquê hesitar tanto?. Avance. Organize um grupo de entre os seus amigos.Seja monárquico e comunalista conscienciosamente.

Nau

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Nº. 440 - Portal da Cidadonia


1. Certo cavalheiro estadunidense, munido de uma câmara digital, vai coligindo imagens e sons de aspectos insólitos da vida da sua cidade, colocando os registos apurados num blog por si criado para esse efeito.

2. Tendo corrido o mundo esta notícia, logo muitos procuraram seguir tal exemplo, focando problemas que são cruciais para a sua terra, tais como a prostituição, os abusos das autoridades policiais, a falta de civismo de vizinhos e outras coisas mais.

3. Esta iniciativa é, praticamente, um tribunal em que a opinião pública toma conhecimento do acto condenável e do respectivo prevaricador, que poderá ser alguém que, aparentemente, era um cidadão irrepreensível.

4. Desnecessário será dizer que na recolha de imagens e do diálogo (ou monólog, por falta de respostas) o justiceiro implacável da comunidade encontra-se protegido por uma segunda câmara oculta, a fim de de evitar a distruição de provas, bem como o mau humor do prevaricador.

5. Claro que em Portugal não seria necessário equipamento tão sofisticado, pois um telefone portátil da nova geração já permite registar o veículo estacionado sobre a passadeira dos peões; o Chico esperto a abandonar o lixo à beira do latão; a Micas a passear o cão sem cuidar devidamente dos dejectos deste, etc..

6. A fotografia da vizinha a sacudir o tapete para a via pública; do compadre João a escarrart para o passeio; do Tonico a deixar a embalagem do iogurte no banco do transporte público para não se dar ao incómodo do deitar no recipiente colocado à sua disposição, enfim, pequenos delitos, mas sempre condenáveis.

7. Faça a recolha de tais imagens e publique aqui, no Portal da Cidadonia, ou no seu blog preferido e deixe que os prevaricadores sofram a condenação e, sobretudo, a humilhação pública.

Nau

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Nº. 449 - Psyche


1. O comportamento humano é sui generis. Se num acidental desencontro entre amigos - atrazo de um em relação ao outro; mero esquecimento dos pormenores da agenda estabelecida - cada um deles procurará, quando alertados pelo subconsciente do desencontro, coordenar a sua actividade de aproximação por meio de previsão mútua de comportamentos.

2. Claro que, nos nossos dias, o esclarecimento das razões do desencontro facilmente poderiam ser apuradas através de mero contacto telefónido - um portátil - mas estamos a considerar a hipótese que, pelo menos um dos amigos, seja avesso ao uso de tais modernices.

3. No entanto, a capacidade de compreensão e previsão não são comuns como parece, pois muita gente há que, agarrada a preconceitos rígidos, tem fraca competência interpessoal, defendendo "valores" mormente padronizados numa classe média de obediência inflexível a certas normas de procedimento convencional ou tradiconalmente estabelecidas.

4. Abre-se aqui um parêntesis para salientar que, certas pessoas, sem os preconceitos mencionados no parágrafo anterior têm, no entanto, uma evidente dificuldade de comunicação e/ou de relação interpessoal, sob uma falsa capa de timidez, arrogância ou mero autoritarismo pretencioso.

5. Sendo o comportamento das variáveis económicas, que não o comportamento do homem, o objecto dos estudos, tanto das instituições académicas como dos técnicos da área empresarial e do governo, facilmente se compreende que o homo economicus é apenas um número para o jogo dos especuladores profissionais.

6. Por cooperação (aproximação, coordenação, etc.) entende-se a concorrência de auxílio para algum fim - sintonia de colaboração e solidariedade - única hipótese de intervenção racional e/ou contenção dos excessos provocados por especuladores sem rosto mas pantagruélicos apetites.

7. De costas voltadas, uns para com os outros, o homem comum possibilita a manipulação de minorias, estas eficazes pelo fechar de olhos dos mais.

Nau

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Nº. 448 - Fim de Semana 6


1. A chicana política foi a constante notícia da semana.

2. Uma vez mais António Costa dá um passo à frente e outro atrás, porquanto mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.

3. Por outro lado, Seguro torna-se mais contundente para satisfazer a rapaziada da sua corte que vê o respaldo das cadeiras do poder mais longe.

4. Entretanto, os governantes tentam passar a mensagem de que o acesso aos mercados financeiros se encontra finalmente desbloqueado, graças às drásticas medidas implementadas em Portugal.

5. Sem dúvida que o banco central europeu foi obrigado (a contra-gosto de Merckel) a caucionar os dislates de certos membros da UE para salvar o Euro.

6. Porém, a turbulência nos mercados internacionais está longe de ter chegado ao fim e a actividade económica em Portugal continua em recessão.

7. Resta o despertar dos cidadãos criteriosos para as hipóteses cooperativistas.

Nau

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Nº. 447 - Luta Popular


1. "Num primeiro momento, como, segundo o Tratado de Lisboa, os estados membros da União Europeia não se podem financiar directamente no BCE, 'beneficiando' de taxas de juro a 0,5 ou 1% praticadas pelo banco central europeu, esse 'privilégio só pode ser accionado pela banca privada que, no primeiro caso se situam entre os 5 e os 6%, isto é, obtendo margens de 500 e 600%!".

2. " Como o capital não conta porque se uma entidade central contrai um 'empréstimo' pelo montante de 100 e, num determinado prazo, sem riscos, o paga na íntegra, o que de facto é 'negócio' são os juros e não o capital, já que 100-100=0! temos, assim, que se a entidade paga sobre 100, qualquer coisa como 0.5 ou 1% de juros e depois obtem 5 ou 6% em juros cobrados, a 'margem' de negócio é efectivamente de 500 a 600%!".

3. "Não satisfeita com esta mordomia, a banca privada que, quando os lucros abundavam, em vez de os utilizar para se recapitalizar, os distribuiu generosamente entre os seus accionistas, vem, junto dos poderes que representam os seus interesses dizer: que esses governos têm de 'salvar' o sistema bancário do colapso financeiro, criando a ideia de que quem tem de pagar as dívidas contraídas tem de ser o povo que as não contraiu, nem delas retirou qualquer benefício, e não a própria banca, cujas políticas de gestão - privada - mormente as actividades especulatórias, apostam em fundos de alto risco (entre os quais se inclui a 'ganância' que suscitaram as dívidas 'soberanas' de países como a Grécia e não só), etc., escamoteando que foi a própria banca a responsável pela situação actual. Ou seja, a teoria de que 'estivemos a viver acima das nossas possibilidades' é totalmente invertida, passando o prevaricador a 'vítima'."

4. Depois, respaldando-se atrás do 'incumprimento' dos estados em pagar os 'empréstimos' que subvencionaram  (recorde-se que obtendo o capital a emprestar a 0.5 e 1% no BCE, para vender aos estados a 5 e 6%) vêm exigir que estes estados, entre os quais Portugal, 'caucionem' , fazendo, na prática, o povo 'atravessar-se' em novos 'empréstimos' que suscitam a recapitalização desses bancos e, defendem assegurem que essa banca possa voltar a 'emprestar' dinheiro aos estados (novamente a ganhar margens de lucro de 500 e 600%!) e a 'reanimar' a economia quer através do financiamento de empresas, quer do financiamento ao consumo e a particulares."

5. " Novos 'empréstimos' que suscitam mais dívida e o perpetuar da dependência do nosso país ao exterior, visto que, tendo destruido o seu tecido produtivo somos hoje forçados a importar mais de 80% daquilo que necessitamo para alimentar o povo e gerar economia, ao mesmo tempo que constituem um excelente negócio para a banca que, quando mais 'emprestar' ao estado - que lança toda a sorte de medidas terroristas e fascistas para a banca que, quanto mais 'emprestar' ao estado - que lança toda a sorte de medidas terroristas e fascistas para que seja o povo a pagar essa 'dívida' - mais lucros embolsa aos seus accionustas."

6. "Ou seja, é por isso que Fernando Ulrich se pode arrogar vir provocatoriamente afirmar que 'antecipa' o pagamento dos empréstimos caucionados pelo estado. É que, os lucros que obteve, pagos pelo povo português, que, em nada beneficiou desses 'empréstimos', têm sido o negócio que tem garantido a acumulação capitalista que o sector de especulação imobiliária, pelo menos temporariamente, deixou de proporcionar . Por isso, o mesmo Ulrich tem a arrogante presunção de, ao mesmo tempo que passa a ideia de que tais pagamentos se devem à excelência de gestão do banco a que preside, dizer que o povo português pode aguentar mais destes dislates e exploração."

7. Vê como vale a pena dar uma espreitadela ao 'Luta Popular Online' do PCTP/MRPP. Para quê tantos mêdos e precpnceitos!

Nau

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Nº. 446 - Prelo Real


1.  Os livreiros-editores alegam elevados custos no ramo da sua actividade e o manifesto desinteresse pela produção editorial é bem visível.

2. Embora a escolariedade obrigatória - que em Portugal vem dos recuados anos de 1820 - procure dar largas ao conhecimento, certo é que a iliteracia tem aumentado de modo assustador.

3. O fenómeno é atribuido ao facilitismo escolar que não estimula o gosto pela leitura, aliado à preguiça mental do comum dos cidadãos que é motivadora de decisões mais pelo institnto do que pela ponderação.

4. Por outro lado, o excesso de informação disponibilizada pelos órgãos de comunicação social tornam a maioria das pessoas dependentes de imagens, palavras de ordem, inocentes hábitos e mensagens subliminares, como se de estupefacientes se tratasse.

5. Tal como aconteceu com a vulgarização de telefone portátil, o acesso à Internet está a tornar-se uma necessidade, graças ao rápido acesso à informação pretendida, bem como ao fácil cultivo de vaidades pessoais.

6. Porém, certas informações merecem ser sublinhadas pelo daqui sugiro a criação de uma editorial online (preloreal.online@gmail.com) onde o pedido de remessas de livros à cobrança poderá ser registado sem custos adicionais.

7. Suponho que as dificuldades na aquisição de textos editados pelos autores poderão ser, deste modo, atenuadas, pelo que se tentará aqui dar relevo aos livros que chegarem ao nosso conhecimento, bem como às obras daqueles  que os pretendam divulgar por esta via.

Nau

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Nº. 445 - RAC - Cooperativa de Produção Operária


1. "São cooperativas de produção as que tenham por objecto principal a extracção, bem como a produção e a transformação, de bens no sector industrial". Dec.-lei nº 309/81, de 16 de Novembro.

2. Deste ramo, a mais antiga é a "Cooperativa de Produção dos Operários Pedreiros Portuenses", fundada em 1914 por um grupo de trabalhadores à data atido à obra da Estação de São Bento, Porto.

3.Presentemente, a referida cooperativa encontra-se especializada na área da Economia Social, esta, como é óbvio, ligada ao sector solidário - associativismo, cooperativismo e mutualismo.

4. A "Cooperativa de Produção dos Operários Pedreiros" edita, periodicamente, as revistas "Dependências", "Forum & Cidadania", "Ensino & Educação", disponíveis no site http://newscoop.pt.

5. O flagelo do desemprego poderá ser atenuado através de um empreendorismo mais equilibrado, conjugando a escassez de investimentos financeiros com os recursos dos próprios membros da cooperativa.

6. A União Europeia - tão burocrática e ciosa do centralismo no eixo Bruxelas/Estrasburgo - já reconheceu que o movimento cooperativo é um dos mais importantes instrumentos geradores de emprego.

7. Entretanto, os jovens desempregados poderão afoitar-se, sem quaisquer riscos, no www.geracaocoop.pt.

Nau

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

N0. 444 - Doutrina Cooperativa


1. Dizer que o homem é um animal político é persistir num erro deliberado porquanto, da política, ao homem apenas interessa aquilo que possa abocanhar.

2. Multifacetado por natureza - egoísta, predador insaciável, social por conveniência, etc. - só na concorrência de auxílio, de forças, de meios, para algum fim evidente o homem se deixa arregimentar,

3. Logo, o espírito comunalista resultante da cooperação de várias pessoas interessadas em realizar trabalho comum em benefício próprio é o leitmotiv daqueles que, no CECIM, procuram motivar o cidadão criterioso a assumir as suas responsabilidades.

4. Várias hipóteses se apresentam - quer para disciplinar o consumo, quer para tornar qualquer produção sustentável - em unidades possuidas e digeridas pelos cooperadores em obediência aos princípios cooperativos: "associação autónoma de pessoas que se unem voluntariamente para atender as suas necessidades e aspirações comuns, económicas, sociais e culturais, por meio de empreendimento de propriedade comum e gestão democrática".

5. Susgetões e exemplos têm aqui sido apresentadas envolvendo pequenos comerciantes de bairro; motivando profissionais autónomos a formarem cooperativas de trabalho (serviços, marketing, tecnologias, etc.); associando o lazer ao cultivo de produtos agrícolas, nomeadamente nas aldeias em que familiares, por via da muita idade, já pouco podem fazer... e outras coisas mais.

6. Num grupo de amigos talvez possam ser levantadas as seguintes questões:
    - Que pretendo fazer para não acabar os meus dias como pensionista do Estado?
    - Que objectivo social gostaria de concretizar?
    - Quero, na minha actividade principal ou complementar, lucro ou satisafação pessoal?
    - Quero realizar um projecto actuando como mero participante/expectante?
    - Que áreas de actividade gostaria de desenvolver?
    - Quero consolidar amizades e trabalho num só projecto?
    - Quero uma cooperativa de poucos, mas que trabalham, ou associação di tutti mondo?

7. Depois de muito discutido e estudado, bom será dar os primeiros passos para o ensaio e formação de uma unidade cooperativa.

Nau

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Nº. 443 - Portal da Cidadonia


1. A maioria, cada vez mais, assume uma atitude desleixada em relação aos espaços e equipamentos comuns.

2. Frequentemente observamos automobilistas a abrir a janela do seu veículo para deitar fora pontas de cigarros que se 'esquecem' de colocar no cinzeiro da viatura para não terem o incómodo do despejar, num arremedo de gente asseada.

3. Outros abandonam o lixo doméstico (ao lado, não dentro!) dos reservatórios  disponibilizados para o efeito a fim de não sujarem as mãos na abertura dos ditos recipientes, misturando garrafas com caixas de cartão, tudo a esmo.

4. Não será por falta de conhecimento ou distracção que os jovens, nos transportes públicos (e não só), descançam os 'presuntos' nos bancos da frente, sem cuidarem se as respectivas solas dos sapatos estão minimamente limpas para não sujarem a roupa de eventuais passageiros.

5. Com um clima ameno durante a maior parte do ano, os jardins públicos - tanto das grandes, como das pequenas cidades - são campo para todo o tipo de vandalismos, desde a destruição dos bancos, o vazar de lixos nos lagos, ao roubo das torneiras dos bebedouros.

6. O amor pelos animais domésticos - normalmente os canídeos - é sinónimo de falta de respeito pelo direito dos outros transeuntes se deslocarem pelos passeios e partes ajardinadas do seu bairro sem pisarem os dejectos que, os referidos amigos do homem, vão espalhando durante as suas caminhadas higiénicas.

7. Nem vale a pena falar do parqueamento caótico de viaturas sobre passeios, nos eixos das ruas, esquinas ou dupla fila, dificultando a condução de outros automobilistas e apresentando-se como verdadeiras armadilhas para pedestres incapacitados e, sobretudo, os invisuais.

Nau

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Nº. 442 - Psyche


1. Na semana passada, ao trazer acidentalmente à colação o tema da hereditariedade, narizes fungaram, sobrancelhas franziram e algumas reticências sublinharam velado aprazimento ou contrariedade.

2. Segundo Mendel (séc. XIX) os caracteres hereditários são determinados por genes que se encontram aos pares no novo organismo que será puro se os ditos genes forem idênticos ou simplesmente alelos, isto é, diferenciados na alternativa.

3. Claro que a 'pureza' dos pares poderá significar refinamento ou mera 'degradação', embora os alelos não estejam isentos desta última característica, bem como estimulem a primeira aleatoriamente. Logo, a hereditariedade não será sinónimo de excelência.

4. Há ainda quem entenda hereditariedade como a preservação de uma casta que, preconceituosamente, tem características físicas e morais que a distingue do comum e, por vezes, escasseando os bens materiais, se agarra a pergaminhos caídos em desuso.

5. Vamos ser coerentes. Nobreza, como grupo social a que as leis consuetudinárias ou escritas reconheciam certas prerrogativas transmissíveis por herança, há muito tempo já que se extinguiu; a fidalguia herdada ou doada pelo soberano hoje apenas vale como medalha, distinção honorífica ou prémio em exposições e concursos.

6. Nobreza ou fidalguia como reduto do que há de melhor na comunidade só existe em cabecinhas ocas; vaidades daqueles que pouco ou nada valem; peso morto ou cadáveres adiados que envergonham os monárquicos convictos.

7. Somos cooperativistas porquanto tal motiva a participação e trabalho de grupo; estimula o conjunto dos deveres e direitos do cidadão, tendo por lema: nós somos livres; o nosso Rei é livre; as nossas mãos nos manterão livres.

Nau

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Nº. 441 - Fim de Semana


1. O fim de semana (para alguns) tem lugar no estertor da sexta-feira e no sonolento acordar da madrugada do início da semana seguinte.

2. Será o periodo ideal para retemperar energias - mentais e físicas - bem como para pôr uma certa ordem no descalabro da semana precedente que terminou com um suspiro de alívio.

3. Porém, tudo o mais se repete em inexorável caminhada para o fim que, tardando, acreditamos adiar por artes mágicas ou fé em que desesperadamente pretendemos acreditar.

4. Sem dúvida que o homem nasceu para morrer e, nesse intervalo, repete os erros daqueles que o precederam, no tentame de conquistar a felicidade que seria o modo acertado de viver.

5. Rever a semana num arremedo de introspecção será promessa adiada ou irrealizável nos tempos mais próximos, porquanto a comédia humana não passa de factos da vida social que se prestam à crítica, ao gracejo e ao mero ridículo.

6. Rever a semana será tão chato como ler o relato dos debates da Assembleia da República onde os próprios actores não se revêem; onde se passeiam vaidades e a maioria dos deputados tem a consciência de prestar um frete.

7. Fim de semana: nada relevante para comentar. Ponto final.

Nau