sexta-feira, 11 de maio de 2012

Nº. 180 - Deus, Pátria, Rei (II)



1. Segundo o professoral Francisco Louçã, este pontífice do BE não é súbdito de ninguém, pressupondo anacrónica a figura do Rei ('monarquicos.com indice', entrevista Outº. 2007).

2. Porém, todos nós somos súbditos, isto é, estamos submetidos às leis do Estado; apenas cidadãos quando participantes da autoridade soberana como povo.

3. A soberania do povo jamais poderá ser alienada através de actos delegatórios por estes se tornarem súbditos, conforme atrás assumido, das leis do Estado.

4. Soberano - aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política - apenas poderá ser a figura do Rei, embora mero cidadão perante a lei, como qualquer outro dignitário.

5. Bem avisado andava Rousseau quando admitia que o povo deixava de ser livre no acto da eleição dos seus representantes, pela fatalidade do abuso preponderante nas funções próximas das cadeiras do poder.

6. A democracia directa das cidades-Estado da Antiga Grécia serviram de padrão para o esquema piramidal de assembleias múltiplas que a carenciada e desmotivada cidadania obstaculiza.

7. Ao espingardear em nome da Liberdade, opunha-se a fé em Deus; à Igualdade perante a lei, avançava-se com a pátria inventada no Novo Mundo; à Fraternidade na linha do amor ao próximo, rematava-se com a cartada máxima do Rei.

Nau

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