domingo, 6 de maio de 2012
Nº. 175 - Primeiro de Maio, 0
1. Pensava ter encerrado as celebrações do Primeiro de Maio com o sétimo apontamento dedicado áquela data , mas eis que me deparo com uma realidade incontornável.
2. Evitara fazer comentários acerca dos políticos da nossa praça visto que estes, mormente aqueles com assento parlamentar, não cumpriram com as suas obrigações fiscalizadoras, permitindo que a dívida soberana ultrapassasse os limites razoáveis, sem qualquer chamada de atenção.
3. Os escândalos e crimes económicos aconteceram durante largo tempo com a complacência - direi mesmo, incompetência - de políticos como Vitor Constância que, no final de uma progressão compadríaca, ainda são premiados com lugares confortáveis no forum europeu.
4. Por tudo isso é que continuo a considerar Garcia Pereira, do PCTP/MRPP, como o político mais qualificado para ingressar no parlamento que temos porquanto, sem dúvida, ele é o candidato parlamentar mais coerente com a sua opção partidária, enquanto que os outros primam pelo rameirismo político do costume.
5. Ao fim e ao cabo, o protagonismo do dia Primeiro de Maio coube inteiramente ao Pingo Doce com um golpe publicitário que, embora beneficiando o trabalhador, irritou os corifeus habituais por ofuscar o simbolismo da data.
6. Espero que o Vaticano, nas celebrações do 25 de Dezembro, não venha exigir que se façam leis reguladoras a fim de debelar o consumismo desenfreado que normalmente se verifica naquela quadra, de modo a não ofuscar o simbolismo da mesma.
7. É triste, mas os nossos políticos são meros burocratas - fazem leis por tudo e por nada, algumas bem capciosas como a lei do aborto - com a falta de imaginação e arte para dinamizar a comunidade lusa à beira de uma estrondosa falência... técnica.
Nau
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