segunda-feira, 7 de maio de 2012
Nº. 176 - O Aborto
1. Acidentalmente tropecei em matéria controversa no meu último apontamento, dando azo a pertinentes comentários à porta de casa.
2. Bom é ter presente que no movimento cooperativo não é a unanimidade que a todos se impõe, mas o espírito consensual, a persecução de largos consensos.
3. O aborto não é um método anticonceptivo, mas segundo a informação que disponho, "cerca de dois terços das mulheres de todo o mundo têm acesso ao aborto legal e aproximadamente uma duodécima parte vive em países nos quais o aborto está estritamente proibido".
4."Cerca de 30% de todas as gravidezes terminam devido ao aborto, o que o converteu num dos procedimentos cirúrgicos mais frequentes. Porém, o "risco de complicações a partir de um aborto está directamente relacionado com a duração da gravidez e com o método empregado".
5. Sem dúvida que a gestação não é uma doença pelo que não pode ser considerada como tal, a menos que subsistam complicações clínicas que justifiquem o aborto, embora a prática deste possa originar a perfuração do útero por instrumento cirúrgico, o que acontece em 1 dentre 1000 abortos.
6. Logo, só por razões culturais o aborto poderá ser considerado como um crime lesa humanidade, pelo que o empolamento dado ao assunto é ridículo, quando comparado com os conflitos armados entre nações; morticínios causados por motivos ideológicos antagónicos ou meras questões religiosas.
7. O homem é um animal racional (ou, pelo menos, deveria comportar-se como tal) pelo que cada caso é um caso; a tragédia apenas procura excitar o terror ou a piedade de alguns. Sejamos responsávies pelos nossos próprios actos.
Nau
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