quarta-feira, 2 de maio de 2012

Nº. 171 - Primeiro de Maio, VII


1. Trazer à colação o colonialismo quando o tema é o 1º de Maio celebrado como o dia do trabalhador, poderá parecer um tanto ou quanto abstruso, mas talvez não seja.

2. O colonialismo tradicional consiste no estabelecimento de grupos de emigrantes de uma ou várias nacionalidades num território como colonos, normalmente para arrotear e cultivar terras ou mera exploração das riquezas, a título de trazer à civilização populações locais civilizacionalmente atrazadas.

3. Este fenómeno emigratório normalmente verificava-se pelo excesso de mão de obra e/ou falta de oportunidades para singrar na terra natal, provocando uma mudança voluntária quer por iniciativa do próprio, quer pelo aliciamento feito por colonos interessados em expandir as suas actividades ou meros projectos.

4. Por populações civilizacionalmente atrazadas deve entender-se a existência de práticas e/ou de técnicas rudimentares locais que não possibilitavam uma exploração das potencialidades do território colonizado, cujos frutos teriam uma procura assegurada e maior valor no país dos emigrados.

5. Nos nossos dias, os países que se encontram num estádio político, técnico, económico e cultural menos avançados e/ou careçam de mão de obra mais qualificada (expl.: tecnologia para a extracção e refinação do petróleo em bruto; produção de energia atómica e outras coisas mais) são colonizados não por numerosos emigrantes de outros países, mas por consórcios apátridos de capitais e de novas tecnologias.

6. Este neo-colonialismo que avassala países à escala regional e continental vai evoluindo segundo as leis da oferta e da procura, bem como da capacidade de produção dos colonizadores, sendo a mão de obra dos colonizados algo descartável a todo o momento.

7. Não existem fórmulas políticas milagrosas, nem chefes indispensáveis. O importante é o aumento em núnero dos cidadãos criteriososque o movimento cooperativo estimula e assegura.

Nau

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