quarta-feira, 30 de maio de 2012
Nº. 199 - O Pensamento Único, I
1. O anti-comunismo primário patente nos confrontos políticos do após 25A seria devido à fraca escolaridade de então.
2. Hoje, o anti-comunismo persiste mas, atendendo ao prolongado periodo de tempo durante o qual se frequenta os centros de ensino, sou forçado a classificá-lo como anti-comunismo universitário.
3. Quando o pensamento único vigorava sob a chancela da salazarquia, os valores de esquerda funcionavam como antídoto porquanto mais radicais, sobretudo diferentes daqueles oferecidos pela emburguesada democracia estadunidense.
4. A ideia de progresso, de aumento gradual da civilização e das instituições politico-sociais, numa caminhada expedita para a perfeição e a felicidade, suplantava os paraísos celestiais oferecidos pelas confissões religiosas.
5. Porém, o poder económico - que motiva o consumismo e manipula a informação avassaladora - está na mão de singelos especuladores que admitem o progresso desde que este lhes garanta lucros.
6. O poder político é o estrado onde se exibem as vaidades sufragadas pelos cidadãos, consubstanciadas no governo, este mero factotum dos possidentes que suportam o poder económico.
7. Teoricamente, sendo o comunismo um sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade privada, lógico será a aversão (primária e universitária) de burgueses e possidentes,
Nau
terça-feira, 29 de maio de 2012
Nº. 198 - Cooperativismo
1. O cooperativismo é um movimento em que se privilegia o diálogo e a participação democrática dos seus associados.
2. O cooperativismo - sem a persecução doentia do lucro - cultiva a solidariedade dos seus pares, bem como a independência em relação ao sector financeiro.
3. O cooperativismo procura satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais do grupo envolvido.
4. O cooperativismo apresenta-se como uma alternativa à sociedade de consumo.
5. O cooperativismo tem por objectivo a prosperidade da comunidade que não do indivíduo em particular.
6. O cooperativismo significa a consciencialização do trabalho em grupo e justiça entre os participantes.
7. O cooperativismo abre o caminho para o regresso do Rei.
Nau
segunda-feira, 28 de maio de 2012
Nº. 197 - Cooperativismo Monarquico, II
1. Pareceu irónico acabar o último apontamento falando de trabalho quando o desemprego aumenta exponencialmente.
2. Claro que não é por falta de trabalho mas simplesmente de empregadores, porquanto a vida nas cidades, vilas e aldeias continua e esta não prescinde da actividade laboral.
3. A figura do empregador é indispensável em qualquer comunidade, seja esta do sector privado ou estatal, pois em todos os projectos - tanto os que os elaboram, como os que os executam - homines sunt ejusdem farinae.
4. Por vezes o empregador assume um papel muito importante na comunidade dado que é este o fautor dinâmico e a maioria precisa de emprego que não de trabalho.
5. Na unidade cooperativa, a aliança entre o trabalho e o emprego coexiste harmoniosamente, por vezes verificando-se tais funções na mesma pessoa.
6. A cooperativa procura satisfazer as necessidades e aspirações comuns - económicas, sociais e culturais - dos seus associados pelo que alia a capacidade empreendedora de uns com a capacidade produtiva de outros.
7. Volto a repetir. O cooperativismo não é a panaceia universal, mas o veículo para transformar a comunidade mais sã e equilibrada, possibilitando a almejada vinda do Rei.
Nau
domingo, 27 de maio de 2012
Nº. 196 - Cooperativismo monárquico, I
1. Há ainda quem questione: sendo fácil entender a racionalidade do movimento cooperativo, porquê a opção monárquica?
2. Questionar é coisa pouco vulgar nos nossos dias, pois fácil é reivindicar - não resolve os problemas, mas alivia as tensões sociais.
3. A reivindicação não precisa de argumentos dado que estes são meros slogans fabricados por corifeus que assim justificam a sua existência.
4 Logo, as necessidades todos nós as sentimos; porém, as soluções para, de certo modo, as satisfazer exigem um esforço concertado - este o fundamento do movimento cooperativo.
dos possidentes cuja parçaria almejam disfrutar.
5. Os corifeus, isto é, os chefes são essenciais para as sociedades emburguesadas pois os burgueses são os serventuários dos posidentes cuja parçaria almejam disfrutar.
6. Por conseguinte, os republicanos cultivam a figura do CHEFE - o chefe do partido, o chefe do governo, o chefe da polícia que mantém a ordem, o Presidente da República...
7. Os monárquicos, na figura do Rei, têm a imagem do passado, do presente e do fuuro suficiente para motivar o espírito dinâmico da comunidade - juntos trabalhamos; não reivindicamos.
Nau
sábado, 26 de maio de 2012
Nº. 195 - O Fim da Nossa Soberania
1. Em Dezembro último, o PCTP/MRPP publicou um texto de grande importância, não só pelo conteúdo, mas também pelo desafio intelectual que nos confronta.
2. "O Fim da Nossa Soberania Económica", era o título que nos choca pela actualidade mantida e pela vacuidade dos caminhos que, teimosamente, continuamos a percorrer.
3. "Quinze dospaíses da Eurolandia se demitam de pensar e discutir a crise do Euro e da própria União Europeia". O que terá mudado até aos nossos dias?.
4. "O Euro foi desde sempre concebido, não como moeda comum de países parceiros e soberanamente iguais, mas como principal arma de imperalismo alemão para o domínio e controlo da Europa, do Atlântico aos Urais".
5. "Com o Euro e com as políticas industriais e agrícolas comuns, a Alemanha liquidou a economia dos países europeus mais fracos, como Portugal, e desindustrializou quase toda a Europa, com excepção da Alemanha e pouco mais".
6. "Assim que a crise do Euro, juntando-se à crise americana do subprime começou a fazer implodir os países europeus mais fracos e cada vez mais dependentes dos bancos germânicos (...) nova fase do ataque se apresenta a imposição aos países em situação difícil de uma política orçamental, económica e financeira suicidária: austeridade + recessão + austeridade + recessão".
7. O que mudou até agora? Hollande? mas este é um Sarkozy travestido de Seguro!.
Nau
sexta-feira, 25 de maio de 2012
Nº. 194 - Luta Popular Online
1. Foi notícia no 'Luta Popular Online' no dia 23 último a concentração em Lisboa de trabalhadores de vários sectores da indústria contra o roubo do salário e do trabalho.
2. Das empresas em causa, salientamos a Pinto & Bentes, a Gráfica Mirandela e os Estaleiros Navais da Figueira da Foz, bem como os de Viana de Castelo, estes com promessas de soluções que se arrastam indefinidamente.
3. Os subsídios de férias e de Natal da Gráfica Mirandela estão em atraso há cinco anos (!) e parece ser este o padrão adoptado pelo governo que continua a avançar com promessas sem definir prazos.
4. Segundo o 'Luta Popular Online' estas reivindicações estão condenadas ao fracasso porquanto as medidas governamentais são para o pagamento dos juros que não da dívida que se eterniza.
5. O PCTP/MRPP propõe a formação de um governo democrático de esquerda, com base em decisões práticas tais como a nacionalização da banca, a aplicação de um programa de governo que sirva realmente os interesses de quem trabalha.
6. Poderemos querer ser mais radicais ou menos radicais, mas o importante será discutir os problemas e não atirá-los para detrás das costas. O que pretendemos? Quais serão os esquemas mais adequados?
7. Leia o 'Luta Popular Online' e participe nos debates. Vai ver que não custa nada.
Nau
quinta-feira, 24 de maio de 2012
Nº. 193 - O Manifesto da Treta
1. A vitória pirrónica de Hollande nas últimas eleições presidenciais francesas deu novo élan à gente cá do sítio que avança com o "manifesto para uma esquerda livre".
2. Segundoparece, o manifesto surge com o objectivo de "apelar para se vencer a crise democraticamente". Ficamos na dúvida, se aqueles que se cansaram pensam em soluções mais violentas...
3. Porém, o nome dos subscritores de tal manifesto fazem o mal e a caramunha, mas quanto a ideias inovadoras, tudo como dantes, quartel-general emAbrantes.
4. O título do documento "para uma esquerda livre" deixa no ar uma angustiante pergunta - esquerda livre de quê? dos preconceitos? das capelinhas?...
5. Santa paciência! Claro que é a esquerda PS que assina entendimentos com a Troika e, logo que a coisa dá para o torto, se apressa a dar o dito por não dito. Façamos como Hollande que ainda não passou das boas intenções...
6. "Se a intenção deste manifesto fosse a de lançar um movimento que passasse por cima do oportunismo parlamentarista do BE e do PCP e se demarcasse de forma inequívoca das cumplicidades e traições de Seguro, ainda podia gozar de alguma credibilidade".
7. É um refrigério ler o "Luta Popular Online" do PCTP/MRPP! Mas se não estiver totalmente de acordo, vá lá e comente.
Nau
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Nº. 192 - Presidente da República=Algoz da Democracia
1. Pressurosamente alguém da nossa praça telefonou só para me lembrar que também o Presidente da Mesa do Parlamento é eleito pelos seus pares e, sem dúvida, não poderá ser considerado como uma figura anti-democrática da República.
2. Dado que o meu interlocutor fez questão de que a resposta dada na hora fosse tornada pública, aqui vai sublinhando, entretanto, que duvidar não é defeito mas virtude, embora haja muito boa gente neste espaço internautico que nem uma questão saiba formular.
3. Também a idade do interlocutor não conta pois há muito senior que presume tudo saber e, talvez por isso, se exima em explicar a razão das suas opções políticas, dando a entender fortes convicções e a observância de altos valores que, prudentemente, se escusa em os apresentar .
4. O Presidente da Mesa do Parlamento tem como função principal orientar os trabalhos da Casa da Democracia sem participar nos debates partidários que lá se realizem, não podendo votar nem ser candidato a outras funções, mesmo no âmbito parlamentar.
5. Por conseguinte, a vontade popular é expressa através do sufrágio em cada legislatura - espaço de tempo durante o qual a Casa da Democracia exerce as suas funções - espelhando esta as diferentes cores políticas apuradas em proporção aos lugares existentes com o número de votos que nas urnas foram depositados.
6. Forçoso é salientar que sufrágios sem a cumplicidade de partidos políticos subvertem o acto eleitoral dando a este um caracter de referendum que apenas serve interesses demagógicos e/ou de minorias tecnocráticas, aristocráticas, teocráticas e outras da mesma jaez.
7. O Presidente da República, sobretudo na versão presidencialista francesa ou estadunidense - em que o governo expressa a orientação do Chefe de Estao e as câmaras parlamentares se limitam a fiscalizar os actos do executivo - o confronto partidário é residual e a cultura democrática prevertida.
Nau
terça-feira, 22 de maio de 2012
Nº. 191 - Slazaristas & Quejandos
1. Frequentemente se confunde unidade, na acepção de actos diversos com o mesmo objectivo, com unanimidade, isto é, conformidade de opinião.
2. Ora em Democracia o mais importante é a diversidade de opiniões na hipótese da asserção adoptada ser a verdadeira, sempre admitindo a possibilidade de nos termos enganado, a fim de proporcionar um diálogo franco, aberto.
3. A conformidade de opinião admite transigência com aquilo que nos desagrada sob o aspecto doutrinário, pelo que nem nos passa pela cabeça que haja quem insinue existir unanimidade acerca de teses controversas.
4. Chamaram a minha atenção para mais um salvador que anda perdido de amores por uma figura parda da II República que o ilustre apaniguado afirma ter sido monárquico.
5. Afirmar-se salazarista nos dias de hoje é de um absurdo e mau gosto imperdoável. Porém, assumir-se como monárquico e salazarista é de uma incoerência patológica.
6. Segundo parece, apaniguados da II República, não se revendo na actual, procuram aproximar-se de instituições respeitáveis (que não entendem) para expiação dos erros praticados durante a salazarquia.
7. Torna-se obrigatório para todos os monárquicos denunciar as manobras de tais videirinhos e varrer os ditos espantalhos para o lugar que lhes compete, isto é, a galeria dos sectários do botas.
Nau
segunda-feira, 21 de maio de 2012
Nº 190 - As Falanges ou Falanstérios
1. Tanto a infantaria espartana como a macedónica era formada por grupos de combatentes designados por falanges, em que a estratégia e a prolongada convivência tornava os seus elementos mais coesos e disciplinados.
2. A táctica falangista como arte de dispor tropas e guerrear foi abandonada devido à eficácia demonstrada pelas coortes romanas, mas o espírito de grupo tem sido retomado ao longo dos séculos por socialistas utópicos e políticos demagogos.
3. O homem soviético e o homem norte-coreano são os exemplos próximos, mas quem tiver a pachorra de se debruçar acerca deste assunto verificará que a ideia de igualdade - limitada à lei mas alargada por esticão - vai para além da Revolução Francesa, mantendo-se até na uniformizada prática maoista.
4. Charles Fourier (1771-1837) concebeu um sistema baseado no falanstério, unidade social que albergava cada uma das falanges em que se dividia a sociedade, estas teoricamente isentas de conflitos porquanto estabelecidas mum padrão institucional livre de repressões sociais e sexuais.
5.Várias tentativas deste conceito do socialismo utópico foram postas em prática nos finais do século XIX, nomeadamente no Novo Mundo, mas todas elas falharam por excessos de alguns elementos envolvidos no projecto e, sobretudo, porque o espírito de apropriação, bem como o instinto natural dos progenitores foram indeclináveis.
6. Embora apresentada como uma forma de vida cooperativa em que cada membro trabalhava de acordo com as suas vocações, o falanstério mais aparentava ser uma experiência conventual do que uma associação vocacionada para libertar os seus membros dos encargos respeitantes a lucros de intermediários e/ou capitalistas.
7. Le Corbusier (Charles-Edmond Jeanneret-Gris), arquitecto francês do século passado, defendia a construção de grandes blocos de apartamentos com áreas de serviços e lazer comuns, numa moderna visão falansteriana.
Nau
domingo, 20 de maio de 2012
Nº. 189 - O Amor V
1. A impressão produzida na mente, estimulada pela vista ou audição no acto de reagir a qualquer coisa, será pura emoção.
2. Sentir, isto é, apercebermo-nos de algo que se passa em nós através dos sentidos, permite tomar consciência de aspectos físicos ou morais da nossa existência.
3. A emoção incentiva de motu proprio os sentimentos, aliás, desencadeia uma série de outras emoções - agradáveis ou não - que fazem parte do nosso dia a dia.
4. Começa por ser um puro sentimento a consciência, mas a sobre-excitação dos sentidos perturba o próprio consciente, tal como se verifica no ser enamorado.
5. Voltamos ao amor - não estivessemos nós em pleno tempo primaveril! - apenas para acrescentar que, sem este, desperdiçaríamos a melhor parte da existência humana.
6. Amamos aquilo que nos é grato - coisas físicas e/ou materiais - sem razões aparentes, porquanto o amor provoca um sentimento mútuo de ternura, embora este seja pouco provável em relação a um livro ou a uma paisagem.
7. É através dos sentimentos que a mente raciocina e perde a razão, como diria Florbela Espanca, a amar perdidamente.
Nau
sábado, 19 de maio de 2012
Nº. 188 - O Amor IV
1. Até os cooperativistas cá do sítio se escandalizaram. Amar a pessoa do Rei!
2. Sim, meus Caros Cooperativistas. Amar é sinónimo de estimar, gostar de, apreciar muito.
3. Temos em grande estima a figura do Rei por este assumir a responsabilidade de representar ao longo da sua vida a comunidade.
4. O cidadão-Rei, conscientemente, abdica da faculdade de agir e pensar a seu bel-prazer porquanto tudo o que faça ou diga está condicionado aos interesses da comunidade.
5. Qualquer dignitário - magistrado, Presidente da República, alto funcionário, etc. - só terá que prestar contas públicas do exercício das suas funções.
6. Gostamos, isto é, apreciamos muito a figura do Rei por esta obviar disputas partidárias no topo da comunidade e representar o melhor que há em nós.
7. A liberdade que almejamos; a equidade que nem sempre praticamos por não reconhecer imparcialmente o direito de cada um; a solidariedade por falta de cooperação ou falha de assistência moral a alguém em qualquer circunstância, boa ou má - são as máximas do nosso Rei.
Nau
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Nº. 187 - República vs Monarquia
1. Sendo para os republicanos a elegibilidade uma das vantagens do regimen da sua opção, institucionalmente o cidadão-Rei não poderá disfrutar de tal benefício.
2. Para os monárquicos, sem dúvida muito mais realistas, o eleito para o topo da jerarquia política da comunidade será, natural e racionalmente, o cidadão-Rei, este dispensado de sufrágios, excepto daqueles designados por serviço público cívico, tal como era prática corrente na Antiga Grécia.
3. Deliberadamente, certos politólogos definem República como forma democrática de governo em que o povo exerce a soberania por intermédio de delegados eleitos, por tempo limitado, o que (se tal prática democrática de modo integral funcionasse) substancialmente reduziria o numero daquelas instituições, tanto no passado, como no presente.
4. Na mesma linha, os estudiosos de ciências políticas referidos no parágrafo anterior, explicam o significado de Monarquia como sistema de governo em que os súbditos identificam o poder político com a pessoa do Rei, do qual emana uma autoridade de origem providencial.
5. Ora a forma de governo poderá ser: (a) democrática, quando exercida pelo povo, directamente ou através dos seus delegados, com esquemas multipartidários; (b) aristocrática, quando dirigido por minorias tecnocráticas e/ou por um grupo de pessoas cujos interesses se identificam com os de toda a comunidade, nos esquemas demagógicos ou monopartidários.
6. Para nós, cooperativistas, entendemos República como instituição política em que o Chefe de Estado é designado por sufrágio universal ou colégio de eleitores, por tempo limitado. Monarquia será a instituição política em que o Chefe de Estado é hereditário e vitalício.
7. Logo, ambas as instituições - República e Monarquia - poderão compreender governos democráticos. Porém, na República, o Chefe de Estado é uma figura anti-democrática, existindo para apoiar ou contrariar a maioria apurada no Parlamento, enquanto que a figura do Rei é consensual por excelência.
Nau
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Nº. 186 - O Casamento II
1. É verdade. O casamento entre pessoas do mesmo sexo apenas se tornou candente por ser tema no confronto entre os candidatos presidenciais estadunidenses.
2. Em terras lusas, este tema já foi prato forte em anteriores legislaturas. Aliás, sempre que um partido do arco governamental pretenda dar arezito de esquerda, avança com o assunto.
3. Nos EUA, a eleição presidencial é muito complicada, envolvendo negociações partidárias dentro de cada estado, seguidas de novas negociações partidárias interestaduais, tudo em duplicado porquanto o confronto final será entre o Partido Republicano e o Partido Democrático.
4. Tradicionalmente, o Partido Republicano representa a corrente conservadora - América é só para os americanos - e o Partido Democrático segue uma linha mais aberta, embora ambos sejam mantidos por consórcios da alta finança.
5. Claro que o Partido Democrático é obrigado a levantar a bandeira do casamento entre pessoas do mesmo sexo, embora tal desagrade às igrejas que apoiam o partido, porquanto o lobby armamentista se sinta prejudicado pela "política de debandada" do actual Presidente.
6. O problema do casamento de homossexuais entre si é idêntico ao dos hetereossexuais, visto que a preocupação do legislador é de apenas assegurar a responsabilidade e protecção do nascituro aos seus progenitores.
7. Por outro lado, a progressiva transformação da mulher de fada do lar em parceira social no mundo do trabalho remunerado permitiu a esta a justa independência, incluindo o direito de mudança de parceiro, bem como das leis que pretendiam impor a 'monogamia' apenas a um dos lados.
Nau
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Nº. 185 - O Casamento I
1. Casualmente, deparei-me com o tema do aborto; seguiu-se a homossexualidade e o amor. Chegou a vez do casamento.
2. O casamento, sobretudo na língua portuguesa, está conotado com o ir morar, pôr casa - entenda-se, com/para alguém.
3. Já noutras línguas, o consórcio entre duas pessoas toma o significado de pertença marital, do latim maritale-, maritus.
4. Em qualquer dos casos, casar significa unir tanto o homem e a mulher, como indivíduos do mesmo sexo.
5. Claro que a união legítima entre homem e mulher subsiste por tal estar consagrado no conjunto de normas estabelecidas pelos órgãos competentes do Estado.
6. Logo, o casamento legal apenas garante aos signatários determinados direitos, a si e aos seus descendentes, embora as ditas normas não imponham a existência destes.
7. O casmento entre pessoas do mesmo sexo apenas depende da atenção do legislador, por vezes pouco motivado acerca deste assunto por preconceitos e/ou meras razões culturais.
Nau
terça-feira, 15 de maio de 2012
Nº. 184 - O Amor III
1. Já nos debruçámos acerca do amor como sentimento de afecto que se tem por uma pessoa ou uma coisa.
2. Também nos espraiamos na atracção sexual que, à semelhança das leis da física, atrai os corpos uns para os outros.
3. Escusado será dizer que a beleza - aquilo que encanta os sentiudos - apenas é evocada para justificar a devoção ou a urgência íntima.
4. O amor igualmente se verifica no esmero com que executamos uma coisa: um gesto afectuosos; uma obra material e/ou espiritual.
5. Talvez tenha sido menosprezado o amor platónico, aquele que, sem aproximação carnal, mantém o elo perdido de uma ligação inconsequente.
6. Finalmente o amor próprio, isto é, aquilo que é digno desse sentimento, que nos mantém firmes nas opções assumidas.
7. Como monárquicos, cultivamos o amor ao Rei por este ser o marco da nossa comunidade - passado, presente e futuro em progressão.
Nau
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Nº. 183 - O Amor II
1. Quando a homosexualidade foi tema nestes apontamentos, salientei que a mesma seria o resultado de um conjunto de fenómenos normais da experiência humana.
2. No dito apontamento, chamei a atenção para o facto de grande número de humanos experimentar actividades sexuais com pessoas do seu sexo na adolescência.
3. A puberdade precede a virilidade, manifestando-se como aptidão para a reprodução da espécie naturalmente ou por estímulos confinantes.
4. Sendo a descoberta do sexo um processo biológico de maturação, tudo o que prejudique ou vicie tal fenómeno - por ignorância ou lascívia - é lamentável.
5. A falta de convívio entre pessoas de ambos os sexos e/ou a separação destes em estabelecimentos de ensino, quarteis, prisões, actividades culturais ou religiosas, poderá ser traumático para a espécie humana.
6. Por outrolado, a impudicícia de uns e as urgências sexuais de outros poderá dar origem à perturbação de identidade de muitos jovens ou a irregularidades somáticas e psíquicas.
7. A fraternidade republicana e o amor ao próximo de cultura religiosa são equivalentes. A solidariedade é o lema do movimento cooperativo.
Nau
domingo, 13 de maio de 2012
Nº. 182 - O Amor I
1.Na busca de temas fracturantes, porque não o amor?
2. Comecemos por avançar com uma explicação acerca do amor nas várias categorias - eros, philia, agape.
3. Eros pontificava como o deus do amor na mitologia grega, fautor da atracção sexual e de desejos ardentes.
4. A amizade (em grego, philos de philia) significa um sentimento desinteressado que liga duas pessoas, sem derivar de laços familiares e/ou atracção carnal.
5. De certo que agape (também de origem grega) está próximo de eros e de philia, mas é diferente de meras atracções sexuais ou pura amizade, na linha de disposição afectiva em relação a coisas de ordem moral ou intelectual.
6. Logo, o amor será a vontade de expandir o ego pela necessidade do desenvolvimento espiritual próprio, impulsionado por sentimentos de partilha.
7. O amor próprio e o amor por outrem são da mesma natureza; difícil é estripá-lo do sentimento carnal ou meramente afectivo.
Nau
sábado, 12 de maio de 2012
Nº. 181 - Luta Popular Online
1. No final de Março, cerca de 160 mil jovens estavam desempregados, segundo as estatísticas oficiais, sendo a maioria, isto é, 67 mil licenciados.
2. A vitória de Hollande é festivamente celebrada tanto pelo PS como pelo BE, esquecendo que o novo inquilino do Eliseu pouco ou nada poderá fazer sem alteração do actual quadro parlamentar.
3. Quanto à greve da Carris parece tudo correr de acordo com a chamada reforma estrutural da empresa para dinamizar o crescimento desta, privatizando-a a curto prazo.
4. Sem dúvida que o povo grego se tem visto mais grego com o resultado das últimas eleições e já se prepara novo calendário eleitoral porquanto o entendimento entre políticos não é fácil.
5. Verdade, verdade é toda Europa estar à beira da bancarrota e todos os governos (incluindo os candidatos ao lugar) se acusam severamente, descarregando a ira na Alemanha que, por enquanto se tem equilibrado no meio da tempestade.
6. Abandonar o Euro é uma hipótese, mas os resultados ao nível de cada país será uma catástrofe muito mal explicada.
7. Daqui lanço o desafio: leiam o m'Luta Popular Online' do PCTP/MRPP e exponham, abertamente, as vossas dúvidas e preocupações.
Nau
sexta-feira, 11 de maio de 2012
Nº. 180 - Deus, Pátria, Rei (II)
1. Segundo o professoral Francisco Louçã, este pontífice do BE não é súbdito de ninguém, pressupondo anacrónica a figura do Rei ('monarquicos.com indice', entrevista Outº. 2007).
2. Porém, todos nós somos súbditos, isto é, estamos submetidos às leis do Estado; apenas cidadãos quando participantes da autoridade soberana como povo.
3. A soberania do povo jamais poderá ser alienada através de actos delegatórios por estes se tornarem súbditos, conforme atrás assumido, das leis do Estado.
4. Soberano - aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política - apenas poderá ser a figura do Rei, embora mero cidadão perante a lei, como qualquer outro dignitário.
5. Bem avisado andava Rousseau quando admitia que o povo deixava de ser livre no acto da eleição dos seus representantes, pela fatalidade do abuso preponderante nas funções próximas das cadeiras do poder.
6. A democracia directa das cidades-Estado da Antiga Grécia serviram de padrão para o esquema piramidal de assembleias múltiplas que a carenciada e desmotivada cidadania obstaculiza.
7. Ao espingardear em nome da Liberdade, opunha-se a fé em Deus; à Igualdade perante a lei, avançava-se com a pátria inventada no Novo Mundo; à Fraternidade na linha do amor ao próximo, rematava-se com a cartada máxima do Rei.
Nau
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Nº. 179 - Deus, Pátria, Rei (I)
1. Sem dúvida que é a falar que as pessoas se entendem, pois é através da linguagem que os humanos ultrapassam a ignorância original.
2. Os outros animais limitam-se a pipilar, rugir, uivar, produzindo singelas vibrações sonoras, tal como os homens primitivos quando transmitiam entre si sinais de ameaça, perigo ou mera satisfação.
3. Por outro lado, a comunidade rudimentar apenas conhecia a lei do mais forte que os protegia e os disciplinava, complementada pela experiência dos mais velhos que, estreitando os laços entre si, seria o fundamento da religião.
4. Originalmente os republicanos (entenda-se, a burguesia serventuária) eram aqueles que, não fazendo parte da minoria patrícia que em tempos confrontaram agora apoiavam, a fim de irradicar a figura do Chefe, porquanto a multiplicação desta permitir uma vasta engenharia de favores.
5. Logo, o movimento republicano de raiz europeia, isto é, anti-monárquico, procurou minar a figura do rei e da religião sua aliada, exaltando a pátria, não como bairrismo natural, mas como algo assente num passado mítico de referência, se possível sem rei.
6. Num aparente confronto entre velhas tradições e futuros radiosos, os corifeus republicanos ganharam pontos esgrimindo a triologia Liberdade, Igualdade, Fraternidade, à qual se opunha a de Deus, Pátria, Rei.
7. Porém, a comunidade dos nossos dias nada tem a ver com a pátria mítica republicana, compreendendo a dita comunidade novos elementos de origens váriadas que asseguram o seu futuro, sob a possível triologia cooperativista de Liberdade, Equidade, Solidariedade, que predispõe o regresso do Rei.
Nau
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Monarquia vs República
1. Em primeiro lugar, é bom ter presente que tanto a Monarquia como a República não são formas de governo, mas de regimenes políticos.
2. Por outro lado, República não é sinónimo de Democracia, como facilmente se veriifica através dos milhares exemplos que poderão ser citados e confirmam tal asserção.
3. Embora muitos políticos franceses definam República como o regimen em que o Chefe de Estado não é hereditário, na prática insistem nas liberdades republicanas como se estas fossem apanágio exclusivo de tal instituição política.
4. Democracia - segundo o étimo grego dêmoskratia - significa governo do povo e este tanto se verifica na República como na Monarquia que a tem ensaiado em Portugal, com altos e baixos, desde 1820, ano da primeira Revolução Liberal.
5. O cavalo de batalha dos republicanos é de que em Democracia tudo deverá ser definido por sufrágio universal, esquecendo que tal exemplo não é possível nos genes que herdamos hereditariamente; no apelido que usamos e até nos bens materiais que eventualmente nos são legados.
6. Sempre que os exemplos da Alemanha e da Itália vêm à baila pela nomeação do Chefe de Estado atra vés de um Colégio Eleitoral, os corifeus republicanos apressam-se a asseverar que os elementos do dito Colégio foram apurados por sufrágio universal.
7. Nós, monárquicos, dispensamos estas habilidades republicanas e continuamos a afirmar que a eleição do Chefe de Estado apenas serve para este apoiar ou contrariar a maioria democraticamente apurada no parlamento.
Nau
terça-feira, 8 de maio de 2012
Nº. 177 - Tema homosexualidade, e porque não?
1. Nenhum tema vira tabu neste espaço. Aliás, o mesmo já foi objecto de um outro apontamento. Logo, aos desafios respondo - discutir homosexualidade como tema, porque não?
2. Seres hermafroditas, compreendendo em si ambos os sexos masculino e feminino, povoavam a Terra, segundo era corrente na Grécia Antiga, e as suas façanhas eram tão portentosas que essas personagens míticas chegaram intentar a conquista do Olimpo.
3. Claro que os deuses, receando tal ousadia e na iminência de receberem uma ordem de despejo da sua deliciosa residência, decidiram mear tais criaturas, espalhando-as a esmo por tudo que era sítio.
4. Esta é a razão pela qual os sexos almejam pelo reencontro das suas contrapartes, mesmo quando as excepções à regra hermafrodita se verificavam e não foram devidamente acauteladas pelos deuses.
5. A homosexualidade como conjunto de fenómenos normais da experiência humana apresenta orientações pouco lineares, estimando-se que cerca de 6% a 10% dos adultos tenham exclusivamente relações homosexuais ao longo das suas vidas.
6. Certo é que uma percentagem muito maior de humanos experimentou actividades sexuais com pessoas do seu sexo na adolescência, embora mantenham um comportamento hetereosexual como adultos, isto é, não sentindo qualquer atração por pessoas do mesmo sexo.
7. A perturbação de identidade consiste em a pessoa ter um dos sexos biológicos (masculino ou feminino) e ver-se a si própria de género oposto.
Nau
segunda-feira, 7 de maio de 2012
Nº. 176 - O Aborto
1. Acidentalmente tropecei em matéria controversa no meu último apontamento, dando azo a pertinentes comentários à porta de casa.
2. Bom é ter presente que no movimento cooperativo não é a unanimidade que a todos se impõe, mas o espírito consensual, a persecução de largos consensos.
3. O aborto não é um método anticonceptivo, mas segundo a informação que disponho, "cerca de dois terços das mulheres de todo o mundo têm acesso ao aborto legal e aproximadamente uma duodécima parte vive em países nos quais o aborto está estritamente proibido".
4."Cerca de 30% de todas as gravidezes terminam devido ao aborto, o que o converteu num dos procedimentos cirúrgicos mais frequentes. Porém, o "risco de complicações a partir de um aborto está directamente relacionado com a duração da gravidez e com o método empregado".
5. Sem dúvida que a gestação não é uma doença pelo que não pode ser considerada como tal, a menos que subsistam complicações clínicas que justifiquem o aborto, embora a prática deste possa originar a perfuração do útero por instrumento cirúrgico, o que acontece em 1 dentre 1000 abortos.
6. Logo, só por razões culturais o aborto poderá ser considerado como um crime lesa humanidade, pelo que o empolamento dado ao assunto é ridículo, quando comparado com os conflitos armados entre nações; morticínios causados por motivos ideológicos antagónicos ou meras questões religiosas.
7. O homem é um animal racional (ou, pelo menos, deveria comportar-se como tal) pelo que cada caso é um caso; a tragédia apenas procura excitar o terror ou a piedade de alguns. Sejamos responsávies pelos nossos próprios actos.
Nau
domingo, 6 de maio de 2012
Nº. 175 - Primeiro de Maio, 0
1. Pensava ter encerrado as celebrações do Primeiro de Maio com o sétimo apontamento dedicado áquela data , mas eis que me deparo com uma realidade incontornável.
2. Evitara fazer comentários acerca dos políticos da nossa praça visto que estes, mormente aqueles com assento parlamentar, não cumpriram com as suas obrigações fiscalizadoras, permitindo que a dívida soberana ultrapassasse os limites razoáveis, sem qualquer chamada de atenção.
3. Os escândalos e crimes económicos aconteceram durante largo tempo com a complacência - direi mesmo, incompetência - de políticos como Vitor Constância que, no final de uma progressão compadríaca, ainda são premiados com lugares confortáveis no forum europeu.
4. Por tudo isso é que continuo a considerar Garcia Pereira, do PCTP/MRPP, como o político mais qualificado para ingressar no parlamento que temos porquanto, sem dúvida, ele é o candidato parlamentar mais coerente com a sua opção partidária, enquanto que os outros primam pelo rameirismo político do costume.
5. Ao fim e ao cabo, o protagonismo do dia Primeiro de Maio coube inteiramente ao Pingo Doce com um golpe publicitário que, embora beneficiando o trabalhador, irritou os corifeus habituais por ofuscar o simbolismo da data.
6. Espero que o Vaticano, nas celebrações do 25 de Dezembro, não venha exigir que se façam leis reguladoras a fim de debelar o consumismo desenfreado que normalmente se verifica naquela quadra, de modo a não ofuscar o simbolismo da mesma.
7. É triste, mas os nossos políticos são meros burocratas - fazem leis por tudo e por nada, algumas bem capciosas como a lei do aborto - com a falta de imaginação e arte para dinamizar a comunidade lusa à beira de uma estrondosa falência... técnica.
Nau
sábado, 5 de maio de 2012
Nº. 174 - A Web Log
1. Segundo o 'Caderno Monárquico', "Requeremos perspectivas de longo prazo, mas só com o rei tal é possível" - Porquê?.
2. O blog 'Monárquicos Livres' afirma: "Eu acredito que a Monarquia é o melhor para Portugal!" - Porquê?.
3. 'Monárquicos Portugueses Unidos' adopta o lema (pelo menos, no apontamento de 13/7/11) "Deus, Pátria, Rei" - Porquê?.
4. "A Monarquia não resolve coisa alguma (...) sendo assim um factor, indirecto, de regeneração de Portugal", ler 'omantodorei' em 13/2/12, citado por Filipe Cardeal Facebook.
5. Em "Fé na Monarquia", comentava Nuno Pombo (Março, 2007) no "quinta-feira.com"; "Há uns tempos alguém me dizia, do alto do seu perfil de estudiosos, que a querela que opunha monárquicos a republicanos era um capítulo de uma outra batalha, bem mais vasta: a que separava a Fé ou a Religião da Ciência", !!!.
6. "Ser monárquico no século XXI é ser militante de uma ideia com futuro e de um projecto regenerador e moralizador da vida pública do país; é acreditar que a Monarquia que vier é a que os portugueses quiserem", in Estado de Sentido, António de Sampayo e Mello, aos dias 16 de Fevereyro do Anno da Graça de 2012.
7. Continuo sem compreender , após a leitura destes três últimos parágrafos, como é possível ainda existirem republicanos em Portugal!.
Nau
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Nº. 173 - A Web Log
1. Achei estranho que o nosso Correio-Mor apresentasse para os habituais comentários temas de interesse muito reduzido.
2. Tanto blog existe por aí que basta visitar um e outro para arranjar pano para muita manga, sem curar o autor ou a música que este toca.
3. Embora à sombra das novas tecnologias se tenha aumentado a possibilidade da comunicação entre pessoas que pouco se conhecem, certo é que a comunicação propriamente dita nada melhorou.
4. Fala-se muito mas pouco se diz e a prova são os infindáveis monólogos a que assistimos - nas ruas, nos transportes, nos cafés, etc. - que mais parecem cacarejares em aviários sobrelotados do que animais falantes.
5. Aparentemente os blogs monárquicos são tantos que difícil será poder acompanhar a correria vertiginosa destes, embora as intervenções se reduzam a faits divers e/ou a declarações do tipo clubístico, isto é, pouco argumentativas ou meramente irracionais.
6. Continuo sem entender como será possível melhorar o estilo de vida da gente lusa e 'salvar Portugal' com a simples mudança de regimen político e, por isso, continuo a questionar: é monarquico? porquê?.
7.De facto, a culpa não é do nosso Correio-Mor, nem tão pouco da minha falta e paciência, mas tenho que cocncordar com a maioria. Não há crise, pá!. Porreiro, pá!, e outras coisas mais.
Nau
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Nº. 172 - Luta Popular On-Line
1. A traição de Seguro: Seguro é um oportunista, com a boca cheia de socialismo apenas para enganar alguns trabalhadores, mas não passa de um vendilhão ao serviço dos capitalistas, da reacção e do imperialismo alemão.
2. Relvas que se cuide: O povo da freguesia de S. Tomé de Negrelos, do concelho de Santo Tirso, bem vai avisando - Já existimos há 12 séculos! O povo vencerá!.
3. Um ataque terrorista: As alterações ao Código do Trabalho (...) representa uma tentativa de desferir um golpe terrorista contra o movimento operário.
4. Garcia Pereira 'Em Foco' no ETV (17/4/12): Temas em debate - O significado do plafonamento das pensões; A melodia de Soares; PS e o significado do tratado de consolidação orçamental.
5. O ministro público da saúde privada: Paulo Macedo, antigo membro da direcção da Medis (companhia de seguros de saúde privada) está a levar a cabo um programa que mais não visa do que criar as condições ideais para aprivatização deste sector.
6. Desemprego: A taxa de desemprego em Portugal atingiu o seu máximo histórico. Que medidas anunciou este governo? Austeridade contra os trabalhadore, depois de ter feito entrar em vigor a redução do tempo e montante dos subsídios de desemprego.
7. Mais pormenores, basta clicar no Luta Popular On-Line de onde foram transcritas as notas acima.
Nau
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Nº. 171 - Primeiro de Maio, VII
1. Trazer à colação o colonialismo quando o tema é o 1º de Maio celebrado como o dia do trabalhador, poderá parecer um tanto ou quanto abstruso, mas talvez não seja.
2. O colonialismo tradicional consiste no estabelecimento de grupos de emigrantes de uma ou várias nacionalidades num território como colonos, normalmente para arrotear e cultivar terras ou mera exploração das riquezas, a título de trazer à civilização populações locais civilizacionalmente atrazadas.
3. Este fenómeno emigratório normalmente verificava-se pelo excesso de mão de obra e/ou falta de oportunidades para singrar na terra natal, provocando uma mudança voluntária quer por iniciativa do próprio, quer pelo aliciamento feito por colonos interessados em expandir as suas actividades ou meros projectos.
4. Por populações civilizacionalmente atrazadas deve entender-se a existência de práticas e/ou de técnicas rudimentares locais que não possibilitavam uma exploração das potencialidades do território colonizado, cujos frutos teriam uma procura assegurada e maior valor no país dos emigrados.
5. Nos nossos dias, os países que se encontram num estádio político, técnico, económico e cultural menos avançados e/ou careçam de mão de obra mais qualificada (expl.: tecnologia para a extracção e refinação do petróleo em bruto; produção de energia atómica e outras coisas mais) são colonizados não por numerosos emigrantes de outros países, mas por consórcios apátridos de capitais e de novas tecnologias.
6. Este neo-colonialismo que avassala países à escala regional e continental vai evoluindo segundo as leis da oferta e da procura, bem como da capacidade de produção dos colonizadores, sendo a mão de obra dos colonizados algo descartável a todo o momento.
7. Não existem fórmulas políticas milagrosas, nem chefes indispensáveis. O importante é o aumento em núnero dos cidadãos criteriososque o movimento cooperativo estimula e assegura.
Nau
terça-feira, 1 de maio de 2012
Nº. 170 - Primeiro de Maio, VI
1. O dia do trabalhador é celebrado nos Estados Unidos da América e no Canadá na primeira segunda-feira do mês de Setembro, desde 1894.
2. As celebrações do dia do trabalhador na Europa tiveram lugar no primeiro de Maio, por iniciativa dos países socialistas, generalizando-se a adopção dessa data graças aos movimentos internacionalistas do sector.
3. Claro que a referida data não foi escolhida de modo aleatório, mas na linha da tradição mediterrânica das festas aos deuses Apolo e Artémis, na Grécia Antiga, bem como das festas romanas à deusa Flora.
4. Todas as culturas ao longo da história têm celebrado o ressurgir da natureza no começo do mês de Maio, com festas e ritos - à luz, ao fogo, às trevas e ... ao trabalhador reivindicativo.
5. Segundo a doutrina do presidente estadunidense James Monroe (1817-1828) "a América é para os americanos" pelo que os liames ao colonialismo europeu deveriam ser cortados, fomentando-se o empreendorismo pioneirístico para a consolidação do novo homem.
6. No Velho Continente, perdido em disputas internas semelhantes às da Grécia Antiga, procura-se centralizar a decisão, presumindo ser possível viver de um património à beira da exaustão, bem como de um padrão de vida improdutivo, digo, insustentável.
7. O futuro, aparentemente, fabuloso apresenta-se incerto e novos desafios se apresentam, ultrapassando a resignada Europa, bem como o império colonialista estadunidense.
Nau
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