quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Nº. 6019 - RAC


1. O regime político vigente em Portugal não cai de podre uma vez que a merda acumulada é tanta e consistente que dá larga folga ao esporear da burguesia republicana dominante.

2. Diariamente, tanto a imprensa como os órgãos de comunicação social de imagem e som denunciam as actividades ilícitas da política de cavalheiros da indústria que, airosamente, escapam a qualquer acção judicial.

3. Os magistrados que administram a justiça enfrentam estorvos insuperáveis, isto é, burocracias para a articulação de qualquer grande processo judicial, este condenado à exaustão por mero esgotamento dos prazos legais.

4. A coisa mantém-se à superfície graças à capa da União Europeia que rege os seus interesses em altas esferas e amplos palácios, dando conforto e boas reformas aos figurões.

5. Claro que a Monarquia seria a opção radical, porém muitos são os descendentes de Dom Brúcio de Brebício Diliça de Porra Raistaparta e Chiça que se presumem adequados a superar a burguesia republicana dominante.

6. Logo, tanto o monárquico-comunalismo (defendendo um soberano consensual, hereditário e vitalício) como a erradicação do Estado por opção da política administrativa digital, bem como a automatização da produção industriosa, além da redistribuição da riqueza comum, de acordo com as necessidades individuais, sem intervenção humana, é o passo seguinte.

7. O homem poderá saciar a sua fome de imortalidade em práticas físicas e  culturais no espaço geográfico do seu aprazimento, na óptica sublime de Reino.

Nau


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