quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020
Nº. 6013 - Prelo Real
Tempo de Poesia
Todo o tempo é de poesia
Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.
Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia.
Todo o tempo é de poesia.
Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos em sangue soçobram
vidas qua amar se consagram.
Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria
Todo o tempo é de poesia
Desde a arrumação ao caos.
à confusão da harmonia.
António Gedeão
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário