segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020
Nº. 6010 - Portal Comunlista
1. A guerra europeia da primeira metade do século passado tem sido tema recorrente neste espaço para sublinhar a emergência de dois grandes Estados - alemão e italiano - bem como fim da hegemonia do Velho Continente.
2. Com costa virada para o mar Báltico e mar do Norte, a Europa Central viu renascer o Império Alemão, separado da Áustria e da Itália, graças à política convergente de Bismark, culminando esta com a proclamação de Guilherme-I Imperador da Alemanha.
3. O desenvolvimento do capitalismo alemão, orientado para um crescimento económico e técnico, entrou em contradição com os interesses ocidentais (Reino Unido e França) que, após a exaustão dos recursos militares próprios, tiveram de recorrer ao auxílio extra-europeu.
4. A Sociedade das Nações, preconizada pelo presidente norte-americano Thomas Wilson, destinada a preservar a paz e promover a cooperação entre os Estados membros, transformou-se em mera desforra do Reino Unido e França através do Tratado de Versalhes, conduzindo o seu fracasso à segunda guerra europeia e dissolução da dita Sociedade em 1946.
5. Na Conferência de Ialta (Fevereiro de 1945) Roosevelt, Estaline e Churchill reservaram para si zonas de influência na Europa - Nato a ocidente; Comecon a oriente - além de um plano de ajuda económica e financeira aos aliados que igualmente serviram para reactivar a economia norte-americana.
6. Embora dividida, a Alemanha ocidental recuperou o seu estatuto de grande potência científica e industrial que, no desenvolvimento das tensões Tio Sam/Santa Rússia, permitiram a almejada reunificação.
7. Até meados do século-XX, a burguesia republicana francesa manteve-se como esforçado reduto do pensamento europeu, subindo às nuvens, na hipótese mais sã e justa, alheando-se da cooperação, do futuro digital e da tendência robotizada que se avizinha.
Nau
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