1. A coesão nacional, sistematicamente evocada pela classe dirigente, apenas motiva causas minoritárias, tais como os emigrantes, as mulheres e os homossexuais.
2. Certo é a luta popular não passar do confronto entre uma minoria republicana dominante e a maioria de baixos recursos materiais centrada no melhoramento das suas bases de subsistência.
3. Para a minoria dirigente, a nação politicamente organizada - isto é, o Estado - é mero reduto da alta burguesia que, implementando o sectarismo, alegadamente permite a ascensão dos melhores.
4. Claro que a nação, como conjunto de naturais de um determinado espaço geográfico, exaltando o berço original por contraposição a estrangeiros, é puro artifício da minoria dirigente.
5. A comunidade de indivíduos que falam o mesmo idioma e cultivam uma administração comum, participada por residentes de outras origens, tendo por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, fundamenta a ideia peregrina de Reino.
6. Logo, a luta popular consiste no confronto da maioria com a minoria política dirigente, esta alicerçada em sistemas económicos caracterizados pela acumulação de património destinado à produção e novos valores que garantem a sua prepotência.
7. O fim das classes sociais só é possível através de uma administração pública digitalizada e de uma produção industrial automática, bem como da distribuição da riqueza de acordo com as necessidades de subsistência individual.
Nau
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