domingo, 23 de fevereiro de 2020
Nº. 6016 - Psyche
1. A exploração do homem pelo homem é pratica recorrente desde a noite dos tempos, por insuficiência própria ou de meios, como alternativa à cooperação.
2. Estabelecer uma ordem de dependência por coacção física ou aliciamento sedutor (destreza, engenho) foram os condimentos para a emergência de divindades e respectivos sacerdotes.
3. O atomismo individualista, do qual provém a negação da existência real dos seres colectivos, bem como a atribuição indevida da capacidade económica do capital para gerir a produção, sem o recurso a aparelhos burocráticos, chegou ao fim.
4. Logo, o Estado, como reduto da burguesia republicana dominante, impõe um carisma dogmático à pluralidade social, quer por diatribes pedagógicas, quer pela separação da inteligência de qualquer actividade própria.
5. O homem, tido como algo autónomo e abstracto, embrutecido por um idealismo misticíssisimo e/ou um materialismo básico do real, carece de uma autogestão cooperativista, i.e., negação radical da adoração do homem pelo homem.
6. A autogestão positiva, mera libertação do homem em si pelo homem social, através de um federalismo autogestionário e mutualista, onde predomina o sentimento de comunidade, em espaço geográfico de tradição acrisolada.
7. O monárquico-comunalismo, na dicotomia liberdade e responsabilidade, recupera a ideia peregrina de Reino, robustecida pela anarquia, esta redutora da figura decrépita do Estado.
Nau
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