sábado, 29 de fevereiro de 2020

Nº. 6022 - Fim de Semana 9


1. A exploração do homem pelo homem é prática recorrente desde a noite dos tempos, por insuficiência própria ou falta de meios, tendo como alternativa a cooperação.

2. Porém, a administração pública digital e a subsistência humana assegurada por sistemas automáticos, a liberdade e a responsabilidade são os leitmotivs do Reino.

3. Enquanto o acto ou efeito de competir exorta a prática de concorrer com outrem na mesma pretensão, trabalhar com alguém robustece a hipótese de equilíbrio - bom sucesso.

4. Cooperação e anarquismo são o apanágio da monarquia, significando esta governo de um só, isto é, da maioria, sem conexões partidárias.

5. O homem poderá saciar a sua fome de imortalidade em práticas físicas e culturais no espaço geográfico do seu aprazimento, na óptica sublime de Reino.

6. "Para ser grande, sê inteiro: nada teu exagera ou exclui - sê todo em cada coisa. Põe quanto és no mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda brilha, porque alta vive". Fernando Pessoa dixit.

7. Assegurada a subsistência individual por um complexo e progressivo sistema digitalizado, cabe ao homem a opção pelo lazer ou a actividade universal.

Nau

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Nº. 6021 - Luta Popular


1. Assegurada a subsistência individual por um complexo e progressivo sistema digitalizado, cabe ao homem a opção pelo lazer limitativo ou a actividade universal.

2. De natureza gregária, a adoção de ideias comuns no espaço geográfico onde nasceu ou estabeleceu a sua residência, permite ao homem associar-se pelo pensamento ou sentimento às práticas locais.

3. Logo, a referência do homem ao homem é meramente cultural, fundamentada na aplicação do espírito às práticas do seu agrado, tanto no desenvolvimento intelectual, como na agilização física, isto é, corpórea.

4. Baseado no respeito pelas liberdades individuais e necessidade moral de praticar certos actos ou abster-se dos mesmos, o homem, excluindo o Estado, reduto da burguesia republicana dominante, procurará actuar sem qualquer constrangimento.

5. A faculdade de agir ou não agir por seu livre arbítrio é craveira do anarquismo, conciliada com a ideia peregrina de Reino do monárquico-comunalismo, dado que monarquia significa domínio de um só, isto é, colectivo dos indivíduos da mesma comuna.

6. Claro que a referência de um país em determinado espaço geográfico é dado pelas coordenadas cartesianas, palavra com que se designa a localidade, bem como o correspondente soberano consensual, hereditário e vitalício.

7. Como é óbvio, aquele que nasceu ou se naturalizou em determinado Reino é colectivamente designado pela sua origem.

Nau


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Nº. 6020 - Prelo Real


                    Para ser grande

                         Para ser grande, sê inteiro: nada
                         teu exagera ou exclui.
                         Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
                         no mínimo que fazes.
                         Assim em cada lago a lua toda
                         brilha, porque alta vive.

                                              Fernando Pessoa
                          

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Nº. 6019 - RAC


1. O regime político vigente em Portugal não cai de podre uma vez que a merda acumulada é tanta e consistente que dá larga folga ao esporear da burguesia republicana dominante.

2. Diariamente, tanto a imprensa como os órgãos de comunicação social de imagem e som denunciam as actividades ilícitas da política de cavalheiros da indústria que, airosamente, escapam a qualquer acção judicial.

3. Os magistrados que administram a justiça enfrentam estorvos insuperáveis, isto é, burocracias para a articulação de qualquer grande processo judicial, este condenado à exaustão por mero esgotamento dos prazos legais.

4. A coisa mantém-se à superfície graças à capa da União Europeia que rege os seus interesses em altas esferas e amplos palácios, dando conforto e boas reformas aos figurões.

5. Claro que a Monarquia seria a opção radical, porém muitos são os descendentes de Dom Brúcio de Brebício Diliça de Porra Raistaparta e Chiça que se presumem adequados a superar a burguesia republicana dominante.

6. Logo, tanto o monárquico-comunalismo (defendendo um soberano consensual, hereditário e vitalício) como a erradicação do Estado por opção da política administrativa digital, bem como a automatização da produção industriosa, além da redistribuição da riqueza comum, de acordo com as necessidades individuais, sem intervenção humana, é o passo seguinte.

7. O homem poderá saciar a sua fome de imortalidade em práticas físicas e  culturais no espaço geográfico do seu aprazimento, na óptica sublime de Reino.

Nau


terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Nº. 6018 - Doutrina Cooperativista


1. Na bifurcação da economia social em competição e cooperação, a prioridade tem sido dada à primeira.

2. Claro que é na competição que o entesouramento se torna viável para os bem-sucedidos e/ou meros venturosos.

3. Enquanto o acto ou efeito de competir exorta a prática de concorrer com outrem na mesma pretensão, trabalhar com alguém robustece a hipótese de bom sucesso.

4. Além do diálogo em que avaliam e consertam as boas práticas, estas libertam os esforços associados dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários ou dos capitalistas.

5. Sem dúvida que o cooperar carece apenas da disposição bem ordenada entre as partes de um todo: dedicação ao empreendimento e respeito mútuo dos envolvidos.

6. Logo, a cooperação rejeita a intervenção do Estado na vida dos indivíduos, excluindo da comunidade o espírito de coerção sobre outrem.

7. Cooperação e anarquismo são o apanágio da monarquia, significando esta governo de um só, isto é, governo da maioria, sem conexões partidárias. 

Nau

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Nº. 6017 - Portal Comunalista


1. A povoação medieval que se emancipava do feudalismo, governando-se autonomicamente, ganhava o título de comuna.

2. Não precisamos de recuar tantos séculos para desempoar o termo comuna que, perfeitamente, se enquadra no conceito cooperativista.

3. O cooperativismo é um sistema associativo com base nas unidades cooperativas, destinadas a promover o cooperativismo.

4. Abre-se aqui um parêntesis para salientar que, correntemente, se usa a palavra comuna em sentido pejorativo ao sequaz do comunismo.

5. A administração pública digital e a subsistência de cada um, assegurada por sistemas automáticos, a liberdade e a responsabilidade serão o leitmotiv da comuna.

6. Claro está que o Estado, reduto da burguesia dominante, há muito tempo já se encontra fora de validade.

7. Logo, importa um adequado desenvolvimento das actividades culturais e de entreajuda para melhor consolidação das futuras comunidades,

Nau

domingo, 23 de fevereiro de 2020

Nº. 6016 - Psyche


1. A exploração do homem pelo homem é pratica recorrente desde a noite dos tempos, por insuficiência própria ou de meios, como alternativa à cooperação.

2. Estabelecer uma ordem de dependência por coacção física ou aliciamento sedutor (destreza, engenho) foram os condimentos para a emergência de divindades e respectivos sacerdotes.

3. O atomismo individualista, do qual provém a negação da existência real dos seres colectivos, bem como a atribuição indevida da capacidade económica do capital para gerir a produção, sem o recurso a aparelhos burocráticos, chegou ao fim.

4. Logo, o Estado, como reduto da burguesia republicana dominante, impõe um carisma dogmático à pluralidade social, quer por diatribes pedagógicas, quer pela separação da inteligência de qualquer actividade própria.

5. O homem, tido como algo autónomo e abstracto, embrutecido por um idealismo misticíssisimo e/ou um materialismo básico do real, carece de uma autogestão cooperativista, i.e., negação radical da adoração do homem pelo homem.

6. A autogestão positiva, mera libertação do homem em si pelo homem social, através de um federalismo autogestionário e mutualista, onde predomina o sentimento de comunidade, em espaço geográfico de tradição acrisolada.

7. O monárquico-comunalismo, na dicotomia liberdade e responsabilidade, recupera a ideia peregrina de Reino, robustecida pela anarquia, esta redutora da figura decrépita  do Estado.

Nau


sábado, 22 de fevereiro de 2020

Nº. 6015 - Fim de Semana 8


1. Podemos estar de acordo com as necessidades de reformas sociais embora divergindo das soluções preconizadas. O capitalismo anónimo distribui lucros e vantagens a classes dominantes, aliciando o homem real mesmo quando este caminha para o abismo.

2. A Sociedade das Nações, preconizada pelo presidente norte-americano Thomas Wilson, destinada a preservar a paz e promover a cooperação entre os Estados membros, transformou-se em mera desforra do Reino Unido e França através do Tratado de Versalhes, conduzindo o seu fracasso à segunda guerra europeia.

3. Na conferência de Ialta (Fevereiro de 1945) Roosevelt, Estaline e Churchill reservaram para si zonas de influência na Europa - NATO a ocidente; COMECON a oriente - além de um plano de ajuda económica e financeira aos aliados que igualmente serviram para reactivar a economia norte-americana.

4. Por dá cá aquela palha, democracia e socialismo são palavras de recurso anacreôntico. Toda autoridade emana do povo: democrático é este pagar exorbitantes impostos para alimentar o Estado. Socialistas são os camaradas de Estaline; os nacionais socialistas hitlerianos; os Maduros da Venezuela. Socialistas e democratas são os caudilhos cubanos, norte-coreanos  e africanos que apenas se aventuram a cultivar o seu bem-estar pessoal.

5. Resultante do aumento da esperança de vida e baixa fecundidade, a pirâmide demográfica alarga-se no topo e reduz-se na base. Suspeitas são muitas quanto à eficiência para o qual - tanto as classes altas, como as mais carenciadas - procuram ludibriar o Estado na presunção deste servir o poder instalado. Melhor será promover a multiplicação das unidades cooperativas, pois o fim do Estado está para breve.

6. "Tempo de Poesia. Todo tempo é de poesia, desde a névoa da manhã à névoa do outro dia. Desde a quentura do ventre à frigidez da agonia. Todo o tempo é de poesia. Entre bombas que deflagram; corolas que se desdobram; corpos em sangue soçobram; vidas qua amar se consagram. Sob a cúpula sombria das mãos que pedem vingança. Sob o arco da aliança da celeste alegoria - todo o tempo é de poesia, desde a arrumação ao caos, à confusão da harmonia." António Gedeão dixit.

7. Nação, como o conjunto de naturais de um determinado espaço geográfico, exaltando o berço original por contraposição a estrangeiros, é puro artifício da minoria dirigente. A comunidade de indivíduos que cultivam uma tradição comum, participada por residentes de outras origens, tendo por referência um soberano consensual, fundamenta a ideia peregrina de Reino. O fim das classes sociais só é possível através de uma administração digitalizada e uma produção industrial automática, bem como da distribuição da riqueza de acordo com a real necessidades individuais.

Nau

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Nº. 6014 - Luta Popular


1. A coesão nacional, sistematicamente evocada pela classe dirigente, apenas motiva causas minoritárias, tais como os emigrantes, as mulheres e os homossexuais.

2. Certo é a luta popular não passar do confronto entre uma minoria republicana dominante e a maioria de baixos recursos materiais centrada no melhoramento das suas bases de subsistência.

3. Para a minoria dirigente, a nação politicamente organizada - isto é, o Estado - é mero reduto da alta burguesia que, implementando o sectarismo, alegadamente permite a ascensão dos melhores.

4. Claro que a nação, como conjunto de naturais de um determinado espaço geográfico, exaltando o berço original por contraposição a estrangeiros, é puro artifício da minoria dirigente.

5. A comunidade de indivíduos que falam o mesmo idioma e cultivam uma administração comum, participada por residentes de outras origens, tendo por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, fundamenta a ideia peregrina de Reino.

6. Logo, a luta popular consiste no confronto da maioria com a minoria política dirigente, esta alicerçada em sistemas económicos caracterizados pela acumulação de património destinado à produção e novos valores que garantem a sua prepotência.

7. O fim das classes sociais só é possível através de uma administração pública digitalizada e de uma produção industrial automática, bem como da distribuição da riqueza de acordo com as necessidades de subsistência individual.

Nau

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Nº. 6013 - Prelo Real


                              Tempo de Poesia

                      Todo o tempo é de poesia
                      
                      Desde a névoa da manhã
                      à névoa do outro dia.

                      Desde a quentura do ventre
                      à frigidez da agonia.

                      Todo o tempo é de poesia.

                      Entre bombas que deflagram. 
                      Corolas que se desdobram.
                      Corpos em sangue soçobram
                      vidas qua amar se consagram.

                      Sob a cúpula sombria
                      das mãos que pedem vingança.
                      Sob o arco da aliança
                      da celeste alegoria

                      Todo o tempo é de poesia

                      Desde a arrumação ao caos.
                      à confusão da harmonia.

                                          António Gedeão

                       

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Nº. 6012 - RAC


1. Resultante do aumento de esperança de vida e baixa taxa de fecundidade, a pirâmide demográfica alarga-se no topo e reduz-se na base.

2. Logo, o fenómeno da pirâmide invertida reflecte-se nas pensões e nos cuidados de saúde, porquanto as despesas na educação, aparentemente, serão mais reduzidas. 

3. Como é óbvio, a centralização burocrática descamba nas soluções formalistas ou organizativas em que a maioria das decisões depende de pareceres técnicos e fiscais dolosos.

4. Por outro lado, os serviços nos hospitais públicos (enfermagem e medicina) assentam em regulamentos que não na eficiência imposta nos particulares, estes disponíveis para os mais endinheirados.

5. Suspeitas são muitas quanto à eficiência do Estado para o qual - tanto as classes altas, como as mais carenciadas - procuram ludibriar, na presunção deste servir o poder instalado.

6. A dívida pública, escrava do dito poder, vai-se degradando de acordo com as campanhas eleitorais em que todos, sem excepção, mentem.

7. Melhor será promover a multiplicação das unidades cooperativas, até porque o fim do Estado da burguesia republicana dominante se aproxima do fim.

Nau

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Nº. 6011 - Doutrina Cooperativista


1. Por dá cá aquela palha, democracia e socialismo são palavras de recurso anacreôntico.

2. Dado que toda autoridade emana do povo, democrático é este pagar pesados impostos para alimentar o Estado, reduto da burguesia republicana dominante.

3. Por outro lado, democrático é aumentar o vencimento mínimo da plebe a fim de que classe média possa exigir razoável distância desta.

4. Democrático será despachar os idosos (que em tempos tiveram vencimentos elevados) viciando-os com fármacos até à cova.

5. Claro que os socialistas são os camaradas de Estaline; os nacionais-socialistas hitlerianos; os Maduros da Venezuela e quejandos.

6. Socialistas e democratas são os caudilhos cubanos, norte-coreanos e africanos que apenas se aventuram a cultivar o seu bem-estar pessoal.

7. Graças a Deus, somos apenas monárquico-comunalistas: preferimos a cooperação ao stato quo, uma vez que este tem os dias contados.

Nau

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Nº. 6010 - Portal Comunlista


1. A guerra europeia da primeira metade do século passado tem sido tema recorrente neste espaço para sublinhar a emergência de dois grandes Estados - alemão e italiano - bem como fim da hegemonia do Velho Continente.

2. Com costa virada para o mar Báltico e mar do Norte, a Europa Central viu renascer o Império Alemão, separado da Áustria e da Itália, graças à política convergente de Bismark, culminando esta com a proclamação de Guilherme-I Imperador da Alemanha.

3. O desenvolvimento do capitalismo alemão, orientado para um crescimento económico e técnico, entrou em contradição com os interesses ocidentais (Reino Unido e França) que, após a exaustão dos recursos militares próprios, tiveram de recorrer ao auxílio extra-europeu.

4. A Sociedade das Nações, preconizada pelo presidente norte-americano Thomas Wilson, destinada a preservar a paz e promover a cooperação entre os Estados membros, transformou-se em mera desforra do Reino Unido e França através do Tratado de Versalhes, conduzindo o seu fracasso à segunda guerra europeia e dissolução da dita Sociedade em 1946.

5. Na Conferência de Ialta (Fevereiro de 1945) Roosevelt, Estaline e Churchill reservaram para si zonas de influência na Europa - Nato a ocidente; Comecon a oriente - além de um plano de ajuda económica e financeira aos aliados que igualmente serviram para reactivar a economia norte-americana.

6. Embora dividida, a Alemanha ocidental recuperou o seu estatuto de grande potência científica e industrial que, no desenvolvimento das tensões Tio Sam/Santa Rússia, permitiram a almejada reunificação.

7. Até meados do século-XX, a burguesia republicana francesa manteve-se como esforçado reduto do pensamento europeu, subindo às nuvens, na hipótese mais sã e justa, alheando-se da cooperação, do futuro digital e  da tendência robotizada que se avizinha.

Nau


domingo, 16 de fevereiro de 2020

Nº. 6009 - Psyche


1. Do pensamento à acção o espaço-tempo é carenciado pelos valores em confronto.

2. Podemos estar de acordo com as necessidades de reformas sociais embora divergindo das soluções preconizadas.

3. Sorel, tanto inspirou Lenine como o Duce da consolidação da unidade italiana, numa perspectiva de valores convergentes nas práticas aleatórias.

4. Porém, divergindo nos trajectos adoptados, ambos procuravam soluções realistas, até porque Estaline, Trotsky e León Blum também se afirmavam marxistas.

5. Após a grande guerra europeia que teve lugar nas primeiras quatro décadas do século transacto, as contestações hegemónicas são meras ignomínias.

6. O capitalismo anónimo distribui lucros e vantagens a classes dominantes, aliciando o homem real, mesmo quando este caminha para o abismo.

7. Tanto o parlamentarismo como o caudilhismo recorrentes marcham a compasso. Contudo, as soluções não dependem de um passadismo mítico, nem tão-pouco do Estado moribundo.

Nau

sábado, 15 de fevereiro de 2020

Nº. 6008 - Fim de Semana 7


1. Todos os seres humanos irracionais ganham subsistências específicas do sangue e líquidos capazes de destruir e neutralizar gérmenes ou toxinas nocivas. Porém, o ser humano desafia riscos, recorrendo a produtos da indústria farmacêutica, particularmente aqueles que têm por objecto o lucro.

2. Pelo progresso tecnológico dos nossos dias, fácil é concluir que a produção industrial e a subsistência do homem no planeta Terra serão realizados de acordo com as necessidades próprias do indivíduo, sem entesouramentos irracionais.

3. A maioria dos economistas considera a promoção de técnicas competitivas como o fundamento da ciência que se ocupa da produção e distribuição de bens e serviços destinados a satisfazer as necessidades humanas, porém, a concorrência extremada obnubilará a cooperação.

4. Mesmo nos nossos dias, a doutrina comunista é mera utopia, fomentada pela burguesia republicana dominante, tendo como fundamento a classe proletária, mas é pela minoria da burguesia republicana dominante que a ditadura desta é exercida.

5. Qualquer ciência ultrapassa-se a si própria, contudo, o marxismo, como concepção do mundo, está de pedra e adobe, à semelhança das várias religiões que pululam no planeta Terra.

6. "Primavera. Borboletas agitam o voo: núvens de flores". Matsuo Bashô dixit (poeta japonês do período Edo, século XVII).

7. O anarco-comunalismo - liberdade e responsabilidade total - consolidar-se-à a prazo, tendo por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, elo de ligação dos espaços geográficos de tradições afins.

Nau

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Nº. 6007 - Luta Popular


1. Tendo procurado debater a temática da luta popular mas, por carência de estugados candidatos, atrevi-me a desafiar aqueles que se encontram próximo, tendo sido convidado a pastar caracóis.

2. Ora o pastorear de moluscos testáceos, da família dos Helecideos, mesmo da classe dos Gastropodes, não é fácil, porquanto existem milhares de espécies, umas terrestres, outras do mar, e até de água doce.

3. Como é sabido, parte do corpo destes fitófagos sai fora da casca grossa, pelo lado da cabeça na qual há dois ou quatro tentáculos, também chamados de cornos, que se deixam comer porquanto há gente para tudo.

4. Vivendo em ambientes húmidos, os mais comuns são meros burgueses tidos como liberais, socialistas ou comunistas, embora aos mais comuns sejam atribuídos títulos de Helix aspersa, Helix pomatia e Helix nemoralis.

5. Tudo boa gente mas de difícil controlo porquanto uns esgueiram-se para a direita, outros para a esquerda, e há aqueles que, jogando ao centro, esmifram valores por extorsão ou manhas, raramente passando pelas barras dos tribunais.

6. Logo, ninguém procura dar a cara nesta luta popular que se aproxima do fim, uma vez que a produção e o consumo individual, de acordo com as necessidades, são garantidos por uma administração pública digital.

7. O anarco-comunalismo - liberdade e responsabilidade total - consolidar-se-á a curto prazo, tendo por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, elo de ligação dos espaços geográficos tradicionais.

Nau

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Nº. 6006 - Prelo Real



                         Primavera

                         Borboletas e
                         aves agitam o voo:
                         nuvens de flores.
                         
                                    Matsuo Bashô






























quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Nº. 6005 - RAC


1, A doutrina comunista, mesmo nos nossos dias, continua a ser mera utopia, fomentada pela burguesia republicana dominante.

2. Tendo como fundamento a classe proletária, é pela minoria da burguesia dominante que a ditadura desta é exercida, alegadamente em nome da sua clientela.

3. Argumentando ser o capitalismo dos plutocratas a peia com que estes manietam o organismo político administrativo dos negócios públicos, é através do mesmo que os comunistas manifestam o seu aprazimento.

4. Para os marxistas, o fim justifica os meios pelo que a eliminação de qualquer oposição é passível de erros e fracassos, mesmo no domínio do homem.  

5. Embora o método marxista se considere racional, tal não significa que seja infalível, pelo que nem os êxitos do passado, nem as derrotas deverão ser interpretadas como fait divers.

6. Frequentemente as teorias do valor ou a do Estado têm sido contestadas, refugiando-se os seus acólitos no marxismo como concepção do mundo, alegando que até esta carece de atempado momento.

7. Qualquer ciência ultrapassa-se a si própria, porém o marxismo está de pedra e cal, à semelhança das várias religiões que pululam no planeta Terra.

Nau

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Nº. 6004 - Doutrina Cooperativista


1. A maioria dos economistas considera a promoção de técnicas competitivas como o fundamento da ciência que se ocupa da produção e distribuição de bens e serviços destinados a satisfazer as necessidades humanas.

2. Outros consideram o equilíbrio competitivo fundamental em qualquer mercado pelo que forçoso será disponibilizar produtos e serviços de qualidade assegurados por agentes e profissionais de alto gabarito, a preços moderados.

3. Sem dúvida que a competição sem regras, ou procurando ignorar estas, poderá trazer eventuais benefícios aos agentes mais qualificados desde que, como é óbvio, a concorrência seja inepta e/ou simplesmente distraída.

4. Claro que não negamos que a competição positiva na oferta de artigos de qualidade, tanto da parte dos produtores, bem como daqueles que fazem do comércio a sua profissão, seja uma actividade nobre, desde que esta não tenha por estratégia viciar o consumo.

5. Em suma: a competição em mercados puramente comerciais tem por objecto o enfraquecimento da capacidade concorrencial na mera persecução doentia da realização do máximo lucro.

6. Porém, a concorrência extremada obnubilará a cooperação, i.e., diminui o nível de consciência sem atingir o sopor, enuviando o bom senso, ficando aberto a todo o tipo de corrupções, frequentes nas comunidades capitalistas.

7. Cooperar significa unir e coordenar esforços em qualquer actividade ou objectiva comum visando o bem-estar dos intervenientes.

Nau

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Nº. 6003 - Portal Comunalista


1. Na semana passada, com os olhos postos no Reino de Itália, salientámos os aspectos que contribuíram para o declínio da Europa.

2. Da Ásia, nem um palavra, embora o Japão tenha sido a fénix do capitalismo, e a figura de Hirohito aquilo que os naturais tradicionalistas evocam como a razão do Império.

3. Por outro lado, a Santa Rússia - campo de ensaio da burguesia republicana radical - afirmava-se, com real fundamento, após a Grande Guerra Europeia-II, como o maior Estado do mundo, abrangendo uma sexta parte da superfície terrestre.

4. O Tio Sam, estendendo-se pela parte central da América do Norte, do Atlântico ao Pacífico e o Alasca a N. O., cedo fechou o Novo Continente à colonização europeia, pondo em prática, após a 2ª Guerra Mundial, o controlo de países formalmente independentes do ponto de vista político.

5. A República Popular da China, proclamada por Mao Tsé-Tung em 1949, considerada como a maior superpotência emergente dos nossos dias, mantém um centralismo político piramidal em que o indivíduo de cada plataforma sobe, desde a base, por aquiescência da imediata.

6. Pelo progresso tecnológico dos nossos dias, fácil é concluir que a produção industrial e a subsistência do homem no planeta Terra serão realizadas de acordo com as necessidades próprias do indivíduo, sem entesouramentos irracionais.

7. A ideia sublime de Reino prevalecerá nas comunidades afins, tendo por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, bem como um património cultural acima de qualquer valor que, pela via cooperativa, assegurará a liberdade total do indivíduo.

Nau

domingo, 9 de fevereiro de 2020

Nº. 6002 - Psyche


1. A terapêutica somática procura equilibrar tanto o excesso como a carência medicamentosa.

2. Todos os seres vivos irracionais ganham naturalmente substâncias específicas do sangue e líquidos capazes de destruir e neutralizar gérmenes ou toxinas nocivas.

3. Porém o ser humano desafia riscos e assume posturas inconvenientes, recorrendo a produtos colocados no mercado pela indústria farmacêutica  com mero fim lucrativo.

4. Bom é cultivar toda e qualquer forma terapêutica que utilize apenas os meios físicos tendo por objecto o desenvolvimento de um corpo são e mente sã até à exaustão dos seus dias.

5. A ampliação da autonomia emocional, social e ético-política, considerada por muitos como uma terapia anarquista, robustece o senso de liberdade do ser humano.

6. Como exercício bioenergético, a somaterapia permite a identificação do autoritarismo nas relações interpessoais, motivadora da neurose que atinge o indivíduo e a sociedade.

7. Sem dúvida que a fome, a miséria e o trabalho alienado vai sendo superado pelo avanço tecnológico e o fim do sistema, tanto liberal como socialista.

Nau 

sábado, 8 de fevereiro de 2020

Nº. 6001 - Fim de Semana 6


1. Todas as sensações, volições e outros actos cônscios são acompanhados de fenómenos químicos nas células do cérebro que estimulam a actividade cerebral.

2. A maior potencia industrial da Europa nos fins do século XIX era o Império Alemão que dava sinais de descontentamento com a partilha colonial dos continentes Africano e Asiático.

3. Claro que a ginja no topo do bolo dos países beligerantes, o conluio franco-inglês e o centro europeu, foi a partilha da Alemanha e do seu império, após este ter deposto as armas em 11 de Novembro de 1918.

4. Endividados os países beligerantes, sem rei nem norte, ruminando desagravos e vendo-se a braços com problemas de alto coturno, procuraram no robustecimento do Estado, reduto da burguesia dominante, paninhos quentes para manutenção do stato quo.

5. O nacionalismo italiano, identificado pelo feixe de varas atadas, símbolo da Roma Antiga, aproximou-se do nacional-socialismo alemão, bandeira revolucionária vermelha, de suástica negra sobre alvo circular branco.

6. A grande guerra europeia que teve início na primeira década do século transacto e um prolongamento 18 anos mais tarde, arruinando o Velho Continente, subjugou este aos interesses político-económicos do Tio Sam.

7. Porém, a globalização ganha uma nova cara dado que, o respeito pelas liberdades do homem é assegurada pela doutrina política-social destruidora da autoridade da burguesia republicana dominante e do reduto desta, i.e., o Estado.

Nau

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Nº. 6000 - Luta Popular


1. Do seu étimo, Monarquia significa uma só autoridade, isto é, poder político, logo domínio do Povo.

2. Por outro lado, o espaço geográfico onde a comunidade de indivíduos com a mesma origem étnica, geralmente falando o mesmo idioma e partilhando uma tradição comum, é designado por Reino.

3. Obviamente que a comunidade, além de ser formada pelo grupo humano que apresenta características raciais, culturais e descendência comum, igualmente compreende todos os indivíduos que optaram por esta como sua residência.

4. Claro que a ideia sublime de Reino tem por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, que exerce as funções de Rei mas não governa, obstando lutas partidárias na comunidade.

5. Dentro em breve, as funções governamentais serão exercidas por sistemas digitalizados, controlando estes automaticamente a produção e a distribuição da riqueza sem o recurso humano, de acordo com as necessidades individuais.

6. Logo, a globalização ganha uma nova maneira de estar na vida, dado que, o respeito pelas liberdades do homem é assegurada pela doutrina política-social destruidora da autoridade da burguesia republicana dominante e do reduto desta, i.e., o Estado.

7. O Anarquismo não pretende subverter a ordem social mas eleva a um grau de perfeição superior a responsabilidade humana.

Nau

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Nº. 5999 - Prelo Real


1. O romântico século XIX do Velho Continente - audácia e comiseração - legou ao sucessor o princípio do fim.

2. Discutíveis são as referências, mas quando estas não personificam a autoridade - crédito, valimento, consideração - fácil é promover fantoches auto-animáveis.

3. Sem dúvida que a doutrina político-social destruidora da autoridade convencionada, defendendo a liberdade total do homem, subtilmente inspirada por Proudhon, aproxima-se a passos largos.

4. As novas tecnologias caminham para uma automatização total, libertando o homem das funções produtivas e distribuidora da riqueza materialista, responsabilizando este pela aplicação do espírito ao pragmatismo social.

5. Claro que foi o sistema económico - caracterizado pela propriedade privada dos meios de produção, bem como pelo espírito da actividade empresarial, tendo esta por objecto o lucro - que acalentou o Estado, reduto da burguesia republicana dominante.

6. A Grande Guerra Europeia que teve início na primeira década do século transacto e um prolongamento 18 anos depois, arruinando o Velho Continente, subjugou este aos interesses político-económicos do Tio Sam.

7. Perfilando-se no Extremo-Oriente um novo campeador económico, sem dúvida que a estabilidade do Planeta Azul apenas poderá ser assegurada pelo anarco-comunalismo de inspiração monárquica.

Nau  

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Nº. 5998 - RAC (GGE - II)


1. A guerra franco prussiana (1870-71) coincidiu com o fim da boa estrela de Napoleão III e a assertiva estratégia de Bismarck na consolidação da unidade nacional, incorporando a Alsácia e Lorena na Alemanha.

2. Nos seus bons momentos, Napoleão III apoiou  a unificação de Itália mas, contrariado pelos católicos franceses que consideravam uma ameaça aos domínios da Igreja, anexou Saboia e Nice, graças ao apoio da população maioritariamente anti-austríaca.

3. O Tratado de Utrecht submeteu a península italiana ao domínio dos Habsburgos da Áustria, porém, em 1861 o Reino de Itália foi proclamado, embora a unificação tenha apenas sido concluída em 20 de Setembro de 1870, com a conquista de Roma.

4. Na primeira década do século XX o Reino de Itália adquiriu uma ordem pública e económica sustentável, dominada pelas reivindicações irredentistas e de expansão colonial, compreendendo esta o norte de Tripoli e o Dodecaneso.

5. Aliciada pelo Reino Unido, a Itália firmou o Tratado de Londres (1915) participando na Grande Guerra Europeia em que viu satisfeita apenas parte das suas ambições com a conquista de Trentino e Fiume, mas ficando a braços com uma deplorável situação económica.

6. O nacionalismo italiano, identificado pelo feixe de várias varas atadas (fascio) da Roma Antiga, significando que a união faz a força, através do Pacto de Aço (22 de Maio de 1939) aproximou-se do III-Reich, participando no conflito deste a partir de Junho de 1940.

7. Claro que o nazismo (nacional-socialismo hitleriano), à semelhança do fascismo mussoliniano, ambos combatiam a alegada ditadura do proletariado.

Nau


terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Nº. 5997 - Doutrina Cooperativista (GGE - I)


1. Foi penoso o após da grande guerra europeia (GGE - 1914-18). Embora a França tivesse recuperado a Alsácia e a Lorena ao vencedor do conflito armado franco-prussiano (1870 - 71), o Tratado de Versalhes (1919) manifestava puro revanchismo.

2. O Reino Unido foi o maior beneficiário na partilha das colónias alemãs, principalmente em África onde procurava explorar os recursos naturais com mão-de-obra local de baixo custo. O amargo de boca fora o prestígio adquirido no tempo da rainha Vitória ficar deveras amachucado.

3. Claro que o trauma do conflito foi repercutido por todos os intervenientes, com chagas sociais de pessoas em número indeterminado, física e mentalmente, incapacitadas por gases tóxicos para os seres vivos, utilizados para anular a aptidão de combate do inimigo.

4. A França regurgitava de fãs das "Folies Bergère" para exorcizar os dias negros do recente conflito, enquanto uma classe exótica afluía a Paris, com preconceitos de esquerda, alguns intelectualmente brilhantes, escandalizando 'la petite burgeoisie' e olhos voltados para o Oriente  em que os refugiados daquela origem e as proclamadas reformas estimulavam a imaginação.

5. No Reino de Itália, onde a memória da execrável tutela austríaca perdurava e as negaças londrinas, prometendo suporte para a sua expansão territorial, motivara a troca da neutralidade pela conveniência bretã, muitos foram os amargos de boca.

6. Endividados os países beligerantes, sem rei nem norte, ruminando desagravos e vendo-se a braços com problemas de alto coturno, procuravam no robustecimento do Estado, reduto da burguesia republicana dominante, colocar paninhos quentes para manutenção do stato quo.

7. A segunda parte da grande guerra europeia dispensaria bolas de cristal e esta não tem emenda - "l'europa è troppo vecchia".

Nau

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Nº. 5996 - Portal Comunalista (GGE-I)


1. A Tríplice Aliança, acordo militar entre o Império Alemão, o Império Austro-Húngaro e o Reino de Itália, foi formalmente estabelecida em 20 de Maio de 1882.

2. Por outro lado, a aliança franco-russa (1891) reforçada pela Entente Cordiale (1904) entre a França e o Reino Unido visava o equilíbrio de forças no Velho Continente.

3. No entanto, a maior potencia industrial da Europa era o Império Alemão que se mostrava descontente com a partilha colonial dos continentes africano e asiático.

4. O assassinato do arquiduque Francisco Fernando da Áustria por um nacionalista sérvio despoletou a guerra e as alianças formadas ao longo das décadas anteriores foram invocadas.

5. Dado que a guerra fora declarada sem consulta prévia dos elementos da Tríplice Aliança, a Itália declarou a sua neutralidade, porém, no Tratado de Londres (1915) esta ingressou no campo oposto.

6. Porém o Império Alemão transporta literalmente os revolucionários comunistas russos refugiados na Suiça e despeja-os em Moscovo que, pouco tempo depois, suspende as hostilidades.

7. Claro que a ginja no topo do bolo dos beligerantes no conluio franco-inglês foi a partilha do império colonial alemão; entretanto a Alemanha depõe as armas em 11 de Novembro de 1918.

Nau

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Nº. 5995 - Psyche


1. O sono é um estado fisiológico de repouso periódico, especialmente do sistema nervoso, característico da Assembleia da República.

2. Durante o sono, verifica-se no cérebro um suprimento sanguíneo inferior ao que tem normalmente acordado, pelo que a anemia gradual e ligeira é mero efeito que não a causa.

3. Outra hipótese de origem química, atribuído à falta de oxigénio nos centros nervosos, resulta do valor inspirado corresponder a cerca de 67% daquele verificado durante o dia.

4. Por outro lado, o anidrido carbónico expelido em igual período de tempo é de 58% e durante o sono de 42%, pelo que ambientes viciados por aquele gás possa causar prostração, seguida de inconsciência.

5. Todas as sensações, volições e outros actos cônscios são acompanhados de fenómenos químicos nas células do cérebro que estimulam a actividade cerebral.

6. Cessando as impressões exteriores pelo simples facto de se fecharem os olhos e de nos entregarmos aos braços de Morfeu, a consciência deixa de ser estimulada.

7. Por outro lado, pode dizer-se que os centros vitais do cérebro nunca dormem.

Nau

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Nº. 5994 - Fim de Semana 5


1. A palavra democracia na boca dos nossos políticos republicanos, por dá cá aquela palha, vai pelo caminho mais abstruso. Claro que os republicanos assumidos como radicais, vagamente conotados com anarco-comunismo, continuam enfeudados à figura de Álvaro Cunhal cujo óbito ainda não interiorizaram.

2. O prato forte de hoje é o anarquismo, doutrina política-social destruidora da autoridade e defensora da liberdade integral do indivíduo, preconizando o fim do Estado, reduto da burguesia republicana dominante, bem como do capitalismo, através da multiplicação das unidades cooperativas.

3. Em breve as máquinas farão o trabalho de produção e distribuição da riqueza de acordo com as necessidades da população do planeta Terra. Provavelmente a fonte dos bens materiais necessários para a subsistência do homem ocorrerão nas comunidades mais evoluídas, sendo a partilha da experiência destas extrapoladas a todo o Planeta Azul em curto espaço de tempo.

4. Monarquia (mono archo) significa uma só autoridade, poder político, isto é, o povo, tendo por referência um soberano consensual, hereditário e vitalício, que logicamente obvia o sistema partidocrático da burguesia republicana dominante.

5. O monarca identifica a população de um determinado espaço geográfico (rei de ....), alfobre onde se criaram e desenvolveram experiências de vida transmitidas de idade em idade, conservada de boca em boca e/ou em registos históricos que caracterizam um povo e são o património colectivo deste.

6. "Antes que nasça o dia que me levem daqui, sou um rosto deserto, um corpo secreto ainda abraçado a ti. Suspensa nessa pele viva onde tanto me perdi, és um longe tão perto, um vulto discreto ainda abraçado a mim. Nos teus olhos fechados, está tudo o que nunca chegou, sonhos largados, futuro impossível que me abandonou. No teu peito gelado, está a minha esperança perdida, nada que agora é tudo, sombra que me atravessou a vida..." José Luís Peixoto dixit.

7. Resultam as lutas populares das tensões nas sociedade hierarquizadas, porém a maioria recusa-se a participar no jogo da burguesia republicana dominante e não vota.

Nau