domingo, 26 de janeiro de 2020

Nº. 5988 - Psyche


1. A palavra democracia na boca dos nossos políticos republicanos, evocada por dá cá aquela palha, vai pelo caminho mais abstruso.

2. Claro que os republicanos assumidos como radicais, vagamente conotados com anarco-comunismo, continuam enfeudados à figura de Álvaro Cunhal cujo óbito ainda não interiorizaram.

3. Os maoistas tradicionais continuam a fazer finca-pé, apostando na revolução cultural permanente que combate a tendência burocrática e revisionista da anichada direcção comunista em curso.

4. Porém, o saudoso movimento da rapaziada pinta paredes, já conformada com a oportunistica debandada de rosas e quejandos, mantém o impasse, sem dar a mão e/ou aproximar-se do defunto Mao.

5. A saudade dos verdes anos é manifesta, correndo a rapaziada daquele tempo em bloco para os braços da burguesia consciente que a postura de Cunhal se encontra muito deteriorada. Os socialistas, negando a sua tradição centralizadora, continuam a remar contra a maré, tapando os buracos da piroga com paninhos quentes.

6. Europa, colonizada pelo Tio Sam e impossibilitada de se aproximar da Rússia, continua à deriva, a braços com o ziguezaguear de John Bull, em união de facto muito controversa, rezando a todos os santos para que Trump não faça mais disparates.

7. Questionada a hegemonia do Tio Sam pelo Império Amarelo, e as hegemonias regionais muito debilitadas, resta-nos apoiar o anarco-comunalismo através da multiplicação das unidades cooperativas. 

Nau

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